Publicado por: sosortomolecular | 29 de Novembro de 2016

VITAMINA B¹², A PROTEÇÃO CELULAR

Como vegetariano adoraria dizer que nesse tipo de opção alimentar não é necessária a preocupação com nenhum nutriente.

No entanto os estudos científicos sobre a adequação nutricional da dieta vegetariana nos mostram que a vitamina B¹² é o único nutriente que talvez não consigamos uma perfeita adequação, no caso dos veganos.

Os vegetarianos encontram enormes dificuldades de orientações médico/nutricionais devido à desinformação de muitos profissionais com relação ao vegetarianismo.

Segundo a ADA (American Dietetic Association) e nutricionistas do Canadá em seu posicionamento sobre dietas vegetarianas de 2003 encontramos o seguinte parecer:
“Os profissionais da nutrição têm a responsabilidade de apoiar e encorajar os que demonstram interesse pelo consumo de uma dieta vegetariana.”

Textos da ADA de 1997 já afirmavam que a dieta vegetariana pode ser utilizada em todas as etapas da vida (incluindo a gestação e a infância). Cerca de 8 anos após ainda ouvimos absurdos sobre a dieta vegetariana. E o que é pior: por profissionais ligados à área de nutrição.

O objetivo desse material é o de esclarecer as inúmeras dúvidas que tenho ouvido a respeito da vitamina B¹² no contexto da dieta vegetariana.

Espero que esse texto ajude a orientar você que é vegetariano, simpatizante ou que tem a intenção de se tornar vegetariano. Esse texto também pode ser útil aos profissionais de saúde que gostam de estudar e que têm contato com vegetarianos.

O nosso foco aqui é com relação à vitamina B¹².

Entremos em acordo: vitamina B¹² e Cianocobalamina são sinônimos!!!

Vamos conhecer essa vitamina hidrossolúvel (solúvel em água) de cor rosa?

Histórico

Revisando a literatura terapêutica, alguns pesquisadores demonstraram que em 1824 já existiam relatos de uma doença (anemia perniciosa), geralmente fatal em 1 a 3 anos após o seu diagnóstico.

A solução terapêutica surgiu apenas em 1926 quando George Minot e Willian Murphy demonstraram que a ingestão diária de uma dieta contendo bife de fígado levemente cozido levava a uma remissão da anemia após alguns meses.

A vitamina B¹², ou Cianocobalamina, foi isolada pela primeira vez em 1948 simultaneamente nos Estados Unidos e na Inglaterra.

Em 1963 foram descobertas as primeiras funções metabólicas dessa vitamina.

Em 1979 as suas funções metabólicas foram elucidadas e a sua síntese concluída.

Desde o seu desenvolvimento histórico 2 prêmios Nobel foram recebidos devido a ela.

Para que serve essa vitamina?

Resumidamente: para a formação do sangue, manutenção do sistema nervoso e funcionamento normal da vitamina B9 (ácido fólico).

Quanto precisamos dessa vitamina?

As doses recomendadas podem apresentar pequenas variações conforme a fonte utilizada.
Segundo a Food and Nutrition Board, 1998, as recomendações são (valores em mcg/dia):

0 a 6 meses 0,4
6 a 12 meses 0,5
1 a 3 anos 0,9
4 a 8 anos 1,2
HOMENS
09 a 13 anos 1,8
15 a 18 anos 2,4
19 a 50 anos 2,4
Mais de 50 anos 2,4
MULHERES
09 a 13 anos 1,8
15 a 18 anos 2,4
19 a 50 anos 2,4
Gestação 2,6
Lactação 2,8

A B¹² e os alimentos

Como essa vitamina é formada?

A única forma de a Cianocobalamina ser fabricada (sintetizada) é através de bactérias.

Portanto, são as bactérias quem produzem a vitamina B¹².

Se são as bactérias que produzem a B¹², por que ela pode ser encontrada nas carnes e no fígado?

A presença de vitamina B¹² nas carnes se deve ao fato de que os animais ingerem ou absorvem (quando produzidas pelas bactérias do seu trato gastrointestinal) a vitamina (produzida pelas bactérias).

A presença de vitamina B¹² no leite e nos ovos se deve à passagem dela do animal para as suas secreções.

Aliás, 50 a 90 % da vitamina ingerida pelos animais é estocada no fígado.

A cobalamina não pode ser encontrada em alimentos de origem vegetal?

Vamos deixar isso bem claro: quem produz essa vitamina são as bactérias!!!

Da mesma forma que frango e peixe não são vegetais (você vegetariano já ouviu muito esse tipo de “equívoco”, não ouviu?), bactérias também não são vegetais.

Plantas não produzem vitamina B¹²!!!

Portanto, se existir B¹² em qualquer alimento de origem vegetal isso ocorreu por contaminação bacteriana.

OBS – Pode também ocorrer vitamina B¹² por contaminação das carnes, mas o alto teor de cobalamina existente nelas se deve à sua presença na própria carne (ingestão e absorção do animal) e não por contaminação.

Curiosidade

Morcegos de fruta obtêm B¹² pelo consumo inadvertido (o bicho é ceguinho) de insetos nas frutas.

Morcegos mantidos em cativeiro recebendo uma dieta com frutas limpas (lavadas) morrem de neuropatia (doença dos nervos) decorrente de falta de B12 em 9 meses.

Nós temos bactérias no intestino grosso. Elas são capazes de produzir B¹² para nós?

Capazes de produzir sim. O problema é absorvê-la.

Os principais microorganismos intestinais que produzem a B¹² se chamam actinomices.

Veremos mais adiante que o local que essas bactérias habitam (intestino grosso) é posterior ao local de absorção (60 cm finais do intestino delgado).

Outros estudos mostram que quando há contaminação do intestino delgado por bactérias do intestino grosso ocorre competição pela B¹² ingerida.

Não somos ruminantes. Não temos várias câmaras gástricas e nem a mesma abundância de flora desses animais nessas câmaras. Não somos capazes de adquirir a B¹² da mesma forma que as vacas.

Portanto: nada feito. Não confie na sua flora intestinal como suprimento de B¹².

Vegetarianos ingerem menos B¹²?

Depende da quantidade de produtos animais ingeridos, da higienização dos alimentos e de quem estamos comparando.

Alguns estudos demonstraram que onívoros:
Homens comendo 2400 kcal e 70 g de proteína – ingeriam 5,2 mcg de B¹² por dia
Mulheres comendo 1400 kcal e 53 g de proteína – ingeriram 5,6 mcg de B¹² por dia
A ingestão de fígado contribuía para essas diferenças.

Ingestão com a dieta vegetariana: 0,25 a 0,5 mcg/dia – proveniente da atividade bacteriana no alimento, água e de derivados de leite ou ovos ingeridos.

Atenção!!!

Dietas fornecendo 0,5 mcg/dia de B¹² ou menos estão associadas com uma alta proporção de pessoas com níveis sanguíneos mais baixos dessa vitamina.

Se você é vegetariano, principalmente se é vegano, não dê mole para a B¹².

Inúmeros estudos demonstram que vegetarianos têm níveis sanguíneos mais baixos de B¹².

A Índia é um país pobre onde as condições de higiene são precárias e grande parte da população come com a mão. Tudo a favor das bactérias e da B¹².

Um estudo na Índia com 15.000 pessoas, quase todas vegetarianas demonstrou que 54 % tinham baixas concentrações sanguíneas de B¹².

Portanto: não confie nas bactérias como fonte de Cianocobalamina!

Se eu cozinhar o alimento perderei a B¹² contida nele?

A vitamina B¹² é termoestável, ou seja, resiste à elevação de temperatura.

Pesquisas demonstram que ela se mantém estável a 100oC por longos períodos.

Portanto ela resiste ao cozimento!

No entanto, a Cianocobalamina é destruída na presença de pH > 9, oxigênio, íons metálicos (Cu, Mo, Mn) e agentes redutores (ascorbato).

Com relação à destruição por oxigênio, devemos lembrar que no alimento ela está protegida, pois se encontra ligada aos nutrientes. As fontes de vitamina B¹² nos alimentos (segundo o Departamento de Agricultura dos EUA)

Flocos de cereais comprados prontos, enriquecidos, 28 g 0,6 a 6,0 mcg
Leite de vaca, ½ xícara (125 ml) 0,4 a 0,5 mcg
Ovo – 1 grande (50 g) 0,5 mcg
Fermento nutricional (Red Star Vegetarian Support Formula) em miniflocos, 1 colher de sopa (3 g) 1,5 mcg
Leite de soja ou outros leites vegetais enriquecidos, ½ xícara (125 ml) 0,4 a 1,6 mcg
  “Carnes” vegetais enriquecidas, 28 g 0,5 a 1,2 mcg
  ** Curiosidade: fígado de vaca, 100 g 100 mcg

Já ouviu falar sobre os análogos da Vitamina B¹²?

Pois é, existem algumas substâncias ingeridas muito parecidas com a vitamina B¹², mas que não têm a mesma função dela. São os chamados análogos da vitamina B¹².

Os análogos da B¹² podem ser produzidos por técnicas de preservação de alimentos, pelo cozimento e pela microflora intestinal (as bactérias intestinais).

Esses análogos podem interferir com a absorção da B¹² verdadeira (atrapalha a sua ligação com uma substância chamada Fator Intrínseco) ou apresentar efeitos tóxicos se absorvidos.

Durante o processo digestivo o nosso organismo tem formas de isolar e remover esses compostos.

Alimentos não confiáveis como fonte de B¹²

Alimentos como algas marinhas e espirulina podem conter análogos da B¹².

Nem as algas e nem os produtos fermentados de soja podem ser considerados fontes confiáveis de B¹².

Gestação, Lactação e Infância 

Gestação, lactação e vegetarianismo

As reservas de B¹² são passadas para o feto nos últimos 2 meses de gestação.

Se a mãe tem baixas quantidades de B¹² o bebê nascerá com um estoque baixo.

A deficiência pode ocorrer, principalmente se a mãe que o amamenta não usar suplementação de B¹², já que a concentração de cobalamina no leite é equivalente à concentração no sangue da mãe.

Mas se há estoque de B¹² nas pessoas, por que suplementar a gestante?

A resposta é simples: estudos demonstram que a ingestão de B¹² durante a gestação tem mais influência sobre a quantidade da vitamina que passa para o bebê do que a quantidade do estoque da mãe.

Mães vegetarianas (veganas) amamentando oferecem menos vitamina B¹² para os seus bebês?

Sim!!!

Mulheres com dieta mista (dieta que inclui carne) têm 0,04 mcg/100 ml de vitamina B¹² no seu leite.

Mulheres veganas mostram um valor de 3 a 4 vezes menor.

Sintomas de deficiência de B¹² no lactente

Geralmente o desenvolvimento da criança é normal até os 4 primeiros meses de vida.

As deficiências se tornam mais evidentes entre 6 e 14 meses de vida.

Os lactentes tornam-se irritáveis e letárgicos, recusam alimentos sólidos e são fracos.
Param de sorrir, não sustentam a cabeça e não se viram.
Torcem as mãos constantemente, ficam hipotônicos (pouco tônus muscular).
Os olhos não fixam e nem acompanham os objetos.
Podem estar em coma.
Pode ocorrer pigmentação anormal do dorso das mãos e em torno das unhas.
Ocorre atraso no desenvolvimento, anemia, fígado e baço aumentados.
A concentração sanguínea de B¹² é baixa.

** A resposta ao tratamento com B¹² é excelente, desde que diagnosticada a tempo.

Crianças vegetarianas 

As crianças veganas devem receber uma fonte segura de B¹² (suplementação e/ou alimentos fortificados).

O metabolismo da Vitamina B¹²

Para compreender melhor a cobalamina precisamos entender o seu metabolismo.

Sempre que vamos estudar bioquímica ou fisiologia precisamos primeiro conhecer as regras do assunto. Eis as regras:

  1. Só para relembrar a anatomia, a ordem dos compartimentos na digestão é (em negrito estão os pontos principais para entender a vitamina B¹²):
    • boca (tem enzimas digestivas e pH alcalino)
    • esôfago (serve apenas como passagem para o alimento). Mede 25 cm.
    • estômago(armazena e digere os alimentos, principalmente protéicos. Tem pH ácido). Mede 25 cm. Produz uma substância chamada fator intrínseco (guarde bem essa informação sobre o fator intrínseco. Ela será necessária para a leitura do resto do texto!!!)
    • intestino delgado. É dividido em 3 porções:
      1. duodeno (tem cerca de 25 cm, recebe as secreções digestivas do pâncreas e da vesícula biliar e alcaliniza o conteúdo gástrico proveniente do estômago)
      2. jejuno – mede 2 a 3 metros – função de absorção, principalmente.
      3. íleo– mede 3 a 4 metros – função de absorção, principalmente.

Intestino grosso (Tem cerca de 1,5 m, alta concentração de bactérias e função de absorção de líquidos e outras substâncias) quando ingerimos um alimento com B¹² precisamos torná-la disponível. Aí entra o processo digestivo. Não existe B¹² livre nos alimentos.

  1. É absolutamente necessário haver a produção de uma substância chamada Fator intrínseco. Quem produz o fator intrínseco é o estômago.
  2. A vitamina B¹² não consegue ser absorvida sozinha. Para ser absorvida ela precisa estar ligada ao Fator intrínseco. Portanto: se não há Fator intrínseco não há absorção de B¹².
  3. O Fator intrínseco só consegue se ligar à B¹² em pH alcalino.
  4. A absorção da B¹² (ligada ao Fator intrínseco) ocorre no íleo terminal.

Vamos ver então como tudo ocorre. Escreverei FI no lugar de Fator intrínseco, ok?

Ao ingerirmos um alimento com B¹², precisamos deixar essa B¹² disponível para ser ligada ao FI.

Começa a digestão. O estômago é o principal órgão responsável pela liberação da B¹² do alimento.

Ok: B¹² liberada do alimento no estômago. Vamos unir o FI com a B¹². Essa ligação ocorre no intestino (pH alcalino).

Agora temos a vitamina B¹² ligada com o FI.

No final do intestino (nos últimos 60 cm do íleo terminal) esse complexo (FI + B¹²) é absorvido.

Essa absorção também depende de cálcio, pH alcalino (maior que 6) e componentes da bile (composto liberado pela vesícula biliar).

O que ocorre depois que a vitamina B¹² é absorvida?

Ela é transportada para diversas células.
Ocorrem diversas reações muito complexas.

Dessas reações, o que é interessante saber é que quando há pouca vitamina B¹² o nível sanguíneo de 2 compostos ficam elevados.

Esses compostos são o Ácido Metilmalônico e a Homocisteína.

Por que saber isso?

Porque podemos dosar essas substâncias no sangue. Se encontrarmos os seus valores elevados é possível que haja falta de B¹².

O que precisamos saber sobre a absorção dessa vitamina?

Importante: há um limite de absorção para a quantidade de B¹² ingerida em uma única refeição.

A explicação se deve ao fato de que os transportadores do FI + B¹² ficam cheios (saturados) e não conseguem absorver mais do que a oferta.

Quanto podemos absorver em uma única refeição?
Resposta: 1 a 1, 5 mcg.

A capacidade de absorção volta ao normal após 4 a 6 h da primeira dose.

Assim, podemos absorver de 1 a 1,5 mcg a cada 4 a 6 horas.

Portanto, se forem feitas 3 refeições com boa quantidade de B¹² podemos absorver 4,5 mcg por dia.O armazenamento e consumo da B¹²

Quanto um adulto pode armazenar de Vitamina B¹²?

Cerca de 3 a 5 mg.

Aproximadamente 50 a 90 % está armazenada no fígado. Se o estômago for completamente retirado (gastrectomia total) ocorrerá falta do FI. Quanto tempo irá demorar para surgir anemia por deficiência de B¹² ?

O tempo depende do estoque de B¹² que a pessoa tem antes da cirurgia.

Alguns autores demonstraram que isso geralmente demora de 4 a 7 anos.

Por que demora esse tempo todo?

O que ocorre é que o organismo tem meios de reaproveitar a vitamina.

O nosso próprio organismo elimina uma pequena quantidade de B¹². Ela é lançada no intestino pela vesícula biliar e sai pelas fezes.

Ao invés de eliminá-la pelas fezes o nosso organismo consegue colocá-la de volta no organismo. Esse ciclo é chamado de ciclo êntero-hepático (ciclo que leva a vitamina do êntero (intestino) para o hepático (fígado).

Esse ciclo reaproveita 1 mcg/dia de B¹², o que corresponde a cerca de 2/3 da vitamina que é excretada por essa via.

