Publicado por: sosortomolecular | 26 de Fevereiro de 2010

OS QUATROS BIOTIPOS HUMANOS

Explicar o temperamento humano tem sido desde os tempos mais remotos, uma constante preocupação. Embora não seja tarefa fácil, o temperamento tem contribuído para se compreender a natureza humana e pode ser entendido como a maneira ou forma com que uma pessoa, pensa, age e fala.

A classificação dos quatro temperamentos tiveram a sua origem no estudo dos Quatro Elementos: Água, Terra, Fogo e Ar, referenciados em várias obras de expressão literária, plástica e filosófica da antiguidade.

Temperamento – s.m. (Do Lat. Temperamentum “combinação”). Caráter de um indivíduo que corresponde ao conjunto dos seus traços psicológicos e que o distingue dos outros, condicionando-lhe a constituição física, o comportamento e as emoções.

No Egito Antigo, a astrologia era parte integrante da medicina e o primeiro médico egípcio conhecido foi Imhotep (2980 a 2900 A.C.), tido como o sacerdote que desenhou uma das primeiras pirâmides. Grande curandeiro, foi deificado, e utilizava ervas medicinais nos seus preparados mágicos. Os Papiros de Ebers do Egito foram um dos herbários mais antigos que se têm conhecimento, datando de 1550 A.C., e ainda está em exibição no Museu de Leipzig (são 125 plantas e 811 receitas). Os Egípcios nos seus primórdios de civilização acreditavam que habitavam corpos de animais e dentro de uma análise feita pelos Hierofantes, dividiam a humanidade em 4 temperamentos, os quais consideravam que tinham a sua origem num grupo animal específico.

Também na Índia se vê a aplicação deste conceito de elementos que entram em partes equilibradas na composição da matéria, quando a medicina ayurvédica tenta equilibrar os três humores: vento, fogo e terra. Esses humores formaram a base da medicina de Hipócrates, e ainda fazem parte da psiquiatria, onde se sabe que certas doenças mentais graves, como a esquizofrenia, está associada a certos tipos físicos (como longilíneo, brevilíneo, etc.) A predominância de certo elemento, ou humor, determina o tipo físico da pessoa, segundo os médicos de Cós.
A teoria dos quatro elementos, ao menos no ocidente, surgiu na Grécia, entre os filósofos pré-socráticos. Entre eles, a origem da matéria era atribuída a um elemento diferente: ora o fogo, ora a água. No entanto, é provável que essa discussão tenha vindo do oriente, onde encontramos, na China, a Teoria dos Cinco Elementos: Madeira, Fogo, Terra, Metal e Água. Estes são, na verdade, elementos subtis, ou melhor, estados de mutação da matéria-energia.

Os escritos dos filósofos da Renascença, porém, levam a supor que o ocidente também via os elementos como forças subtis que se manifestariam através de transformações recíprocas. É o que se depreende do texto enciclopédico de Cornelius Agrippa, de oculta philosophia. Esta forma de ver os elementos justifica a ligação entre astrologia e alquimia, que ocorria naquela época.

A astrologia, que era usada para estudar aspectos médicos das doenças, investigava se a pessoa era do tipo sanguíneo (ar), fleumático (água), colérico (fogo) ou bilioso (terra, também chamado nervoso). A cada um desses biótipos corresponde, de acordo com a medicina antroposófica, o seguinte órgão:
 • Colérico: coração
 • Fleumático: fígado
 • Sanguíneo: rins
 • Bilioso: pulmões

Cada um desses tipos teria então um órgão indicativo de seu estado de relativa saúde ou doença, e durante determinada estação do ano estaria mais propenso a desequilíbrios.
Hipócrates, conhecido como o pai da Medicina, deixou como herança a ética médica. Até hoje os formandos de medicina fazem o juramento de Hipócrates. Os gregos tornaram-se célebres pelo seu renome e pelos sucessos obtidos em todos os países do Mediterrâneo e fixaram-se principalmente em Roma, onde muitos deles fizeram uma brilhante carreira. Os Fundadores das Escolas Filosóficas Gregas tiveram a sua iniciação no Egito e agregaram à sua cultura o conhecimento dos quatro temperamentos. Quando Roma dominou a Grécia, incorporou estes conhecimentos, os quais passaram a ser estudados no mundo ocidental.
Na Grécia Antiga, Hermes Trismegistos, cujos termos designam “Hermes, o três vezes grande”, nome dado pelos egípcios a Thot, deus lunar e assimilado como Mercúrio pelos romanos, classificou e definiu o temperamento humano em 4 categorias: o colérico, o melancólico, o fleumático, e o sanguíneo, relacionados aos quatro elementos: Fogo, terra, água e ar. No começo do século XX, esse estudo foi dinamizado por grandes pensadores, como Rudolf Steiner (antroposofia), Freud (psicanálise), Jung e outros. Também podemos encontrar definições como: hepático, pulmonar, renal e cardíaco, nomenclatura esta que passaremos a adotar.

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Responses

  1. Preciso de informações sobre o curso de oligoelementos/terapia ortomolecular.

    • Boa noite Silvio
      Estaremos no mês de outubro iniciando um novo curso no SINTER-RJ, ligue (21) 2567-3307, e peça mais informações.
      Prof. Paulo Edson

  2. Quero ser e não ser eu.
    Eu sei que nao tem nada a ver com o asunto eu nao tenho nenhuma doensa ou coisa do tipo mas eu quero ser sauvo.

    • Boa noite Kadaj
      Não entendi o que quer saber de informação, por favor reescreva a solicitação.
      Prof. Paulo Edson

      • ola,dr parabens pelo blogh,gostaria que umas respostas.ando tendo muitas dores nos musculos e ossos das maos e dos pes as vezes fica vermelho e quente e coça sempre tve ma circulaçao e caibras quando era criança ,quais vitaminas v c me acons.elha tomar?? desde ja obrigada

      • Boa tarde Patrícia
        Possivelmente existe um processo de intoxicação no seu organismo, é preciso fazer uma avaliação para depois fazer uma orientação. Mas tem muitas opções sim. Um abraço
        Prof. Paulo Edson

  3. prof.paulo minhas veias das minhas maos sao saltadas e grossas ta horrivel e doi ja fui em varios medicos e nao consegui resposta ,no calor elas incham que tratamento o sr propoe???

    • Boa tarde Patrícia
      Acabo de responder seu e-mail anterior, junto a esta informação que está me repassando, é realmente um processo de intoxicação, precisa limpar o organismo. Um abraço
      Prof. Paulo Edson


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