Publicado por: sosortomolecular | 9 de Agosto de 2016

A MODERNA TERAPÊUTICA QUÂNTICA

Na visão da medicina ocidental, quando um corpo apresenta problemas funcionais a causa é atribuída a defeitos estruturais produzidos por desequilíbrios químicos. Embora a homeostase dependa de uma ligação com a energia situada a um nível mais profundo isso não é levado em conta. O ser humano é visto como uma máquina biológica. Criada para desempenhar as mais mirabolantes funções. Este artigo aborda a visão do homem possuir um corpo físico constituído de matéria com propriedades de partículas e ondulatórias simultaneamente. A propriedade ondulatória da matéria irá conferir característica de freqüência tanto ao corpo físico quanto ao etérico. A teoria energética equipara o homem ao elétron de um átomo, pois ocupa diferentes modos vibracionais que são chamados de órbita de saúde e doença e somente uma dose de energia sutil de freqüência apropriada fará com que esse corpo passe para uma nova órbita assim como os elétrons que ocupam casulos de energia conhecidos como orbitais. Cada orbital apresenta características de energia e freqüência, dependendo do tipo de átomo. A fim de que o elétron passe para o próximo orbital superior é preciso transmitir-lhe energia de uma determinada freqüência, somente um quantum de energia exata fará com que o elétron salte para um orbital superior. A este salto dá-se o nome de princípio da ressonância.

1.1  Einstein X Newton

A neurociência demonstrou que correntes elétricas de baixa intensidade no cérebro, causam efeito estimulante, as mesmas alterações comportamentais produzidas por substâncias químicas estimulantes. Uma corrente elétrica aplicada a leucócitos in vitro estimula sua regeneração celular, porém se a intensidade dessa corrente for maior, provocará a degeneração das células.

A mente pode controlar a dor, a temperatura da pele e promover a cura do organismo. Certos tratamentos químicos influenciam estados mentais e certos tratamentos mentais influenciam os estados químicos.

A medicina ocidental ou medicina Newtoniana trabalha com componentes químicos e estruturais do corpo físico, a natureza se encontra num nível espaço/tempo quadridimensional em contra partida a medicina vibracional ou Einsteiniana trabalha com energias que sofrem influência da atividade mental e emocional do homem.

A essa energia ou força vital, dá-se o nome de espírito.  É uma energia sutil que anima todos os seres vivos e influencia na saúde e na doença.

A medicina vibracional com métodos de cura diferentes da medicina ocidental corrige padrões em desequilíbrio nos sistemas metabólicos e nos padrões de comportamento.

A visão de Einstein entende o homem como uma rede de campos de energia em contato com o sistema físico e celular. Comprovado através da equação E=mc² , onde E representa energia, m massa e c a velocidade da luz no vácuo. Então: Toda matéria é energia e matéria e energia são manifestações diferentes da mesma substância, que é a energia ou vibração básica da qual todo o ser é constituído.  Essa rede energética da estrutura física/celular é sustentada por sistemas energéticos sutis que coordenam a interação entre a força vital e o corpo (as funções eletrofisológicas, hormonais e a estrutura do corpo físico).

É a partir deste nível de energia sutil que a saúde e a doença se originam. Os sistemas são afetados pelas emoções que afetam o padrão de crescimento celular. Essa conexão entre o corpo físico e a energia sutil proporciona a compreensão da interação entre matéria e energia que se relaciona com a expressão celular do corpo físico e participa da criação da saúde e da doença. Esse entendimento proporciona métodos mais eficazes de cura.

1.2  O Holograma

Todos os seres são um microcosmo dentro do macrocosmo e os princípios observados no microcosmo refletem os princípios que norteiam o macrocosmo.

A compreensão da medicina einsteiniana está ligada a utilização da luz a laser. E a imagem obtida através desta luz chama-se holografia que é a fotografia em 3 dimensões criada por padrões de interferência de energia que demonstra o princípio de que cada parte contém o todo e proporciona a compreensão da estrutura genética do universo quanto a sua natureza multidimensional.

Entendendo: O holograma é um padrão de interferência de energia. Como exemplo, corta-se uma maçã em diversos pedaços e cada pedaço quando visto através da luz laser revela a miniatura da maçã.

O princípio holográfico correlaciona-se com o DNA, pois cada pedaço contém as informações relativas ao todo. E ambos possuem informações para construir um corpo a partir do zero.  Esse fator faz com que o princípio holográfico se torne importante na compreensão dos campos bioenergéticos associados à estrutura físico-química do corpo. A disposição espacial das células é controlada por um mapa tridimensional, sendo esse mapa o resultado do campo bioenergético que acompanha o corpo físico, esse campo é chamado corpo etérico, que é um molde de energia holográfica que contém informações para a organização espacial do feto e que permite a regeneração celular no caso de ocorrer dano.

Na universidade de Yale foi realizado um trabalho pelo neuroanatomista S.Burr que estudou a forma dos campos de energia existentes em torno das plantas. Sua experiência comprovou que o campo elétrico que circundava a planta nova não possuía a forma da semente e sim da planta adulta, isso sugere que o processo de desenvolvimento está destinado a seguir um modelo de crescimento previamente determinado gerado pelo campo eletromagnético individual do organismo.  Este campo é denominado campo etérico e possuí padrão de energia semelhante a um holograma.

Se estendermos o modelo holográfico, o Universo se tornará um gigantesco holograma cósmico ou um enorme padrão de interferência de energia. Cada pedaço do Universo contribuirá para as informações relativas ao todo.

1.3  Matéria e Luz

O DNA codifica a expressão físico estrutural da célula através de enzimas e proteínas que desempenham funções bioquímicas no organismo. As enzimas catalisam as reações químicas originando novas estruturas constituídas de proteínas que nada mais são que grupos de aminoácidos. A molécula de DNA contém na memória genética instruções para determinar o arranjo seqüencial dos vários aminoácidos que constituem cada tipo de proteína.

As moléculas são formadas por partículas menores chamadas átomos, que reduzidas a partículas menores são os elétrons, nêutrons e prótons. Toda matéria é constituída por esse arranjo de partículas atômicas e subatômicas tal quais os elétrons que apresentam em sua composição dois elementos: ondas e partículas.  Essa dualidade é um reflexo da relação matéria / energia estudada por Einstein e sintetizada como E=mc². Com isso pode-se converter matéria em energia e vice-versa.

O fóton é uma partícula mediadora da força eletromagnética e também representa o quantum da radiação eletromagnética, que inclui a luz.  Possui Spin igual a um.  A troca de fótons entre partículas de elétrons e prótons é descrita pela eletrodinâmica quântica, interagindo com os elétrons e o núcleo atômico é responsável por muitas das propriedades da matéria, tais como a existência e estabilidade dos átomos, moléculas e sólidos.

O fóton atua tanto como partícula (quando registrado por um mecanismo sensível a luz) quanto como onda (quando passa através de uma lente ótica). De acordo com a dualidade partícula / onda da física quântica é natural que um fóton apresente ambos aspectos de acordo com as circunstâncias em que se encontra. A luz é formada por um grande número de fótons, quanto maior o número de fótons maior a intensidade ou brilho.

Quando o fóton de alta energia transforma-se em duas partículas reduz a velocidade, passando a ter propriedades atribuíveis à matéria (massa) e ainda conservar algumas das propriedades ondulatórias. A partir disto afirma-se que toda matéria é luz congelada. E é constituída por campos de energia complexos.

Como seres multidimensionais que somos e não apenas carne, ossos, células e proteínas somos constituídos da mesma substância básica de que é feito o Universo, luz congelada.

1.4 – Anatomia Multidimensional ou Sutil

Os meridianos da acupuntura, os chakras e nadis, o corpo etérico e outros sistemas superiores são parte da anatomia humana multidimensional ou sutil que têm sido descrita por diversas escolas de cura em todo o mundo.

A dualidade onda/partícula da matéria mostra que a estrutura física humana possui propriedades que possibilitam a construção de um novo modelo de corpo físico.  Isto ocorre no nível das partículas pois toda matéria é energia. Então se o homem é matéria ele também é energia com isso pode-se afirmar que o homem é um ser de energia multidimensional.

A diferença entre a matéria física e a matéria etérica é a freqüência. Energias de freqüências diferentes podem coexistir no meso espaço sem que se produza uma interação destrutiva ou que uma interfira com a outra. Isto porque a matriz energética do corpo etérico ou o molde holográfico do campo de energia está sobreposto à estrutura do corpo físico.

1.4.1  Os Corpos Sutis

corpo etérico é um modelo holográfico de energia que orienta o crescimento e o desenvolvimento do corpo físico. Vejamos como: Os hologramas são baseados em padrões de interferência de energia, suas partículas subatômicas assim como os elétrons são minúsculos representantes desse padrão de interferência, então, se os blocos de construção do universo físico são padrões de interferência de energia eles podem apresentar propriedades holográficas. E se os padrões de interferência geram hologramas, então o princípio holográfico dirige interações em todo o universo. Esse princípio holográfico é que organiza a estrutura e a informação contida no interior do corpo humano e que também está presente no padrão de ordem do cosmo, pois contém dados estruturais relativos a morfologia e função do organismo.

Exercendo um padrão de crescimento que dirige processos celulares a partir de um nível energético superior, qualquer distorção no padrão de organização no molde etérico resultará num crescimento anômalo dando origem as doenças num nível pré-fisico que após semanas ou meses irão se tornar visíveis no corpo físico.

O equilíbrio da energia sutil ao nível etérico irá promover a saúde, visto as doenças se originarem devido o desequilíbrio no sistema etérico.

Corpo Astral ou Emocional é um componente do ser humano integral e multidimensional e, assim como o corpo etérico se sobrepõe à estrutura física. A matéria astral existe numa faixa de freqüência acima das matérias físicas e etéricas e tem a capacidade de ocupar o mesmo espaço que o corpo físico e etérico. Essa coexistência é chamada de Princípio da Coexistência Não-Destrutiva. Esse princípio estabelece que matérias de freqüências diferentes podem ocupar o mesmo espaço simultaneamente e de forma não destrutiva.

A literatura esotérica reconhece os efeitos das funções glandulares que ocorrem no nível da atividade celular e que fazem parte da expressão emocional da personalidade.  Porém, os desequilíbrios emocionais podem ser causados tanto por distúrbios neuroquímicos na atividade cerebral quanto por fluxos anormais de energia entre o corpo astral e os chakras influenciando nas doenças físicas através do trinômio mente, corpo físico e corpo astral, facilitando a compreensão da relação entre o stress e a doença física.

A emoção é uma característica da atividade neural do sistema límbico, o cérebro ajuda a alma a se expressar na forma da vida física, se o sistema nervoso ficar debilitado pela doença a personalidade poderá ficar aprisionada num veículo não expressivo.  As energias astrais afetam o cérebro e o sistema nervoso através das ligações sutis com o corpo etérico e das ligações com o corpo físico.

Outra denominação para o corpo astral é corpo do desejo, sede dos desejos sexuais, anseios, disposições de espírito, sentimentos apetites e temores, este uma das energias astrais que mais influenciam. O grau que o sujeito é afetado pelos temores ou desejos é que vai determinar a extensão e a natureza da expressão de sua personalidade no plano físico.

Diferente do corpo etérico que sustenta e energiza o corpo físico o corpo astral opera como veículo de consciência que pode existir independentemente do corpo físico, embora esteja ligado a ele.

Tanto a matéria etérica como a astral apresentam propriedades magnéticas de dimensões superiores, não físicas e são compostas de partículas magnéticas. O movimento ordenado dessas partículas sutis ao longo de um processo linear produz corrente elétrica. O modelo Tiller-Einstein refere-se a esse fluxo de energia como correntes magneto-elétricas. Na eletricidade uma corrente elétrica se faz acompanhar por um campo magnético. Inversamente, uma corrente magnética deve gerar um campo elétrico. Então a energia astral e etérica de natureza magnética fluem através dos chakras produzindo campos elétricos.

As diversas terapias energéticas sutis atuam de forma a proporcionar uma dose quântica de energia sutil ou magneto-elétrica de modo a neutralizar os padrões magnéticos anormais etéricos ou astrais da anatomia energética sutil.

As essências florais do Dr. Bach foram usadas durante muitos anos para tratar os problemas emocionais que originavam as doenças. Sendo o efeito vibracional desse medicamento sutil  eficaz no combate ao stress emocional.

Corpo Mental é constituído de matéria com freqüência mais elevada que a matéria física e está localizado a direita do corpo astral.  É o veículo através do qual a personalidade se manifesta e expressa o intelecto concreto. Possui chakras que estão ligados ao corpo físico e estão concentrados nos principais centros endócrinos e nervosos circundando e envolvendo os chakras astrais e etéricos.

Para que a energia mental influencie o corpo físico é preciso que ocorra um efeito cascata. A energia mental exercerá efeito sobre a matéria do corpo astral que responde a esse tipo de estimulação, depois, através de modificações no veículo astral, as alterações energéticas são transmitidas ao veículo etérico e, finalmente ao físico, por intermédio de conexões etéricas.

Corpo Causal é o que está mais próximo do “eu superior”, é constituído por substância sutil com freqüência vibracional mais elevada que o corpo mental. Está relacionado com idéias e conceitos abstratos. A consciência casual lida com a essência de um tema e com as verdadeiras causas que estão por trás da ilusão das aparências. É o universo das realidades, que não lida com emoções, idéias e conceitos e sim com a essência e a natureza subjacente da coisa.

Diferente do corpo etérico, astral ou mental, o corpo causal é mais do que um corpo individualizado, porém não se trata só da personalidade do sujeito enquanto entidade distinta manifestada através do corpo físico. A influência do corpo mental é sentido primeiro no corpo astral depois desce para os corpos etérico e físico, a entrada do corpo causal afeta inicialmente o corpo mental, em seguida desce a escala energética. Então, uma cura realizada no nível causal surtirá mais efeito que a praticada em níveis inferiores.

Embora existam diferentes níveis de substância energética cada corpo está espacialmente sobreposto à forma física. A existência do corpo etérico possui uma função fisiológica complementando a estrutura e a função do corpo físico. Enquanto o corpo astral e os níveis energéticos superiores penetram na consciência. Todos esses corpos interligados de energia são uma complexa expressão do físico e da personalidade.

1.5 – Anatomia Energética Chinesa

Como visto anteriormente, os corpos sutis estão sobrepostos ao corpo físico e o corpo etérico está ligado ao corpo físico através de canais específicos de energia que torna possível o fluxo energético entre um sistema e outro. A medicina chinesa escreveu sobre esses canais dando-lhes o nome de meridianos, por onde passa a energia nutritiva chamada ch´i.

A energia ch´i penetra no corpo através dos pontos de acupuntura e flui até os órgãos mais profundos, levando alimento de natureza energética sutil. Para os chineses a existência dos doze pares de meridianos ligados a órgãos específicos no interior do corpo físico contribuía para a saúde deste corpo, quando o fluxo de energia para os órgãos é bloqueado ou sofre algum desequilíbrio, o funcionamento desses sistemas fica prejudicado.

O sistema de meridianos forma uma interface físico-etérica fazendo com que informações bioenergéticas e a energia vital ch´i fluam do corpo etérico para o nível celular do corpo físico através dos meridianos. Sendo de vital importância para a preservação da saúde a integridade e o equilíbrio energético deste sistema de meridianos.

1.6  Anatomia Energética Ayurvédica

A literatura iogue indiana cita a existência de centros de energia no interior do corpo sutil, muito antes dos chineses.  A noção de chakra faz parte do tantra ou tantrismo, para o qual a kundalini reside no Muladhara. O objetivo das práticas tântricas, que são essencialmente Bhakti Yoga, é a subida da kundalini através dos chakras, ativando-os, a fim de se unir no Sahasrara com Shiva,  representado como essência espiritual.

Os vedas (2.000 a. C.) contêm os mais antigos registros sobre chakras de que se tem notícia. Quando foram escritos, a Yoga já sistematizava o conhecimento e o trabalho energético dos chakras.

A palavra chakra vem do sânscrito e significa roda, disco, centro, plexo. São conhecidos como vórtices (redemoinhos) de energia vital, espirais girando em alta velocidade, vibrando em pontos vitais do corpo. Os chakras são pontos de interseção entre vários planos e através deles o corpo etérico se manifesta mais intensamente no corpo físico.

Segundo a filosofia ioga, dentro do corpo humano existem canais (nadis) por onde circula a energia vital (prana) que nutre órgãos e sistemas, apesar de divergirem quanto ao número exato de chakras, algumas linhas afirmam existir 32, 114 e até mesmo 88.000, os principais são sete. Os chakras primários originam-se no nível do corpo etérico e estão ligados uns aos outros e a determinadas partes da estrutura físico-celular através de canais energéticos sutis conhecidos como nádis.

1.6.1  Chakras e Nadís

Os Chakras são conectados entre si por uma espécie de tubo etérico ( Nadi ) principal chamado “sushumna”, ao longo do eixo central do corpo humano, por onde passam dois outros canais alternados “Ida” que sai da base da espinha dorsal à esquerda de sushumna e “pingala” à direita (na mulher estão invertidas estas posições ).

Os nadis são constituídos por delgados filamentos de matéria energética sutil, assemelham-se aos nervos e conduzem e regulam o “prana” (energias Yin e Yang) em espirais concêntricas. Estão ligados ao sistema nervoso. Estes nadis são os principais, entre milhares, que percorrem todo o corpo em todas as direções, linhas meridianos e pontos, na literatura foram descritos mais de 72.000 nadís no corpo humano. Para oshindus os nadis são sagrados, é por meio da “Sushumna” que o yogi deixa o seu corpo físico, entra em contato com os planos superiores e traz para o seu cérebro físico a memória de suas experiências.

Os nádis influenciam a natureza e a qualidade dos impulsos nervosos numa extensa rede constituída pelo cérebro, medula espinhal e nervos periféricos. Assim uma disfunção patológica no nível dos chakras e nádis pode ser associada a alterações patológicas no sistema nervoso.

Os sete principais chakras estão dispostos desde a base da coluna vertebral até o alto da cabeça e cada um está associado a uma glândula. Possuindo correspondência com certas funções físicas, mentais, vitais ou espirituais. Num corpo saudável, todos esses vórtices giram a uma grande velocidade, permitindo que a “prana”, flua para cima por intermédio do sistema endócrino.  Estão inter-relacionados com os sistemas: parassimpático, simpático sistema nervoso autônomo e sistema nervoso somático. Sua função é vitalizar, equilibrar e interagir com o corpo físico e psíquico, trazendo o desenvolvimento da consciência.

A energia pode fluir através dos chakras em duas diferentes direções: do ambiente energético sutil para dentro do corpo e vice versa.

1.7– A Consciência

Como traduzir campos de consciência? Parte-se do pressuposto que cada ser humano possua uma consciência que irá norteá-lo em sua vida, tal como Jung cita o self (fator de orientação íntima) ou alma.

O ser humano como descrito anteriormente é um ser multifacetário e como todo ser multifacetário é composto de todas as suas experiências. Integrar esse modelo e interagir com os campos de consciência trazendo compreensão e entendimento é a questão. É necessário o entendimento dos modelos, a começar pelo paradigma cartesiano.