Somando os fatos:
Nosso estoque de B¹² – 3 a 5 mg.
Reaproveitamos 1 mcg/d de B¹² (ciclo êntero-hepático)

Se não ingerirmos nada de B¹² (ou não tivermos mais o FI) os nossos estoques serão suficientes para 2500 dias ou mais.

A deficiência de vitamina B¹²

Os sinais e sintomas da deficiência de B¹²

Muitas pessoas que têm anemia megaloblástica (anemia com células grandes, que pode ser devido à falta de B¹² ) referem poucas queixas, mas praticamente todas referem melhora após reposição de B¹².

Estudo com 95 pacientes com anemia megaloblástica nutricional (todos vegetarianos indianos) foram vistos ao longo de 14 anos. Havia 52 homens e 43 mulheres. Idade dos estudados: 13 a 80 anos. As queixas eram:

Cansaço (33%)
Respiração curta (25%)
Perda de apetite (23%)
Perda de peso (22%)
Dores generalizadas (19%) – geralmente decorrente de deficiência associada de cálcio e vitamina D
Vômito (19%)
Parestesia – alteração de sensibilidade (11%): sensação de formigamento simétrica nos dedos das mãos e pés é um dos sintomas mais comuns.
Alteração da pigmentação da pele (8%)
Boca dolorida (7%)
Diarréia (6%)
Cefaléia – dor de cabeça (5%)
Infertilidade (5%)
Em 6% apenas a deficiência foi vista no hemograma
(célula grande – megaloblástica).

Outras manifestações descritas:

Rigidez muscular e fraqueza
Dificuldade de micção com hesitação, jato urinário fraco
ou mesmo retenção urinária.
Constipação e hipotensão (decorrente de alteração do
sistema nervoso)
Irritabilidade, perturbação de memória, depressão leve
e até alucinações
Perda de sensação vibratória.
Músculos definhados

O exame físico pode demonstrar:
Palidez
Língua lisa, careca
Olhos amarelados (em 13% dos pacientes)
Pode haver reflexos exagerados ou paralisia flácida
Nos casos de anemia grave os pacientes podem ter insuficiência cardíaca: sopro cardíaco, veias do pescoço distendidas, tornozelo inchado e aumento do tamanho do coração.

Entendendo as anemias

Parece que muita gente confunde os tipos de anemia.

Anemia ferropriva – como o próprio nome diz é por privação, por falta de ferro. A célula fica pequena.

Anemia megaloblástica – é a anemia com célula grande. Como veremos mais adiante, isso pode ocorrer por falta de B¹² e/ou B9 (ácido fólico).

Anemia perniciosa – a vitamina relacionada é a B¹², mas nesse caso existe necessariamente relação com o FI. A célula também ficará grande (megaloblástica), mas a etiologia (relacionada ao FI) é bem definida e por isso recebe o nome de anemia perniciosa.

Outras anemias: talassemia, falciforme, sideroblástica. Apresentam outras etiologias (não são decorrentes da privação alimentar).

Como pode ocorrer a deficiência por B¹²?

Existem algumas formas de ocorrer deficiência de B¹². Vejamos as mais comuns:

  • Por deficiência alimentar
    Isso só pode ocorrer se não houver ingestão de alimentos de origem animal (carnes, ovos e lácteos); portanto nos veganos
  • Distúrbios da absorção de B¹²
  • Má absorção da Cianocobalamina alimentar
    Ocorre em pessoas com pouca secreção de ácido no estômago (lembra-se de que a B¹² precisa ser separada do alimento e isso ocorre principalmente no estômago
    Essa situação é mais comum em idosos (podem apresentar hipocloridria – pouco ácido no estômago). Pode ocorrer também em pacientes que tiveram o estômago retirado em cirurgias (tumores, por exemplo).
  • Insuficiência pancreática
    Altera a secreção do pâncreas e dificulta a ligação da B¹² com o FI.
    Esse tipo de alteração pode ser decorrente do alcoolismo.
  • Alteração no funcionamento do FI (Fator Intrínseco)
    Alguns indivíduos podem ter alterações no sistema imunológico fazendo com que as suas células de defesa destruam outras células benéficas do próprio organismo. Isso se chama alteração auto-imune com produção de auto-anticorpos.
    Pois bem, isso pode ocorrer com o FI. O organismo cria anticorpos que destroem ou atrapalham a absorção do FI.
    Sem FI disponível não conseguimos absorver a B¹².
    Esse tipo de anemia se chama anemia perniciosa.
  • Infestação de bactérias no intestino delgado
    A contaminação de bactérias do intestino grosso no intestino delgado chama-se “Síndrome do intestino delgado contaminado”.
    As bactérias intrusas competem com o nosso organismo para consumir a B¹² que chega ao final do intestino delgado (lembre-se que a absorção do FI+B¹² ocorre nos 60 cm finais do intestino delgado).
    Esse tipo de complicação pode ocorrer em pessoas com divertículos (com estagnação), passagem anormal do cólon para o delgado (fístulas) ou estreitamentos intestinais (doenças inflamatórias intestinais).
    Para que isso ocorra a concentração de bactérias no intestino delgado precisa ser maior do que 105microorganismos por dl.
    **OBS – o intestino grosso tem 10.000 vezes mais bactérias do que qualquer outra região do trato gastrointestinal.
  • AIDS
    Pacientes com AIDS apresentam concentrações sanguíneas mais baixas de B¹². Ao que tudo indica isso pode ser devido à falha de absorção do FI+B12 no intestino.
  • Ressecção intestinal
    Pacientes que realizaram cirurgias e não têm mais o final do intestino delgado podem desenvolver deficiência.
  • Doenças que cursam com má absorção alimentar. Aqui são incluídas diversas condições ou doenças que podem causar má absorção (não apenas de B¹²). Exemplos: sensibilidade ao glúten, lesão por radiação (radioterapia para pacientes com câncer em região abdominal).

O que ocorre na deficiência de vitamina B¹²?

As principais manifestações são duas: a anemia megaloblástica e a neuropatia (doença dos nervos). Já vimos os diversos sinais e sintomas acima.

Outras associações que ocorrem na deficiência: ateroma (acúmulo de placas de gordura nos vasos sanguíneos), defeito de formação do tubo neural (alteração que faz com que crianças nasçam com sérias alterações na coluna vertebral e paralisia das pernas irreversível), esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado).

Vamos ver tudo isso passo a passo?

Anemia megaloblástica

Mega é grande. Blasto é célula.
Portanto: anemia de célula grande.

A regra:

A vitamina B¹² e B9 (ácido fólico, EM FORMA DE ÁCIDO FOLÍNICO É MELHOR) são necessárias para a duplicação do DNA.

Toda célula, antes de se dividir, cresce. O DNA precisa se duplicar para depois ser dividido.

Quando falta B¹², além dela própria em falta, não é possível entrar B9 na célula.

Assim a célula cresce (o blasto fica mega) e não consegue se dividir.

Neuropatia (doença dos nervos) associada com deficiência de B¹²

O nosso sistema nervoso pode ser comparado com um sistema elétrico onde os nervos são os cabos por onde a eletricidade passa.

Ao redor dos nossos nervos existe uma “capa de gordura” (bainha de mielina) que é fundamental para a passagem do estímulo nervoso e proteção do nervo.

Na falta de B¹² ocorre defeito nessa “capa de gordura” (desmielinização), levando a alterações de sensibilidade.

Ateroma (placas de gorduras)

A falta de B¹² é um fator de risco para doenças cardíacas (infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral).

Quando há falta de B¹² ocorre aumento de uma substância chamada homocisteína, que é fator de risco independente (não precisa se associar a nenhum outro fator de risco) para doenças cardíacas.

Na falta de B¹² ocorre maior formação de placas de gordura em vários vasos sanguíneos. Isso causa maiores chances de ter um infarto ou um “derrame” cerebral.

Defeitos do Tubo Neural

Já vimos que essa vitamina é fundamental para a divisão das células e para a integridade dos nervos.

Isso é crucial no desenvolvimento intra-uterino.

Na falta de B¹² e B9 (ácido fólico) o risco dessa má formação é muito grande.

A criança pode nascer com perda total de sensibilidade e movimentação das pernas, retenção urinária, alterações na estrutura da coluna vertebral… Tudo isso é irreversível já ao nascer!!!
Gestantes vegans:
Atenção!!! Suplementação é indiscutível!!

Esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado)

A falta de B¹² causa alterações metabólicas que evoluem com acúmulo de gordura no fígado.

Esse tipo de alteração é comum em etilistas de longa data.

O diagnóstico da deficiência de B¹²

Como saber se estou com deficiência de B¹²?

Fique atento aos sinais e sintomas da deficiência vitamínica.

Porém isso apenas não é suficiente.

O diagnóstico de deficiência de B¹² não pode ser feito baseado apenas nos sinais e sintomas de um indivíduo.

É obrigatório a constatação com exames laboratoriais!!

Muitos estudos demonstraram que cerca da metade dos indivíduos que têm a vitamina B¹² em níveis baixos no sangue não apresentam sintomas consideráveis.

Acompanhamento terapêutico é fundamental.

Quais são os exames laboratoriais que podemos utilizar?

Alguns exames podem auxiliar no diagnóstico.

Hemograma:
Pode demonstrar a anemia (hemoglobina e hematócrito reduzidos) e o tamanho da célula (a parte do hemograma que mostra o tamanho é o VCM – volume corpuscular médio).
Se a anemia se torna mais grave ocorre diminuição das células de defesa (neutropenia) e das plaquetas (trombocitopenia).

Atenção!!! Pessoas com baixa concentração de B¹² no sangue podem mostrar células de tamanho normal. Portanto: hemograma normal não significa B¹² normal no sangue!!
No entanto, é raro encontrar deficiência clínica importante de B¹² sem alteração no hemograma.

Lembra daquele estudo comentado anteriormente da Índia com 15.000 pessoas, quase todas vegetarianas que demonstrou que 54 % tinham baixas concentrações sanguíneas de B¹²? Esse estudo demonstrou que apenas 10 pacientes por ano eram vistos no hospital local com anemia megaloblástica.

Reticulócitos:
São as células vermelhas jovens. Na deficiência de B¹² os seus níveis sanguíneos ficam reduzidos (para o grau da anemia).

Dosagem de B¹² no sangue:
É o método padrão para diagnosticar deficiência de B¹² (definida quando o valor está abaixo de 150 pg/ml). No entanto já foi observado deficiência em pessoas com níveis normais de B¹² no exame (valores de 200 a 300 pg/ml).

** Estudo realizado em Londres demonstrou que os níveis sanguíneos de 1.000 amostras consecutivas de indianos (predominantemente vegetarianos) eram em média de 198 pcg/ml. Os níveis encontrados em caucasianos com dietas mistas eram em média de 334 pcg/ml.

** As concentrações sanguíneas de B¹² foram baixas em 54 % dos 15.000 indianos (predominantemente vegetarianos) estudados.

Ácido Metilmalônico:
Na deficiência de B¹² ocorre aumento do ácido metilmalônico (esse aumento não ocorre na deficiência de B9). Esse aumento pode ser detectado no sangue e na urina.
Antibióticos podem reduzir e a doença renal pode aumentar o nível sanguíneo desse ácido. Valores normais: 0,1 a 0,4 micromol/l. Na deficiência de B¹²: 50 a 100 micromol/l.

Homocisteína: 
Se eleva na deficiência de B¹² (e também na de B9 e B6). Algumas doenças como hipotireoidismo e doença de Down podem alterar o nível desse composto.

Teste de supressão com desoxiuridina:
Utiliza-se as células da medula óssea. O teste é de relativa dificuldade técnica na execução. Atualmente está restrito à área de pesquisa. Consegue diferenciar a causa (falta de B9 ou B¹²).

Holotrascobalamina II: 
É a proteína que transporta a B¹² no sangue. Não é realizado no Brasil. Apenas 1 laboratório em São Paulo faz a coleta desse exame e o envia ao exterior. Como você pode imaginar, é extremamente caro.

Dosagem sanguínea de anticorpo anticélula parietal e de anticorpo bloqueador do fator intrínseco:
Serve para diagnosticar a anemia perniciosa. O anticorpo bloqueador do FI é mais específico (praticamente não existem indivíduos sem anemia perniciosa com exame positivo).

Dosagem de folato (vitamina B9) no sangue:
Pode ser usado na dúvida da etiologia da anemia (B¹² ou B9).

Todo exame laboratorial deve ser corretamente interpretado com a associação do quadro clínico e dos outros exames laboratoriais.

Como você viu acima pode ser um pouco complicado o diagnóstico por apenas um exame ou pelo quadro clínico.

Apenas um profissional com experiência na área pode avaliar com precisão esses exames e associá-los com as alterações clínicas.

Os idosos podem ter valores diferentes

Estudos com idosos que tinham neuropatia (doença dos nervos) demonstram que eles podem ter hemograma normal e concentração sanguínea de B¹² normal.

No entanto, a concentração de ácido metilmalônico estava elevada e se reduzia após a oferta de B¹².

Isso sugere que idosos devem ser muito bem avaliados, pois podem estar com deficiência mesmo com alguns exames dentro dos valores normais.

Como fazer o diagnóstico de deficiência de B¹²?

O diagnóstico depende de 2 condições:

  1. estabelecer a deficiência de B¹² em uma pessoa cuja alimentação é desprovida da vitamina;
  2. excluir a deficiência de B¹² decorrente de má absorção (anemia perniciosa, crescimento excessivo de bactérias no intestino delgado, ressecção intestinal…)

Resumindo: precisamos saber quanto o indivíduo está ingerindo e quanto está absorvendo.

Para se ter uma idéia da importância de saber exatamente sobre a ocorrência ou não dessas 2 condições, vejamos o resultado de um estudo realizado com indianos vegetarianos com deficiência de B¹²:

  • 95 tinham deficiência nutricional de B¹², ou seja, não ingeriam quantidade suficiente;
  • – 20 tinham anemia perniciosa (não absorviam adequadamente);
  • 4 tinham anemia megaloblástica associada com falta de vitamina B9 (ácido fólico). Dois desses indivíduos devido ao uso de álcool em excesso e 2 em gestantes.

Assim, oferecer vitamina B¹² por via oral será eficiente apenas nos indivíduos que têm carência alimentar sem distúrbio de absorção.

OBS – a dieta vegetariana é rica em vitamina B9 (ácido fólico). Isso pode mascarar a deficiência de B¹², que muitas vezes só é diagnosticada quando surgem alterações no sistema nervoso. A deficiência de B9 causa manifestações muito parecidas com as da deficiência de B¹², exceto pela neuropatia (não ocorre na falta de B9).

Por tanto, no caso de vegetarianos é sempre recomendado dosar a homocisteína sanguínea (sérica), o ácido metilmalônico e a holotranscobalamina II.
OBS- como já vimos anteriormente, a dosagem da holotranscobalamina II não é factível em nosso meio. Medicações que afetam a absorção da vitamina B¹²

As seguintes drogas reduzem a absorção da B¹²: colchicina, neomicina e anticoncepcionais (usados por via oral).
O álcool também reduz a sua absorção.

Tratando a deficiência de B¹²

O tratamento da deficiência de B¹²

Como vimos anteriormente todos os pacientes com deficiência de B¹² que não tem deficiência alimentar têm má absorção.

Também vimos que mesmo pacientes veganos com baixa ingestão de B¹² podem ter anemia perniciosa, o que significa que o problema está também na absorção da B¹².

Isso precisa ser diagnosticado!!!

Regra do tratamento:

  1. Quem consegue absorver B¹² pode ser tratado com B¹² por via oral. Não há problemas se optarmos em repor a vitamina de forma injetável.
  2. Quem tem problema de absorção de B¹² deve receber a vitamina injetável (intramuscular). Oferecer a cobalamina via oral não é conveniente.

A injeção (tratamento quando há deficiência):
Utilizar a cianocobalamina (forma mais estável, produzida por fermentação bacteriana) ou a hidroxicobalamina intramuscular.

Dose: 2.500 mcg por dia por 1 mês; seguido por dose de 1.000 mcg diariamente até a normalização da hemoglobina e do hematócrito (correção da anemia).
Se existe manifestação neurológica: manter 5.000 mcg a cada 2 semanas nos primeiros 6 meses.
Na anemia perniciosa o uso sublingual ou intramuscular da vitamina deve ser por toda a vida. Dose: 1.000 mcg por mês no primeiro ano, seguido de 5.000 mcg por ano. (Fonte: Atualização Terapêutica, 2003).

Monitorização laboratorial: a cada 6 ou 12 meses.

OBS- Biodisponibilidade da B¹² quando aplicada de forma endovenosa ou intramuscular: 16 a 28 %.

No tratamento por via oral (apenas quando a causa da deficiência é devida à privação alimentar de B¹²) foi demonstrado que o uso de 5 mcg uma vez ao dia conseguiu normalizar os níveis sanguíneo da vitamina.

O tratamento da anemia por falta de B¹² com cobalamina por via oral não é recomendado na literatura médica, talvez pelo fato de que a maior causa de anemia por deficiência de B¹² não seja devido à deficiência alimentar.

OBS- A B¹² é absorvida ligada ao FI, mas existe outra forma de absorção chamada difusão passiva. Nesse caso, altas doses de B¹² passariam do intestino para o sangue por si só (sem o FI). A absorção passiva ocorre com 1% da vitamina ingerida.
O uso de altas doses para conseguir aproveitar a B¹² dessa forma não é recomendado.

Quando menos de 5 mcg de B¹² cristalina é ingerida de uma só vez, cerca de 60% é absorvida.
Quando se usa uma dose de 5000 mcg, cerca de 1% é absorvida.

Não há relato de toxicidade pelo uso excessivo de B¹².

O que é um teste terapêutico?

Muitas vezes não temos recursos diagnósticos (dosagem de B¹², homocisteína, ácido metilmalônico…) para diferenciar a causa (falta de B¹² ou B9) da anemia megaloblástica.

Nesses casos podemos “testar” um tratamento, desde que a deficiência não esteja em grau avançado.

Inicialmente aplica-se uma dose única de 1.250 mcg de B¹² intramuscular. Após 5 a 8 dias repete-se a dosagem da hemoglobina, hematócrito e reticulócitos. Se a deficiência era devido à falta de B¹² ocorrerá aumento importante do número de reticulócitos (reticulocitose) e às vezes discreta melhora da anemia.

Não havendo resposta ao uso da B¹² utiliza-se o ácido fólico (B9).

Não havendo resposta a nenhum dos dois é necessário uma investigação especializada com um hematologista.

A resposta após o tratamento com B¹².

Havendo deficiência real de B12 os indivíduos referem uma notável sensação de bem estar dentro de 1 a 2 dias após uma injeção de cobalamina. Também relatam um aumento dramático do apetite.

Neste ponto, atenção!! O aumento do apetite após a suplementação de B¹² ocorre em quem tem deficiência de B¹²!!

Daqui provavelmente surgiu o mito de utilizar vitaminas do complexo B para aumentar o apetite. Se o indivíduo não tem deficiência não ocorrerá aumento do apetite!!

Ainda avaliando a resposta ao tratamento, ocorrerá uma maior produção de células vermelhas. Isso será evidenciado pela elevação das suas células jovens (reticulócitos), que atingem o seu máximo em 5 a 7 dias após o início do tratamento.

A manutenção da vitamina B¹²

Recomendação da ADA, 2003 para indivíduos vegetarianos:

“É essencial que todos os vegetarianos tomem um suplemento, usem alimentos enriquecidos ou consumam laticínios ou ovos para atingir a ingestão recomendada de vitamina B¹².”

Quanto devo ingerir de suplementos ou alimentos fortificados?

Resposta: devemos ingerir a quantidade de B¹² recomendada por dia (veja o tópico: quanto precisamos dessa vitamina por dia?), ou seja, cerca de 2,4 mcg para adultos.

Dificilmente você vai encontrar um suplemento com baixa quantidade de B¹². O uso de cerca de 5 mcg/dia conseguiu normalizar os níveis sanguíneos dessa vitamina em pessoas com deficiência em alguns estudos. Portanto, para manutenção, talvez não seja necessário utilizar mais do que essa dosagem.

Não há problemas se a ingestão for maior, já que não existem relatos de toxicidade com o uso de altas doses dessa vitamina.

A recomendação utilizada pela IVU (orientação revisada por Stephen Walsh) é absolutamente coerente:

  1. Ingerir alimentos enriquecidos 2 ou 3 vezes por dia para obter pelo menos 3 mcg de B¹², ou
  2. Tomar um suplemento de B¹² diariamente que forneça pelo menos 10 mcg de B¹², ou
  3. Tomar um suplemento semanal de B¹² que forneça pelo menos 2.000 mcg.

A ingestão de alimentos fortificados com B¹² para veganos seria uma opção. No Brasil essa abordagem nutricional não é muito utilizada pelos fabricantes de alimentos. Diversos produtos da Nestlé são fortificados com B¹² no Brasil.

Importante: 10 a 30% dos indivíduos (com qualquer tipo de dieta, inclusive com carne) com mais de 50 anos têm dificuldade de extrair a B¹² dos alimentos. A Food and Nutrition Board recomenda que todos os indivíduos acima dessa idade, vegetarianos ou não, utilizem suplemento de B¹² ou alimentos enriquecidos.

Indivíduos que utilizam a vitamina B¹² também devem realizar exames laboratoriais periodicamente. Essa precaução é valida na medida em que não é apenas a deficiência de ingestão que causa a deficiência da vitamina. Lembre-se que outros problemas decorrentes de distúrbio de absorção podem ocorrer em qualquer pessoa.

Indivíduos veganos (adultos, não gestantes nem em lactação) que optem em não utilizar suplementação devem necessariamente ser acompanhados por um médico ou nutricionista com prática na interpretação dos exames laboratoriais para que seja feita intervenção nutricional caso necessário. Mas lembre-se o recomendado é fazer uso da suplementação!!

O mesmo se pode dizer aos que utilizam a suplementação oral esporadicamente.

Gestantes e mães amamentando: sem discussão!!! Suplemento e/ou uso de fontes confiáveis (alimentos enriquecidos) de B¹²!!!! Dosagem laboratorial também!!!

Crianças também devem ingerir fontes confiáveis da vitamina.

Sou vegetariano e, ocasionalmente, ingiro derivados de leite. Preciso suplementar a B¹²12? Sim!!!

O consumo ocasional de leite, queijos e ovos não supre as necessidades de cobalamina.

Ovo-lacto-vegetarianos podem conseguir quantidades adequadas se utilizarem os derivados animais regularmente.

Alguns vegetarianos dizem que se você não utiliza alimentos refinados (açúcar branco, arroz branco, farinhas brancas) nem aditivos químicos ou medicações como antibióticos, a sua flora pode produzir a B¹² que você precisa. Somado a isso, o uso de produtos fermentados (como o missô), forneceriam a dose de B¹² que você precisa.

Não se deixe levar por essa falta de conhecimento!!!!

Pelos inúmeros motivos descritos anteriormente nem a sua flora e nem qualquer alimento de origem vegetal (nem algas e nem fermentados!!!) são capazes de suprir adequadamente a vitamina B¹².

A ciência está à nossa disposição para termos mais segurança no desenvolvimento e na manutenção da nossa saúde.


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Publicado por: sosortomolecular | 27 de Novembro de 2016

Os segredos para combater o cansaço do dia a dia

Quantas pessoas se vêem nesta rotina?

Acordar cedo… ainda com sono, preparar o pequeno-almoço para si e… para os filhos, deixar tudo preparado para as refeições seguintes… olhar-se ao espelho e arranjar-se da melhor forma possível… sair a correr para deixar os miúdos na escola, desesperar no trânsito porque já está atrasada para o emprego, tomar café, trabalhar até à hora de almoço com uma  pausa “medíocre” pelo meio…

Ainda o dia vai a meio… já não tem energia e está cheia de fome?

Mas como pode conservar a sua energia durante muitas mais horas e a evitar o cansaço extremo ou fadiga física?

Existem algumas “atitudes” e alguns alimentos que podem fazer toda a diferença.

Escolha melhor as companhias

Há pessoas que nos sugam boa parte da nossa energia!

Algumas falam demais, outras só falam mal dos outros ou pelo contrário falam muito de si próprias sem dar espaço à sua resposta… apenas precisam de si para ouvir! Além de serem muitas vezes  pessimistas, ainda por cima não se aprende nada de novo ou útil com elas!

Chega-se a um ponto em que fica farta de ouvi-las… então talvez seja isso mesmo que deva responder, com coragem… sempre de forma delicada e nobre desculpando-se atenciosamente por não puder ficar mais tempo…!

Se a pessoa aceitar facilmente a sua escusa então não é “má pessoa” é mesmo um problema de discurso difícil de controlar. Se pelo contrário a pessoa ficar chateada então não devem restar duvidas que é mesmo egoísta e má companhia pelo que deve “fugir dela a 7 pés “…!

Resumindo mantenha a sua “classe”… seja sempre delicada e potencie a sua energia escolhendo, preferencialmente, pessoas que sejam positivas e bem humoradas!

Escolha companhia de mulheres

Pois é… esta talvez surpreenda, mas tem base científica! As mulheres produzem mais  oxitocina, a chamada “Hormônio do Amor” que também é responsável pelo fortalecimento das relações de amizade.

Por isso, quer seja homem ou mulher, se puder escolher prefira a companhia de uma mulher com sentido de humor… vai ficar mais Alegre e por isso com mais Energia!

Sexo para animar “a malta”

Este artigo não tem tabus! Nos momentos de maior excitação o nosso organismo aumenta a produção de dopamina, endorfina e serotonina o que leva a uma diminuição do cortisol e a um aumento do humor, alegria, boa disposição  e energia.

Um estudo da Universidade do Estado do Arizona, nos Estados Unidos, revelou que as mulheres que tinham feito sexo na noite anterior acordavam mais relaxadas e bem humoradas!

Por favor mexa-se…

Quando o cansaço aperta pode parecer penoso, mas o  exercício físico aumenta a oxigenação do sangue e dos tecidos além de estimular a libertação de substâncias que garantem um aporte de energia, como a adrenalina, e boa disposição como a dopamina, serotonina e endorfina.

Não é preciso muito para se sentir melhor. Uma simples caminhada de 45 minutos ou uma pedalada de 20 minutos pode fazer um pequeno milagre à sua disposição

Um estudo da Universidade da Geórgia nos Estados Unidos, demonstrou que adultos que pedalaram com baixa intensidade durante 20 minutos, três vezes por semana, sentiram-se 65% menos fatigados que o grupo que não se movimentou e 16% mais bem dispostos que o grupo que pedalou com maior intensidade.

Vá dormir… se faz favor…

OK… já escolhemos melhor a nossa companhia, conversamos com uma mulher bem humorada, fizemos sexo para “animar” e ainda conseguimos dar uma caminhada ao ar livre!

Muito bem… por esta altura já sorrimos bastante e a nossa energia está já em níveis bem mais elevados do quando começamos, mas… há sempre um, mas… tudo pode ser deitado fora se… pois claro já adivinhou… dormir mal…!

O sono só por si merece um artigo próprio e estamos preparar uma infografia para simplificar e o ajudar a dormir melhor.

O que se passa durante o sono é verdadeiramente extraordinário!

Consolidação da memória, regeneração acelerada das nossas feridas, reparação de lesões cerebrais e fortalecimento do nosso sistema imunitário são apenas algumas das funções essenciais que ocorrem durante o sono.

Numa noite de sono ocorrem vários ciclos. Cada ciclo de sono tem cinco fases e dura cerca de 90 minutos havendo, portanto vários ciclos consecutivos, separados por micro-despertares, dos quais geralmente não tem consciência. Durante uma noite completa e saudável de sono um adulto deve fazer 5 ciclos ou seja 450 minutos ( cerca de 7 horas e meia de sono ).

Água com limão pela manhã

Num copo de água morna esprema o sumo de um limão.

Quais os benefícios do limão?

1.     Reforça o sistema imunitário devido à presença de vitamina C ( acido ascórbico ) que tem efeitos anti-microbianos e anti-inflamatórios. O limão também contém glicosídeos chamados saponinas que têm propriedades antimicrobianas aumentando a proteção contra a gripe. Por último, o ácido ascórbico auxilia a absorção do ferro pelo organismo.

2.     Desintoxica o organismo, pois embora o sabor do limão seja ácido, este fruto é de fato, um dos alimentos mais alcalinos. O ácido ascórbico e cítrico são facilmente metabolizados pelo corpo, ajudando a alcalinizar o sangue.

3.     Auxilia a digestão. O limão é tradicionalmente usado como auxiliar da digestão. Pensado para purificar e estimular o fígado, o sumo de limão é tradicionalmente recomendado para suportar o ácido clorídrico no estômago, durante a digestão. A vitamina C tem estado associada à redução do risco de úlcera péptica, causada pela bactéria Helicobacter Pylori.

4.     Impulso de energia. O sumo de limão dá ao corpo energia extra, uma vez que influencia o processo digestivo e ajuda a reduzir a ansiedade e a depressão.  Até mesmo apenas o cheiro a limão pode ter um efeito calmante no sistema nervoso.

Pequeno-almoço, mas grande refeição!  Por quê?

O pequeno-almoço quebra o jejum depois do período de sono. Enquanto dormimos as nossas necessidades energéticas diminuem (taxa metabólica basal), sendo apenas utilizada a energia necessária para a manutenção das funções básicas do organismo.
Sendo a primeira refeição do dia as suas funções devem ser as seguintes:

·         Repor a energia gasta durante o sono;

·         Estimular o seu metabolismo, aumentando o gasto energético;

·         Melhorar o rendimento cognitivo e a concentração;

·         Evitar a fraqueza e o cansaço no final da manhã;

·         Controlar o apetite para o almoço;

·         Ajudar a manter o equilíbrio alimentar e calórico mais saudável ao longo do dia evitando momentos de forte sensação de fome;

 Pequeno-almoço rico em proteínas

 De manhã, a proteína converte-se em dopamina, que energiza o corpo. A carne é uma fonte óbvia, mas há vários alimentos ricos em proteínas: feijão, ervilhas, ovos, soja, avelãs e sementes.

Deve realçar-se o papel que os ovos parecem ter. Em vários estudos têm sido associados a uma maior saciedade e menor ingestão calórica, o que os torna muito interessantes também no controle do peso.

Hidratos de carbono (pão e cereais) devem ser consumidos com moderação, assim como alimentos processados com muito açúcar adicionado, que vão provocar uma sensação de “moleza”.

Um estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition revela o seguinte:

Os investigadores compararam dois pequenos-almoços distintos no teor protéico. Um continha ovo e carne (35 g de proteína) e outro apenas os típicos cereais (13g). Os resultados indicam maiores níveis de saciedade com o pequeno-almoço rico em proteína, o que se verificou concordante com o perfil hormonal. Além disso, a necessidade de refeições intercalares (snacking) foi substancialmente reduzida, influenciando também o que era ingerido ao final do dia.

Pão de centeio

É uma boa fonte de hidratos de carbono que permite a libertação linear de energia ao longo do dia. Coma mas com moderação.

Chocolate negro

Contém cafeína e teobromina, dois componentes que aumentam o nível de energia. Quanto mais negro for o chocolate menos açúcar conterá e maior será o seu potencial energético. No entanto seja moderado por causa das calorias!

Iogurte Grego

É mais rico em lactose, que o tradicional iogurte, sendo uma ótima fonte de proteínas. Mantém-nos com uma sensação de estarmos saciados durante mais tempo e ajuda ao equilíbrio da flora intestinal e, portanto do sistema imunitário.

Amêndoas

Estão cheias de vitamina E, magnésio e são uma fonte de proteína que ajuda a manter um nível de energia estável durante o dia. Também são um ótimo snack, para quando a barriga começa a dar horas.

Mirtilos

São considerados um super alimento. Estão repletos de antioxidantes e estudos recentes mostram que melhoram a função cognitiva e agilidade mental.

Ovos

São uma boa fonte de proteína e uma excelente fonte de energia. Além disto, providenciam uma imensidão de vitamina B.  Pode comer um por dia, se for cozido. Se forem fritos, por causa da gordura adicionada, pode comer 2 a 6  por dia.

Pipocas? A sério!?

Sim leu bem… as pipocas são considerados um dos melhores snacks para crianças desde que não estejam “encharcadas” em gordura e açúcar, por terem milho na sua base são uma boa fonte de energia e quase todos adoram comer com boa companhia ao mesmo tempo em que passa um bom filme!

Óleo de Avestruz

Além de ser uma boa fonte de Omega-3/6/7/9, ajuda a prevenir a depressão e, além do mais, ajuda-o a manter um bom estado de espírito.

Espinafres

São uma boa fonte energética, uma vez que são ricos em ferro. Um dos sintomas de deficiência em ferro é o fato de os pacientes se sentirem sempre cansados.

Manter a sua energia equilibrada é também aprender a gostar de si para que possa dar o seu melhor a quem lhe dá apoio nos momentos difíceis. Espírito positivo sempre!