A Sociedade de Produção em Massa, fortemente influenciada pela Revolução Industrial e impregnada pelos pressupostos do paradigma newtoniano-cartesiano, apresentava-se sedimentada numa visão de mundo mecanicista e reducionista. A fragmentação, a divisão, a objetividade, a racionalidade, levaram a proposições dualistas, como a separação entre mente-corpo, ciência-ética, objetivo-subjetivo, razão-emoção, entre outras. Isso durou até o inicio do século XX quando a ciência clássica entra em crise.

A visão que caracterizou o século XVIII e XIX passa a ser questionada pela comunidade científica durante todo o século XX. As proposições de Einstein com a Teoria da Relatividade (1900) e o movimento da física quântica desencadearam uma nova revolução na ciência, especialmente, focada na busca da recomposição das partes num todo integrado. Esse movimento desafia o mundo científico, envolvendo investigações de físicos, químicos, biólogos, matemáticos e de profissionais das mais variadas áreas do conhecimento.

Neste sentido são feitas milhares de descobertas em vários domínios: física, neurologia, psicofisiologia, parapsicologia, biologia molecular entre outros. Alguns como a Teoria da Relatividade de Albert Einstein e a Teoria dos Quanta de Max Planck. Descobre-se a equivalência entre energia e matéria (E=m.c²); o dualismo partícula/onda é demonstrado; o espaço deixa de ser tridimensional e o tempo deixa de ser independente; pesquisas no campo da neurociência abrangem o estudo da consciência, tentando compreender seu estado ordinário e seus estados alterados (por exemplo: meditação, hipnose, sonhos) por meio de ondas alpha, theta e delta.

A Física Moderna serve de base á compreensão do inconsciente humano, com sua predominante característica de imprevisibilidade. O novo pensamento da Física mudou totalmente a visão de mundo. De acordo com a Teoria Sistêmica, a célula, um sistema completo em si mesmo, integra um tecido, que compõe um órgão, que pertence a um indivíduo, que vive numa família, dentro de uma sociedade, num país, num continente, no planeta Terra. Somos um sistema em interdependência com outros sistemas, dentro e fora de nós mesmos.

A ciência convencional, vigente há 4 séculos aproximadamente, veio construindo, ao longo deste tempo, o paradigma científico clássico. Seus pilares foram definidos por cientistas e pensadores como René Descartes, Isaac Newton, Galileu Galilei e Francis Bacon, sendo considerada, por muitos autores como uma ciência mecanicista, materialista ou fisicalista.

Esse paradigma vem tendo grande serventia para o desenvolvimento da humanidade, porém é indicado para a investigação dos fenômenos que compõem o universo físico. Ao direcioná-lo para a complexa realidade da consciência, mostra-se insuficiente. A consciência, e a realidade multidimensional na qual se manifesta não se encaixam no tipo de “objetividade” requisitada pela ciência convencional. Oparadigma Newtoniano-Cartesiano considera apenas o mundo material e aborda a consciência como sendo um subproduto do funcionamento do cérebro físico limitando a percepção. Do ponto de vista multidimensional, esta abordagem é inadequada ao estudo da consciência.

Para investigar a natureza da consciência, faz-se necessário um paradigma científico mais amplo, que leve em consideração as múltiplas variáveis atuantes em nossa realidade. Visto a realidade da consciência, transcender o corpo biológico. Ela se manifesta não apenas através de um corpo físico, mas dispõe de um conjunto de diferentes corpos de manifestação (biológico, energético, astral ou emocional e mental) tais como: o princípio inteligente, alma, espírito, ego, personalidade e todos os seus atributos, fenômenos parapsíquicos, múltiplas vidas e as manifestações dentro e fora do corpo físico. Ou seja, a realidade vivenciada pela consciência não se limita apenas à dimensão intrafísica, mas se estende por múltiplas dimensões caracterizadas por diferentes padrões vibratórios de energia ou uma série de vidas sucessivas ao longo de seu processo evolutivo, vivenciando períodos alternados entre a dimensão intrafísica (material) e a extrafísica.

Visão essa, que os índios americanos em 1855 reportaram em carta ao presidente dos Estados Unidos.  A visão de homem como um todo interligado ao universo.

A terra não pertence ao homem; é o homem que pertence à terra. Disto temos certeza. Todas as coisas estão interligadas, como o sangue que une uma família. Tudo está relacionado entre si. O que fere a terra fere também os filhos da terra. Não foi o homem que teceu a trama da vida: ele é meramente um fio da mesma. Tudo o que ele fizer à trama, a si próprio fará.  (Trecho da carta do Cacique Seattle ao Presidente dos EUA em 1855.)

Todas essas mudanças refletem o paradigma holístico. A palavra holismo vem do grego holos, significando “o todo”, “totalidade”. Trata-se de uma abordagem sistêmica da vida e do mundo, havendo uma inter-relação e interdependência de fenômenos físicos, biológicos, psicológicos, sociais, culturais e espirituais.

As origens do pensamento holístico, enquanto pensamento filosófico, podem se situar ainda na antigüidade, com os pré-socráticos, especialmente com Heráclito. Com a publicação do livro Holism and Evolution, em 1921, Jan Smuts pode ser considerado o teórico fundador do movimento holístico no século XX. Porém, foi com a revolução da Física das Partículas e, principalmente com a Teoria da Relatividade de Einstein, que o termo passou a ser aplicado com uma conotação mais paradigmática dentro da transformação conceitual da ciência.

O físico norte-americano Brian Swimme fez uma síntese de alguns princípios fundamentais do holismo, ou do paradigma holístico:

  1. a) se a natureza do átomo não é dada ou é posta à compreensão exclusivamente por ele, de forma isolada, mas por sua interação e seu comportamento em relação a todo seu Universo envolvente, então a realidade física consiste principalmente de relações, o que implica em superposições de complexificação crescente ou na criação de sistemas dinâmicos sempre mais amplos. Ou seja, nada pode existir sem que imponha e receba características fora de seu ambiente total (Gestalt);
  2. b) a nossa ciência e a nossa interpretação sobre o que seja o mundo são resultantes de nossa própria ação e relação com o mundo que nos cerca e com as crenças e idéias que adotamos. O ideal da neutralidade e da objetividade científica é mais ficção que realidade;
  3. c) além da análise que separa, a síntese que une é de fundamental importância na compreensão do mundo: conhecer algo implica em saber sua origem e finalidade. O universo parece possuir um sentido evolutivo;
  4. d) a matéria não é algo morto, passivo ou inerte, já que é dotada de energia e parece evoluir segundo um plano criativo global; os elementos inanimados parecem se organizar segundo complexos sistemas de interação. Assim, o Universo está mais para uma rede de relações, uma realidade auto-organizante.

O pensamento holístico está fortemente presente nas abordagens humanistas, Stanley Krippner, diretor do Centro de Estudos da Consciência, definiu os quatro princípios básicos do paradigma holístico:

1) a consciência humana ordinária (relativa à percepção corporal e do ego no estado de vigília) compreende apenas uma parte ínfima da atividade total do psiquismo humano;

2) a mente ou a consciência humana, ou o espírito humano, estende-se no tempo e no espaço, existindo em uma unidade dinâmica, ou melhor, em uma relação contínua com o mundo que ela observa;

3) o potencial de criatividade e intuição é mais global do que se imagina comumente, abrangendo todos os seres vivos;

4) o processo de evolução para níveis de maior complexificação e transcendência é algo muito valioso – tendência à auto-atualização, segundo Maslow e Rogers.

A abordagem holística não é nem analítica e nem é puramente sintética; ela se caracteriza pelo uso simultâneo desses dois métodos, que são complementares.

A explicação da natureza e de todo o universo não pode ser mais puramente mecânica, pois está cada vez mais patente que existe um processo de síntese e de complexificação evolutiva que leva a criação de sistemas altamente dinâmicos. Segundo Jan Smuts, o criador da moderna concepção holística, e que exerceu profunda influência em Alfred Adler, o primeiro grande discípulo dissidente de Freud, “o conceito mecanicista da natureza tem o seu lugar e a sua justificação apenas na estrutura mais ampla do holismo”.

Para concluir, percebe-se que cada um dos seres humanos surgiu de uma explosão do universo, então fazem parte de um todo indivisível que se transforma e que está em constante transformação, sendo assim essa matéria, que forma o ser humano nada mais é do que energia condensada, que vem se transformando com o passar do tempo.  sendo assim matrtransforma est seres campos de conscinto ps

Após todas as abordagens acima, fica notório que o ser está em constante transformação, independente da matéria em que existe. E que seus campos de consciência nada mais são que retalhos das experiências vivenciadas nas mais diversas matérias.
Leia mais: http://www.terapiaholisticaemcuritiba.com.br/novidades/fisica-quantica-a-medicina-de-einstein/

Publicado por: sosortomolecular | 29 de Junho de 2016

CÂNCER: GcMAF X Nagalase

Revelado: os lucros da indústria Cancer «bloqueados» por molécula nagalase injetado em seres humanos através de vacinas… estimula o crescimento do tumor … explica impulso vacina agressiva

(NaturalNews) Uma das indústrias mais lucrativas do mundo, os gastos com medicamentos contra o câncer chegou a um ponto mais alto no ano passado, uma vez que foi avaliado em mais de US $ 100 bilhões. Gastos com medicamentos contra o câncer aumentou 6,5 por cento ao ano nos últimos cinco anos e é esperado que continue a crescer a uma taxa de 8 por cento ao ano até 2018, de acordo com dados fornecidos pelo Instituto IMS for Healthcare Informatics.

Que a despesa é altamente concentrado, como os EUA e cinco dos maiores países da Europa representam quase dois terços de todo o mercado.

Isso significa que bilhões e bilhões de dólares são garantidos por americanos serem diagnosticados com câncer.

Essa é uma indústria lucrativa; No entanto, tudo pode ser completamente desmontado por uma coisa: a cura.

Como Mike Adams recentemente relatou , “A cura do câncer universal iria destruir a rentabilidade da indústria do câncer altamente lucrativa e recolher a American Cancer Society, hospitais, clínicas de oncologia e empresas farmacêuticas que dependem de receitas de quimioterapia para permanecer rentável.”

Isto significa que qualquer movimento mais perto de desenvolver uma cura para o câncer seria considerada uma ameaça extrema para o estabelecimento médico e provavelmente parado a qualquer custo.

Com isso em mente, as misteriosas mortes e desaparecimentos de vários médicos naturais da saúde em toda a Flórida é como suspeito, uma vez que é preocupante.

Se alguém estava perto de encontrar uma cura universal para o câncer e asseguraria o público teve acesso a ele, provavelmente seria médicos de saúde naturais, ou naturopatas, como eles são menos propensos a prescrever medicamentos e mais propensos a tentar curar o corpo naturalmente usando a medicina holística e abordagens não tóxicos.

Avanços que utilizam este tipo de medicamento são extremamente “controversa”, como eles ameaçam tudo o que o complexo médico-industrial representa, ou seja, tratamentos de quimioterapia caros e medicamentos contra o câncer.

Os médicos que conduzem este tipo de pesquisa são rotineiramente invadido e fechado por os EUA Food and Drug Administration (FDA), após o qual eles são tratados como criminosos e suas reputações manchadas.

Isto é tipicamente orquestrada contra os médicos que são considerados uma ameaça pelo estabelecimento médico.

Renown médico holístico encontrado morto uma semana após a FDA ataques clínica

Este parece ser o caso com o Dr. James Jeffrey Bradstreet, que recentemente foi encontrado morto depois que seu corpo foi descoberto flutuando em um rio Carolina do Norte, com um único tiro no peito. Bradstreet, um médico de renome conhecido por seu ceticismo de imunizações (especialmente a vacina MMR), e sua pesquisa do autismo progressiva, foi invadida pelo FDA, uma semana antes de sua morte misteriosa. Os detalhes do ataque permanecem largamente desconhecidos.

Pessoalmente afetados pelo autismo, tanto como seu filho e enteado foram diagnosticados com a condição, uma parte significativa do trabalho do Dr. Bradstreet foi dedicado a esta causa. Ele mesmo testemunhou duas vezes antes da Câmara dos Representantes sobre a ligação entre vacinas e autismo.

Como Natural Notícias “informou, levando até a sua morte, Dr. Bradstreet estava trabalhando com uma molécula pouco conhecido que ocorre naturalmente no corpo humano. GcMAF (componente Globulina de activação de macrófagos Factor), o qual é a proteína GC depois combina-se com a vitamina D no corpo, tem o potencial de ser uma cura para o cancro universal.

Acredita-se também que ser capazes de tratar e reverter o autismo, HIV, doença hepática / renal e diabetes.

Dr. Bradstreet estava trabalhando com um composto que ocorre naturalmente que pode ser a única coisa mais eficaz no sistema imunológico para matar células cancerosas

Em uma entrevista sobre o Relatório Hagmann e Hagmann, Dr. Ted Pontes, um especialista em saúde e nutrição internacionalmente reconhecida também com base na Flórida, descreve como o trabalho de vanguarda Dr. Bradstreet era, bem como umadescoberta que ele fez isso muito bem pode ter colocado -lo em grande perigo e poderia ter sido o motivo de sua suspeita de assassinato.

Os médicos alternativos que desapareceram e / ou foram mortos, teriam sido “interligados” através do Dr. Bradstreet e extensa pesquisa do Dr. Gonzalez sobre autismo, e que está causando o autismo, de acordo com Dr. Broer.

Dr. Gonzalez, um pioneiro tratamento do câncer holística renome que ajudou milhares superar a doença através da medicina alternativa, morreu de um aparente ataque cardíaco apenas um mês após o corpo do Dr. Bradstreet foi descoberto flutuando em um rio.

Saúde e nutrição médico reconhecido internacionalmente revela possível motivo para a morte de Bradstreet

Dr. Pontes afirmou na entrevista:

Esta informação que eu estou prestes a dar-lhe agora é extremamente controversa e um grupo de pessoas tenham saído do planeta que estavam trabalhando com ele. 

Esta informação tem sido em torno de algum tempo. Eles sabiam que a informação que eles estavam trabalhando com e foram basicamente ser muito, muito cuidado, supostamente. E alguns deles estavam sendo acusados de usar GcMAF, eo FDA aparentemente invadiu vários dos seus escritórios de várias semanas antes que cometeu suicídio ou morreu de repente. 

Vai parecer complicado, mas eu estou indo para decompô-lo para Super todos, super fácil esta noite. Quando você ouvir estes termos eles vão soar estranho para você. 

GC proteína é uma proteína no corpo que é utilizada pelos macrófagos no corpo. O que ele faz é, os macrófagos no organismo são os que matam as células cancerosas, eles param de citocinas tempestades e pode ser envolvido em citocinas tempestades, vamos explicar todos esses termos em poucos minutos.

Após a definição GcMAF e como está formulado, Dr. Broer reitera que é “provavelmente a única coisa mais eficaz no sistema imunológico para matar células cancerosas.”

No entanto, o que o Dr. Bradstreet e os seus colegas descobriram é que o sistema imunitário está a ser comprometido por um composto chamado “nagalase.”

Nagalase é uma enzima / proteína que é produzida por células e vírus do cancro que causam síndromas de imunodeficiência e também tem sido associado ao autismo assim como uma “série de outros problemas,” explica o Dr. Broer.

Médicos encontrado morto e / ou desapareceram sentiu que nagalase estava sendo introduzido no corpo através de vacinas

“O que acaba acontecendo é quando a proteína GC não pode ser convertido para McGAF, todo o sistema imunológico é comprometido.”

Alguns dos médicos que acabaram mortos ou desaparecidos acreditava que a proteína / enzima nagalase estava sendo introduzido intencionalmente no corpo, seja por vírus ou diretamente por meio de vacinas.

“Esta é a informação incrivelmente contundentes para toda a profissão médica e da profissão imunológica e aquelas pessoas que [sic] são imunizações produtores, que, aparentemente, eles não queriam que esses caras por aí”, disse o Dr. Pontes.

“Não estou dizendo que o que aconteceu com esses caras, eu só estou dizendo que eles não são anymore neste planeta.”

Doutor compara nagalase causador de câncer de bombardeiro invisível

blocos Nagalese a proteína GC de anexando-se a vitamina D, evitando assim que o sistema imunológico de fazer seu trabalho e, portanto, causar câncer e outras doenças graves. Sem um sistema imune ativo, infecções virais câncer e pode se espalhar rapidamente.

Notavelmente, não há uma quantidade significativa de pesquisa disponível sobre nagalase ea proteína GcMAF. Citando um capítulo de O Livro GcMAF pelo Dr. Tim Smith, MD, Dr. Pontes disse:

Nagalase é como um bombardeiro invisível, a enzima nagalase sintetizada em ou liberado a partir de células cancerosas ou uma partícula de vírus identifica as instalações de proteína GcMAF na superfície de sua linfócitos T e B e simplesmente limpa-los com uma bomba incrivelmente preciso. 

Como precisa? Nagalase localiza e ataques de uma ligação de dois electrões específica situada apenas na posição de aminoácido 420 de uma molécula de proteína grande, uma das dezenas de milhares de proteínas, cada uma contendo milhões de electrões.

Isto é como tomar seletivamente a um banco de parque em uma grande cidade a partir de 6.000 milhas de distância. Mais surpreendentemente, se isso é possível, nagalase nunca perde seu alvo, para que não haja danos colaterais.

Nagalase está sendo encontrada em altas concentrações de super em crianças autistas

Dr. Bradstreet e seus colegas também aprenderam que a proteína nagalase não estava presente em crianças no nascimento, mas de alguma forma foi introduzido em crianças autistas, eles sentiram, durante o processo de imunização.

Antes de sua morte, o Dr. Bradstreet tratados 1.100 pacientes com GcMAF com uma taxa de resposta de 85 por cento – algo que foi considerado impossível pela comunidade médica.

Após reintrodução GcMAF (que tinha sido bloqueada pela nagalase), 15 por cento dos pacientes autistas de Bradstreet já não eram autista, como todos os seus sintomas foram completamente erradicados.

Desde 1990, 59 trabalhos de pesquisa foram publicados sobre os efeitos curativos da GcMAF, 20 dos quais pertencem ao tratamento do cancro. A investigação sugere que GcMAF também pode curar ou tratar de Parkinson e de doença de Alzheimer e artrite reumatóide, bem como reduzir mama, próstata e do rim eficazmente tumores cancerosos.

Fique atento quanto Natural Notícias continua a descobrir mais sobre esta investigação.

Fontes:

http://www.blogtalkradio.com

http://fortune.com

http://www.naturalnews.com

http://www.naturalnews.com

http://www.washingtonpost.com

http://www.vaccinetruth.org

http://www.naturalnews.com

http://thefreethoughtproject.com

http://www.timsmithmd.com

 

Jeff Bradstreet iniciou a campanha por ter um filho autista, que considerava ter ficado assim devido a uma vacina ministrada quando tinha 15 meses.
Uma das indústrias mais lucrativas do mundo, atingiu um recorde no ano passado, sendo avaliado em mais de US $ 100 bilhões. Gastos com medicamentos oncológicos aumentaram de 6,5 por cento anualmente durante os últimos cinco anos e deverá continuar crescendo a uma taxa de 8 por cento em 2018, de acordo com dados fornecidos pelo Instituto IMS para gastos de saúde Informatics. That

Isto significa que bilhões e bilhões de dólares são garantidos pelos americanos diagnosticados com câncer. Isso é uma indústria lucrativa; no entanto, tudo pode ser desmantelado por uma coisa: uma cura. Como Mike Adams recentemente relatou, “A cura do câncer universal destruirá a rentabilidade da indústria do câncer altamente lucrativa e colapso da sociedade americana do câncer, hospitais, clínicas de Oncologia e empresas farmacêuticas que dependem das receitas de quimioterapia para permanecer rentável.”