Ajude os seus amigos e PARTILHE com eles este artigo que lhes pode ser muito útil… eles vão agradecer!

 

Publicado por: sosortomolecular | 21 de Novembro de 2016

PRIMON NON NOCERE: PRÁTICA TERAPÊUTICA BIOLÓGICA

Embora a Prática Terapêutica Biológica Ortomolecular (PTB) não seja reconhecida como especialidade médica no Brasil, existe por parte dos Sindicatos de Terapeutas Naturistas existentes em alguns Estados no Brasil um reconhecimento sobre sua utilização nas práticas integrativas.

A PTB tem fundamentos nas disciplinas mais básicas das ciências humanas como veremos a seguir:

Bioquímica: que estuda as substâncias presentes no organismo humano e as reações químicas que ocorrem entre elas.

Fisiologia: que estuda o funcionamento dos órgãos e sistemas humanos e a relação entre eles.

Fisiopatologia: que estuda a causa das doenças.

Nutrição Celular: que estuda as substâncias necessárias ao funcionamento normal do organismo humano.

Estas quatro disciplinas formam a base de toda a ciência terapêutica e são ensinadas nos primeiros anos de todos os cursos na área de saúde.

Os objetivos básicos da Prática Terapêutica Biológica são desintoxicar, nutrir e aperfeiçoar o funcionamento do organismo, curando e prevenindo doenças e proporcionando um envelhecimento saudável e uma melhor qualidade de vida. De uma forma geral as pessoas não sabem que podem ser tratadas para aperfeiçoar sua saúde, curando e/ou evitando o surgimento de quase todas as doenças. Infelizmente em nossa cultura só procuramos o terapeuta quando ficamos doentes. Mas o acesso à informação está mudando este comportamento.

Com os avanços das ciências terapêuticas e biológicas, hoje já conseguimos identificar muitos fatores que causam envelhecimento precoce e doenças. Entre eles estão: alimentação inadequada, sedentarismo, estresse, produção excessiva de radicais livres, danos ao DNA, inflamação crônica assintomática, glicação, redução do metabolismo, imunidade diminuída, radiações eletromagnéticas, destoxificação deficiente, produção e/ou função inadequada de neurotransmissores e hormônios, entre outros.

Sabemos que apenas uma alimentação equilibrada já não repõe mais todos os nutrientes necessários para nossa saúde. Solos esgotados e a industrialização dos alimentos empobreceram muito a nossa alimentação. Diferentemente da medicina convencional, a PTB, não utiliza medicamentos prontos, as formulações são feitas de forma individualizada.

Outro foco importante de atuação da Prática Terapêutica Biológica é no combate aos Radicais Livres (RL). Nosso corpo possui micro geradores de energia chamados mitocôndrias, que são estruturas intracelulares. Elas transformam a glicose (ácidos graxos) e oxigênio em energia. Esta geração de energia depende do oxigênio, e um dos seus subprodutos são os radicais livres (RL). Os RL são apontados hoje como um dos maiores responsáveis pelo envelhecimento, pois lesam as membranas celulares e o material genético (DNA).  A PTB pode ajudar a minimizar a ação dos RL. O uso de algumas vitaminas, minerais, aminoácidos e fitonutrientes que possuem ação antioxidante podem ajudar a reduzir os estragos produzidos pelos RL.

Abaixo cito algumas das condições clínicas mais comuns que podem ser tratadas pela PRÁTICA TERAPÊUTICA BIOLÓGICA:

Envelhecimento saudável: Com o avanço no entendimento dos mecanismos que produzem o envelhecimento, sabemos hoje que podemos intervir neste processo de forma a reduzir o ritmo do envelhecimento e consequentemente melhorar nossa qualidade de vida. Na PTB existem tratamentos, que dentro de certos limites, podem proporcionar um envelhecimento saudável. É importante deixar bem claro que ainda não existe nenhuma terapia que produza rejuvenescimento, mas a PTB pode sim, reduzir o ritmo de envelhecimento e melhorar muito a qualidade de vida.

Memória diminuída: A memória de curto prazo está associada ao estresse, mais precisamente com altos níveis de Cortisol, que interferem com a transmissão entre os neurônios. Já a memória para eventos antigos está associada à neuroinflamação e à neurodegeneração que ocorrem durante o nosso envelhecimento. A Prática Terapêutica Biológica pode ser muito útil nestes casos. Vários nutrientes podem reduzir ou mesmo interromper estes processos em alguns casos.

Hipotireoidismo e metabolismo lento: Taxa de metabolismo basal é o quanto de calorias o nosso corpo gasta em repouso. Cerca de 70 a 75% das nossas calorias são gastas pelo nosso tecido muscular, que utiliza energia mesmo quando estamos em repouso. Outra parte do nosso metabolismo é controlada pela tireóide. Muitas vezes o funcionamento mais lento da tireóide não é detectado pelos exames, e acaba ficando sem tratamento. Hoje sabemos que existe um tipo de hipotireoidismo que ocorre mesmo quando os exames estão dentro da faixa de normalidade estatística, alguns pesquisadores o chamam de hipotireoidismo tipo II. Os principais sintomas de hipotireoidismo são: ganho de peso e dificuldade para emagrecer, constipação, sensação aumentada de frio, irregularidades menstruais, pele e cabelos secos, unhas fracas, cansaço constante, entre outros. Dentro da Prática Terapêutica Biológica dispomos de várias formas de tratamento que passam pela reposição de minerais, aminoácidos, nutracêuticos, vitaminas e fitonutrientes que podem estimular a função tireoidiana.

Obesidade: Hoje sabemos que as dietas hipocalóricas tendem ao fracasso no longo prazo, pois quanto mais se reduz a quantidade de calorias, mais o corpo reduz o metabolismo, isto é, comer menos faz o corpo gastar menos calorias. Pior ainda são os longos períodos de jejum, que forçam o corpo a converter músculos (proteína) em energia, onde perdemos o tecido que mais queima calorias. E quando se recupera o peso novamente, o que é muito comum, este tecido muscular é substituído por gordura, gerando o efeito sanfona. Se você ainda pensa que para emagrecer basta “fechar a boca”, saiba que está muito longe da verdade cientifica atual. Para aumentar o metabolismo, e emagrecer com saúde, além da atividade física, existem certos alimentos e remédios que podem ajudar. Para emagrecer o caminho é comer corretamente, não simplesmente reduzir as calorias. Mas quem quer emagrecer deve entender que não pode ser emagrecida pelo terapeuta, é essencial compreender que o excesso de peso decorre de uma série de desequilíbrios internos e que não existe e nem existirá um remédio ou tratamento único que equilibre todos os fatores envolvidos no ganho de peso! O emagrecimento ocorre como resultado do equilíbrio geral do organismo, e não um objetivo a ser alcançado a qualquer preço. Se você não concorda com estas afirmações este tratamento não é para você. Dentro da Prática Terapêutica Biológica a estratégia de tratamento inicia-se pela modulação dos neurotransmissores (Serotonina, GABA, Dopamina) para reduzir a ansiedade e as compulsões e de hormônios como o Cortisol e a Insulina. Depois Utilizamos substancias que aumentam a saciedade e estimulam a queima de tecido gorduroso. Tudo isso sempre aliado a uma adequação alimentar e atividade física.

Depressão: A depressão é uma condição clinica muito presente nos consultórios. Ela pode ocorrer por vários motivos que vão desde alterações na flora intestinal passando por processos inflamatórios, além das causas psicológicas. Mas sempre terminando em desequilíbrio dos neurotransmissores principalmente da Serotonina. A PTB pode ajudar fornecendo os nutrientes necessários tanto para a produção dos neurotransmissores quanto para minimizar a neuro inflamação.

Estresse: Quando somos submetidos ao estresse constante, os altos níveis de Cortisol e Adrenalina produzem um desgaste acentuado do nosso corpo, o consumo de nutrientes é muito maior e não conseguimos repor apenas pela alimentação. A Terapia Biológica, através da reposição de vitaminas, minerais e fitonutrientes, pode ajudar a minimizar e reverter os efeitos do stress.

Cansaço crônico: Além da falta de descanso suficiente, a alimentação pobre em nutrientes, pode causar o quadro de fadiga crônica, que pode ser melhorado pela reposição de vitaminas, minerais e outros nutrientes.

Fadiga Adrenal: Pessoas submetidas a um estresse intenso por longos períodos podem desenvolver este quadro. Clinicamente estas pessoas apresentam apatia, cansaço e desanimo profundos que podem ser confundidos com depressão. Mas o que ocorre de fato é uma forte baixa na produção de Cortisol pelas glândulas Adrenais. Casos assim respondem muito bem à Prática Terapêutica Biológica que pode lançar mão de adaptógenas, que são substancias que equilibram as Adrenais. Não resolve apenas tirar férias e descansar.

Imunidade diminuída: O nosso sistema imune depende de muitos nutrientes, como Zinco, Cobre e Selênio, que pela exaustão do nosso solo, estão presentes em quantidades cada vez menores nos alimentos. A PO pode ajudar repondo estes nutrientes, diminuindo o uso de antibióticos, que são importantes no quadro agudo, mas que não aumentam a imunidade, pelo contrário a fazem diminuir.

Inflamação crônica assintomática: A inflamação em si é um mecanismo de reparo extremamente útil para a recuperação das agressões que sofremos, mas para isso ela deve ser de curta duração. Pesquisas apontam que quase todas as doenças crônicas e degenerativas têm como base um tipo de inflamação crônica sem sintomas que ocorre difusamente em nosso corpo. Como exemplo de doenças associadas à inflamação de baixo grau podemos citar: doenças cardiovasculares, depressão, artrites, Parkinson, Alzheimer entre muitas outras. A Prática Terapêutica Biológica busca através do uso de antioxidantes, fitoquímicos, antiinflamatórios naturais reduzir ou mesmo eliminar a inflamação crônica silenciosa.

Destoxificação: Com exposição diária a centenas de produtos químicos nosso corpo vai ao longo dos anos perdendo a capacidade de se auto desintoxicar. Pela exposição excessiva a produtos industrializados, produtos de limpeza, agrotóxicos, metais pesados, medicamentos químicos, ar e água poluídos, o nosso corpo já não consegue mais eliminar todas as toxinas, e elas estão na origem de muitas doenças. Sabemos hoje que a presença do alumínio em nosso corpo, está envolvida com a gênese de doenças como Alzheimer e Parkinson. A PTB pode auxiliar na destoxificação dos nossos sistemas orgânicos.

Menopausa e libido: Mudanças hormonais importantes ocorrem no climatério/menopausa, entre elas alterações de humor, insônia, irritabilidade, cansaço, osteoporose, secura vaginal, diminuição da libido entre outros. Na PTB temos várias formas de tratar que vão da fitoterapia até a TRHB (terapia de reposição hormonal bioidêntica).

Disfunção erétil e impotência: Nos homens a andropausa é o equivalente da menopausa. Nesta fase podem ocorrer sintomas como depressão, irritabilidade, cansaço fácil, perda de massa muscular, impotência, ejaculação precoce entre outros. Nestes casos a PTB também pode ajudar muito, através da suplementação com vitaminas, minerais, fitoterápicos e também TRHB (terapia de reposição hormonal bioidêntica).

Disbiose intestinal: A ingestão constante de alimentos nocivos ao nosso organismo provoca um processo inflamatório ao nível da mucosa intestinal, seguido de uma alteração da permeabilidade da parede intestinal, que por sua vez altera a absorção dos nutrientes. Soma-se a isto a presença em larga escala de agrotóxicos, conservantes, corantes nos alimentos, metais pesados e parasitas intestinais, alterando a flora intestinal. Muitas alergias iniciam-se quando nossa permeabilidade intestinal está alterada. Na Prática Terapêutica Biológica podemos usar probióticos e prebióticos para recuperar e equilibrar a nossa microbiota intestinal.

Para fazermos o diagnóstico na Prática Terapêutica Biológica além dos exames laboratoriais rotineiros, também utilizamos um bem especifico, o mineralograma, a ressonância magnética quantum fraco, a bioimpedância. Estes exames nos mostram os minerais que estão em falta ou excesso no organismo, bem como possíveis intoxicações por alguns metais tóxicos como Chumbo, Alumínio, Mercúrio, Cádmio, Arsênio entre outros, que devem ser eliminados do nosso corpo.

O tratamento, dependendo de cada caso, pode ser feito pela reposição de Vitaminas, Sais Minerais, Aminoácidos, Fitonutrientes, Nutracêuticos entre outros recursos terapêuticos.

Minerais quelados

A Prática Terapêutica Biológica é o ramo da ciência cujo objetivo primordial é restabelecer o equilíbrio químico do organismo. Este acerto das moléculas se dá através do uso de substâncias e elementos naturais como vitaminas, aminoácidos e minerais.
O Homem está sendo permanentemente submetido à condições que levam ao excesso de radicais livres como, por exemplo, o estresse, o fumo, a poluição, exposições prolongadas ao sol, entre outras. A PTB, através do uso de vitaminas e minerais, objetiva neutralizarem os efeitos tóxicos destas espécies reativas, proporcionando uma melhor qualidade de vida, além de tratar das deficiências de nutrientes.
Todavia, apesar da PTB ter um sentido curativo, ela também é eminentemente preventiva, onde o aspecto mais relevante é o fato de que o paciente ser encarado como um todo, um conjunto que deve funcionar em harmonia. Com esta visão global, qualquer tratamento torna-se muito mais vantajoso, pois encontra a origem dos problemas, a verdadeira raiz a partir da qual todo o processo patológico se desenvolve.

MINERAIS QUELADOS

BORO QUELADO
Propriedades Farmacológicas:
Estudos recentes defendem a hipótese de que o Boro influencia o metabolismo dos macrominerais e afeta o metabolismo de hormônios. As doenças e desordens relacionadas com a deficiência desse mineral são: Osteoporose, sintomas da menopausa e perda de cálcio, magnésio e fósforo na urina.
Doses diárias recomendadas: 1 a 5mg de B elementar.

CÁLCIO QUELADO
Propriedades Farmacológicas:
Todas as s células do corpo são revestidas por uma membrana protetora conhecida como parede da célula. O cálcio quelado presente na membrana da célula ajuda a controlar a permeabilidade da parede da célula. Dessa forma, o cálcio controla a absorção dos nutrientes dentro da célula, bem como a excreção dos resíduos para fora da célula.
O cálcio age como co-fator enzimático e participa nos processos de secreção e excreção das glândulas endócrinas e exócrinas, na liberação de neurotransmissores e na manutenção da permeabilidade de membrana, da função renal e da respiração.
Indicações terapêuticas:
O cálcio previne e trata a osteoporose, possui propriedades protetoras contra o câncer colo-retal e a hipertensão arterial. Indicado na gravidez, na intoxicação por magnésio (superdose de sulfato de magnésio), reanimação cardíaca (quando falha a adrenalina e a desfibrilação produz contrações fracas ou inadequadas), reduz o colesterol e ajuda a prevenir doenças cardiovasculares, tranqüilizante natural (diminui a insônia), ajuda a aliviar a cãibra nas pernas, útil no tratamento e prevenção da artrite e ajuda a manter a pele saudável. Utilizado como coadjuvante em picadas de insetos: aranha viúva- negra e outros. Recomendado para mulheres em pré- menopausa e pós- menopausa e para gestantes e lactentes.
Dose usual: 1000 a 2000mg de Ca elementar diários.

COBRE QUELADO
Propriedades Farmacológicas:
O cobre é necessário para converter o ferro do organismo em hemoglobina, sendo fundamental para a formação dos tecidos conectivos e dos ossos. Também permite a utilização do aminoácido tirosina, fazendo com que funcione como fator de pigmentação para o cabelo e a pele. É indispensável para a utilização da vitamina C. É fundamental para o adequado metabolismo dos hormônios da tireóide e catecolaminas (epinefrina e dopamina).
O cobre participa de numerosas enzimas tais como: ceruloplasma (transporte de ferro), superóxido dismutase (eliminação de radicais superóxido), lysiloxidase (síntese de elastina e colágeno) e tirosinase (síntese de melanina).
Indicações terapêuticas:
O cobre é indicado para suprir as deficiências em formulações gerais e como adjuvante nos tratamentos antiinflamatórios, benéfico contra algumas formas de artrite reumatóide, possui potente ação antioxidante (combate os radicais livres que aceleram o envelhecimento), aumenta a imunidade e protege contra doenças cardiovasculares.
Dose usual: 1 a 5mg de Cu elementar.