Isto significa que alguém se aproximando de desenvolver uma cura para o câncer seria considerado uma ameaça extrema para o estabelecimento médico e provavelmente parado a qualquer custo. Com isso em mente, as misteriosas mortes e desaparecimentos de vários médicos de saúde natural em toda a Flórida são relativamente suspeitos.

” Isto significa que qualquer pessoa se aproximando de desenvolver uma cura para o câncer seria considerada uma extrema ameaça para o estabelecimento médico e provavelmente parada a qualquer custo. Com isso em mente, as misteriosas mortes e desaparecimentos de vários médicos da saúde  natural em toda a Flórida são relativamente suspeitos.Se alguém estava perto de encontrar uma cura para o câncer e asseguraria que o público teria acesso a ela, seria provavelmente os médicos de saúde natural, ou naturopatas, como ele são mais propensos a experimentar a curar do corpo naturalmente usando abordagens não tóxicas e medicina holística e menos propensos a prescrever medicamentos. Descobertas usando este tipo de medicamento são extremamente “controversas”, como eles ameaçam tudo o que o complexo médico-industrial representa, tratamentos de quimioterapia, ou seja, tratamento caro do cancro. Médicos, levando esse tipo de pesquisa são rotineiramente desligados do U.S. Food e Drug Administration (FDA), após o qual eles são tratados como criminosos e suas reputações manchadas. Isso é normalmente coordenado contra médicos que são considerados uma ameaça pelo estabelecimento médico.

Este parece ser o caso do Dr. James Jeffrey Bradstreet, que recentemente foi encontrado morto depois que seu corpo foi descoberto flutuando em um rio na Carolina do Norte, com um único tiro no peito.

Bradstreet, um renomado médico conhecido por seu ceticismo de imunizações (particularmente a vacina MMR),

As circunstâncias que rodeiam a morte de Bradstreet são muito curiosas devido a um recente ataque de várias agências liderado pela FDA em seus escritórios.

Pessoalmente afetados pelo autismo, tanto como seu filho e enteado foram diagnosticados com a condição, uma parte significativa do trabalho do Dr. Bradstreet foi dedicado a esta causa. Ele mesmo testemunhou duas vezes antes da Câmara dos Representantes fazer a ligação entre vacinas e autismo.

Então vamos começar pelo começo: os trabalhos do Dr. Bradstreet com a GcMAF.

Não sei como e nem por que o Dr. Bradstreet começou a testar seus pacientes autistas para medir os níveis de nagalase. Nagalase é uma enzima cancerígenas. Esta enzima inibe a proteína receptora de vit D que ativa os macrófagos, a GcMAF, de forma que o sistem imunológico não reconheça o perigo deixando-as livres para se proliferarem. Talvez o Dr. Bradstreet tenha tido o insight de testar seus pacientes autistas porque além de células cancerígenas, vírus, bactérias e fungos também segregam o mesmo mecanismo de inativação de macrófagos. Sabemos que vírus, bactérias e fungos estão intimamente ligados ao autismo. Vírus liberam esta enzima nagalase como uma substância paralisante que não permite a sua entrada na célula minando a reação imunológica e permitindo a permanência do estado viral. Com 400 pacientes testados, 80% deles apresentaram altas taxas de nagalase, o mesmo índice de pacientes com câncer e aids! 80% destes pacientes também apresentam baixos índices críticos de vitamina D.

Acredita-se também ser capaz de tratar e reverter o autismo, HIV, fígado / doença renal e diabetes.

GcMAF e Vit D: A Proteína Derivadora de Ativação de Macrófagos, também conhecida como Proteína Ligadora de Vitamina D (VDBP), é produzida naturalmente no nosso fígado, em seguida, secretada para a corrente sanguínea.

Uma das muitas funções da GcMAF é doar um dos seus muitos açúcares para um macrófago, que, por sua vez, irá tornar-se ativado. Macrófagos (do grego: grande comedor) são células do sistema imunológico responsável por destruir, elementos patogênicos e estranhos ao corpo além de restos de células mortas, num processo conhecido como fagocitose. No cérebro estas células são chamadas de micróglias.  Com a proteína ativadora desses macrófagos imobilizada pela nagalase, o cérebro torna-se susceptível a todo tipo de danos por substâncias que não deveriam estar lá. Neste vídeo tem uma explicação simples de como a GcMAF é desativada por patógenos que ataca as suas moléculas de açúcar:

Em uma entrevista sobre o Relatório Hagmann e Hagmann , Dr. Ted Broer, um especialista em saúde e nutrição internacionalmente descreve o trabalho e a descoberta de Dr. Bradstreet , pode tê-lo colocado em grande perigo motivando seu assassinato.

Os médicos alternativos que desapareceram e / ou foram mortos, teriam sido “interligados” através de uma extensa pesquisa do Dr. Bradstreet e Dr. Gonzalez sobre o autismo. De acordo com Dr. Broer. Dr. Gonzalez, pioneiro no tratamento holístico do câncer que ajudou milhares superar a doença através da medicina alternativa, morreu de um aparente ataque cardíaco, apenas um mês depois que o corpo do Dr. Bradstreet foi descoberto flutuando em um rio.

Internacionalmente reconhecido médico da saúde e nutrição revela possível motivo para morte de Bradstreet

Dr. Broer afirmou em uma entrevista: As informações que eu estou prestes a dar-lhe agora é extremamente controversa e um monte de gente que estava trabalhando com ela morreu. . . E alguns deles estavam sendo acusados de usar GcMAF, e o FDA aparentemente invadiu vários de seus escritórios semanas antes que ele fosse assassinado.. .

Proteína GC é uma proteína no organismo que é usada pelos macrófagos no organismo. Vamos explicar todos esses termos em alguns minutos. Depois de definir GcMAF e como está formulado, o Dr. . Broer reitera que é “provavelmente a única coisa mais eficaz no sistema imunitário para matar as células cancerosas.” No entanto, o Dr. Bradstreet e seus colegas descobriram é que o sistema imunológico está sendo comprometida por um composto chamado “nagalase.” Nagalase é uma enzima / proteína que é produzida por células e os vírus que causam câncer síndromes de imunodeficiência e também tem sido associada ao autismo, bem como uma “série de outros problemas”, explica Dr. Broer.

Algum dos médicos que acabaram mortos ou desaparecidos acreditava que a proteína nagalase/ enzima estava sendo introduzida intencionalmente no corpo, seja por vírus ou diretamente por meio de vacinas. “Esta é uma informação tão incrivelmente contundentes para toda a profissão médica e da profissão imunológica e aquelas pessoas que estão a produzir vacinas, Que, aparentemente, eles não queriam esses caras por aí “,

Dr. Broer disse. “Eu não estou dizendo o que aconteceu com esses caras, eu só estou dizendo que eles não estão mais neste planeta.

” Doutor comparava nagalase causador de câncer de bombardear com Nagalese a proteína GC e com isso unir-se a vitamina D, evitando assim que o sistema imunológico faça o seu trabalho e, portanto, cause câncer e outras doenças graves. Sem um sistema imune ativo, câncer e infecções virais pode se espalhar rapidamente. Notavelmente, não há uma quantidade significativa de pesquisa disponível sobre nagalase e a proteína GcMAF.

Mais surpreendentemente, se isso é possível, nagalase nunca perde seu alvo, para que não haja danos colaterais. Nagalase está sendo encontrada em concentrações super alta em crianças autistas. Dr. Bradstreet e seus colegas também aprenderam que a proteína nagalase não estava presente em crianças no momento do nascimento, mas de alguma forma é introduzida em crianças autistas,

Durante o processo de imunização.

Antes de sua morte, o Dr. Bradstreet tratava de 1.100 pacientes com GcMAF com taxa de resposta de 85 por cento -. Algo que foi considerado impossível pela comunidade médica. Depois de reintroduzir GcMAF (que tinha sido bloqueado por nagalase), 15 por cento dos pacientes de Bradstreet não eram mais autistas , como todos os seus sintomas completamente erradicados.

Desde 1990, 59 trabalhos de pesquisa foram publicados sobre os efeitos curativos da GcMAF, 20 dos quais pertencem ao tratamento do cancro. A pesquisa sugere que GcMAF também pode curar ou tratar eficazmente de Parkinson e de Alzheimer e doença de artrite reumatoide, bem como reduzir os tumores de mama, próstata e rim cancerosas. Fique atento quanto Notícias Natural continua a descobrir mais sobre isso

http://claumarcelino.blogspot.com.br/2012/02/vit-d-e-autismo-gcmaf-e-nagalase.html

http://www.naturalnews.com/050582_nagalase_GcMAF_cancer_industry_profits.html

 

Publicado por: sosortomolecular | 12 de Maio de 2016

A fórmula do corpo humano

Pegue 21 elementos da tabela periódica da Química. Carregue nas porções de oxigênio, nitrogênio, hidrogênio e carbono e dê uma pitadinha dos 17 que faltam. Assim é preparado o corpo humano, uma combinação metabólica feita na medida certa. Mas, cuidado: se faltar algum item nesta receita, a mistura pode desandar.

Olhando, ninguém diz, mas 60% do nosso corpo é oxigênio. Se adicionarmos carbono, hidrogênio e nitrogênio, temos 95% da massa total do ser humano, que inclui os 42 litros de água que circulam em um organismo adulto. São os átomos desses quatro elementos combinados que formam as moléculas de proteína, gordura e carboidrato, os tijolos que constróem todos os nossos tecidos. Por isso, os quatro são chamados de elementos de constituição. Mas tudo não passaria de um grande amontoado de moléculas sem os outros 5%. Dos 92 elementos químicos existentes na natureza, apenas dezessete são responsáveis por todas as reações que acontecem dentro de nós, desde a respiração e a produção de energia até a eliminação dos radicais livres, moléculas acusadas de nos levar ao envelhecimento, entre outras coisas.

“Esses dezessete elementos químicos são a chave que regula todo o processo da vida”, diz o químico Henrique Toma, da Universidade de São Paulo, que há quinze anos estuda as reações que comandam o metabolismo humano. Alguns aparecem em pequeníssimas porções. A quantidade de ferro no corpo de uma pessoa que pesa 70 quilos, por exemplo, não passa de 5 miligramas. É pouco, mas fundamental para o bom funcionamento do organismo. “A Medicina descobriu isso durante a Segunda Guerra Mundial”, conta o endocrinologista Domingos Malerbi, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. “Muitos soldados sofreram ferimentos graves na região do abdome, afetando o aparelho digestivo, e não podiam se alimentar por vias normais. Então, era ministrado, pela veia, soro misturado com os elementos químicos que já se sabia serem importantes. Assim foi possível identificar que tipo de sintoma ocorria quando havia deficiência de algum deles”.

Quem tem uma dieta equilibrada entre carnes, vegetais, ovos e leite não precisa se preocupar com a falta desses ingredientes químicos. “Alguns estão presentes em maior quantidade nos vegetais verdes, outros na carne, mas todos são comuns na maioria dos alimentos”, diz Malerbi. Existem ainda os turistas, elementos que aparecem no corpo, mas estão apenas de passagem, sem função alguma. O alumínio é um deles. Geralmente, são os alimentos cozidos em panelas comuns que dão carona a ele para dentro do corpo. O metal permanece por algumas horas, ou poucos dias, e depois é eliminado na urina.

1 – Flúor dá boas mordidas

Os dentes, que também são ossos, são compostos por fosfato de cálcio. O flúor se combina com essa substância formando outra, chamada fluoropatita, muito mais resistente. Com isso as bactérias da boca não conseguem fazer seu trabalho sujo e os dentes ficam protegidos

2 – Potássio ajuda contração muscular

O potássio é um dos principais responsáveis na contração e no relaxamento dos músculos. Ele fica do lado de dentro da célula e troca de lugar com o sódio, que está na parte de fora, quando um impulso nervoso enviado pelo cérebro chega ao músculo. Isso permite que ele se contraia. O processo ocorre não só nos movimentos voluntários, mas também nos batimentos cardíacos. Se houver falta ou excesso de potássio, o coração pode parar.

3 – Sódio é o controlador das águas

Dos 42 litros de água existentes no corpo, dois terços estão dentro das células e o resto no sangue e outros fluidos. O sódio é quem regula o balanceamento da água, tirando das células, por osmose (quando o fluido passa de um meio menos concentrado para um mais concentrado), e jogando na corrente sangüínea. Assim, se mantém o volume de sangue em circulação. Junto com o potássio, regula também a contração muscular.

4 – Cobre não deixa você derreter

Se o organismo produzisse toda a energia que precisa de uma única vez, o calor gerado seria tanto que o corpo “pegaria fogo”. O cobre localizado na membrana da mitocôndria (estrutura da célula onde é produzida a energia) faz com nosso combustível seja liberado aos poucos.

5 – Cálcio trabalha como porteiro

O cálcio é o mineral mais abundante no corpo humano. Uma pessoa que pese 70 quilos tem entre 1 e 1,5 quilo de cálcio no organismo, sendo que 99% dele participa da formação dos ossos. O restante funciona como leão-de- chácara da célula: ele fica na membrana e decide o que entra e o que sai.

6 – Selênio na cola dos radicais

O papel do selênio no organismo não está totalmente esclarecido, mas é certo que ele faz parte das enzimas destruidoras de radicais livres, moléculas instáveis liberadas durante a produção de energia que estão prontas para se ligarem com quem cruzar na sua frente. Os radicais são acusados de causar o envelhecimento e várias doenças, como problemas no coração.

7 – Manganês auxilia crescimento

O manganês faz parte das enzimas que disparam as reações químicas responsáveis pelo amadurecimento celular. Sem ele, o feto não se desenvolve perfeitamente. Além disso, ele ajuda o selênio a expulsar os radicais livres.

8 – Molibdênio cria a boa gordura

O molibdênio ajuda em várias reações químicas que acontecem dentro do organismo. Uma delas é fazer com que a gordura ingerida com os alimentos seja transformada em outro tipo, que possa ser aproveitado pelo organismo. Ajuda também na eliminação de radicais livres.

9 – Ferro caça oxigênio

O ferro é um dos principais componentes da hemoglobina, o pigmento das células vermelhas do sangue. É ele quem agarra o oxigênio captado pelos pulmões e o carrega para o restante do corpo.

10 – Com zinco não tem bolha

Quando as células produzem energia, liberam gás carbônico, que segue pela corrente sangüínea. Só que qualquer gás no sangue forma bolhas, e isso seria a morte. Só o zinco pode evitar que o corpo se transforme em uma imensa garrafa de refrigerante. Ele faz com que o gás carbônico fique em estado líquido, não oferecendo risco. Além disso, junto com o cobalto, o zinco ajuda a transformar as proteínas dos alimentos em outras que possam ser aproveitadas pelo organismo.

11 – Iodo é bom de ritmo

Os hormônios produzidos pela glândula tireóide regulam a velocidade de todo o metabolismo do corpo e controlam o fluxo de energia. Para que eles possam exercer essa função têm que estar ligados a três ou quatro átomos de iodo

12 – Fósforo, o guardião dos genes

O fósforo é indispensável para a formação do DNA, supermolécula que guarda as informações genéticas. Ela é constituída por blocos chamados nucleotídeos que, para existirem, precisam se ligar a um açúcar e a um ácido fosfórico. Além disso, o fósforo é um dos elementos que formam as moléculas de ATP (adenosina trifosfato), proteína que estoca energia no corpo.

13 – Magnésio mantém energia

Para que o ATP (molécula que armazena energia) se forme é indispensável a presença de magnésio, que está sempre ligado a um fosfato, sal ou ácido que contém fósforo. Sem o magnésio é impossível guardar energia na célula

14 – Cobalto na vitamina

Este elemento químico é um dos componentes da vitamina B12, uma das formadoras das células vermelhas do sangue. A falta de cobalto leva à anemia.

15 – Cromo ajuda a insulina

O papel do cromo no organismo não é totalmente conhecido, mas sabe-se que ele participa, junto com a insulina, hormônio produzido pelo pâncreas, na metabolização do açúcar dentro do organismo.

16 – Enxofre elimina metais pesados

O corpo pode ser intoxicado por metais pesados como o mercúrio, usado no garimpo do ouro, ou o chumbo da gasolina. O papel do enxofre é transformar uma parte desses tóxicos em compostos solúveis em água, ajudando na sua eliminação.

17 – Cloro, o do contra

Para que as reações químicas dentro do organismo possam ocorrer, os fluidos devem ser sempre neutros, ou seja, não ter carga negativa nem positiva. Sempre que aparece uma carga positiva sobrando, o cloro, que é negativo, entra em ação para neutralizá-la e refazer o equilíbrio.

 

Publicado por: sosortomolecular | 25 de Abril de 2016

NUTRIÇÃO CELULAR ATIVA

A nutrição celular ativa é um método que busca conservar um perfeito equilíbrio do organismo e tratar enfermidades, variando as concentrações das substâncias que nele estão presentes e que são necessárias para uma boa saúde. Esta ciência tem como objetivo de repor e recuperar os minerais, vitaminas, aminoácidos e enzimas do metabolismo celular.
A complementação deve ser individual, pois cada ser humano tem suas necessidades bioquímicas específicas, como também seu estilo de vida. Não existe um padrão à seguir e a automedicação pode trazer graves consequências futuras.
O uso intensivo de produtos químicos, procedimentos inadequados de distribuição e armazenamento de alimentos, utilização excessiva de alimentos refinados, métodos de cozimento, abuso de frituras, drogas e poluição ambiental , contribuem para um desequilíbrio e oportunizam as enfermidades.
A ciência da trofoterapia se detem na melhor compreensão e utilização de nutracêuticos como uso preventivo para promover a saúde.
À medida que cohecemos mais o perfil de cada indivíduo, podemos contribuir orientando-o a fazer uma alimentação e uma suplementação qualitativa adequada. Cada organismo necessita de uma quantidade suficiente e não apenas mínima de nutrientes para estar em harmonia, para tal não apenas nos detemos às recomendações da R.D.A (Recommended Dietary Allowances), para atingir um equilíbrio, mas também complementamos a dieta com doses entre a recomendação e a terapêutica para melhorar a qualidade de vida do paciente.

Para um alerta dos problemas que a automedicação pode causar, segue-se a matéria abaixo:

Proteínas- Uma dieta normal deve conter no máximo 15% de proteínas, porque acima disso provocaria uma sobrecarga renal; através da gliconeogênese os aminoácidos se transformam em glicose, que, por sua vez, se transforma em glicogênio hepático e muscular.

Glicídios- em excesso causa obesidade e hipertrigliceridemia.

Lipídios ( gorduras)– em excesso causa obesidade, dislipidemia.

Fibras – em excesso causa má absorção de nutrientes como: Mg, Fe, Ca, Zn e Cu; diarréia, perda da palatabilidade, diverticuulose.
A fibra em uma dieta deve ser calculada, pois em muitos casos a criança/adulto apresenta um quadro de anemia, por falta de conhecimento do seu uso em excesso.

ÁGUA

Existem vários tipos de água e deve-se tomar os cuidados com a composição, fonte, origem , toxidade e contaminação com metais pesados. Recomenda-se o uso de filtro e sempre ferver a água.