CROMO QUELADO
Propriedades Farmacológicas:
O cromo atua aumentando o número de receptores de insulina na membrana da célula, potencializando a insulina sem substituí-la clinicamente. O cromo atua no metabolismo da glicose pela sua presença no Fator de Tolerância a Glicose (FTG). A intolerância à glicose resulta da redução da capacidade de remoção do açúcar do sangue para nutrição celular (é característica do diabetes), o FTG potencializa a atividade da insulina necessária ao metabolismo do açúcar. O cromo ajuda a restaurar parte da sensibilidade do organismo à insulina e, portanto, a fazer melhor uso da glicose. O cromo funciona no metabolismo glicídico e lipídico.
Indicações terapêuticas:
O cromo é indicado no tratamento e prevenção do diabetes, na proteção de doenças cardiovasculares e hipertensão arterial, no tratamento de hipoglicemia, combate a arteriosclerose e diminui significativamente o colesterol sérico (aumenta os índices de colesterol HDL). Utilizado nas formulações para atletas, pois o cromo é perdido em proporções significativas nos exercícios físicos e na transpiração.
Dose usual: 100 a 200mcg diários, na forma de Cr elementar.

ESTRÔNCIO QUELADO
Propriedades Farmacológicas:
O Estrôncio pode ajudar na estrutura da matriz celular e mineral dos ossos e dentes, oferece resistência e ajuda na prevenção da cárie dentária ou na flexibilidade dos ossos, embora não se sabe se o baixo nível de estrôncio no corpo causa algum problema. O estrôncio está presente nas águas do mar, outras águas e no solo.
Nosso corpo contém aproximadamente 300 – 350mg, 99% presente nos ossos e dentes. Ele assemelha-se ao cálcio quimicamente e pode atualmente substituí-lo.
A absorção do Estrôncio varia aproximadamente de 20 – 40%. Ele está estável nos tecidos, principalmente nos ossos e dente, e o estrôncio extra é eliminado pelas fezes.
Indicações terapêuticas:
A suplementação ainda não está bem claro. O uso do estrôncio ajuda no metabolismo dos ossos e oferece resistência na osteoporose, porém ainda questionável. Também pode ser usado na prevenção de cáries dentárias.
Deficiências e toxicidade
Não há casos relatados de toxicidade do Estrôncio natural. Não há nenhum sintoma relatado na deficiência em humanos, porém em estudos feitos com ratos, a deficiência de Estrôncio pode diminuir o crescimento, empobrecer a calcificação dos ossos e dentes, e aumentar as cáries dentárias.
Dose usual: Não há RDA para o Estrôncio. O alimento pode suprir-nos com aproximadamente 2mg diárias.

FERRO QUELADO
Propriedades Farmacológicas:
O ferro tem inúmeras funções no nosso organismo: o transporte de oxigênio na hemoglobina, participa de mecanismos enzimáticos complexos, está ligado ao transporte de elétrons em várias enzimas, principalmente enzimas ligadas à fosforilação oxidativa, ribonucleotídeo redutase, enzimas envolvidas na síntese e degradação de aminas biogênicas (incluindo tirosina e triptofano hidroxilases, que iniciam a formação de dopa e serotonina), enzimas heme, catalase e triptofano oxigenase. Grandes quantidades de ferro são encontradas na mioglobina das células musculares, e quantidades elevadas, porém variáveis, são armazenadas na ferritina, uma subunidade protéica presente em todas as células, especialmente fígado, baço e medula óssea.
Indicações terapêuticas:
O ferro previne e cura a anemia ferropriva, é anticancerígeno, estimula a imunidade, melhora o desempenho físico e previne problemas de aprendizado em crianças.
O ferro também é utilizado em grávidas, mulheres com fluxo menstrual excessivo, doadores de sangue, lactentes e em pessoas que praticam esportes, devido a perda que ocorre pelo suor.
Dose usual: 10 a 15mg por dia na forma de Fe elementar.

IODO QUELADO
Propriedades Farmacologia
Nosso organismo contém normalmente de 20 a 30mg de iodo, com mais de 75% na glândula tiroide e o restante distribuído por todo o organismo, particularmente na glândula lactente mamária, na mucosa gástrica e no sangue. O estudo da influência do iodo no metabolismo animal tornou-se bastante importante a partir de 189, quando se descobriu que o elemento é um constituinte normal da tiróide. Cedo se verificou que uma dieta deficiente em iodo era a causa principal do bócio. O iodo é um micronutriente essencial ‘a síntese de hormônios da glândula tireóide, desempenhando um papel único na prevenção dos distúrbios por deficiência de iodo – DDI. A falta ou excesso desse nutriente pode causar retardo mental, defeitos no desenvolvimento do sistema nervoso, cretinismo, bócio, cansaço físico, retardo do crescimento, infertilidade e aumento na mortalidade infantil. A falta de iodo durante a gestação pode causar danos irreversíveis à criança. Por outro lado, o excesso de iodo pode suprimir a atividade tireoidiana. Quando os solos são pobres em iodo, particularmente em certas regiões montanhosas da Europa, distantes domar, pode-se apresentar uma carência em iodo, cujo principal sinal é o bócio ou papeira (aumento do volume da glândula tireóide). As populações que habitam locais próximos do litoral têm menor probabilidade de serem acometidas pelos DDIs, pois são beneficiadas pelo iodo presente em produtos do mar e no solo.
O iodo é um elemento indispensável ao funcionamento de todo o organismo. Com efeito, o iodo entra na formação de dois fatores hormonais da glândula tireóide (tiroxina e triiodotiroxina) que agem sobre a maioria dos órgãos e das grandes funções do organismo: o sistema nervoso, a termogênese (que nos permite conservar uma temperatura estável), o sistema cardiovascular, os músculos esqueléticos, as funções renais e respiratórias. Em suma, estes hormônios são indispensáveis ao crescimento e ao desenvolvimento harmonioso do organismo. O iodo é encontrado em quantidades extremamente variáveis nos alimentos e na água de beber. As fontes mais ricas de iodo são os frutos do mar e o sal marinho, mas o iodo está também presente em numerosos legumes (vagem, agrião, cebola, alho poro, rabanete, nabo) e em certas frutas (abacaxi e ameixa). Como na maioria das vezes a alimentação diária não permite que nosso organismo disponha da quantidade necessária deste mineral, a suplementação feita através do iodo quelado 1% pode contribuir para evitar os DDIs.
Posologia: 50 a 300mcg de iodo elementar.

MAGNÉSIO QUELADO
Propriedades Farmacologia
O magnésio participa da síntese e hidrólise do ATP, ativação e estabilização de macro moléculas como o DNA e ribossomos, além de ativar e regular inúmeras enzimas, tais como a fosfatase alcalina que está envolvida no metabolismo do cálcio e do fósforo.
O magnésio, em combinação com o cálcio, regula a permeabilidade das membranas.
Sua concentração nos fluídos extra celulares é crítica para a integridade e funcionamento do sistema nervoso, tanto na condução do estímulo nervoso, como na sua transmissão através da junção mio neural. O magnésio é necessário para metabolismo da vitamina C, sódio e potássio, sendo importante para converter o açúcar do sangue em energia. O magnésio também aumenta a mobilidade dos espermatozóides, participa do crescimento e mineralização dos ossos e inibe a agregação plaquetária.
Indicações terapêuticas:
O magnésio é utilizado nas formulações gerais:
1- como relaxante, 2- no combate à fadiga neuromuscular, 3- no stress, 4- no tratamento da síndrome pré-menstrual (associado à vitamina B6), 5- combate a tensão nervosa e a depressão, 6- na prevenção e tratamento das doenças cardíacas, 7- ajuda a evitar a formação de pedras nos rins e na vesícula, 8- alivia a digestão.
Combinado com o cálcio, o magnésio funciona como tranquilizante natural e atua na manutenção da saúde cardiovascular.
Dentre os grupos vulneráveis à deficiência de magnésio estão: idosos, pessoas em dietas de baixas calorias, diabéticos, pessoas que fazem uso de digitálicos e diuréticos, consumidores de álcool, gestantes e pessoas que praticam exercícios regulares e pesados.
A suplementação de magnésio parece desempenhar um papel na medicina preventiva.
Dose usual: 50 a 500mg de Mg elementar.

MANGANÊS QUELADO
Propriedades Farmacológicas:
O manganês age como ativador enzimático sobre o polissacarídeo polimerase, a arginase hepática, a colinesterase e o piruvato carboxilase.
Na enzima tiaminoquinase, viabiliza a ação da tiamina (na forma ativa de tiamina pirofosfato).
Na enzima glucosiltransferase e galctiltransaferase, participa da formação das glicoproteínas. As glicoproteínas formam parte da membrana das células e especificamente são responsáveis pela defesa celular contra o ataque de vírus e certas formas de câncer.
O manganês catalisa a síntese dos mucolissacarídeos das cartilagens. É um co-fator na fosforilização oxidativa. Participa de vários estágios da homeostase da glicose.
Indicações terapêuticas:
O manganês é importante para o funcionamento normal do cérebro e eficaz no tratamento da esquizofrenia e de algumas doenças nervosas, necessário para a reprodução e para a estrutura óssea normal e útil no tratamento da osteoartrite. Importante no metabolismo normal da glicose e benéfico no tratamento do Diabetes mellitus.
Utilizado em formulações para desenvolvimento físico, terapias antioxidantes, bem como para tratamentos pós- cirúrgicos ou de traumatismos.
Dose usual diária: 5 a 20mg de Mn elementar.

MOLIBDÊNIO COMPLEX
Propriedades Farmacológicas:
O molibdênio é essencial para a atividade de somente três enzimas em mamíferos. A xantina, aldeído e sulfito oxidase. Essas três enzimas contém flavina e também ferro.
A sulfito oxidase é necessária para a excreção de enxofre (como sulfato), e contém molibdênio na forma +5 e +6, no estado oxidado, modo como atua, na transferência de elétrons para oxidação/redução. É necessária para o completo catabolismo de aminoácidos sulfurados e para inativação do íon sulfito.
Indicações terapêuticas:
O molibdênio protege contra o câncer, protege os dentes, previne a impotência sexual, previne a anemia e mobiliza o ferro (a xantina oxidase, uma enzima que depende do molibdênio, talvez participe da absorção e liberação do ferro da ferritina – forma de armazenamento do ferro).
Utilizado como antioxidante.
Doses diárias recomendadas: 150 a 500mcg de Mo elementar.

POTÁSSIO QUELADO
Propriedades Farmacológicas:
Associado ao sódio, o potássio regula o equilíbrio da água no organismo e normaliza o ritmo cardíaco. O potássio é acumulado pelas células por um mecanismo que depende de energia que expulsa o sódio. A captação de potássio é acoplada a esse mecanismo diretamente ou ativada pela diferença de potencial que resulta da expulsão do sódio.
O potássio trabalha dentro das células e o sódio na parte externa. O potássio ajuda a raciocinar com clareza, pois envia oxigênio ao cérebro; ajuda a eliminação das matérias inúteis ao organismo; auxilia na redução da pressão sangüínea. As funções dos nervos e músculos ficam comprometidas quando há desequilíbrio entre sódio e potássio. O potássio também exerce um papel importante na gênese e na correção dos desequilíbrios do metabolismo ácido- básico.
Indicações terapêuticas:
O potássio é útil na prevenção e tratamento da hipertensão, protege contra a morte provocada por derrames, melhora o desempenho dos atletas (a deficiência de potássio provoca fraqueza, fadiga), benéfico na prevenção e tratamento do câncer. Indicado para pacientes que fazem uso de diuréticos ou que transpiram em excesso.
Doses diárias recomendadas: 50 a 300mg de K elementar.

SELÊNIO QUELADO
Propriedades Farmacológicas:
A mais importante atividade biológica do selênio parece ser através da enzima glutationa peroxidase, na qual em comparação com o complexo E e outros agentes anti-oxidantes são capazes de reduzir os efeitos destrutivos sobre as células vivas de reações peroxidativas. Os efeitos antioxidativos do selênio e vitamina E são diferentes, mas não menos complementares. A vitamina E previne a formação de peróxidos graxos por seqüestro de radicais livres antes que eles iniciem a peroxidação graxa. O selênio como parte essencial da glutationa peroxidase reduz peróxidos já formados para alcoóis menos ativos.
Indicações terapêuticas:
Preventivo nas alterações degenerativas do pâncreas; exerce efeito protetor, retardando o desenvolvimento do tecido cancerígeno; deficiências imunológicas; artrite reumatóide; doenças cardíacas; também protege contra os efeitos tóxicos do cádmio, mercúrio, chumbo e outros metais tóxicos formando complexos biologicamente inativos; outra característica do selênio é que aumenta a efetividade do complexo E; é um antioxidante que ajuda a prevenir a ruptura dos cromossomas dos tecidos. O leite humano contém 6 vezes mais selênio do que o leite de vaca e 2 vezes mais vitamina E, a deficiência de selênio está relacionada coma a morte súbita infantil. A deficiência de selênio pode produzir distrofia muscular, diástese exudativa, necrose do fígado e infertilidade. O selênio protege a pele contra os raios ultravioleta. O selênio também tem sido estudado e utilizado no tratamento de pacientes com AIDS e com Ebola Vírus.
Doses diárias recomendadas: 50 a 200mcg de Se elementar.

SILICIO QUELADO
Propriedades Farmacológicas:
Além de fazer parte integrante de nossas estruturas conjuntivas, tomando parte na constituição de colágeno, elastina, mucopolissacarídeos, proteoglicanos, glicoproteínas, glucosaminoglucanos e poliurônios, tem, também a função moduladora sobre diversas vias metabólicas fundamentais para a homeostase de nosso organismo, especialmente a dérmica, podendo considerá-lo um dos recursos mais importantes para a prevenção do câncer de pele, pela profunda influência que exerce sobre o processo imunológico, mormente a nível dérmico, envolvendo o Natural Killer, exterminador de focos cancerosos na pele. Sem se falar no seu poderoso efeito sobre a lipodistrofia localizada (celulite) e a peroxidação lipídica (geração de radicais livres). Favorecendo, assim, além do aspecto estético na silhueta, em razão do descrito acima; quanto, também em razão de sua ação envolvendo as gorduras localizadas e os radicais livres. O Silício exerce efeito marcante em prol de uma pele mais viçosa, sem rugas, ondulações e imperfeições.
Doses diárias recomendada:
5 a 10mg ao dia

VANADIUM QUELADO
Propriedades Farmacológicas
O Vanadium estabelece o equilíbrio no estado de saúde, participando de diferentes processos metabólicos necessários à formação de energia, agindo como co-fator ou ajudando a acelerar as reações no metabolismo dos carboidratos, das gorduras e fortalecendo ossos e dentes.
Foram realizadas diversas pesquisas sobre a bioquímica do vanadium no metabolismo dos lipídios e constatou-se redução da síntese do colesterol no fígado. Existem evidências que sua ação é mais efetiva quando o nível de colesterol é mais elevado ou quando sua síntese está anormalmente elevada.
O vanadium aumenta o transporte e oxidação de glicose em adipócitos, estimula a síntese de glicogênio no fígado e diafragma e inibe a gliconeogênese nos hepatócitos. Essas atividades insulinomiméticas do vanadium, observadas na ausência da insulina, foram confirmadas e dissociadas de sua habilidade de inibir a ATPase Na+/K+.
Em hepatócitos o vanadium acelera a glicólise e inibe a frutose 2,6, bisfosfatase. Em adipócitos isolados o vanadium estimula o transporte de glicose, mobilizando transportadores da membrana plasmática, e aumentam a liberação de lipoproteína lipase.
No metabolismo do ferro, o vanadium promove sua distribuição e auxilia a sua correção mais rápida nas anemias carenciais quando utilizado em conjunto com sulfato ferroso.
Além disso, o vanadium favorece a mineralização dos ossos e dentes, provavelmente devido à troca do fósforo na molécula de apatita (fosfato de cálcio com flúor) conduzindo ao endurecimento da apatita, estimulando a mineralização da dentina, podendo exercer um efeito protetor contra as cáries.
Indicações terapêuticas:
Calcifica os ossos e dentes, evitando as cáries. O vanadium pode inibir a aparição de tumores espontâneos e, também pode diminuir as propriedades cancerígenas de certas substâncias químicas. Alguns estudos demonstraram que o vanadium destrói as células neoplásicas.
Utilizado como auxiliar na diminuição das taxas de triglicérides e de colesterol do plasma e na redução da quantidade de colesterol que se acumula na aorta.
Doses diárias recomendadas: 20 a 100mcg de V elementar

ZINCO QUELADO
Propriedades Farmacológicas:
O zinco faz parte de mais de 200 enzimas, tais como: carboxipeptidase, anidrase carbônica, fosfatase alcalina, desidrogenase láctica, superóxido dismutase, retinol desidrogenase, transferases, hidrolases, etc. O zinco é fundamental para a síntese e metabolismo de proteínas, DNA, RNA, insulina, etc.
Indicações terapêuticas:
O zinco é indicado em formulações para o aumento da imunidade, para o tratamento de disfunções do aparelho genital masculino (fertilidade e impotência), para fertilidade feminina, na gravidez, na lactação, em recém- nascidos, em crianças em idade de crescimento, em dietas insuficientes de proteínas, como no caso de desnutrição, alcoolismo e em casos geriátricos. Também utilizado como coadjuvante na diminuição dos depósitos de colesterol. Casos de tensão pré-menstrual e depressão pós-parto respondem bem à doses extras de zinco. Também previne a cegueira decorrente do envelhecimento, previne câncer, acelera a cicatrização de feridas, aumenta o desejo sexual, útil no tratamento de acne, previne a queda de cabelo, antiinflamatório e útil no tratamento da artrite reumatóide.
Utilizado freqüentemente em formulações antioxidantes e de suplementação de zinco.
Doses diárias recomendadas: 10 a 60mg de Zn elementar

Publicado por: sosortomolecular | 15 de Novembro de 2016

Infecções dos pés diabéticos, como tratar em casa

Infecções do pé diabético são muito dolorosas e leva a condições médicas que afetam milhares de pacientes todos os anos.