Água do mar x água doce: A água dura contém mais concentrações de cálcio, magnésio e minerais traços que evitam que o sabão faça espuma, e depositam uma película sedimentar nos cabelos, roupas, canos, pratos e banheiras. Embora a água do mar possa ser irritante, estudos mostram que o índice de mortalidade por doenças cardíacas é menor nas áreas onde ela é consumida. Contudo, acredita-se que o cálcio encontrado na água do mar não seja benéfico para o coração, artérias ou ossos. Infelizmente a água dura deposita seu cálcio e outros minerais na parte externa dessas estruturas, seu consumo tem de ser orientado, enquanto que o cálcio encontrado na parte interna é benéfico. A água doce pode ser naturalmente branda ou pode ser tratada com sódio, diminuíndo a concentração de sais para retirar o cálcio e o magnésio.

Água deionizada ou desmineralizada: Quando a carga elétrica de um átomo foi neutralizada pela remoção ou acréscimo de elétrons, a água resultante é chamada deionizada. O processo de deionização remove da água nitratos, cálcio e magnésio, além de metais pesados como: cádmio, bário, chumbo e algumas formas de rádio.

Água filtrada: A filtragem da água é o meio pelo qual é transformada em água pura, limpa, não contaminada e de melhor sabor. Há muitos tipos de filtros de água e formas pelas quais a água pode ser filtrada. A natureza filtra a água fazendo-a passar por riachos. Quando a água passa pelas pedras dos riachos, as bactérias presentes na água prendem-se às pedras e são substituídas por minerais como cálcio e magnésio. O processo que utiliza carvão ativado granular geralmente faz uso de um material sólido absorvente que captura contaminantes orgânicos, à medida que a água passa por ele. Esse processo reduz o gosto de cloro da água.
A osmose reversa é considerada uma boa forma de filtragem de água. Usa-se um filtro de membrana semipermeável para coar as impurezas da água. Contudo, o filtro não é capaz de evitar a passagem de bactérias e vírus.

AS VITAMINAS

As vitaminas são substâncias essenciais ao metabolismo celular e ao crescimento, que devem ser fornecidas ao organismo e não produzem calorias. Regulam e favorecem as reações bioquímicas que ocorrem nas células, permitindo a assimilação dos alimentos e levando à degradação das moléculas nutritivas, indispensáveis para a obtenção de energias. A maior parte das vitaminas são substâncias protetoras e reguladoras e, ainda, transformam-se em coenzimas.

Vitaminas lipossolúveis: A, E, D, K, Betacaroteno.

Vitamina A – em excesso, a hipervitaminose A foi observada em crianças que receberam 50.000 UI/dia durante vários anos ou também na forma hidrossolúvel sintética de 18.500 a 60.000 UI por um período de 6 meses. É altamente tóxica. Se detectada a tempo, os sintomas desaparecem em alguns dias após a retirada da vitamina. Mas podem demorar mais, dependendo da quantidade ingerida e a extensão dos depósitos hepáticos. Perda de apetite, cabelos e pigmentação cutânea anormal, pele seca, dor e fragilidade nos ossos e dor de cabeça são causados pela sua toxidade.

Betacaroteno– em excesso a hipercarotemia resulta apenas na disposição do caroteno nos tecidos, particularmente na pele e olhos; dá à pessoa uma aparência alaranjada estranha, mas inofensiva; após suspender a ingestão, esta cor amarelada desaparece; pode apresentar toxidade com doses acima de 30 mg por período prolongado.

Vitamina D– em excesso pode ocorrer e causar alterações patológicas: naúseas, Vômitos, disfunções hepáticas, hipertensão e cefaléia; excessiva calcificação óssea e calcificação de partes moles como nos rins ( incluindo cálculo renais), pulmões e membrana timpânica do ouvido, a hipercalcemia pode ocorrer com doses acima de 1000 a 1500 UI.

Vitamina E– em excesso pode interferir na atividade da vitamina K ( anticoagulante). Portadores de hipertensão e de doenças cardíacas crônicas de origem reumática não toleram grandes doses.

Vitamina K– em excesso pode causar a anemia. ( 500mcg)

VITAMINAS HIDROSSOLÚVEIS: (B1, B2, B3, B5, B6, B9, B12, H, B15, C)

B1 (Tiamina)- O stresse, alimentos processados, cafeína, antibióticos, sulfas, estrogénos prejudicam a sua absorção, para ser melhor absorvida precisa de outras vitaminas do complexo B, além da vitamina C, ácido fólico e vitamina E. Junto com betacaroteno, selênio, zinco e E tem propriedades antioxidantes. Atua na desintoxicação do chumbo. Em dosagem alta, ela é excretada com as outras vitaminas do complexo B pela urina. È preciso uma avaliação correta nutricional para que a Tiamina não deplete outras vitaminas.

B2 ( Riboflavina)- em grandes doses pode induzir a perdas das outras vitaminas do complexo B, através da urina, principalmente a B6.

B3 ( Niacina, ácido nicotínico, nicotinamida)- A niacina pode ser sintetizada no organismo pelas bactérias intestinais, a partir do triptofano ( 60mg deste sintetizam 1mg de vitamina B3), pode ser sintetizada em nível do cólon, desde que haja presença dos catalisadores tiamina, riboflavina e piridoxina. O ácido nicotínico é um vaso dilatador. A vitamina B3, o ácido nicotínico e a nicotinamida se convertem, no corpo, nas formas ativas da coenzima NAD ( nicotinamida-adenina-dinucleotídeo) e NADP (nicotinamida-adenina-dinucleotídeo-fosfato). As duas coenzimas NAD e NADP acham-se envolvidas em mais de 50 reações metabólicas na espécie humana.
Em excesso pode causar rubor facial, se usado sob forma de niacina ou ácido nicotínico, pois tem poder vaso dilatador e de provocar o flush histamínico, náuseas, cefalalgia, podendo agravar os sintomas do diabetes e dos problemas hepáticos e distúrbios digestivos. Em crianças deve ser administrada com cuidado, pois pode causar cefalalgia, tontura e naúseas.

B5 ( ácido pantotênico) – As hemácias contêm o ácido pantotênico, que circula no plasma sangüíneo ligado a proteínas, é melhor absorvida quando ingerida junto com outras vitaminas do complexo B ( B6, B12, biotina e ácido fólico), com vitamina C, com cálcio e enxofre. Em excesso é excretado na urina.

B6 ( Piridoxina)- A vitamina B6 participa da conversão de proteína em energia e de glicogênio em glicose para os músculos, por isso é mais necessária quanto for a quantidade de proteína ingerida.
A vitamina B6 quando ingerida é transformada, com ajuda da riboflavina, na forma de coenzima pirodoxal 5 fosfato, participando da formação do ácido gama- aminobutírico (GABA). Outras reações, como a conversão de triptofano em niacina e ácido araquidõnico em prostaglandina E2, são dependentes da vitamina B6.
Em excesso pode causar deficiência de outras vitaminas do complexo B, caso não seja mantida uma proporção adequada entre elas.

B9 (Ácido fólico)- Em excesso pode causar reação alérgica, o seu excesso pode mascarar a deficiência da Vitamina B12.

B12 ( Cobalamina) – em excesso é excretado na urina, junto com outras vitaminas.

H (Biotina)- É sintetizada pelas bactérias da flora intestinal, não sendo armazenada em nenhuma parte específica do organismo, podendo existir quantidades ínfimas no fígado. É melhor absorvida com as vitaminas do complexo B, especialmente B12, ácido fólico, ácido pantotênico, vitamina C e enxofre. A excreção é feita pela urina.

B15 (Ácido pangâmico)- é extraída da semente do abricó. Estimula o sistema glandular e sistema nervoso, normaliza o abastecimento de oxigênio para as células e para a respiração. É mais eficaz junto a sais de zinco, vitaminas do complexo B, vitamina C e E.

C (Ácido ascórbico) – em excesso certos indivíduos formam cálculos renais, porém quando associada a vitamina B6, há bloqueio de oxalatos; em excesso pode causar diarréia, distúrbios gastrointestinais, dores abdominais.

B (PABA- Ácido Paraminobenzóico) – em excesso prejudica o coração, rins e fígado, e causa náuseas e vômitos.

B (Inositol) – em excesso causa polineuropatia, agravo na doença renal crônica.

F (Ácidos graxos essenciais e polinsaturados)- em excesso de ácido graxo ômega-6 produz imunodepressão, inibe a liberação de enzimas dos granulócitos, favorecendo o crescimento tumoral, a síntese acentuada de prostaglandina –2, estimulante do linfócito T supressores, e redução da produção de anticorpos. O excesso ácidos graxos ômega- 3, inibe a produção de eicosanóides ômega-6 e melhora a resposta celular mediada, que são potentes mediadores inflamatórios.

Coenzima Q10 ( Ubiquinona)- não deve ultrapassar 30 mg/dia. È utilizada no mal de Alzheimer e Esquizofrenia, além do lúpus eritematoso muscular e candidíase.

MINERAIS

Os minerais são elementos existentes no organismo e nos alimentos em combinações orgânicas e inorgânicas.
Os elementos minerais desempenham diversos papéis essenciais nos fluidos corporais como constituintes dos tecidos do organismo, regulando o metabolismo de diversas enzimas. Mantém o equilíbrio ácido/básico e a pressão osmótica, facilitando a transferência na membrana de elementos essenciais.
Temos duas categorias de minerais os microelementos e os macroelementos.
Os microelementos existem no organismo em quantidades muito pequenas, mas são responsáveis por numerosos processos metabólicos. Estes elementos são os seguintes: B, Co, Cu, Cr, Fe, F, Ge, I, Mn, Mo, Se, Si, V, Zn.
Os macroelementos existem em maior quantidade. No entanto, junto com os microelementos, asseguram a construção e reparação dos tecidos, intervindo diretamente no equilíbrio do metabolismo celular. Estes elementos são os seguintes: Ca, Cl, S, P, Mg, K, Na.

Boro (B)- em excesso causa tontura, náusea, vômito, tremores, desordem cardiovascular, irritação da pele e da membrana muscular.

Cálcio (Ca)- em excesso a administração contínua e limitada de cálcio, junto com a vitamina D, pode causar a hipercalcemia ( calcificação dos órgãos ou dos ossos).

Cloro (Cl)- em excesso pode ocorrer reações alérgicas, como asma ou urticárias, quando se ingere água com alto teor de cloro. Colite funcional em alguns casos.

Cobalto (Co)- em excesso pode ocorrer policitemia ( superprodução de eritrócitos) e hiperplasia da medula óssea.

Cobre (Cu)- só é absorvido 30% pelo organismo.

Enxofre (S) – 80% é excretado pela urina.

Ferro (Fe) – o excesso causa azia, náuseas, constipação, diarréia, hemossiderose, câncer, infarto do miocárdio, baixa imunidade, artrite e acidente vascular cerebral.

Fluor (F) – em excesso causa manchas nos dentes, inibe a enzima fosfotase, que é necessária para a utilização do cálcio. Em grandes quantidades, o flúor, na forma de fluoreto de sódio, torna-se tóxico. Causa também manifestação gástrica, respiratória e cardíaca.

Fósforo (P) – em excesso diminui a absorção do cálcio.

Iodo (I)- em excesso aumenta a intensidade do metabolismo basal. O excesso pode bloquear a síntese de tiroxina ( atividade tireoideana).

Magnésio (Mg)- em excesso causa tremores musculares, confusão mental e tonturas, nervosismo, espasmos musculares. Interfere com dois elementos muito importantes: a acetilcolina e o potássio.

Manganês (Mn)- em excesso pode causar a doença de Parkinson. Se for inalado, o pó de manganês se acumula no fígado e no sistema nervoso central.

Molibdênio (Mo)- o excesso pode causar deficiência de cobre, causa hiperuricemia ou gota.

Potássio (K)- em casos extremos, a musculatura cardíaca pode ser afetada causando irregularidades nos batimentos e morte, assim como na insuficiência renal.

Selênio (Se) – em excesso altera a absorção da vitamina C, causa erupções cutâneas, pele amarelada, artrite crônica, hálito cetônico, palidez, irritação, dentes descoloridos, unhas quebradiças, distúrbios gastrointestinais, perda de cabelo, vômitos, diabetes, seborréia, lesões hepáticas e renais.

Silício (Si)- em uso contínuo e prolongado do uso de silício, que existe em muitos antiácidos na forma de tricilicato de magnésio, causa formação de cálculos renais. O silício se for inalado é tóxico causando silicose pulmonar.

Sódio (Na)- em excesso causa edema, hipertensão arterial, reumatismo, aumento do ácido úrico, baixa o nível de potássio, cefalalgias, deficiências visuais, tonturas, distúrbios gastrointestinais, problemas hepáticos e renais.

Vanádio (V)- só é absorvido 1% pelo organismo.

Zinco (Zn) – em excesso causa a desidratação, desequilíbrio eletrolítico, letargia, descoordenação motora, doenças renais, anemia, confusão mental, psoríase, distúrbio gastrointestinais. Interfere no equilíbrio Cu, Fe, Ca; diminui os teores de fósforo e enxofre.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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BRODY, Tom.Nutritional Biochemistry, Califórnia, Academic Press, 1994.
BALCH, James F. e BALCH, Phyllis A. Prescription for Nutritional Healing, Nova Iorque, Avery Publishing, 1993.
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ASHMED, H.D. Intestinal Absorption of metal Ions, Illinois, Ed. Thomas Publisher, 1985.

 

Publicado por: sosortomolecular | 20 de Abril de 2016

PRÁTICA EM ORTOMOLECULAR: PRIMON NON NOCERE

Embora a Prática Ortomolecular (PO) ainda não seja reconhecida como especialidade médica no Brasil, existe por parte dos Sindicatos de Terapeutas Naturistas existententes em alguns Estados no Brasil um reconhecimento sobre sua utilização nas práticas integrativas.

A PO tem fundamentos nas disciplinas mais básicas das ciências humanas como veremos a seguir:

Bioquímica: que estuda as substâncias presentes no organismo humano e as reações químicas que ocorrem entre elas.

Fisiologia: que estuda o funcionamento dos órgãos e sistemas humanos e a relação entre eles.

Fisiopatologia: que estuda a causa das doenças.

Nutrição Celular: que estuda as substâncias necessárias ao funcionamento normal do organismo humano.

Estas quatro disciplinas formam a base de toda a ciência terapêutica e são ensinadas nos primeiros anos de todos os cursos na área humana.

Os objetivos básicos da Prática Ortomolecular são desintoxicar, nutrir e aperfeiçoar o funcionamento do organismo, curando e prevenindo doenças e proporcionando um envelhecimento saudável e uma melhor qualidade de vida. De uma forma geral as pessoas não sabem que podem ser tratadas para aperfeiçoar sua saúde, curando e/ou evitando o surgimento de quase todas as doenças. Infelizmente em nossa cultura só procuramos o terapeuta quando ficamos doentes. Mas o acesso à informação está mudando este comportamento.

Com os avanços das ciências terapêuticas e biológicas, hoje já conseguimos identificar muitos fatores que causam envelhecimento precoce e doenças. Entre eles estão: alimentação inadequada, sedentarismo, estresse, produção excessiva de radicais livres, danos ao DNA, inflamação crônica assintomática, glicação, redução do metabolismo, imunidade diminuída, radiações eletromagnéticas, destoxificação deficiente, produção e/ou função inadequada de neurotransmissores e hormônios, entre outros.

Sabemos que apenas uma alimentação equilibrada já não repõe mais todos os nutrientes necessários para nossa saúde. Solos esgotados e a industrialização dos alimentos empobreceram muito a nossa alimentação. Diferentemente da medicina convencional, a PO, não utiliza medicamentos prontos, as formulações são feitas de forma individualizada.

Outro foco importante de atuação da Prática Ortomolecular é no combate ao Radicais Livres (RL). Nosso corpo possui micro geradores de energia chamados mitocôndrias, que são estruturas intracelulares. Elas transformam a glicose (ácidos graxos) e oxigênio em energia. Esta geração de energia depende do oxigênio, e um dos seus subprodutos são os radicais livres (RL). Os RL são apontados hoje como um dos maiores responsáveis pelo envelhecimento, pois lesam as membranas celulares e o material genético (DNA).  A PO pode ajudar a minimizar a ação dos RL. O uso de algumas vitaminas, minerais, aminoácidos e fitonutrientes que possuem ação antioxidante podem ajudar a reduzir os estragos produzidos pelos RL.

Abaixo cito algumas das condições clínicas mais comuns que podem ser tratadas pela PRÁTICA ORTOMOLECULAR:

Envelhecimento saudável: Com o avanço no entendimento dos mecanismos que produzem o envelhecimento, sabemos hoje que podemos intervir neste processo de forma a reduzir o ritmo do envelhecimento e consequentemente melhorar nossa qualidade de vida. Na PO existem tratamentos, que dentro de certos limites, podem proporcionar um envelhecimento saudável. É importante deixar bem claro que ainda não existe nenhuma terapia que produza rejuvenescimento, mas a PO pode sim, reduzir o ritmo de envelhecimento e melhorar muito a qualidade de vida.

Memória diminuída: A memória de curto prazo está associada ao estresse, mais precisamente com altos níveis de Cortisol, que interferem com a transmissão entre os neurônios. Já a memória para eventos antigos está associada à neuroinflamação e à neurodegeneração que ocorrem durante o nosso envelhecimento. A Prática Ortomolecular pode ser muito útil nestes casos. Vários nutrientes podem reduzir ou mesmo interromper estes processos em alguns casos.

Hipotireoidismo e metabolismo lento: Taxa de metabolismo basal é o quanto de calorias o nosso corpo gasta em repouso. Cerca de 70 a 75% das nossas calorias são gastas pelo nosso tecido muscular, que utiliza energia mesmo quando estamos em repouso. Outra parte do nosso metabolismo é controlada pela tireoide. Muitas vezes o funcionamento mais lento da tireoide não é detectado pelos exames, e acaba ficando sem tratamento. Hoje sabemos que existe um tipo de hipotireoidismo que ocorre mesmo quando os exames estão dentro da faixa de normalidade estatística, alguns pesquisadores o chamam de hipotireoidismo tipo II. Os principais sintomas de hipotireoidismo são: ganho de peso e dificuldade para emagrecer, constipação, sensação aumentada de frio, irregularidades menstruais, pele e cabelos secos, unhas fracas, cansaço constante, entre outros. Dentro da Prática Ortomolecular dispomos de várias formas de tratamento que passam pela reposição de minerais, aminoácidos, vitaminas e fitonutrientes que podem estimular a função tireoidiana.

Obesidade: Hoje sabemos que as dietas hipocalóricas tendem ao fracasso no longo prazo, pois quanto mais se reduz a quantidade de calorias, mais o corpo reduz o metabolismo, isto é, comer menos faz o corpo gastar menos calorias. Pior ainda são os longos períodos de jejum, que forçam o corpo a converter músculos (proteína) em energia, onde perdemos o tecido que mais queima calorias. E quando se recupera o peso novamente, o que é muito comum, este tecido muscular é substituído por gordura, gerando o efeito sanfona. Se você ainda pensa que para emagrecer basta “fechar a boca”, saiba que está muito longe da verdade cientifica atual. Para aumentar o metabolismo, e emagrecer com saúde, além da atividade física, existem certos alimentos e remédios que podem ajudar. Para emagrecer o caminho é comer corretamente, não simplesmente reduzir as calorias. Mas quem quer emagrecer deve entender que não pode ser emagrecida pelo terapeuta, é essencial compreender que o excesso de peso decorre de uma série de desequilíbrios internos e que não existe e nem existirá um remédio ou tratamento único que equilibre todos os fatores envolvidos no ganho de peso! O emagrecimento ocorre como resultado do equilíbrio geral do organismo, e não um objetivo a ser alcançado a qualquer preço. Se você não concorda com estas afirmações este tratamento não é para você. Dentro da Prática Ortomolecular a estratégia de tratamento inicia-se pela modulação dos neurotransmissores (Serotonina, GABA, Dopamina) para reduzir a ansiedade e as compulsões e de hormônios como o Cortisol e a Insulina. Depois Utilizamos substancias que aumentam a saciedade e estimulam a queima de tecido gorduroso. Tudo isso sempre aliado a uma adequação alimentar e atividade física.

Depressão: A depressão é uma condição clinica muito presente nos consultórios. Ela pode ocorrer por vários motivos que vão desde alterações na flora intestinal passando por processos inflamatórios, além das causas psicológicas. Mas sempre terminando em desequilíbrio dos neurotransmissores principalmente da Serotonina. A PO pode ajudar fornecendo os nutrientes necessários tanto para a produção dos neurotransmissores quanto para minimizar a neuroinflamação.

Estresse: Quando somos submetidos ao estresse constante, os altos níveis de Cortisol e Adrenalina produzem um desgaste acentuado do nosso corpo, o consumo de nutrientes é muito maior e não conseguimos repor apenas pela alimentação. A Terapia Ortomolecular, através da reposição de vitaminas, minerais e fitonutrientes, pode ajudar a minimizar e reverter os efeitos do stress.

Cansaço crônico: Além da falta de descanso suficiente, a alimentação pobre em nutrientes, pode causar o quadro de fadiga crônica, que pode ser melhorado pela reposição de vitaminas, minerais e outros nutrientes.

Fadiga Adrenal: Pessoas submetidas a um estresse intenso por longos períodos podem desenvolver este quadro. Clinicamente estas pessoas apresentam apatia, cansaço e desanimo profundos que podem ser confundidos com depressão. Mas o que ocorre de fato é uma forte baixa na produção de Cortisol pelas glândulas Adrenais. Casos assim respondem muito bem à Terapêutica Ortomolecular que pode lançar mão de adaptógenos, que são substancias que equilibram as Adrenais. Não resolve apenas tirar férias e descansar.

Imunidade diminuída: O nosso sistema imune depende de muitos nutrientes, como Zinco, Cobre e Selênio, que pela exaustão do nosso solo, estão presentes em quantidades cada vez menores nos alimentos. A PO pode ajudar repondo estes nutrientes, diminuindo o uso de antibióticos, que são importantes no quadro agudo, mas que não aumentam a imunidade, pelo contrário a fazem diminuir.

Inflamação crônica assintomática: A inflamação em si é um mecanismo de reparo extremamente útil para a recuperação das agressões que sofremos, mas para isso ela deve ser de curta duração. Pesquisas apontam que quase todas as doenças crônicas e degenerativas têm como base um tipo de inflamação crônica sem sintomas que ocorre difusamente em nosso corpo. Como exemplo de doenças associadas à inflamação de baixo grau podemos citar: doenças cardiovasculares, depressão, artrites, Parkinson, Alzheimer entre muitas outras. A Prática Ortomolecular busca através do uso de antioxidantes, fitoquímicos, antiinflamatórios naturais reduzir ou mesmo eliminar a inflamação crônica silenciosa.

Destoxificação: Com exposição diária a centenas de produtos químicos nosso corpo vai ao longo dos anos perdendo a capacidade de se auto desintoxicar. Pela exposição excessiva a produtos industrializados, produtos de limpeza, agrotóxicos, metais pesados, medicamentos químicos, ar e água poluídos, o nosso corpo já não consegue mais eliminar todas as toxinas, e elas estão na origem de muitas doenças. Sabemos hoje que a presença do alumínio em nosso corpo, está envolvida com a gênese de doenças como Alzheimer e Parkinson. A Terapia Ortomolecular pode auxiliar na destoxificação dos nossos sistemas orgânicos.

Menopausa e libido: Mudanças hormonais importantes ocorrem no climatério/menopausa, entre elas alterações de humor, insônia, irritabilidade, cansaço, osteoporose, secura vaginal, diminuição da libido entre outros. Na Prática Ortomolecular temos várias formas de tratar que vão da fitoterapia até a TRHB (terapia de reposição hormonal bioidêntica).

Disfunção erétil e impotência: Nos homens a andropausa é o equivalente da menopausa. Nesta fase podem ocorrer sintomas como depressão, irritabilidade, cansaço fácil, perda de massa muscular, impotência, ejaculação precoce entre outros. Nestes casos a PO também pode ajudar muito, através da suplementação com vitaminas, minerais, fitoterápicos e também TRHB (terapia de reposição hormonal bioidêntica).

Disbiose intestinal: A ingestão constante de alimentos nocivos ao nosso organismo provoca um processo inflamatório ao nível da mucosa intestinal, seguido de uma alteração da permeabilidade da parede intestinal, que por sua vez altera a absorção dos nutrientes. Soma-se a isto a presença em larga escala de agrotóxicos, conservantes, corantes nos alimentos, metais pesados e parasitas intestinais, alterando a flora intestinal. Muitas alergias iniciam-se quando nossa permeabilidade intestinal está alterada. Na Terapia Ortomolecular podemos usar probióticos e prebióticos para recuperar e equilibrar a nossa microbiota intestinal.

Para fazermos o diagnóstico na Prática Ortomolecular além dos exames laboratoriais rotineiros, também utilizamos um bem especifico, o mineralograma, a ressonância magnética quanthum fraco, a bioimpedância. Este exame nos mostra os minerais que estão em falta ou excesso no organismo, bem como possíveis intoxicações por alguns metais tóxicos como Chumbo, Alumínio, Mercúrio, Cadmio, Arsênio entre outros, que devem ser eliminados do nosso corpo.

O tratamento, dependendo de cada caso, pode ser feito pela reposição de Vitaminas, Sais Minerais, Aminoácidos, Fitonutrientes, Nutracêuticos entre outros recursos terapêuticos.

 

Publicado por: sosortomolecular | 19 de Abril de 2016

OLIGOTERAPIA 

Sobre Oligoterapia e Oligoelementos, existe hoje um manancial enorme de literatura disponível, o que não acontecia em meados dos anos setenta do século passado; a internet também veio a recolher e a globalizar imensos trabalhos sobre esta temática.

No início dessa década, não tinhamos a utilização massiva do computador, nem a internet, mas iniciámos por essa altura em Portugal, à semelhança do que já acontecia noutros países como a França, a Bélgica e a Suíssa entre outros, a divulgação desta prática terapêutica de que continuo adepto, pois foi desde esses tempos, a utilização dos oligoelementos no dia-a-dia familiar, uma constante de que não há arrependimento, ainda hoje, a família tem um uso práticamente nulo dos serviços médico-sociais.

Assim, após uma análise das várias opiniões e processos bioterápicos que utilizam os minerais com fins terapêuticos e, atendendo ao interesse e polémica levantados nos ultimos anos á prática da oligoterapia, podemos concluir e retirar daí ilações de que o interesse levantado por este processo terapêutico, é justamente fundamentado.

Não estão só em causa as demonstrações mais ou menos cientificas nos campos da quimica, electroquimica, bioquimica e medicina, mas, e o mais importante, na área da naturologia, que é o resultado dessa prática terapêutica.

A oligoterapia é pois uma prática terapêutica que utiliza as várias formas de administração dos oligoelementos. Estes, são substâncias que normalmente se devem encontrar no organismo em pequenas quantidades, alguns dos quais em quantidades tão pequenas que podem considerar-se vestigios ou traços de metais e não metais. O simples facto de um organismo estar carente dessa pequenissíma quantidade dá origem a patologias diversas por bloqueio da cadeia de reacções bioqumicas.

A oligoterapia deve a sua classificação como prática terapêutica suave (não agressiva) á sua eficácia na fase funcional do doente, pois faculta ao organismo as condições de restabelecer, por si próprio, o equilibrio biológico, já que a oligoterapia é, por natureza e especificidade, uma terapia preventiva e de manutenção.

Abordagem vídeo animada sobre a incrível máquina que é o corpo humano.

INTRODUÇÃO

A nova medicina é resultado da aproximação das duas correntes do pensamento médico, ou seja, da corrente cartesiana acadêmica com a corrente dialética, voltada para a compreensão das leis naturais, a qual pertencem praticamente todos os ramos da medicina não oficial. Isso tornou possível o surgimento da mentalidade médica holística (integral), o que permitiu o aparecimento de ramos como a medicina ecológica, medicina biológica, medicina integral, medicina vibracional, medicina holística, medicina ortomolecular, e outras que formam o mesmo grupo que agora possui mais um elemento. A medicina funcional ou Oligoterapia. A Oligoterapia iniciada em 1932, pelo Dr. Jacques Menetrier, na França, hoje totalmente subsidiada pelo governo francês, é uma prática terapêutica que utiliza nas várias formas de utilização os oligoelementos. Estes são substâncias que normalmente se devem encontrar no organismo em pequenas quantidades que podem considerar-se vestígios de traços de metais, e não-metais. O simples fato de um organismo estar carente dessa pequeníssima quantidade dá origem a patologias diversas por bloqueio das cadeias de reações bioquímicas. São essas cadeias intricadas que constituem o metabolismo do indivíduo.

O que são Minerais? 

Os minerais são elementos existentes no organismo e nos alimentos em combinações orgânicas inorgânicas. Os elementos minerais desempenham diversos papéis essenciais nos fluídos corporais como constituintes dos tecidos do organismo, regulando o metabolismo de diversas enzimas. Mantém o equilíbrio ácido básico e a pressão osmótica, facilitando a transferência na membrana de elementos essenciais.

Definição Bioquímica dos Oligoelementos 

São elementos que existem na célula viva animal e vegetal em ínfimas quantidades, e em muito baixa concentração. Participam num número importante de reações bioquímicas. São catalisadores das funções enzimáticas, permitem pela sua presença influenciar a velocidade de uma reação sem, contudo tomarem parte ativa nesta reação. Fornecem a enzima, a energia para que a reação bioquímica ocorra. A atividade dos oligoelementos regula e permite as trocas metabólicas, graças as quais o organismo tem a possibilidade de restabelecer por si próprio o equilíbrio biológico.

CONCEITOS BÁSICOS EM OLIGOTERAPIA: 

É bem verdade que este nome não é apropriado, pois “oligo” quer dizer pouco. É como chamar de pouco tratamento. O nome mais indicado seria como os franceses atualmente a chamam, “medicina funcional”. Como, este nome já está arraigado a cultura existente, deixemos assim. A medicina funcional francesa foi iniciada pelo Professor Dr. Jacques Ménétrier em 1932. Hoje muito usada na Europa, principalmente na França contando até com subsídio governamental para seu desenvolvimento e aplicação. Hoje existem países como Brasil, E.U.A , Canadá, Japão e membros da antiga U.R.S.S. também em uso.

O emprego destes elementos em pequenas doses suscitam no organismo muitas funções bioquímicas e principalmente biofísicas, que são temas de estudos em várias escolas de medicina do mundo todo. Hoje, aqui mesmo no Brasil, existem muitos cursos sendo ministrados aos interessados nesta “nova” metodologia médica. Alguns apaixonados a chamam de Medicina do século XXI, pois, seus efeitos são fantásticos.

PEQUENAS DOSES & GRANDES EFEITOS: Podemos chamar assim, pois as doses usadas nestes medicamentos são ínfimas. Não apresentando efeitos colaterais nem mesmo contra-indicações. Os efeitos são explicados em extensas teorizações bioquímicas, todas fundamentadas nas reações de catálise e nutrição celular. É cada vez maior o número de amantes desta metodologia que traz explicações calcadas em biofísica, ou melhor, biofísica quântica, alicerçada em modernos conceitos da física quântica e na vanguarda do conhecimento sobre vibração, espaço-tempo, as equações que mudaram o mundo da física neste século que passou, que unem matéria e energia na mais conhecida equação do século XX. Matéria é igual à energia vezes velocidade da luz no quadrado. E=MC².

FINALIDADES:

A finalidade desta metodologia é estimular a melhora ou a cura de doenças consideradas em estágio funcional, ou seja, que as toxinas que acometem os doentes estejam ainda no tecido extracelular. Poderemos aqui evocar a tabela de homotoxicologia feita pelo Dr. Hanz Heinrich Reckeweg, onde existe um corte biológico por onde as toxinas atuam. Caso esta estiver acometendo o tecido extracelular, serão facilmente drenadas, caso o organismo intoxicado tenha condições para tal. A oligoterapia traz um imenso benefício a esta “vicariação regressiva”. Termo este usado na homotoxicologia para definir condições onde as toxinas “viajam” de um estágio mais profundo nos tecidos embrionários e, do interior da célula para um estágio mais superficial e fora da célula, dando ao organismo, condições de regenerar-se e curar-se. É lógico que não é almejado aqui, a cura de males incuráveis, bem como a cura sem seqüelas de males que estão num estágio mais avançado da célula. Porém almejamos sim uma metodologia sem precedentes, como elementos tidos como nutrientes essenciais à célula e curar muitos males que ainda aguardam melhor sorte na medicina dita convencional, como: doença crônica, auto-imunes e degenerativas. Como sabemos, as doenças são informações que carregamos em nós mesmo. Oriundas de um acervo informativo ao qual fomos submetidos na concepção. Os homeopatas chamam de Miasmas, nós chamamos de terreno propício ao desenvolvimento de patologias, ou apenas Diáteses.

Essas diáteses são afloramentos de arquétipos patológicos existentes na nossa biodisponibilidade. Quando há quebra da sintonia frequência de três elementos que constituem uma barreira protetora destes afloramentos, estes suscitamentos de informações patológicas advêm de exposições a numerosos fatores,

Como por Exemplo, os fatores ambientais, como: poluição atmosférica, fótons, campos eletromagnéticos, contaminação alimentar, contaminação da água, etc., além de fatores hormonais, acidentais, sociais, emocionais entre outros.

As diáteses são reflexos metabólicos que correspondem a diferentes inter-relações possíveis e variáveis do meio interno: o potencial ácido-básico e o potencial de óxido redução. É bom lembrar que um organismo hígido não tem predominância em nenhum desvio da neutralidade, sendo ideal o pH em torno de 7,2 e o pH em 22. Ao encontrarmos algum desvio para mais ou para menos no pH, significa que o organismo perdeu sua condição natural de bloquear informações arquetípicas de doenças, que a barreira inter mentes foi alterada por quaisquer fatores e a tradução deste desequilíbrio se dá de forma de descompensação da saúde e higidez do acometido, trazendo para o doente sintomas e sinais característicos e de fácil percepção.

Temos que reconhecer 4 diáteses:

  1. A) diátese I ou síndrome hiper-reativa, ou, alérgica ácida e reduzida.
  2. B) diátese II ou síndrome hipo-reativa, ou, hipostênica ácido e oxidado.
  3. C) diátese III ou síndrome distônica, ou, neurovegetativa alcalino e reduzido.
  4. D) diátese IV ou síndrome anérgica alcalino e oxidado.

As diáteses são representantes dos “terrenos” mórbidos que carregamos, aflorados da “mente” celular (arquétipos) aos quais representamos. Estes arquétipos são suscitados desta mente celular por condições próprias da existência que em certo momento e por vários motivos isolados ou somados, “desafinaram” nosso acorde de freqüência ideal, que é regulado pela harmonia freqüêncial de 4 elementos Cu, Co, Cr, Se. Os chamados minerais da barreira inter mentes. Concluindo: o nosso sistema de repressão aos arquétipos de doenças torna-se inoperante e afloram da nossa memória celular as doenças as quais estamos “programados” para tê-las, dentro de uma condição pré-estabelecida. As diáteses representam estas condições prévias, sendo as diáteses I e II constitucionais, já nascemos de um modo ou de outro, quer por algum motivo perdermos a maneira repressiva das doenças. Apresentamos os sintomas característicos das síndromes descritas. A oligoterapia é uma metodologia médica genial para reprimir os arquétipos de doenças. Usada na prevenção e no tratamento de patologias já afloradas, porém, sempre com o intuito de melhorar e prolongar a vida humana.

COMO AGE A OLIGOTERAPIA:

A ação mais importante ocorre quando elementos em doses sutis estimulam os receptores bucais e estes por estímulos magneto elétricos, fazem as membranas celulares tornarem-se biorreceptivas aos elementos fornecidos, tornando a nutrição celular mais próxima do ideal. As doses ínfimas de substratos minerais e metais desencadeiam reações bioquímicas imprescindíveis à manutenção da vida biológica. Estas ações são catalizadoras, por isso, o nome do “medicamento” é o elemento usado, somado do nome catalítico. Exemplo: Iodo catalítico.

AÇÕES DOS ELEMENTOS MAIS USADOS EM OLIGOTERAPIA: 

Elementos tidos como tóxicos tem ações brilhantes em oligoterapia. São eles:

ALUMÍNIO: 

Elemento tido como tóxico, faz amálgama facilmente com zinco e cálcio entre outros.

Sedativo – sonífero – calmante – euforia – agitação – hipercinesia – atonia cerebral – diminuição da atividade – intelectual em crianças – seqüelas vacinais – síndrome de Down – distúrbio da memória – distúrbios do raciocínio – entre outros…

ANTIMÔNIO:

Gastrites – piorréia – aftas – sinusites – faringites – amidalites – faringites – enterocolites – mononucleose infecciosa – gengivites – adenomegalias – hipertrofia das adenóides.

BORO:

Aumenta hormônios sexuais (testosterona, estradiol, dhea, progesterona) – envelhecimento, reumatismos – menopausa – esterilidade – disfunção sexual – impotência – perda ou diminuição da libido – melhora da atenção – percepção – obesidade – distúrbio da memória recente ou remota – coordenação motora – osteoporose – risco de trombose – artrites – endometriose.

CÁLCIO:

Insônia – emagrecimento – aleitamento – gestação – hipertensão – fraturas – osteoporose – crescimento – reumatismo – cáries dentárias – desmineralização – raquitismo – osteomalácia.

COBALTO:

Elemento da barreira intermitentes que é responsável pelo controle da percepção sensorial. Os indivíduos com falta de cobalto percebem menos e o excesso faz com que os mesmo percebam coisas que os ditos normais não percebem. Ansiedade – espasmofilia – palpitações – parestesias – acrocianoses – arterites – gastrites – vertigens – zumbidos – calmante – sedativo – hipotensor – memória – aterosclerose – enxaquecas – problemas circulatórios arteriais – aerocolia.

COBRE:

Elemento central da barreira intermitente. Ele é quem “afina” o ser humano. (O ideal seria fazer curso de oligoterapia pelo ângulo da física), acne – anemias – hipertensão – disfunção tireoidiana –artroses – vertebrais – tuberculose óssea – tuberculose – refratária (todas hoje são) – nefrose lipídica – espondilite anquilosante – artrites anquilosantes – infecções bacteriana e principalmente virais – gripes – câncer – imunodeficiências – vitiligo – processos inflamatórios – oligomenorréia – hipomenorréia – amenorréia – infertilidade.