Eles são uma das principais causas por trás amputações das extremidades inferiores.

Quando os tecidos ou pele de membros infectados em pessoas com diabetes, os resultados podem ser graves.

Circulação microvascular em diabéticos é afetada causando uma úlcera pode se formar se a infecção não for tratada corretamente.

Isso faz com que esta resposta sistêmica Síndrome de inflamação. Nesta síndrome, o corpo já não assume a área afetada e amputação é a única opção.

Existem tratamentos formais para infecções do pé diabético, mas, porque eles nem sempre são eficazes, muitas pessoas recorrem a remédios naturais que têm menos efeitos colaterais.

Se este for o seu caso, aqui está uma lista interessante que pode ser de grande ajuda.

  1. Cafeína

Uma das principais razões para infecções do pé diabético, porque o sangue não circula assim, no final, de modo que compostos que combatem a infecção não pode proteger o corpo de úlceras.

Isto ajuda a solucionar alguns dos problemas circulatórios do pé e também aumenta a resposta imune na área.

  1. Aloe vera

Quando você aplica aloe vera topicamente para o local da inflamação ou úlcera, você pode reduzir a dor e desconforto ao eliminar a infecção, graças às suas propriedades antimicrobianas.

Por outro lado, você também pode beber suco de aloe vera para efeitos da estimulação imunológica.

  1. Mel

Esta é ainda a mais doce e popular para muitos problemas de saúde remédio caseiro. Além disso, é muito eficaz quando se trata de infecções do pé diabético ou qualquer outro tipo.

É muito aconselhável aplicar na área e sair.

Graças à sua ação antibacteriana, propriedades antivirais, antiinflamatórias e antioxidantes irão dar um impulso imuno protetora e impedir a propagação da infecção.

  1. Ginseng

Esta lenda é normalmente receita se você tem diabetes porque pode ajudar a regular os níveis de açúcar no sangue.

Ele também ajuda a melhorar o seu sistema imunológico e prevenir infecções antes que eles ataquem você. É também um suplemento que pode encontrar com muita facilidade.

  1. Astragalus

Por gerações, diferentes culturas no mundo têm usado esta erva por seus benefícios medicinais.

Quando você aplica o talus diretamente sobre a pele, que ajuda a induzir o fluxo sanguíneo e acelerar a cicatrização.

Isto pode ser muito útil quando se trata de infecções do pé diabético, porque ajuda a eliminar a infecção subjacente que pode causar úlceras.

  1. Ruibarbo Raiz

Embora hoje esta erva não é muito usado, usado com frequência, é utilizado há milhares de anos.

Ele contém um composto chamado emodina, que possui propriedades antiinflamatórias e antimicrobianas surpreendentes.

Aplicação tópica de uma preparação de raiz de ruibarbo na área afetada pela úlcera pode rapidamente neutralizar a infecção e diminuir o tamanho da ferida antes que provoca grandes problemas.

  1. Magnésio

As variações no nível de base de minerais em seu corpo pode contribuir para a frequência com que você apresenta infecções.

Quando você tem deficiência de magnésio pode trazer má gestão da diabetes e seu sistema imunológico é mais fraco do que o normal, então vamos infecções causam feridas profundas.

Tudo que você tem a fazer é incluir alimentos ricos em magnésio em sua dieta. Entre elas estão:

Espinafre – As sementes de abóbora – feijão carioca – cacau em pó – abacate – banana

  1. Os produtos da soja

Os benefícios que têm produtos à base de soja foram conhecidos durante muito tempo. Quando se trata de estimular o fluxo de sangue, uma mistura de soja e gengibre e pode fazer maravilhas para o seu sistema circulatório.

Isso é importante quando se trata de infecções do pé diabético, porque os compostos imunizantes não alcançar seus pés, se o sangue flui errado.

  1. Zinco

A primeira linha de defesa contra a infecção é o seu sistema imunológico. Sem zinco seu corpo não será capaz de produzir anticorpos e outros compostos que estão lutando para se manter saudável.

Este mineral também acelera a recuperação e cicatrização de úlceras, o que dificulta a formação de infecções.

  1. Psyllium

Tanto o vermelho e o psyllium preto são comumente usados para melhorar a saúde eo bem-estar das pessoas quando elas têm diabetes.

Graças às suas propriedades pode ajudar a regular a glicose e insulina e colocada sob controlo de muitos dos efeitos secundários da diabetes.

Tudo isso ajuda a reduzir muito a possibilidade de que sofrem de infecção e pé úlceras, por isso é uma das ervas que nós recomendamos que você sempre tem em seu armário de remédios.

Publicado por: sosortomolecular | 9 de Novembro de 2016

Pensar Molecular: O Oxigênio é o Início e o Fim da Vida

O “pensar molecular” em doenças degenerativas, imunológicas, infecciosas e ambientais é muito facilitado pelo conceito de “moléculas envelhecedoras” (oxidantes) e “moléculas conservadoras” (antioxidantes). À primeira vista parece complicado, mas vou explicar melhor e você vai entender tudo direitinho. Tem bastante a ver com o oxigênio.

As moléculas envelhecedoras são a família de moléculas que causam ou facilitam as mudanças na fisiologia ou na fisiopatologia molecular do envelhecimento e da agressão, causados por infecções ou agentes ambientais. Moléculas conservadoras são a família de moléculas que promovem a neutralização da atividade envelhecedora das moléculas e previnem a agressão molecular causada pelas moléculas envelhecedoras.

Oxigênio é o inicio da vida. Oxigênio é o fim da vida.

Os tecidos e células necessitam de oxigênio para viver. Isso entendemos bem no nosso estudo básico da ciência. Por outro lado, os tecidos e as células são também “envelhecidos” pelo oxigênio no processo de vida. Embora esse detalhe seja indiscutível, na prática médica diária é ainda pouco compreendido. A oxidação é um processo espontâneo, enquanto a redução requer gasto energético.

Qual é a linguagem da agressão molecular?

Oxidação.

Qual é a linguagem da recuperação molecular?

Redução.

Qual é a linguagem do processo de envelhecimento?

Agressão Oxidativa Molecular

Existem duas teorias prevalentes sobre envelhecimento. Na primeira teoria, a dos radicais livres, espécies altamente reativas de oxigênio seriam a causa do envelhecimento celular. Radicais livres, é claro, são produzidos pelo processo de oxidação.

Na segunda teoria do envelhecimento, protein cross-linkage, várias permutações de moléculas protéicas causadas pelo cross-linking (ligamento em forma de rede) são vistas como as causadoras do envelhecimento. Novamente, protein cross-linking, por si só, depende da agressão oxidativa. Então, ambas as teorias estão claramente implicadas na bioquímica do envelhecimento.

Oxidação espontânea

Oxidação espontânea é o fenômeno de base do processo de envelhecimento. O processo bioquímico e celular envolvido no envelhecimento inicia-se lentamente, sendo preservada a saúde pelas moléculas conservadoras. Nesse processo oxidativo pode haver doenças e envelhecimento precoce.

Este é o meu modo de entender saúde e estado de doença: todas as nossas estratégias terapêuticas para doenças degenerativas e imunológicas resumem-se em atuar diretamente reduzindo a oxidação molecular.

Como o processo oxidativo molecular causador de agressões pode ser reduzido?

Reduzindo as agressões dos agentes ambientais químicos.

Minimizando o potencial microbiano.

Diminuindo os desencadeadores de alergia.

Esta é a verdadeira Terapêutica Preventiva. É onde o modelo prevalente do tratamento das doenças com drogas, estabelecido para diagnostico morfológico, falha. A agressão molecular oxidativa é a verdadeira “lesão molecular” na patogênese das doenças.

O estudo da dinâmica molecular nos dá a visão dos eventos eletromagnéticos e moleculares antes de se iniciar a lesão celular e tecidual. Esta é a diferença essencial entre Medicina Clássica e a Prática Molecular.

Rudolph Virchow, o criador da Patologia, publicou seu clássico livro Patologia Celular em 1858, nos livrando dos caminhos restritos da patologia medieval. Agora, a “patologia celular” não nos diz como as doenças começam. Por isso, Terapia Preventiva Molecular é a aplicação dos princípios da terapêutica ambiental, terapêutica nutricional e terapêutica da atividade física.

Lesões Moleculares

O claro entendimento das lesões moleculares inicialmente envolve a exploração de novo conhecimento em diversos campos de pesquisa científica. Já o claro entendimento das bases moleculares e energéticas das síndromes clínicas, causadas por lesões moleculares, exige familiarização com vários aspectos estabelecidos na genética. Alguns exemplos são passagens bioquímicas de defesa molecular, resposta molecular a agentes ambientais, ativação e inativação das enzimas, alterações do sistema imune e da molécula essencial de traços genéticos (parentesco) na biologia humana.

Do projeto de genoma humano, se esperava a solução de diversos mistérios como o dos causadores genéticos de doença, mas já se passaram mais de 15 anos e pouco mudou. Isso porque a epigenética é muito clara, mostrando que somente 10% das doenças têm causas genéticas. As outras 90% são causadas por agressores ambientais e estilo de vida adotado.

Portanto, precisamos pensar na agressão oxidativa como os causadores reais da “doença molecular”, apoiada nos campos da Terapia Ambiental e Nutricional, e reconhecer como os genes são mudados (e mutilados) pelos agentes químicos (xenobióticos) e causam doenças. A partir daí, prevenir e tratar essas desordens.

Não se pode mais pensar numa terapêutica de que para cada sintoma há um medicamento químico, pois isso não atende mais a nossa realidade. É coisa do passado.

Não podemos tratar uma pessoa do 3º milênio, exposta a agressores ambientais e a uma alimentação que nos sustenta a vida, mas não nos dá saúde, usando cabeças do século 20… e conhecimentos do século 19.

A prevenção é a melhor terapêutica!

Referências bibliográficas:

Livro: Prevenção: A Medicina do Século XXI. Wilson Rondó Jr. Editora Gaia 2000

Livro: Revolução na saúde. Serge Jurassunas. 2006

Livro: Wellness Against All Odds. Sherry A. Rogers. 2008

 

Publicado por: sosortomolecular | 3 de Novembro de 2016

NUTRACÊUTICOS NAS FUNÇÕES ARTICULARES E ÓSSEAS DO ORGANISMO

Os nutracêuticos são partes de um alimento que proporciona benefícios médicos e de saúde, incluindo a prevenção e/ou tratamento da artrose.

Tais produtos podem abranger desde os nutrientes isolados, suplementos dietéticos na forma de cápsulas e até os produtos beneficamente projetados como os produtos herbais e alimentos processados tais como cereais, sopas e bebidas.

Os principais nutracêuticos aliados no tratamento da artrose são: silício, fósforo, zinco, magnésio, cálcio, manganês, vitamina C, colágeno tipo 2 (UCII), colágeno hidrolisado, osteosil, CMM, molibdênio e os suplementos vitamínicos e minerais.

Zinco, diversos aspectos do metabolismo celular são dependentes do zinco. Aproximadamente 700 enzimas dependem do zinco para realizar reações químicas essenciais a nossa sobrevivência.

O mineral tem papel importante, por exemplo, no crescimento, na resposta imune do organismo, na função neurológica e na reprodução. É um potente antioxidante e tem um papel fundamental na reparação celular.

Além dessas funções, o zinco atua na estrutura das proteínas e membranas celulares e também está envolvido na expressão dos genes, na síntese de hormônios, principalmente o Hormônio do Crescimento – GH e na transmissão do impulso nervoso.

A carência deste mineral pode gerar uma atrofia muscular, osteoporose e problemas de cicatrização.

O manganês é parte constituinte de diversas enzimas e atua como ativador de outras tantas. Entre outras ações, funciona como antioxidante, ativa enzimas que participam do metabolismo hepático dos carboidratos, aminoácidos e colesterol, e colabora na formação da cartilagem e ossos.

A distribuição do manganês é grande nos tecidos e líquidos do organismo. O papel metabólico do manganês é considerável, pois ativa numerosas enzimas implicadas na síntese do tecido conjuntivo, na regulação da glicose e na proteção das células contra os radicais livres.

O manganês é reparador da cartilagem através da ativação de uma enzima vital aos condrócitos (Células que formam a cartilagem articular). O manganês melhora a viscoelasticidade do líquido sinovial e da ativação e resistência às pressões dos sinoviócitos (células do líquido sinovial).

A vitamina C é um potente antioxidante e estimulante imune vital para a proteção das articulações. Também tem poderosos efeitos antiinflamatórios.

Uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade Monash, na Austrália, mostrou que uma alimentação rica em frutas com vitamina C pode combater a artrose.

Os estudos foram feitos durante dez anos com 293 homens saudáveis e com idades acima de 50 anos. Os resultados mostraram que aqueles que ingeriram frutas com grandes quantidades desta vitamina, apresentaram menor risco de desenvolver a artrose no joelho.

As últimas pesquisas sobre o papel do silício no organismo descobriram que este elemento se encontra em vários tecidos no organismo: na pele, nas unhas, no esmalte dos dentes, nas cartilagens, nos ligamentos e nos ossos.

O silício estimula nestes tecidos a regeneração das fibras de colágeno e elastina, portanto ele é um elemento indispensável para a reconstrução e regeneração do tecido articular, sem silício não há síntese de fibras de colágeno ou elastina e saúde articular pode ser comprometida.

Resultados de um estudo, publicado no Journal Bone Mineral Metabolism, demonstraram que a suplementação com silício demonstrou melhorar a densidade, o conteúdo mineral e o colágeno do tecido ósseo, bem como as propriedades mecânicas desse tecido. É de fato sugerido que a remodelagem do osso subcondrial tem função na progressão da artrose. Sendo assim, os produtos que agem sobre os ossos podem ser potencialmente ativos na artrose.

O cálcio é o segundo mineral mais abundante do corpo humano, e em sua maioria está concentrado nos nossos ossos e dentes.

Além de manter ossos e dentes fortes, outras funções do cálcio são: ajuda no metabolismo do ferro; alívio de insônia; diminui o risco de fraturas; importante função no sistema nervoso; ajuda na manutenção de peso, e diminui o risco de câncer de cólon.

O magnésio é outro mineral muito importante no controle da artrose, é necessário para a absorção de cálcio, fósforo, potássio e sódio, além de ser indispensável para o metabolismo de vitamina C.

O magnésio inibe a calcificação patológica que pode ocorrer na artrose (osteofitose) e é muito importante na manutenção do metabolismo das articulações, pois é fundamental para a formação do colágeno em nosso organismo, responsável por mais de 400 funções enzimáticas..

O fósforo é um mineral vital para as funções básicas do organismo. O seu principal papel, em conjunto com o cálcio, está na formação e na manutenção dos ossos e dentes.

O cálcio e o fósforo são considerados conjuntamente porque constituem a maior parte dos minerais dos ossos. Estão intimamente relacionados e uma deficiência ou excesso de um irá interferir na utilização do outro.

O fósforo é responsável pela manutenção do PH sanguíneo e dos fluidos corporais, além de estar fortemente envolvido na força muscular e manutenção do peso.

O colágeno, principalmente o hidrolisado tipo II, é o principal elemento que confere resistência à cartilagem articular e está presente em vários tecidos do corpo.