CROMO:

Elemento da barreira intermitentes, responsável pela pressão do arquétipo de violência, além de controlar a “economia” corporal. Hoje sabemos que o aumento da violência se deve ao baixo consumo de cromo acrescido do aumento do consumo do açúcar e de produtos refinados que depletam cromo.

Diabetes – hipoglicemia reacional – hipogicemia não reacional – pré diabetes – diabetes tipo I e tipo II – aterosclerose – fome insaciável – bulemia metabólica – hipertrigliceridemia – hipercoloesterolemia – stress – stress por exercícios extenuantes – controle da hiper e hipo insulinismo – envelhecimento.

MOLIBDÊNIO/FÓSFORO:

Pruridos – eczemas – urticárias – alergias – faringites alérgicas – acne – alergias alimentares – neurites – artroses – ciatalgias – enxaqueca alimentar – reumatismos inflamatórios e metabólicos – degeneração articular – lúpus eritematosos sistêmicos – cistites recidivantes por acidez – alopécia – artralgias – fâneros (unhas e cabelos fracos) – psoríase – edema de Quinke – febre do feno – conjuntivite alérgica – rinites – amidalites alérgicas – laringites alérgicas – otites alérgicas.

FERRO:

Anemia ferropriva – depressão – sonolência – desânimo – apatia – diminuição da intelectualidade – redução do desempenho física – precordialgias anginosas – irritabilidade – fogachos da menopausa – taquicardias – gravidez – prevenção das malformações fetais – riscos de prematuridade – prevenção de complicações do parto – puberdade – convalescença – atraso de crescimento reumatismo – diminuição da imunidade e resposta imune.

FLUOR:

Dentição – cárie dentária – osteoporose – flacidez ligamentar – zumbidos – lombalgias posturais – crescimento – entorses – Mal de Scheuermann – epifisite vertebral dolorosa da adolescência – osteocondrite da tíbia – retardo de consolidação de fraturas – escoliose – prevenção do pé plano congênito – prevenção do genu valgun e genu varun – cifose – lordoses – descalcificações – aleitamento – dentição – gravidez – desmineralização – osteocondrite.

FÓSFORO:

Espasmofilia – palpitações – cólon irritável – doença de Crohn – rinites – asma – ostoporose – câimbras – coqueluche e outros fenômenos de espasmos respiratórios – miastenia graves – dismenorréia – moléstia de Dupuytren – síndromes musculares dolorosas fibromiálgicas – astenia cerebral – tetania – hepatites virais (A, B ou C) – doenças hepáticas esteatoses, cirrose etc. – esclerodermia – precordialgia – distrofias ósseas.

GERMÂNIO:

Mineral considerado uma panacéia, um marco de desenvolvimento no campo da medicina nutricional.

Neoplasias – revitalizante celular – inibem a reprodução do HIV –distúrbios imunológicos – regenerador de mucosas como gastrites, aftas, retocolites etc. – doenças virais – cancros – estados pré cancerosos – hipertensão – alergias – artrite – entre outros. Lipólise mata célula de gordura.

IODO:

Hipertireoidismo – hipotireoidismo – polifagia – emagrecimento – obesidade tireoidiana – distúrbios de crescimento – síndrome de Basedown Graves – menopausa – andropausa – dismenorréia – dispareunias – fadiga – tremores – hipertensão – excitabilidade – aterosclerose.

LÍTIO(NEUROCEL):

Ansiedade – angústia – agitação – psico pruridos – psico dermatoses – fibromialgia – menopausa – stress – alterações do humor – gota – insônia – alterações do comportamento – P.M.D. – outras psicoses – esquizofrenias – T.P.M. – anorexia nervosa – bulimia – abulia – distúrbios da afetividade – depressão – lítiase renal por ácido úrico – agressividade – cardiopatias escleróticas – envelhecimento – taquicardia.

MAGNÉSIO:

Elemento mais importante na facilitação de absorção dos outros nutrientes. Quando em algum estudo mineralógico, a falta de magnésio for maior que a dos outros elementos, primeiramente dê apenas Mg.

Os outros serão facilitados por este.

Astenia – falta de criatividade – ansiedade – enxaqueca – cardiopatias – hipertensão – sindrome pré-menstrual – colites – hiperexitabilidade neuromuscular – auto intoxicação alimentar – eczemas – arritmias cardíacas – obstipação crônica – síndrome do cólon irritável – hiperemotividade – espasmos coronarianos –artroses – dor articular crônica do adulto – senescência – hipertensão arterial – insuficiência hepática funcional – tremores de extremidades – dispnéia asmatiforme – artrites – nevralgias – memória.

MANGANÊS:

É um mineral histriônico. Ocupa o lugar de um nutriente que está faltando. Oligoelemento compensador da diátese I – alergias – urticárias – pruridos – eczema atópico – edema de Quinke – febre de fenocoriza espasmódica – bronquite alérgica – polimenorréia – metrorragia – enxaquecas – rinite alérgica – impotência sexual – perda ou diminuição da libido – hipertensão – manifestação dispéptica – hiperfoliculinia – cólon irritável – algias difusas migratórias sem lesão deformantes.

MOLIBDÊNIO:

Anemia – ferropriva – profilaxia da cárie dental – após tratamento com corticóides – desintoxicante de substâncias químicas, quimioterapia, etc. – emagrecimento – regulador do metabolismo lipídico.

POTÁSSIO:

Estresse – astenias – fadiga muscular – artroses – dores reumáticas – poliartrite crônica – reumatismo crônico evolutivo – edema – retenção hídrica – oligúria.

SELÊNIO:

Elemento da barreira intermitentes, responsável pelo controle da comunicação verbal. Em excesso aflora arquétipos do “Dom” da palavra. Ótimo para advogados, promotores, professores, locutores. Quando em escasso, o indivíduo tem dificuldades de comunicação verbal.

Envelhecimento prematuro – diminuição da sexualidade – impotência – perda da libido – risco cardiovascular – angina péctoris – hiperagregabilidade plaquetária – senilidade – stress oxidativo – preventivo do fenômeno agravante dos radicais livres através da isquemia reperfusão – infecções recidivantes – imunodeficiências – catarata – artrite reumatóide – esteatose hepática – preventiva de seqüelas radioativas – uricemia – no 9º mês de gravidez para prevenir sofrimento fetal por hipóxia afecções da vias aéreas superiores – cirurgias como preventivo da isquemia reperfusão – inflamações crônicas – linfopenias – otites – preventivo de câncer – hepatites virais ou não.

SILÍCIO:

Alterações ósseas de crescimento – fraturas ósseas – osteoporose – artroses senis – envelhecimento cutâneo – alopécia – catarata – aftas – aterosclerose – hipercolesterolemia – úlceras da cavidade oral – miopia (fase inicial) – varizes – aneurismas – unhas fracas e quebradiças.

VANÁDIO:

Astenias – neoplasias – hematopoese – cáries dentárias – calcificação óssea – diabetes Mellitus – depressão – tiques nervosos – hipoglicemia reacional.

ZINCO:

Elemento mais importante na “leitura” do genoma. (no curso ministrado pela associação brasileira de medicina complementar este fato é abordado integralmente) psoríase – frigidez – impotência – câncer de próstata – adenoma prostático – preventivo de doença degenerativa – dificuldade de regeneração celular – imunodeficiências-AIDS – síndrome adiposo genital – aumenta a acuidade visual – diminuição do paladar – diabetes mellitus – aterosclerose – senelidade – doenças vasculares – alterações hipofisiárias principalmente gonadotróficas – disfunção tireoidiana – disfunção pancreática – metrorragia para diminuir o fluxo menstrual em mulheres que usam DIU – crescimento.

CATALIZADORES COMPOSTOS POLICATALÍTICOS: CORRETORES DIATÉSICOS

COBRE/MAGNÉSIO (Cu-Mg): leucopenia – imunodeficiências – AIDS – alergias – depressão – falta de vitalidade – convalescença – infecções recidivantes – pré e pós-operatórios – traumatismos psíquicos (morte de algum familiar, falência, problemas Judiciais etc..) – quadros mórbido, associados a diminuição marcante do estado geral – psicastenia – abulia psíquica – obsessões mórbidas – insônia – pesadelos.

MANGANÊS/ COBRE (Mn-Cu):

Policatalítico usado para compensar a diátese II – infecções recidivantes da vias aéreas superiores – sinusite crônica – cistites recidivantes – rinites – problemas otorrinolaringológicos freqüentes – infecções crônicas – artrites deformantes – lentidão escolar – fadiga vespertina – fadiga física e psíquica – alterações posturais –bronquites – anginas infecciosas – gripes freqüentes – hipotireoidismo – colite – enurese noturna – alterações de crescimento.

MANGANÊS/ Vita B¹² (Mn-vita B¹²):

Policatalítico compensador da diátese III – patologias circulatórias: arteriais e/ou venosas – problemas de circulação periférica – menopausa – andropausa – hipertensão arterial – acrocianoses – varizes – tromboses – alterações da memória – alterações da concentração – sensação de peso nas pernas, que melhoram ao levantá-las – aerofagia – úlcera gástrica – úlcera duodenal – meteorismo – artroses – câimbras – preventiva dos infartos – manifestações gastrintestinais por alterações emocionais – reumatismos degenerativos – fadiga geral – depressão – síndrome de pânico – gota – enfisema pulmonar – insônia – hipercolesterolemia –hipertrigliceridemia – pessimismo – vertigens – acúfenos – hiperuricemias – fadiga progressiva – alterações emocionais.

ZINCO/ COBRE (Zn-Cu):

Policatalítico compensador da chamada diátese V. Se os distúrbios forem do lado endócrino – retardo de desenvolvimento de etiologia endócrina – disfunção ovariana – endometriose – ovários policísticos – impotência sexual – atraso da maturação sexual – astenia sexual – seu uso pode soldar as epífises e parar o crescimento – disfunção tireoidiana – miomas – menopausa – osteoporose – vaginismo – dispareunia.

ZINCO/CROMO (Zn-Cr):

Policatalítico que também compensa a chamada diátese V. Se os distúrbios forem do lado pancreático – diabetes mellitus – intolerância a glicose – hipoglicemia reacional – polifagia – bulimia – mal estar que antecede as refeições (tremores, sonolência) – obesidade – dispepsias – indigestão.

MANGANÊS (Mn):

Policatalítico usado para compensar a diátese I. Aceleração de trocas celulares. Doenças alérigicas outras – Hiper-emotividades – Hiper-atividade – Euforia Noturna

 

Publicado por: sosortomolecular | 22 de Março de 2016

Iodo: onde tiver, tem vida.

Funcionamento da Tiróide

O iodo é necessário para um funcionamento saudável da tireóide, a qual regula o metabolismo. Tanto a falta de iodo como o seu excesso podem resultar em distúrbios no metabolismo da tireóide.

«(…) A deficiência em iodo durante a gravidez e infância pode resultar em cretinismo (atraso intelectual irreversível e limitações motoras graves). (…) O hipotiroidismo pode manifestar-se por falta de energia, pele seca ou escamada ou amarelada, formigueiro e dormência nas extremidades, aumento de peso, esquecimento, alterações de personalidade, depressão, anemia e períodos prolongados e fortes nas mulheres. (…) O hipotiroidismo também pode causar o síndrome do túnel carpo e o fenômeno de Raynaud [episódios de perda da irrigação sanguínea nos dedos, orelhas e nariz]. O hipotiroidismo pode conduzir a aumentos significativos nos níveis de colesterol e de homocisteína e está associado a cerca de 10% dos casos de colesterol elevado. A correção do hipotiroidismo pode conduzir a uma redução de 30% nos níveis de colesterol e de homocisteína.»

Uma glândula tiróide muito ativa (hipertiroidismo) ou subativa (hipotiroidismo) também pode conduzir à queda de cabelo.

Deficiência de Iodo

O iodo apenas é encontrado de forma inconsistente nos alimentos vegetais, dependendo da concentração de iodo no solo. Os alimentos cultivados junto ao oceano tendem a ter maiores níveis de iodo. O iodo encontra-se de forma consistente em muito poucos produtos, incluindo lacticínios (são utilizadas soluções de iodo para limpeza das tetas das vacas e do equipamento de recolha do leite, sendo que algum iodo acaba no leite) e alimentos marinhos (incluindo algas).

A deficiência de iodo é um problema para o qual os veganos europeus devem estar alerta. Os estudos têm mostrado que os veganos na Europa (onde o sal não é iodado ou não é iodado a níveis suficientes) que não tomam suplementos (bem como aqueles que tomam suplementos em excesso) têm sintomas de doenças da tiróide.12 As grávidas veganas devem ter particular atenção a este nutriente e assegurar a ingestão adequada de iodo de uma fonte fidedigna, uma vez que a deficiência em iodo pode inibir o desenvolvimento cerebral (microencefalopatia) num feto.

Nos EUA, a deficiência de iodo em veganos é menos comum do que na Europa, pois nos EUA é mais fácil encontrar níveis adequados de iodo na alimentação. Num estudo transversal de 2011 na área de Boston, foram medidos os níveis de iodo na urina de 78 ovolactovegetarianos e 62 veganos.3 Foram excluídas do estudo pessoas a quem tinham sido anteriormente diagnosticados problemas da tiróide. De acordo com os autores, “a suficiência de iodo na população é definida por uma concentração média de iodo na urina na ordem dos 100 µg/l ou superior em adultos e na ordem dos 150 µg/l ou superior na gravidez.” Verificou-se uma concentração média de iodo na urina dos veganos (79 µg/l; intervalo 7-965 µg/l) significativamente mais baixa do que a dos vegetarianos (147 µg/l; intervalo 9-779 µg/l). Os marcadores de função da tiróide mostraram-se semelhantes em ambos os grupos e dentro do limite normal; apenas um vegano e nenhum vegetariano tinham um funcionamento anormal da tiróide. A maioria dos veganos não se estava se esforçando por garantir uma ingestão adequada de iodo.

Antogonistos do Iodo

Existem componentes na soja, na linhaça e em vegetais crus da família dos brócolos, couves-de-bruxelas, couve-flor e repolho que contrariam o efeito do iodo. Estes componentes, denominados bociogênicos, suprimem a função da tiróide e contribui para o aumento de volume da glândula tiroideia, condição conhecida como bócio. Por conseguinte, a ingestão de grandes quantidades de soja associada a uma ingestão inadequada de iodo pode exacerbar a deficiência de iodo. Além de um grande leque de medicamentos que prejudicam o iodo, tais como: anticoncpcional, antibióticos, antiinflamatórios, cortisonas, toda a linha dos prazóis, etc…

Recomendações e fontes

Para os veganos que não consomem sal iodado nem algas ricas em iodo, é recomendável a suplementação com 100–150 µg de iodo por dia (no caso de suplementos com maior quantidade de iodo, estes deverão ser tomados com maior intervalo, sendo conveniente não ultrapassar os 300 µg de iodo por dia, no total). É importante não consumir iodo em demasia, pois o intervalo de iodo recomendado para um bom funcionamento da tiróide é relativamente reduzido: cerca de 100–300 µg por dia. A maioria dos suplementos multivitamínicos veganos contém iodo.

O sal iodado pode não ser uma boa solução para garantir uma ingestão adequada, porque é difícil saber exactamente quanto iodo se ingere e porque deve limitar-se a ingestão de sal por motivos de saúde. Embora os estudos sobre a ingestão de sal e a mortalidade global tenham apresentado resultados mistos, existe uma ligação entre o sal e a hipertensão, sendo que uma ingestão diária de sal superior a 2,000 mg aumenta a perda de cálcio na urina, o que pode aumentar o risco de osteoporose. Por este motivo, é preferível obter o iodo sob forma de um suplemento ou multivitamínico. Dado que os suplementos de iodo costumam ter 150 µg por tablete, tomar um tablete em dias alternados deverá ser suficiente.

Quem consome regularmente algas (várias vezes por semana), obtém provavelmente uma quantidade adequada de iodo. Contudo, a quantidade de iodo nas algas é variável e quem consome bastantes algas pode facilmente ingerir iodo em demasia. Os casos relatados em fontes científicas de toxicidade por iodo referem-se, sobretudo a consumo excessivo da alga kelp (Laminariales) ou de suplementos de iodo. Por isso, à semelhança do sal, não recomendo a adição de algas à dieta para obtenção de iodo.

DDR de Iodo

Idade DDR Limite
0–6 meses 110 µg
7–12 meses 130 µg
1–3 anos 90 µg 200
4–8 anos 90 µg 300 µg
9–13 anos 120 µg 600 µg
14–18 anos 150 µg 900 µg
mais de 18 anos 150 µg 1100 µg
gravidez
18 anos ou menos 220 µg 900 µg
mais de 18 anos 220 µg 1100 µg
aleitamento
18 anos ou menos 290 µg 900 µg
mais de 18 anos 290 µg 1100 µg

Nota: não exceder o limite. 

O iodo é medido em microgramas (“µg” ou “mcg”). 1000 µg = 1 mg.

Factóides sobre o Iodo

  • O bócio (aumento da glândula tiróide) tanto pode ser causado por deficiência de iodo como por excesso de iodo na dieta. Os sintomas de cada caso também podem ser idênticos: hipotiroidismo (em que o metabolismo se torna mais lento e o peso e o colesterol aumentam) ou hipertiroidismo (em que o metabolismo se torna mais rápido, ocorrendo perda de peso).
  • Uma deficiência de iodo pode inibir o desenvolvimento do cérebro de um feto, pelo que as mulheres veganas deverão certificar-se de que têm uma fonte fidedigna de iodo.
  • Ao contrário do que sucede os EUA, o sal à venda em Portugal não costuma ser iodado.
  • O sal marinho, que não contém necessariamente iodo, tem o mesmo efeito sobre a pressão arterial e o cálcio que o sal de mesa.

Referências:

  1. Appleby PN, Thorogood M, Mann JI, Key TJ. The Oxford vegetarian study: an overview. Am J Clin Nutr. Setembro de 1999;70(3 Suppl):525S-531S.
  2. Lightowler HJ, Davies GJ. Iodine intake and iodine deficiency in vegans as assessed by the duplicate-portion technique and urinary iodine excretion. Br J Nutr. Dezembro de 1998;80(6):529-35I.
  3. Leung AM, Lamar A, He X, Braverman LE, Pearce EN. Iodine Status and Thyroid Function of Boston-Area Vegetarians and Vegans. J Clin Endocrinol Metab. 2011 May 25. [Epub ahead of print]

 

Publicado por: sosortomolecular | 9 de Março de 2016

LEITE DO LUXO AO LIXO

(MATÉRIA REPUBLICADA POR PEDIDOS DE E-MAIL)

Leite materno X Leite de vaca

Alguns de vocês poderão neste momento questionar-se: “Será que não me enganei no título?”. Depois de todos os anos de estudo dos efeitos do leite, que sentido faz perguntar se o leite faz mal? Mas a pergunta que devolvemos é esta: será que conhecemos mesmo todos os estudos realizados em torno do leite?

Consumimos leite desde que nos lembramos de existir. Leite é sinônimo de saúde e crescimento. É o alimento mais saudável que podemos encontrar na natureza, essencial para o crescimento. Bem, pelo menos isto é o que ouvimos desde que nos lembramos de ser crianças.

Mas será que é mesmo assim?

A verdade é que nos últimos 20 anos vários estudos científicos têm demonstrado que o leite de vaca não é bem o alimento perfeito publicado na televisão, revistas e, inclusive, por alguns nutricionistas.

Leite de vaca é ótimo para os bezerros

O leite de vaca é, de fato, bastante nutritivo para a cria da vaca. O leite vai ajudar a cria a desenvolver-se saudavelmente. Mas, uma vez desmamada, ela nunca mais voltará a consumir o leite da progenitora. Isto aplica-se a todos os mamíferos… excetuando o ser humano.

Da mesma forma, o leite materno é ótimo para os recém-nascidos

Não apenas ótimo, como essencial. Mas convém lembrar que o leite do peito da mulher é muito diferente do leite da vaca. Por exemplo, o leite materno contém um ingrediente chamado de inibidor da secreção da tripsina pancreática. Este inibidor é uma molécula normalmente encontrada no pâncreas e protege as paredes do intestino do recém-nascido de sofrer danos pelas enzimas digestivas que ele produz.

As paredes do intestino de um recém-nascido são muito vulneráveis a danos, já que nunca foram expostas a comida ou bebidas e, por essa razão, este ingrediente encontrado no leite materno é essencial para o seu desenvolvimento sadio [1].

Outros dois ingredientes bastante importantes para o bebê e que se encontram em grandes quantidades no colostro (o primeiro leite materno nos primeiros dias após o parto) são os nitritos e os nitratos. O nitrato, encontrado em muitos vegetais, é convertido em nitrito pelas bactérias presentes na boca e no estômago. O nitrito ajuda à produção de óxido nítrico, uma substância que relaxa os vasos sanguíneos, favorecendo a vasodilatação e o fluxo sanguíneo. Desta forma, o corpo está mais apto a combater infecções e a melhorar a fluidez do sistema nervoso.

O colostro possui quantidades superiores de nitrito em relação ao nitrato. Isso é fundamental, pois o sistema digestivo do recém-nascido ainda não colonizou as bactérias benignas necessárias para converter o nitrato em nitrito [2].

O leite materno contém também uma proteína que impede o desenvolvimento de alguns tipos de câncer mais susceptíveis de se desenvolverem durante a idade infantil com, por exemplo, leucemia linfóide aguda e neuroblastoma [3].

Quem disse que é bom continuar a consumir leite depois do desmame?

Como vários estudos demonstraram que o leite materno é bom para o desenvolvimento da criança, há quem ache que é boa ideia continuar a dar leite às crianças após o desmame. A indústria de lacticínios tem-se agarrado muito a esta ideia para a promoção do leite. Mas a discussão que vamos apresentar nas subsequentes partes deste artigo vai mostrar que isto pode não ser, de fato, boa ideia.

Costuma-se dizer que o ser humano é a única espécie que em idade adulta continua a consumir leite. Apesar de não ser mentira, isto por si só não constitui um argumento razoável. Também somos a única espécie que assa e frita a sua comida e que consome substâncias estranhas ao nosso organismo para curar certas doenças e isso não é necessariamente mau. Os bons argumentos devem ser construídos a partir da investigação científica.

Intolerância à lactose e resposta insulínica

Discutimos os benefícios do leite materno, muito diferente do leite de vaca, essencial para o desenvolvimento sadio do recém-nascido.

No que toca ao leite, podemos ter em conta três grupos de pessoas:

as que são a favor do seu consumo;

as que não são muito adeptas, mas que consomem de vez em quando;

as que abominam completamente a bebida.

Para alguns nutricionistas, a ingestão de leite traz problemas como alergias, flatulência, acne e processos inflamatórios. No caso da acne, um estudo de três anos realizado com 6094 jovens com idades compreendidas entre os 9 e os 15 anos mostrou uma relação positiva entre o consumo de leite e a proliferação de acne [1].

Mas a que se devem estes problemas?

Intolerância à lactose

A lactose é o principal açúcar do leite e da maioria das fórmulas para crianças feitas à base de leite. Sabe-se que, a nível mundial, cerca de 65% das pessoas não têm capacidade para digerir convenientemente a lactose. Quando isto acontece, diz-se que a pessoa é intolerante à lactose.

Esta intolerância decorre da ausência da lactase, uma enzima intestinal que permite decompor o açúcar do leite em hidratos de carbono mais simples, logo melhor absorvido pelo organismo. Na maior parte das vezes, a deficiência da lactase aparece gradualmente a partir dos dois anos, mantendo-se ao longo da vida. Na idade adulta, o comum é sermos intolerantes à lactose.

É por isso que muitos adultos, após a ingestão de leite e seus derivados, são incapazes de digerir a lactose, podendo desenvolver dores abdominais, distensão e/ou diarreia ou qualquer outro dos efeitos secundários acima referidos.

Mas o problema do consumo de leite não fica por aqui.

Resposta insulínica do leite

O índice glicêmico (IG) representa a velocidade com que um alimento aumenta os níveis de glicose no sangue. Quanto menor o IG de um alimento, mais lenta será a sua absorção. Alimentos de elevado IG provocam um pico insulínico, reduzindo rapidamente a concentração de glicose no sangue.

Devido ao tipo de proteínas que contém, muito diferentes das da carne, o leite é capaz de induzir uma forte produção de insulina (tem um índice insulínico comparável ao dos hidratos de carbono refinados). Sabe-se que a existência recorrente de níveis de insulina no sangue acima do normal é um fator de risco para diabetes, doenças cardiovasculares, câncer, entre outras. Além disso, a insulina estimula a acumulação de gordura.

Alguns dados científicos que sustentam a teoria aqui apresentada.

O leite pode provocar câncer?

Vimos que o leite é capaz de induzir uma forte produção de insulina o que, por sua vez, constitui um fator de risco para várias doenças cancerígenas e cardíacas.

Por muito incômoda que esta informação possa ser, a verdade é que há estudos que sugerem uma associação entre o consumo de leite a alguns tipos de câncer.

Leite provoca câncer dos ovários?

Este tipo de tumor afeta majoritariamente mulheres com idade superior a 50 anos. Mas manifesta-se também em mulheres jovens.

Um estudo publicado em 2004 no American Journal of Clinical Nutrition avaliou os hábitos de consumo de leite e derivados de 61084 mulheres com idades compreendidas entre os 38 e os 76 anos. O período total considerado foi de 13 anos e meio.

Os cientistas verificaram que as mulheres que consumiram 4 ou mais doses de produtos lácteos por dia apresentaram maior risco de desenvolver câncer dos ovários do que aquelas que consumiram duas ou menos doses. De todos os produtos lácteos, o leite foi o alimento com a associação mais forte com o câncer dos ovários [1].

Outro estudo publicado em 2006 no International Journal of Cancer fez uma revisão de 18 estudos de caso [2] e 3 estudos de grupo[3] que se debruçaram sobre o consumo de leite e a incidência de câncer dos ovários.

Os investigadores concluíram que nos estudos de caso não há evidências de que a ingestão de leite e seus derivados tenha alguma influência no câncer dos ovários. Já os estudos de grupo suportam a hipótese de que o consumo de produtos lácteos aumentam o risco de desenvolver este tipo de câncer [4].

Ou seja, os estudos de correlação (estudos onde se encontra uma associação entre duas ou mais variáveis) indicam que o leite e seus derivados são responsáveis pelo aumento do câncer dos ovários. Apesar de correlação não significar necessariamente causalidade, são dados sugestivos.

Leite e câncer da próstata

O câncer da próstata é uma das doenças mais malignas em todo o mundo, registrando cerca de 400 mil novos casos a cada ano. Alguns estudos de correlação já associaram a sua incidência e desenvolvimento ao consumo de leite ou outros produtos lácteos.

Uma revisão de vários estudos, quer de controle quer de grupo, conduzida no âmbito do The Cancer Project concluiu que seis dos 12 estudos de caso e cinco dos 11 estudos de grupo revistos mostraram uma associação entre o risco de desenvolver câncer da próstata e o consumo diário de produtos lácteos [5].

Os investigadores adiantam que esta associação pode dever-se às seguintes razões: o efeito nocivo dos alimentos ricos em cálcio no balanço da vitamina D, a tendência que os produtos lácteos têm para aumentar a resposta insulínica e alterar as concentrações ou a atividade da testosterona.

Leite provoca câncer da mama?

A partir da segunda metade dos anos 80 até início dos anos 90, a China foi alvo de interesse no campo do câncer da mama. Os dados mostravam que a incidência de cânceres da mama era menor entre a população chinesa do que nos países ocidentais industrializados (como, por exemplo, no Reino Unido e nos Estados Unidos da América). De fato, a incidência de cânceres de mama em alguns destes países chegava a ser 70 vezes maior do que na China. Qual a razão?

Até início dos anos 90, a China apresentava um dos menores índices de consumo de leite per capita. Um habitante do meio urbano consumia, em média, apenas 4,8 kg de leite por ano. Nos habitantes do meio rural o consumo era praticamente inexistente: 0,6 kg por pessoa [6].

Sabe-se que a grande maioria da população chinesa não tolera o leite e, portanto, não o consomem. Nem na fase adulta nem na fase infanto-juvenil. Em 2007, a msnbc.com informava que a incidência de cânceres da mama na China tinha vindo a disparar desde 1997 [7]. É interessante notar que este aumento no número de cânceres da mama coincide com o período em que o consumo de leite no meio urbano também disparou.

Em todo o caso, se é verdade que existem estudos que relacionam o consumo de leite à maior incidência de câncer da mama, também existem dados que não encontram qualquer associação entre estas duas variáveis.

É o caso de um estudo publicado em 2002 que reuniu dados de 8 estudos de grupo, num total de 351.041 mulheres (7379 das quais diagnosticadas com câncer da mama durante os 15 anos do estudo). Os investigadores não encontraram uma associação significativa entre o consumo de carne e produtos lácteos e o risco de desenvolver câncer da mama.

Conclusão

Depois de termos analisado estes estudos, talvez o mais correto seja concluir que os dados científicos disponíveis sobre a relação do consumo de leite com a incidência de certos tipos de câncer são, no mínimo, inconclusivos. No entanto, o caso chinês é especialmente interessante e merece a nossa atenção.

Vamos analisar os efeitos do consumo de leite noutras áreas da saúde.

A ligação do leite a outros problemas de saúde

A possível ligação entre o consumo diário de leite e o risco de desenvolver certos tipos de câncer. Vamos abordar outros problemas de saúde e a sua ligação com o consumo de leite.

Leite provoca diabetes?

O consumo de leite já foi associado à prevalência da diabetes. Um estudo publicado em 1994 levou em consideração hábitos alimentares de indivíduos pertencentes a nove regiões italianas, nomeadamente o consumo de lacticínios. Os investigadores identificaram o leite de vaca como um fator que desperta o desenvolvimento da diabetes [1].

Alguns anos mais tarde, em 2000, o Journal of the American College of Nutrition publicou uma discussão sobre esta temática, tendo em conta vários estudos realizados até ao momento.

Nesta publicação, os investigadores apresentam o exemplo dos índios Pima, um povo nativo dos Estados Unidos da América que apresenta uma grande prevalência da diabetes tipo 2. Entre os índios Pima, a diabetes manifestam-se em menor percentagem naqueles que consomem apenas o leite materno.

Contudo, estudos feitos em lacto-vegetarianos sugerem que o consumo de produtos lácteos está associado a um menor risco de desenvolver diabetes e de ter pressão arterial elevada. Em contraste, dietas com grande teor de gorduras provenientes de carne animal ou produtos lácteos podem constituir um risco [2].

A associação do leite com a doença de Parkinson

Um estudo publicado em 2007 avaliou a associação entre o consumo de produtos lácteos e o risco de desenvolver doença de Parkinson. Os investigadores reuniram dados de 57.689 homens e 73.175 mulheres. Durante o tempo do estudo (1992-2001), 250 homens e 138 mulheres desenvolveram a doença.

Os investigadores encontraram uma associação positiva entre o consumo de lacticínios e a incidência de doença de Parkinson, especialmente no sexo masculino [3].

Leite como protetor cardiovascular

Em 1996, a Stroke apresentou um estudo que sugeria que o consumo diário de leite, aliado a uma dieta equilibrada, poderia ajudar a minimizar o risco de AVC. Durante um período de 22 anos, os investigadores seguiram 3150 homens com idades entre os 55 e os 68 anos. Segundo os investigadores, os que não consumiram leite registraram o dobro das incidências de AVC’s do que aqueles que consumiram pelo menos 0,470 litros diários da bebida [4].

O leite aumenta a esperança média de vida?

As conclusões do estudo publicado na Stroke receberam mais força em 2009, após uma nova publicação no Journal of the American College of Nutrition [5]. Esta publicação consistiu numa revisão de 324 estudos que se haviam debruçado no consumo de leite como preceptor de doença arterial coronariana, AVC’s, diabetes e câncer. Segundo Ian Givens, coordenador do estudo:

A nossa investigação mostra claramente que, se considerarmos o número de mortes provenientes da doença arterial coronariana, AVC e câncer colo-retal, existe uma forte evidência de que o consumo de leite diminui o risco de morrer de alguma destas condições. Não encontramos qualquer evidência de que o leite possa aumentar o risco de desenvolver algum problema de saúde, com a exceção de câncer da próstata. Levando todos os dados em consideração, existe uma forte evidência de que o consumo de leite está associado a um aumento dos anos de vida nos países ocidentais” [6].

Relativamente a este estudo, convém salientar que o investigador Ian Givens é o diretor do Centre for Dairy Research, um instituto pró-lacticínios cujo financiamento provém na sua grande maioria da indústria de lacticínios.

É verdade que este argumento por si só pode não querer dizer nada e, inclusive, ser falacioso, mas é nosso dever alertar para a possibilidade de conflitos de interesse. Lembramos que o nosso propósito com esta informação sobre o leite e o seu impacto na saúde é o de apenas apresentar as evidências e os estudos conhecidos, deixando o leitor tirar as suas próprias conclusões.

Ainda não falamos de um dos principais benefícios associados ao consumo de leite: a alta disponibilidade de cálcio. Vamos abordar este tópico na Parte 5.

Leite e a disponibilidade de cálcio

A ligação do leite com alguns problemas de saúde.

A osteoporose é uma condição de porosidade anormal dos ossos, que resulta na perda gradual de massa óssea. Esta condição pode provocar fratura dos ossos, dor de costas e curvatura da coluna. Uma vez que a osteoporose é uma doença dos ossos e uma vez que 99% do cálcio se encontra nos ossos, parece lógico que quanto mais cálcio a pessoa consumir, menor será o risco de desenvolver osteoporose. A indústria dos laticínios agarra-se a esta ideia para nos lembrar constantemente que o leite é uma fonte muito rica em cálcio.

Como funciona o cálcio no organismo

O cálcio desempenha um papel importante na regulação do equilíbrio delicado do ácido-base no sangue. Quando o sangue começa a tornar-se ligeiramente ácido, o cálcio – que é alcalino – é libertado dos ossos para a corrente sanguínea para neutralizar os ácidos. O senão deste processo é que pode conduzir à redução da densidade mineral óssea.

A dieta também pode afetar a disponibilidade do cálcio. Os peixes, carnes vermelha e branca, ovos e laticínios são quebrados em ácidos sulfúricos e orgânicos que aumentam o pH do sangue. Como consequência, o mesmo cálcio que os nossos ossos precisam para permanecerem fortes é utilizado para neutralizar o efeito acidificante do leite. Uma vez libertado dos ossos, o cálcio é posteriormente expelido através da urina.

Há estudos que mostram que a proteína animal e os produtos lácteos podem originar perda de cálcio (devido ao processo descrito acima) [1]. A quantidade diária de cálcio necessária varia de indivíduo para indivíduo, dependendo do consumo de carne de cada pessoa [2].

Em 1986, um investigador de Harvard publicou um trabalho que mostrava uma associação direta entre o consumo de cálcio e a incidência de fraturas da anca, ou seja, quanto maior era o consumo de cálcio maior o risco de fratura [3]:

Estes dados não suportam a teoria que diz que o consumo de leite torna os ossos mais fortes.

O leite ajuda a reduzir a prevalência de osteoporose e fraturas da anca?

A teoria é que, como o leite fornece uma quantidade razoável de cálcio, este alimento torna os ossos mais fortes e diminui o risco de sofrer alguma fratura ou desenvolver osteoporose.

Os estudos que dizem que não

Durante 18 meses, crianças de sete anos de idade consumiram diariamente suplementos de cálcio de forma a ingerirem 800 mg deste mineral. Ao longo dos 18 meses, não foram observados aumentos na densidade óssea dos braços e das pernas das crianças que tomaram os suplementos de cálcio superiores aos observados naquelas que não se suplementaram. Contudo, houve um ligeiro aumento na densidade óssea da espinha dorsal [4].

Um estudo de 1987 realizado com 106 mulheres adultas também não encontrou melhorias em nível da densidade mineral óssea, apesar de as mulheres terem consumido diariamente entre 500 a 1400 mg de cálcio [5].

Num estudo conduzido por investigadores italianos, as voluntárias consumiram entre 440 e 1025 mg de cálcio diariamente. Eles observaram que quanto maior era o consumo de cálcio, maior o risco de sofrer fratura de fêmur [6].

Um estudo publicado em 1997 levou em consideração os hábitos alimentares de quase 78 mil mulheres com idades compreendidas entre os 34 e os 59 anos, durante 12 anos. Os investigadores observaram que as mulheres que consumiram mais do que um copo de leite por dia apresentaram 45% maior probabilidade de sofrer fraturas do fêmur, ao contrário do que seria de esperar [7].

Outros estudos publicados também não encontraram associação inversa entre o consumo de leite e o risco de sofrer alguma fratura.

Os estudos que dizem que sim

Um destes estudos foi publicado no British Medical Journal. As voluntárias foram divididas em três grupos: as que acrescentaram um copo de leite diário à sua dieta, as que acrescentaram meio copo e as que mantiveram a sua dieta igual. Antes desta alteração à dieta, o consumo diário total de cálcio destas jovens era de 750 mg. Com a alteração, a quantidade de cálcio estabeleceu-se até aos 1100 mg.

No final do estudo, os investigadores verificaram um aumento de cerca de 10% na taxa de crescimento ósseo nas raparigas que consumiram o leite extra.

Um estudo avaliou os efeitos da suplementação com 1000 mg de citrato de cálcio na densidade mineral óssea em 70 pares de gêmeos, durante 3 anos. Apenas um dos gêmeos foi suplementado com o citrato de cálcio, o outro serviu como grupo de controlo. Apenas 45 pares de gêmeos completaram o estudo.

Os investigadores observaram melhorias substanciais na densidade mineral óssea dos gêmeos suplementados com cálcio. No entanto, estas melhorias deixaram de se registrar quando os gêmeos entravam no período de puberdade.

Um estudo publicado no The American Journal of Clinical Nutrition observou que as mulheres que consumiram pouco leite durante a fase infanto-juvenil apresentaram menos massa óssea e um risco maior de fraturas na idade adulta.

Apesar disto, o mesmo jornal científico publicou no mesmo ano um estudo em que concluía que o consumo de leite na fase infanto-juvenil é importante para o desenvolvimento saudável dos ossos.

CONCLUSÃO

Mediante o que vimos neste artigo, torna-se muito difícil tirar uma conclusão objetiva sobre esta temática. Uma das razões pelo qual isso é difícil prende-se com os interesses instalados nesta indústria, (falaremos disto na última parte desta série de artigos).