A suplementação de colágeno hidrolisado tipo II pode contribuir para melhorar a dor e aumentar a mobilidade e a função articular. A suplementação com colágeno pode reduzir a administração de analgésicos em pacientes com artrose moderada.

Recentemente um estudo publicado por pesquisadores de Montreal no Canadá, mostrou a importância da suplementação com colágeno tipo II em pacientes com artrose.

Os pesquisadores avaliaram a quantidade de enzimas inflamatórias e o colágeno presente em cartilagens e concluíram que na artrose a quantidade de colágeno diminui, ao passo em que as enzimas inflamatórias aumentam.

Para facilitar a absorção e a biodisponibilidade orgânica, deve optar-se por suplementos nutricionais que incluam na sua composição o colágeno hidrolisado tipo II.

Referências:

Perea S. Nutritional management of osteoarthritis. Compend Contin Educ Vet. 2012 May;34(5):E4. Review.

Rosenbaum CC, O’ Mathúna DP, Chavez M, Shields K. Antioxidants and antiinflammatory dietary supplements for osteoarthritis and rheumatoid arthritis. Altern Ther Health Med. 2010 Mar-Apr;16(2):32-40. Review.

Zhang W, Moskowitz RW, Nuki G, et al. OARSI rec¬ommendations for the management of hip and knee osteoarthritis, Part III. Changes in evidence following systematic cumulative update of research published through January 2009. Osteoarthritis Cartilage. 2010;18:476-499.

Dejica VM, Mort JS, Laverty S, Antoniou J, Zukor DJ, Tanzer M, Poole AR. Increased type II collagen cleavage by cathepsin K and collagenase activities with aging and osteoarthritis in human articular cartilage. Arthritis Res Ther. 2012 May 14;14(3):R113.

 

Publicado por: sosortomolecular | 22 de Outubro de 2016

Estudo liga resistência à insulina no fígado à inflamação do hipotálamo

Diabéticos que monitoram rotineiramente a glicemia têm, às vezes, ao acordar, uma surpresa: o elevado nível de açúcar no sangue. Este é um dos principais problemas enfrentados por endocrinologistas para controlar a glicemia de jejum em pacientes com diabetes. Um dos órgãos que fazem este controle é o fígado.

Pesquisa realizada no Laboratório de Sinalização Celular (Labsincel) da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp pela nutricionista Marciane Milanski demonstrou, pela primeira vez na literatura médica, a ligação entre a inflamação do hipotálamo e a resistência à insulina no fígado.

O estudo foi realizado durante dois anos em ratos obesos. Além desta descoberta, Marciane também identificou a via neural por onde ocorre a ligação entre o sistema nervoso central e o fígado.

Os resultados do trabalho ganharam matéria especial e editorial da revista norte-americana Diabetes, uma das mais respeitadas publicações na área de endocrinologia do mundo. Segundo o professor Licio Velloso, orientador da pesquisa, a descoberta abre uma nova frente de estudo visando o tratamento do diabetes.

“O diabético passa um período de jejum dormindo e, ainda assim, ele acorda com a glicose alta. Décadas atrás, descobriram que o fígado produz glicose e o paciente com diabetes tem defeito nessa produção. Porém, detalhes a respeito deste processo ainda não são completamente esclarecidos”, disse Velloso.

A pesquisa “A inibição da inflamação hipotalâmica reverte a resistência à insulina no fígado induzida por dieta” publicada na revista Diabetes é a continuação da tese de doutorado de Marciane.

A nutricionista e professora da Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA) da Unicamp do campus de Limeira mostrou que uma dieta rica em gordura saturada – presente na manteiga e nas carnes bovina e suína, por exemplo – leva a uma inflamação do hipotálamo.

O hipotálamo é um órgão localizado na base do cérebro. Ele controla a homeostase corporal, isto é, o ajuste do organismo às variações externas. O hipotálamo controla a temperatura, o balanço de água no corpo, a fome e o gasto energético corporal, entre outras funções. Ele também faz a integração entre os sistemas nervoso e endócrino, atuando na ativação de diversas glândulas produtoras de hormônios.

“Fomos identificar quais eram os mecanismos por meio dos quais as gorduras saturadas levavam à inflamação hipotalâmica. Existe uma relação muito íntima entre via inflamatória e vias metabólicas, que controlam a ingestão alimentar e gasto de energia. Distúrbios nessas vias metabólicas levam ao aumento ou diminuição de peso”, explica Marciane.

A pesquisadora focou seu estudo no Toll Like Receptor 4 (TLR4) e no Fator de Necrose Tumoral Alfa (TNFα). O TLR4 é um receptor do sistema imune inato que protege o corpo de infecções ao provocar uma inflamação que sinaliza à célula sobre uma bactéria invasora a ser combatida. O TNFα é uma citocina (proteína) presente em inflamações sistêmicas. Ele pode ser produzido, por exemplo, após a ativação do TLR4.

Entretanto, a gordura saturada também ativa o TLR4. A ativação do TLR4 induz ao estresse retículo endoplasmático, uma organela importante na célula que participa da síntese de proteínas e gorduras. O estresse do retículo endoplasmático leva ao aumento de citocinas e inflamação no hipotálamo.

“A inflamação hipotalâmica prejudica a sinalização da leptina e da insulina – hormônios que participam do controle da ingestão alimentar e do gasto energético – no hipotálamo. Isto leva a um desequilíbrio dos mecanismos que regulam o bom funcionamento do organismo”, diz Marciane.

Fígado e nervo vago

A leptina é um hormônio produzido, principalmente, pelo tecido adiposo. Na obesidade, os níveis de leptina estão aumentados. A insulina é o hormônio responsável pela redução da taxa de glicose no sangue ou glicemia.

O fígado é o que regula a quantidade de glicose produzida no jejum. Pacientes com esteatose hepática, popularmente conhecida como gordura no fígado, possuem resistência à insulina. O mesmo defeito é encontrado no fígado do diabético: o órgão faz um controle inadequado da produção de glicose e acumula gordura.

A gordura presente no alimento “engana” o organismo e ativa o receptor TLR4. Ao ser ativado, ele produz a citocina pró-inflamatória TNFα, um sensor celular que leva à inflamação do hipotálamo. Por causa da inflamação, há uma interrupção na sinalização de leptina e insulina no sistema nervoso central.

A inflamação hipotalâmica, que leva à obesidade, conforme descrito anteriormente por Marciane, também vai fazer com que a função da insulina seja prejudicada no fígado. Consequentemente há um prejuízo no controle da produção hepática de glicose.

Inicialmente, para testar a hipótese de que a inibição da inflamação hipotalâmica melhoraria o controle glicêmico corporal, animais experimentais foram submetidos a uma cirurgia para implantação de um catéter no hipotálamo. Por meio deste cateter, os animais receberam inibidores de vias inflamatórias, antiTLR4 e antiTNFα.
Os resultados mostraram que a inibição hipotalâmica dessas vias foi capaz de melhorar o controle glicêmico dos animais, o que foi demonstrado no trabalho por várias metodologias, entre elas o teste de tolerância à glicose.

“A melhora do controle glicêmico foi resultante da maior capacidade da insulina em inibir a produção hepática de glicose, como demonstrado em experimentos de sinalização hepática de insulina e quantificação de enzimas que aumentam a produção de glicose no fígado”, explica Marciane.

Para provar efeito do hipotálamo na melhora da sinalização hepática à insulina e, consequentemente, do controle glicêmico, os animais foram submetidos à vagotomia, denervação hepática do nervo vago que faz a comunicação entre o cérebro e outros órgãos.

O sistema nervoso central manda informações para diversos órgãos do corpo, inclusive ao fígado, por meio do nervo vago. Este nervo é regulado por canais de potássio dependente de adenosina trifosfato (ATP), que é a moeda de troca de energia da célula. Com a vagotomia, a pesquisadora comprovou que houve a perda de todos os efeitos metabólicos benéficos da inibição da inflamação hipotalâmica.

“Com isso, concluímos que a inflamação hipotalâmica em roedores obesos leva à ruptura do eixo cérebro-fígado responsável por controlar o equilíbrio da glicose corporal. Inibindo a passagem de sinalização de inflamação no hipotálamo pelo nervo vago, o fígado volta a controlar adequadamente a produção de glicose e a insulina passa a agir com mais facilidade no órgão. Portanto, o eixo neural cérebro-fígado é importante para restaurar a sensibilidade hepática à insulina” disse a pesquisadora do Labsincel.

A descoberta coloca o eixo cérebro-fígado no controle do equilíbrio glicêmico. O hipotálamo passa a ser o ator principal desse mecanismo. O professor e também pesquisador Lício Velloso é otimista quanto à descoberta.

“O mecanismo descrito por essa pesquisa mostra que o controle da glicose alta no jejum é feito, pelo menos em parte, pelo hipotálamo. Isto reforça nossa suspeita de que o desenvolvimento de drogas com ação no sistema nervoso central deve ser interessante para o tratamento do diabetes”, comentou Velloso.

A pesquisa teve o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O Laboratório de Sinalização Celular (Labsincel) pertence ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) de Obesidade e Diabetes. Desde 2003, investiga mecanismos moleculares de ação e interação entre hormônios e citocinas. É composto por estudantes e pesquisadores de diversos níveis – iniciação científica, mestrado, doutorado, e pós-doutorado. Suas pesquisas se inserem nas linhas de estudos de obesidade e diabetes, com destaque nos mecanismos de sinalização celular da insulina, citocinas, nutrientes e ação no hipotálamo.

■ Publicação

Artigo: A inibição da inflamação hipotalâmica reverte a resistência à insulina no fígado induzida por dieta

Revista: Diabetes,  edição n° 61 de junho de 2012

Acesso ao artigo:http://diabetes.diabetesjournals.org/content/61/6/1455.abstract

Autora: Marciane Milanski

Orientador: Licio Augusto Velloso

Apoio: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)

Unidade: Faculdade de Ciências Médicas (FCM)

Publicado por: sosortomolecular | 18 de Outubro de 2016

Terapia celular: extrato de órgãos

O corpo humano contém cerca de quatro trilhões de células, que todos surgiram após a concepção de uma célula unificada por meio de vários ciclos de divisão. Este processo de renovação celular continua ao longo da vida, como as células velhas e fracas são substituídos por novos. Em indivíduos jovens e saudáveis a divisão das células ocorre regularmente em um bio-o-terreno energético e equilibrado. No entanto, à medida que envelhecemos, este processo começa a desacelerar, alimentação inadequada com grandes quantidades de gordura animal, açúcares processados, aditivos alimentares e muito pouco de vegetais biologicamente cultivados, estilos de vida com o tabagismo pesado, o consumo excessivo de álcool, um aumento global de estresse devido a nossas vidas em ritmo acelerado, a poluição com solventes cancerígenas, metais pesados e pesticidas tendem a suprimir este processo de renovação ainda mais. Como resultado nossa idade prematuramente e até mesmo ficar doente com doenças degenerativas crônicas ou de câncer.

Extrato de órgãos e terapia celular oferece uma oportunidade única de tratamento causativo, neste contexto, uma vez que podem prevenir a morte celular prematura ou mau funcionamento, induzir a renovação celular e restaurar a função perdida de tipos específicos de células no corpo humano.

A maioria de nós esperamos para uma vida significativa longa e ninguém quer ser sobrecarregados com a saúde debilitada, degeneração rápida, ou dor à medida que envelhecem. Ao longo da história, a humanidade sempre procurou a “fonte da juventude” proverbial. Os nossos sistemas de cuidados de saúde convencionais modernos têm realmente nos trouxe uma esperança de vida através da terapêutica de alta tecnologia e gestão de crises agudas. No entanto, eles falharam terrivelmente nos campos de envelhecimento prematuro, doenças degenerativas crônicas e câncer. Espera-se que o conhecimento adquirido com a terapêutica empírica, bioenergética e terapia biológica integrada dará uma vida mais longa com vitalidade. Estamos todos conscientes de mostrar personalidades empresariais e outras celebridades do nosso tempo, para quem o processo de envelhecimento parece ter parado.

Eles continuam a olhar bem, ser atraente, e eles estão em grande forma, mesmo na velhice. Certamente, uma alimentação saudável, exercício e cirurgia plástica podem desempenhar um papel importante aqui, mas com mais do que mera aparência, essas pessoas famosas continuar a exalam uma linguagem aura e do corpo que os identifica com os grupos etários mais jovens. A razão é que muitos deles frequentam os famosos spas clínicas e centros terapêuticos e de bem-estar na Europa, que se especializam em regeneração e, especificamente, na técnica terapeuticamente respeitada de extrato de órgãos – e terapia celular. Esta modalidade de tratamento tornou possível para essas celebridades para manter um estilo de vida muito ativo que de outra forma seria impossível. Os receptores parecem reter a vitalidade da juventude, tornando possível para desfrutar os frutos do sucesso bem em seus anos sênior.

O QUE É Extrato ÓRGÃO e Terapia Celular?

Em Extrato de órgãos e da terapia celular, células ou extratos de tecido fetal são administradas através de uso oral no corpo humano para fins terapêuticos. Estas células são então divididas em seus elementos básicos (enzimas, polipéptidos, ácidos desoxirribonucleico, ácidos ribonucleicos e outras substâncias orgânicas básicas) e reutilizados pelas células, tecidos e órgãos da pessoa tratada. A teoria fundamental por trás extrato de órgãos – e de terapia celular é o princípio ‘Similia Similibus “ou” semelhante cura semelhante “, como afirma Paracelso, um médico e filósofo suíço do século 16. Paracelso e muitos outros primeiros pesquisadores acreditavam que a melhor maneira de reconstruir ou revitalizar os órgãos doentes ou tecido de envelhecimento era usar células vivas saudáveis do mesmo tipo de tecido. Extrato órgão moderno e terapia celular refere-se ao tratamento por injeção, ou oral com elementos celulares e células inteiras de ovelhas ou bezerros especialmente criados para fins terapêuticos sob um ambiente controlado por nascer ou fetal saudável.

Extrato de órgãos e terapia celular, na verdade, “acorda” células dormentes dentro do corpo humano, estimulando assim o crescimento e a função do tecido existente e reparar ou regenerar células velhas e mau funcionamento. Extrato de órgãos e terapia celular oferece algo que as vitaminas, minerais e outros tratamentos convencionais ou naturais não pode. Ele pode fornecer os componentes exatos necessários para o tecido lesionado ou doente para curar e regenerar.

Enquanto a maioria das drogas farmacêuticas funcionam suprimindo certos sintomas durante um curto período de tempo e apenas desde que sejam tomadas, Extrato de órgãos e terapia celular estimular própria cura do corpo e poderes revitalizantes e exercer um efeito de longa duração.

ÓRGÃO Extrato e Terapia Celular NO ANTIENVELHECIMENTO

O envelhecimento é um dos processos mais naturais e, a rigor, define limite de tempo de vida terrena. Toda a vida terrena está sujeita ao desgaste e deterioração, um processo que, de fato, começa logo após o nascimento. A humanidade sempre sonhou de travar o processo de envelhecimento degenerativa e voltar o relógio para alcançar a juventude eterna. Natureza, é claro, sempre negou-nos a realização desta era desejo antigo. Recentemente, época fazendo avanços da ciência nos asseguraram que a esperança média de vida vai se tornar significativamente mais longo. Como resultado, o organismo humano vai ser sujeito a um significativamente mais longo período de desgaste. Embora o processo de envelhecimento degenerativa é inevitável, ele pode ser reduzido ou retardado dramaticamente com Extrato específica de órgãos e terapia celular no contexto de desintoxicação, correção de bio-o-terreno, e outra terapia biológica. Americana alopáticos medicina baseada droga hoje está na vanguarda no transplante crise de corações, rins e fígados. No entanto, o médico geralmente alopatia trata os sintomas de envelhecimento e doenças com sintetizada artificialmente, produtos químicos tóxicos que frequentemente não são encontrados no organismo natural. A medicina alopática utiliza uma única série química ou tratamento de quimioterapia para melhorar ou para inibir uma enzima particular, o substrato celular ou a função do órgão, na esperança de alterar o sintoma ou estado de doença percebida. O médico alopático trabalha com toxinas, então ele / ela deve constantemente avaliar o risco beneficiar a relação de uma única droga, ou pior, uma combinação de drogas. Extrato de órgãos e terapia celular, por outro lado, pretende fornecer proteínas indutoras (ADN, ARN, e) não-humano, hipo antigênico, componentes celulares fetais genéticas por injeção tecido para renovar função biológica.

Farmacêuticos tendem a trabalhar com os sintomas e não causalmente. Com efeito, os medicamentos só funcionam enquanto estamos fazendo uso, enquanto Extrato de órgãos e terapia celular, como um tratamento biológico, tem um efeito em longo prazo sem o medo de efeitos colaterais perigosos.