A outra razão é que existem muitas variáveis em jogo, que não podem simplesmente ser isoladas e devidamente controladas. Um estudo pode concluir que o grupo de pessoas que bebeu leite registrou um aumento na densidade mineral óssea, mas isso pode não dever-se, de fato, ao consumo de leite, mas a outra qualquer variável não observada (por exemplo, nível de atividade desportiva, consumo de carne, etc).

O leite faz emagrecer ou perder peso?

Um dos benefícios normalmente atribuídos ao consumo de leite: a alta disponibilidade de cálcio.

Leite emagrece? 

Um estudo publicado no Journal of the American College of Nutrition encontrou ligação entre o consumo de leite e a perda de peso. Segundo este estudo, as pessoas que consomem mais leite são mais magras e menos predispostas a sofrer de obesidade.

A explicação dada pela investigadora foi a seguinte: “O leite participa do metabolismo das células, que para queimar gordura usam o cálcio como fonte de energia. Se falta cálcio na dieta, a pessoa torna-se mais predisposta a armazenar gordura” [1].

Outro estudo juntou mais de 300 homens e mulheres (com idades compreendidas entre os 40 e os 65 anos) que tinham excesso de peso. Os resultados do estudo demonstraram que, ao fim de dois anos, os indivíduos que consumiram maiores quantidades de lacticínios por dia – cerca de 340 gramas de leite ou 580 miligramas de cálcio proveniente dos produtos lácteos – perderam cerca de 5,4 quilos [2].

Por sua vez, as pessoas que consumiram uma quantidade menor de cálcio – cerca de 150 miligramas de cálcio proveniente dos lácteos ou metade de um copo de leite por dia – perderam 3,17 quilos após o período de dois anos.

Também se verificaram alterações na quantidade de vitamina D disponível. Quando o estudo começou, os participantes com excesso de peso tinham menores níveis sanguíneos de vitamina D. Ao longo do estudo, os níveis de vitamina D aumentaram entre aqueles que perderam mais peso. Este estudo sugere que quanto maior forem os níveis sanguíneos de vitamina D, maior será também a perda de peso.

Leite faz ganhar peso?

No reverso da medalha, temos um estudo que indica que as crianças que bebem mais do que três copos de leite por dia são mais propensas a ficarem com excesso de peso.

Este estudo recolheu dados de mais de 12 mil crianças de todo o mundo e descobriu que quanto maior a quantidade de leite consumido, maior o aumento de peso registrado nas crianças. As crianças que consumiram mais do que três copos de leite por dia tiveram 35% maior probabilidade de ficar com excesso de peso do que as crianças que apenas consumiram um ou dois copos [3].

Tudo o que vimos até agora e apontar novas possíveis razões pelas quais o leite pode ser visto como um alimento não muito saudável, apesar de publicidades noutro sentido.

Algumas considerações sobre o leite

Ao longo desta pesquisa sobre o leite, pudemos analisar algumas das suas potenciais implicações para a saúde, recorrendo a estudos científicos publicados sobre o tema. Nesta última parte vamos apresentar algumas das possíveis razões pelas quais o leite não é um alimento tão saudável como muitos querem crer.

O leite atual é um alimento processado 

Até ao final do século XIX na Europa e inícios do século XX nos Estados Unidos da América, o leite era consumido não pasteurizado. Mais tarde, a homogeneização tornou-se norma. Este processo modifica a química do leite e aumenta os seus efeitos acidificantes, prejudicais à saúde.

Os defensores do leite de vaca “puro” afirmam que se ele não sofrer qualquer tipo de processo, pode ser considerado uma bebida saudável e nutritiva. Eles têm certa razão, na medida em que o leite não pasteurizado ou não homogeneizado é menos ácido que o leite processado. Além do mais, os processos de pasteurização e homogeneização aumentam a lista de potenciais problemas digestivos.

Ainda assim, mesmo o leite de vaca “puro” não é recomendado. Atualmente, a criação de vacas leiteiras implica dar-lhes antibióticos, muitas vezes acima das quantidades permitidas por lei [1], e em alguns países também injetar-lhes uma forma geneticamente modificada do hormônio de crescimento bovina – somatropina bovina (BST). O propósito deste hormônio sintético modificada pelo homem é aumentar a produção de leite das vacas.

Tem o efeito secundário de aumentar os níveis sanguíneos do fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1 (IGF-1), uma proteína que está associada a vários tipos de câncer, quando presente em quantidades elevadas [2]. A respeito deste assunto e com base num estudo publicado no The Lancet [3], Samuel Epstein, investigador e docente da Escola de Saúde Pública da Universidade de Illinois, escreveu:

Beber leite com BST pode aumentar os níveis de IGF-1 no sangue e, consequentemente, aumentar os ricos de desenvolver câncer da mama e promover a sua proliferação.” [4]

O problema dos interesses comerciais

Na parte 3, 4 e 5 destes artigos, apresentamos vários estudos que associaram o leite a diferentes problemas de saúde. Porém, para muitos destes problemas, também existem estudos que mostram o contrário.

Qual a razão de estudos tão antagônicos?

A indústria dos lacticínios é das indústrias que mais factura anualmente. Fala-se muito das pressões e dos interesses dos grandes grupos econômicos no sentido de tentarem vender a todo o custo os seus produtos. Na indústria dos lacticínios, a história não é diferente.

Procurar informação em organizações como a Associação Dietética Americana (ADA) pode não ser tão fiável quanto pensamos. Grande parte do financiamento destas associações provém de grandes empresas, como a Coca-Cola, Pepsi, Mars, ConAgra e a Associação Nacional de Pecuária. É só consultar o relatório anual da ADA para ter acesso a estas informações.

Muitos dos estudos científicos que envolvem produtos lácteos são financiados por grupos pró-lacticínios, com interesses óbvios nas conclusões dos mesmos. É verdade que isto, por si só, pode não significar absolutamente nada, mas é nosso dever alertar para a possibilidade de conflitos de interesse. Afinal de contas, não é novidade que há investigadores que adulteram os resultados a favor dos patrocinadores do estudo [5][6][7].

Como é que se justifica que, na roda dos alimentos, os produtos lácteos tenham uma fatia tão grossa quanto a dos frutos, a não ser potenciais interesses econômicos?

Os melhores substitutos do leite

Todos aqueles que querem evitar o leite podem optar por alguns bons substitutos no mercado. Um bom exemplo é o leite de amêndoas sem açúcar, não só por ser alcalina (como as amêndoas são), mas também por ser delicioso e ter um sabor muito semelhante ao leite.

Outra alternativa ao leite é o leite de soja ou leite de arroz. Consuma leite de soja orgânico, de modo a assegurar que o leite não possui soja geneticamente modificada.

REFERÊNCIAS OU NOTAS:

[1] – The New York times, F.D.A. and Dairy Industry Spar Over Testing of Milk [última vez visualizado a 5 de Julho 2012] (LINK)

[2] – William J. Cromie, Growth Factor Raises Cancer Risk, Harvard Gazette Aarchives [última vez visualizado a 5 de Julho 2012] (LINK)

[3] – Hankinson, S., Insulin-like growth factor-l and risk of breast cancer, The Lancet Vol. 352, Issue 9126, págs. 489, Agosto 1998 (LINK)

[4] – Cancer Prevention Coalition, Monsanto’s Hormonal Milk Poses Serious Risks of Breast Cancer, Besides Other Cancers, Warns Professor of Environmental Medicine at the University of Illinois School of Public Health, Junho 1998 (LINK)

[5] – Diederik Stapel: The Lying Dutchman, The Washington Post, Novembro 2011 (LINK)

[6] – Winstein, K. & Armstrong, D, Top Pain Scientist Fabricated Data in Studies, Hospital Says, The Wall Street Journal, Março 2009 (LINK)

[7] – Fanelli, D., How Many Scientists Fabricate and Falsify Research? A Systematic Review and Meta-Analysis of Survey Data, PLoS ONE 4(5): e5738, 2009 (LINK)

Publicado por: sosortomolecular | 8 de Março de 2016

A importância do Iodo

O Iodo é um mineral essencial para o homem e outros animais. Ele é imprescindível para o correto funcionamento da glândula tiróide, que por sua vez sintetiza os hormônios da tiróide tiroxina (T3) e triiodotironina (T4).
Estas hormônios têm diversas funções no nosso organismo e determinam variados mecanismos metabólicos. Elas atuam no crescimento físico e neurológico, no metabolismo basal e assim na manutenção da temperatura corporal, controlam todos os passos metabólicos da oxidação celular, interferindo no metabolismo dos lipídios, dos hidratos de carbono, das proteínas, da água e de alguns minerais, com reflexos na reprodutividade. São em suma muito importantes para o funcionamento de diversos órgãos como o coração, o fígado, rins, ovários.

Embora seja a sua única função conhecida, a sua importância é enorme.

O organismo contém cerca de 20 a 30 mg de iodo, dos quais 75% se encontram na tiroide e o restante distribuído pelo organismo, particularmente na glândula mamária em lactação, mucosa gástrica e sangue.

Ingestão deficiente

A deficiente ingestão de iodo, manifesta-se através de uma alteração da hormona tiroideia, muito conhecida, o bócio. O bócio é o aumento visível do tamanho da glândula, que é o reflexo da sua tentativa de captar uma maior quantidade de iodo para a produção de T3 e T4. Mas não é esta a única manifestação clínica da deficiência. A carência pode tornar-se muito grave. O hipotiroidismo, deficiente funcionamento da glândula tiróide, pode também manifestar-se por falta de energia, pele seca, descamativa, ou amarelada, queda de cabelo, dormência e formigueiro nas extremidades, aumento de peso, perda de memória, depressão, anemia, alterações da personalidade, aumento dos níveis de colesterol e de homocisteína, também pode causar o síndrome do túnel cárpico.

Durante a gravidez e infância pode resultar nas crianças em cretinismo ou atraso mental grave irreversível e limitações motoras graves, surdo-mudez, anomalias congênitas, também aumenta o risco de nados-mortos, abortos, mortalidade materna e nascimento de crianças com baixo peso.

Assustado o suficiente? Ainda bem.

Pois que este mineral não recebe a atenção devida por parte da população mundial e em especial pelo veganos e vegetarianos. Se bem que os resultados na população não vegetariana não sejam um sucesso.

Um estudo português muito recente (2009), concluiu que cerca de 46% das crianças portuguesas revelam carência de iodo e que 11% apresenta valores muito baixos. Este estudo envolveu também mulheres grávidas e os resultados são assustadores, uma vez que 80% das grávidas apresentaram valores abaixo de desejável e 20% valores muito baixos. Estes valores podem condicionar alterações no desenvolvimento intelectual das crianças no futuro, problemas de aprendizagem, déficit de atenção e quocientes de inteligência baixos. Alarmada com o resultado, a Sociedade Portuguesa de Endocrinologia apelou à Direção Geral da Saúde no sentido de sensibilizar os obstetras para esta questão, estimulando a suplementação de iodo na gravidez.

A deficiência de iodo é uma questão para a qual os veganos devem estar atentos. Os estudos têm mostrado que os veganos europeus têm sintomas de disfunção da tiróide, principalmente nas regiões onde o sal não é iodado ou não é iodado em quantidades suficientes ou que não tomem suplementos. Mas neste ponto, também os que tomam suplementos em excesso estão a prejudicar-se, uma vez que existem limites máximos de consumo para este mineral e o seu excesso também provoca alterações da tiróide. É importante que as grávidas veganas tenham particular atenção a este mineral e garantam o seu consumo. Se houver um esforço neste sentido veganos e vegetarianos estarão a salvo das consequências da deficiente ingestão deste nutriente.

Fontes de Iodo

O iodo encontra-se distribuído amplamente na natureza e está presente nas substâncias orgânicas e inorgânicas em pequenas quantidades. Normalmente a água reflete a quantidade de iodo nos solos e rochas e assim a quantidade encontrada nas plantas comestíveis. Desta forma a quantidade de iodo disponível nos alimentos varia de acordo com a riqueza do solo em cada região, pelo que as zonas perto do mar são mais ricas em iodo, quando comparadas às regiões do interior do país. A concentração de iodo a considerar nos vegetais é variável e inconsistente. Fontes mais consistente de iodo são os peixes, mariscos, moluscos, algas, ovos e lacticínios. Estes últimos, podem ser fontes de iodo, por via da alimentação dos animais e pela contaminação, através de soluções de iodo que servem para limpeza dos utensílios de recolha do leite e das tetas das vacas.

Em alguns países a lei instituiu que se adicionasse iodo ao sal para garantir um aporte suficiente do nutriente. Em Portugal essa exigência legal não existe, e apesar de existirem marcas que disponibilizam sal iodado, os valores são muitíssimo baixos. Para ter uma ideia, no Brasil, por exemplo a quantidade de iodo adicionado ao sal é de cerca 40mg (miligramas) /Kg de sal. Em Portugal, verifiquei duas marcas que referem um valor de 0,5mg e 0,7mg/Kg de sal. Isto significa que se consumirmos por dia cerca de 5g (1 colher de chá) deste sal nas confecções, podemos obter mais ou menos a quantidade de 2,5 microgramas de iodo. Repare que necessitamos de 100 a 150 microgramas diários de iodo. Existe ainda em Portugal a possibilidade de consumirmos sal marinho tradicional português, com a vantagem de este não usar aditivos químicos porque não é processado, mas mesmo este sal, tem cerca de 0,8mg de iodo por Kg de sal, um pouco mais, mas ainda assim em pouca quantidade.

É importante referir aqui, que não significa esta constatação que devemos consumir mais sal para aumentar o consumo de iodo, o sal continua a ser um elemento que consumido em excesso traz graves danos à saúde. A questão será mais, já que o consumimos, seria bom que obtivéssemos dele o maior benefício.

Para além do sal marinho, também as algas são uma fonte muito rica de iodo. Elas fornecem não só iodo, mas outros minerais, como cálcio, ferro, magnésio, e são ricas em fibra, vitaminas C e E e têm poder antioxidante. Existe uma grande variedade de algas para consumo humano, as consideradas mais ricas em iodo são a kombu e a nori (as usadas no sushi).

Existem, no entanto referências ao fato de algumas algas poderem possuir níveis excessivos de iodo, o que pode ser prejudicial para a tiróide, alterando também o funcionamento da glândula, com consequências para a saúde.

Também no caso das algas os níveis de iodo variam de acordo com as espécies e a forma como as algas são secas. Um estudo encontrou uma enorme gama de entre 2 a 817 mcg de iodo por 100 gramas de algas (é importante saber que uma dose de algas para consumo numa refeição, pode rondar cerca de 5 a 10g). O teor de iodo é reduzido quando as algas são secas ao sol, e em certas condições de umidade durante o armazenamento. Algumas algas de pratos asiáticos contêm um excesso de 1.100 mcg de iodo.

Existe também um estudo que refere que a alga hijiki contém uma quantidade significativa de arsênico, pelo que deve ser evitada, segundo a Agência Britânica de Segurança Alimentar. Deve ser tido em consideração que as algas também são ricas em sal, pelo que modere a adição de sal na confecção quando introduzir algas numa receita.

O que recomendo, portanto, é o consumo moderado de algas, podendo ingerir todas as semanas e até mais do que uma vez, mas tentando variar o tipo de algas que consumimos, uma vez que estas possuem teores muito variáveis de iodo. Se ingerirmos sempre um tipo de alga muito rica, como a kombu, corremos o risco do consumo de iodo ser excessivo. Se não está habituado a consumir algas, deve incluí-las de forma gradativa e mais uma vez, variada. Vá experimentando diferentes formas de introduzi-las nos pratos que confecciona e vá-se adaptando às características das variedades de algas que existem.

Antagonistas do iodo

É importante referir que existem substâncias conhecidas como antagonistas do iodo ou bociogênicas, antibióticos, antiinflamatórios, anticoncepcionais, corticóides, dentre outra gama considerável de medicamentos, que interferem na síntese de hormônios da tiroide, ou seja, fazem o papel contrário ao do iodo, e este fato é no mínimo tão importante como a deficiência de iodo.

Os alimentos onde podemos encontrar essas substâncias são a soja, linhaça, vegetais crus como brócolos, couve-de-bruxelas, couve-flor, repolho, rabanete e nabo. Porém alguns destes compostos são inativados pela luz e calor, o que significa que cozinhando estes alimentos conseguimos diminuir ou inativar o seu efeito. No caso da soja, são as isoflavonas que parecem ter papel antagonista do iodo, mas neste caso os estudos são ainda controversos, pelo que se aconselha apenas a não exagerar no consumo de soja.

Valor de iodo para alguns alimentos:

85 grs de bacalhau = 99 mcg de iodo
1 gr de sal iodado = 77 mcg de iodo
1 chávena de leite de vaca = 56 mcg de iodo
1 ovo cozido = 29 mcg de iodo
½ lata de atum em óleo vegetal = 17 mcg de iodo

Fonte: Linus Pauling Institute Micronutrient Research for Optimum Health

Outras fontes:

100g de agrião = 15 mcg

100g de aveia = 4 mcg

100g arroz = 3,6 mcg

 

 

Recomendações de consumo

Idade DDR Limite
0–6 meses 110 µg
7–12 meses 130 µg
1–3 anos 90 µg 200
4–8 anos 90 µg 300 µg
9–13 anos 120 µg 600 µg
14–18 anos 150 µg 900 µg
mais de 18 anos 150 µg 1100 µg
Gravidez
18 anos ou menos 220 µg 900 µg
mais de 18 anos 220 µg 1100 µg
Aleitamento
18 anos ou menos 290 µg 900 µg
mais de 18 anos 290 µg 1100 µg
Limite máximo adultos – 1100 µg

Conclusões

O Iodo é um mineral cuja necessidade é negligenciada ao ponto de 46% das nossas crianças e 80% das nossas grávidas exibirem valores de iodo baixos. Este é um nutriente de extrema importância para o correto funcionamento da tiróide, uma glândula que gere a produção de hormônios fundamentais ao equilíbrio do organismo e à manutenção de uma vida saudável. A sua deficiência acarreta consequências graves para o desenvolvimento intelectual das crianças, pode provocar atrasos mentais severos, atrasos no desenvolvimento, e para os adultos, situações como depressão, problemas de pele, queda de cabelo, infertilidade, etc., são algumas das consequências.

As principais fontes alimentares para obtenção deste mineral são especialmente produtos marinhos, como peixes, mariscos, algas, e em alguma quantidade, leite, ovos e vegetais, dependendo do solo onde são cultivados. No caso dos vegetarianos e veganos, é importante que o consumo de algas passe a ser uma prática comum, com os devidos cuidados para evitar excessos. Devemos preferir consumir sal marinho tradicional ou sal iodado, apesar das quantidades de iodo serem baixas. Devemos ter o cuidado de confeccionar os alimentos considerados antagonistas do iodo.

Mas para além destes fatores e julgo que de primordial importância, é a diversificação alimentar, só assim, poderemos tentar obter iodo de diversos alimentos, uma vez que as suas concentrações são tão variáveis, mesmo entre o mesmo alimento, só assim não consumimos alimentos de forma excessiva e assim garantimos o aporte de outros minerais e vitaminas também importantes nas reações metabólicas levadas a cabo pelos hormônios da tiróide.

Se eventualmente não gosta de algas e entende ter uma alimentação pouco variada, pensar num suplemento de iodo poderá ser uma solução a considerar.

Varie, coma bem e divirta-se com a alimentação que pratica, fazendo-a nutritiva, variada e saborosa.

 

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