ÓRGÃO Extrato e Terapia Celular SEM SISTEMA IMUNE SUPRESSÃO

O transplante de órgãos animais maduros inteiros para os seres humanos tem sido tentado no passado, mas nunca foi bem sucedida no que se refere à sobrevivência em longo prazo do órgão transplantado ou do hospedeiro receptor. Transplante de órgãos inteiros maduros exige a supressão maciça de sistema imune inato do hospedeiro com drogas que destroem as células do sistema imunológico de outro modo necessárias. Mesmo com imunossupressão intensa transplantado órgãos maduros inteiros não vai sobreviver por muito tempo, e muitas vezes o imunológico comprometido anfitrião vai morrer devido à rejeição aguda ou infecção.

Com Extrato de órgãos e terapia celular, a situação é completamente diferente. Não há transplante de tecido organizada como visto em órgãos inteiros maduras, e portanto, extratos de órgãos ou de células fetais não são prontamente reconhecidas pelo sistema imunológico do corpo como sendo externa e, portanto, nenhuma rejeição é montado. Extrato órgão fetal e terapia celular, não impõe qualquer supressão do sistema imunológico. Macrófagos, células brancas do sangue especializados dotados com o poder de absorver células ou bactérias invasoras, irá degradar o extrato órgão fetal implantado ou células para seus níveis moleculares por um processo chamado fagocitose, constituintes úteis serão incorporados ao corpo sem reação inflamatória ou imune, pronto para revitalizar desgastado ou tecidos e órgãos doentes.

BENEFÍCIOS DO ÓRGÃO Extrato e Terapia Celular preparações de extrato de órgãos tem vários benefícios. Eles podem retardar o envelhecimento precoce e fornecer o estímulo para o rejuvenescimento e regeneração de órgãos e sistemas de órgãos, contribuindo assim para recuperar a beleza, saúde, vitalidade e força física. Para os pacientes com doenças crônico-degenerativas estas preparações ajudará em processo de cicatrização. A seguir está uma lista de exemplos onde Extrato de órgãos e terapia celular pode ser de grande benéfico:

Doenças renais (certos desequilíbrios hormonais)

Condições relacionadas com a idade

Condições artríticas (problemas nas articulações)

Auditivas Disfunções (certos problemas de audição)

Condições auto imunes

Doenças do sangue diabetes mellitus

Doenças cardiovasculares (por exemplo aterosclerose, arteriosclerose)

Problemas circulatórios

Transtornos do Desenvolvimento genéticos na Infância (síndrome de exemplo para baixo, outras anormalidades cromossômicas)

Imunes disfunções do sistema

Doenças renais

Doenças do fígado

Doenças pulmonares

Deficiências de memória

Doenças musculares

Doenças neurológicas

Condições oculares (problemas oculares determinado)

Transtornos psicológicos

Renovação de “Joie de Vivre” (problemas de vida)

Doenças de pele

Cirurgia ou recuperação de Acidentes

Disfunções sexuais

Condições virais extrato de órgãos e terapia celular é muitas vezes benéfica em casos de doença crônica que não responde mais ao tratamento convencional.

Publicado por: sosortomolecular | 29 de Setembro de 2016

Alimentos Ricos em Silício + Epilepitina

Silício é um mineral encontrado naturalmente no ambiente e o segundo elemento mais comum na crosta externa da Terra. Este elemento é importante por desempenhar uma variedade de funções quando se trata da saúde. A maioria do silício existe em uma forma que é absorvível. No entanto, alguns alimentos contêm quantidades significativas de dióxido de silício, que pode ser utilizável no organismo.

O silício é essencial para fortalecer os ossos, melhorar a saúde da pele e tornar as articulações mais flexíveis. Incluir alimentos ricos em silício em sua dieta pode aumentar a absorção de cálcio e vitamina D. O corpo humano contém aproximadamente 7 gramas de silício, que está presente em vários tecidos e fluidos corporais. O silício nos tecidos é normalmente ligado a glicoproteínas, tais como a cartilagem, enquanto que o silício no sangue é quase inteiramente encontrado como ácido ortosilícico livre ou ligado a pequenos compostos.

A exigência biológica de silício para o corpo foi demonstrada pela primeira vez por Edith Carlisle e Klaus Schwarz em experimentos com ratos e galinhas que foram alimentados com dietas baixas em silício. Estas experiências demonstraram que a deficiência nutricional de silício provoca deformidades esqueléticas, tais como anormalidade do crânio e estrutura de osso longo, bem como juntas mal-formadas com o decréscimo do conteúdo de cartilagem. A análise bioquímica detalhada revelou que o silício é um nutriente essencial para a integridade estrutural e desenvolvimento do tecido conjuntivo. A substância também é utilizada para reforçar cabelos, unhas e pele.

Silício na dieta

A ingestão diária de silício é estimada entre 20 a 50 mg, sendo que os menores consumos estão associados a dietas à base de animais e maiores consumos associados a dietas vegetarianas. As plantas absorvem ácido silicílico do solo e convertem em silício polimerizado. Alimentos ricos em fibras, como cereais, aveia, farelo de trigo e legumes, são também os principais alimentos ricos em silício. Uma dieta desequilibrada com uma oferta limitada de legumes, frutas e cereais trará baixa concentração de silício, levando à sua deficiência e possíveis problemas nos ossos.

Enquanto alimentos integrais são uma boa fonte natural de silício, a maior parte deles são considerados insolúveis e não podem ser diretamente absorvidos no trato gastrointestinal. O silício presente nos alimentos é solubilizado pelo ácido gástrico em ácido salicílico, que é absorvido diretamente através da parede do estômago e do intestino e levado até o sangue.

A baixa acidez do estômago, seja por motivo de doença ou idade, diminui a capacidade do organismo metabolizar o elemento a partir de alimentos ricos em silício. O envelhecimento é associado a um aumento do pH gástrico. Dessa maneira, idosos terão uma diminuição da capacidade de converter silicatos dietéticos em ácido silicílico biodisponível. O refinamento e processamento de alimentos, que remove as fibras contendo silício, contribui para a deficiência de silício. Além disso, muitos dos aditivos utilizados na indústria de alimentos interfere na absorção de silício.

Na verdade, estes aditivos podem aumentar o pH gástrico e, assim, diminuir a taxa de hidrólise de silício dietéticos, promover a polimerização de ácido salicílico e sais minerais quelatos, os quais são, em seguida, eliminados através do trato intestinal, sem absorção pelo organismo. A extensa reutilização dos solos e a aplicação de agrotóxicos diminui o fornecimento de ácido salicílico nas plantas. As culturas resultantes têm uma estrutura menos rígida devido à diminuição da biossíntese de fibras epidérmicas e células específicas que contêm estruturas de silício.

Por conseguinte, estas culturas terão uma concentração de silício inferior e contribuem menos para a ingestão de silício em comparação com culturas que foram cultivadas em um solo natural. Tendo em vista todos esses fatores, sabe-se que a suplementação de silício pode ser útil para uma dieta completa e equilibrada, caso não seja possível obter isso através dos alimentos ricos em silício.

Plantas

Apesar do silício não ser considerado um nutriente essencial e não ter uma dose diária recomendada pelos órgão de saúde, a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar recomenda um limite diário de 700 mg. O adulto médio consome entre 20 e 50 mg de silício por dia. Em geral, as plantas contêm silício, uma vez que o mineral se encontra ausente em alimentos de origem animal. Dependendo de onde você vive, sua água potável pode ser uma fonte natural de silício em sua dieta. A cerveja também oferece amplas quantidades de silício, possivelmente derivados dos grãos utilizados durante a fabricação.

Variedade de alimentos

O dióxido de silício ajuda a minimizar os efeitos nocivos do alumínio e combater a doença de Alzheimer. O dióxido de silício também contribui para a formação do osso saudáveis e retarda o envelhecimento. Os níveis de silício diminuem com a idade, fazendo com que as suas necessidades dietéticas de silício aumentem.

28 Alimentos ricos em silício 

Pimentão; Soja; Aveia; Arroz integral; Cevada; Vagem; Maçã; Laranja; Uva passa;  Pepino; Cânhamo; Erva cavalinha;  Manjerona;  Espinafre;  Rabanete;  Alface;  Tomate;  Beterraba; Amendoim; Amêndoas; Sementes de girassol;  Abacaxi;  Manga;  Coentro;  Lentilha;  Banana; Tangerina; Frutas secas.

Revisão Geral pela Dra. Patrícia Leite 
 

Publicado por: sosortomolecular | 4 de Setembro de 2016

Hormônios Importantes Para a Sua Saúde

Milhares de processos bastante complexos acontecem no nosso corpo sem parar, e tudo graças aos hormônios, que são responsáveis, dentre outras coisas, por transmitir o sinal ao nosso cérebro para termos apetite e também na formação de músculos. Quando não funcionam adequadamente, principalmente por causa de má alimentação ou estilo de vida bastante estressante, a saúde pode estar em risco. Existem mais de 50 hormônios no corpo humano, mas vamos destacar os 6 mais importantes que são fundamentais para uma boa saúde.

 

  1. Insulina

 

Este hormônio trabalha predominantemente nos níveis de açúcar do sangue, que normalmente aumentam após uma refeição, principalmente carboidratos. Em pessoas saudáveis, os níveis de insulina costumam ser normais.

Por que precisamos: Quando nosso nível de açúcar aumenta, o organismo automaticamente aciona as células beta, que ficam no pâncreas, para liberar insulina no sangue, que conecta-se às células do sangue, e dessa forma são usadas como energia. Sem insulina suficiente, a glucose permanece na corrente sanguínea.

Quando um indivíduo não consegue produzir insulina suficiente ou são resistentes a este hormônio, ele perde sua habilidade de remover o excesso de açúcar na corrente sanguínea, desencadeando a temida diabetes. O tipo 1 da doença danifica as células beta, e então a insulina não pode mais ser criada ou sequer restaurada. Como resultado, pacientes com diabetes tipo 1 precisam injetar insulina no sangue após refeições. No tipo 2, o organismo produz insulina, mas em quantidade insuficiente, levando ao acúmulo de açúcar no sangue. Além disso, a falta de insulina pode causar outras consequências para a saúde, como:
Arterosclerose
Mau funcionamento e doenças nos rins, incluindo diálise
Infarto
Ataques cardíacos
Problemas de visão e cegueira
Baixa imunidade, com risco de maiores infecções

Como tratar: Os problemas mencionados acima são relacionados por causa da resistência à insulina, então deve-se aumentar sua sensibilidade ao hormônio ou mantê-lo em níveis adequados. A melhor forma é fazer uma dieta balanceada, com baixo consumo de carboidrato.

  1. Leptina

 

Este é o chamado hormônio da saciedade. Quando você come, os níveis de leptina aumentam e o seu apetite aos poucos começa a diminuir, mas o que pode acontecer se seu organismo não consegue produzir este hormônio? O resultado está na imagem acima.

Por que precisamos: Perder peso e gordura não depende apenas da força de vontade; também depende da combinação entre genética e hormônios. Em um indivíduo saudável, a leptina diz ao cérebro que há gordura suficiente estocada para ser usada quando necessário. Se este estoque estiver completo, então o apetite é saciado.
Muitos obesos tendem a ser resistentes à leptina, e o seu cérebro não consegue interpretar os sinais do hormônio como deveria. Isso faz com que comam além do limite, o que causa a obesidade.

Como tratar: As causas de resistência à leptina ainda são desconhecidas, seja no caso da obesidade causar este problema ou vice-versa. No entanto, pesquisas mostraram que as causas mais prováveis são a inflamação (que leva à lesão do neurônio), fatores genéticos, estilo de vida e dieta ineficiente. Embora não há muito a ser feito sobre a genética, pode-se controlar a alimentação e as inflamações.

Inflamações geralmente resultam de má alimentação e um estilo de vida corrido e estressante. O estresse pode levar a aumento de peso, portanto, a resistência à leptina pode ocorrer por esses fatores. Seguir uma dieta com pouco ou sem açúcares processados (uma das principais causas de inflamação), e com quantidades adequadas de proteínas pode melhorar a sensibilidade à leptina. Por último, exercícios físicos e boas noites de sono também melhora a sensibilidade ao hormônio.

 

  1. Glucagon

 

Enquanto a insulina trabalha para remover o excesso de açúcar da corrente sanguínea, glucagon faz o contrário, aumentando o nível de açúcar quando necessário. E enquanto a insulina é criada, armazenada e enviada quando preciso às células beta do pâncreas, o glucagon passa pelo mesmo processo, mas é lançado pelas células alfa do mesmo órgão.

Como tratar: O glucagon não exige tanta atenção quanto a insulina, pois, primeiramente, para adquirir resistência a esse hormônio, você precisa ter algum problema de saúde. Por exemplo, se os níveis de insulina estão muito altos, o organismo bloqueia o glucagon, impedindo-o de circular na corrente sanguínea. Isso é chamado de hipoglicemia em certos casos, quando há baixo nível de açúcar no sangue. Para balancear esses níveis, o ideal é manter a insulina em ordem.

  1. Cortisol

 

Apesar de ser chamado de ‘hormônio do estresse’, o cortisol tem um papel importante na nossa fisiologia.

Por que precisamos: Quando você se estressa, os níveis de açúcar no sangue caem rapidamente. Durante esse processo, o glucagon se responsabiliza por aumentar esse açúcar, e o cortisol ajuda a liberar no organismo. O cortisol é produzido pela glândula adrenal para acelerar a quebra de proteína e começar a gliconeogênese – o processo de produzir açúcar através de diversas fontes de alimento, inclusive proteínas. O cortisol também trabalha nas células de gordura, ajudando a acumulá-las para ser usadas em forma de energia quando necessário.

Então, enquanto no curto prazo o alto nível de cortisol pode ser até bom, no longo prazo pode causar sérios problemas, podendo prejudicar a memória, perda de massa muscular (pois ele diz ao organismo para diminuir a proteína para criar energia) e enfraquece o sistema de imunidade.

Como  tratar: O cortisol é predominantemente afetado pelo estilo de vida e não a alimentação em si. Portanto, o ideal é descansar, diminuir o ritmo de vida e fazer atividades físicas não intensas como ioga e caminhada, combinadas com exercícios mais intensos, como musculação.

  1. Grelina

 

Chamado de ‘hormônio da fome’, a grelina diz justamente isso ao seu corpo: você está com fome. Desempenha um papel importante, pois regula a sua energia e como é usada, assim como também mostra ao seu organismo o quanto de energia você tem. A grelina é liberada quando seu estômago está vazio, e sinaliza seu corpo para se preparar para a entrada de alimentos.

Por que precisamos: A grelina e a leptina trabalham em conjunto, regulando o peso de uma pessoa no longo prazo. A leptina tende a ser mais de um hormônio constante, o que significa que está sempre presente no organismo. A grelina, por outro lado, é mais cíclica. Não nos tornamos resistentes a ela, mas pode vir a funcionar de forma alterada. Por exemplo, estudos têm demonstrado que, em obesos, a grelina não é produzida durante o sono, o que acontece em pessoas magras.

Embora inicialmente possa parecer bom – pois isso significaria, por exemplo, menos fome ao acordar, a grelina é importante para ativar a produção de hormônio do crescimento e uso de energia. Assim, a sua falta pode deixá-lo sem energia, contribuindo assim para a obesidade.

Como tratar: A grelina é afetada pelo estilo de vida e o percentual de gordura corporal. Por isso, manter um peso saudável é sem dúvida uma das melhores maneiras de controlar o bom funcionamento deste hormônio.

  1. Testosterona

 

Chamado de ‘hormônio masculino’, é importante para ambos os gêneros. Enquanto os homens usam em grande quantidade, as mulheres são mais sensíveis a ele. É usado para regular as funções sexuais, crescer e manter os músculos, manter a boa saúde e a densidade dos ossos, assim como o crescimento do cabelo.

Por que precisamos: Se os seus níveis de testosterona são baixos, então você provavelmente tem baixo desejo, dificuldade de criar músculos e seus ossos podem estar fracos. Mas o que faz diminuir o nível deste hormônio? Um dos fatores é uma dieta com pouca quantidade de gordura. Em um estudo, foi comprovado que pacientes que foram submetidos a uma dieta baixa em quantidade de gorduras durante oito semanas teve uma redução de 12 por cento no nível de testosterona.

Como tratar: Inclua exercícios físicos mais intensos no seu dia a dia, como corrida e musculação. Bons níveis de vitamina D também são importante para aumentar a testosterona.

 

Fonte: paleohacks.com

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