Publicado por: sosortomolecular | 17 de Junho de 2009

A Medicina É Uma SÓ

A medicina é uma só, a que difere entre si, tão somente, são as técnicas e métodos terapêuticos.

Esta apresentação destina-se aos colegas que se interessam pela Terapia Funcional, independente da especialidade exercida, uma vez que se trata de mais uma possibilidade de se conhecer melhor o ser humano, ao mesmo tempo em que, através de seus conhecimentos, pode-se atuar sobre o paciente antes mesmo que este adoeça com substrato anatomopatológico, ou ainda, antes que chegue á fase lesional da doença.

Tal possibilidade existe, uma vez que a Oligoelementoterapia catalítica tem ótima indicação quando o organismo ainda se encontra em desequilíbrio apenas na sua fase funcional.

Nestes casos, se restabelece a homeostase orgânica, agindo como um modulador dos terrenos diatésicos, através dos mecanismos de auto-regulação.

A Oligoelementoterapia pode ser considerada como um aspecto da chamada Terapia Funcional. Atuar profilaticamente talvez seja o maior mérito desta terapêutica, mesmo porque se sabe o quanto é difícil estabelecer um diagnóstico clínico, pois, às vezes, a doença ou a síndrome não se manifesta lesionalmente. Por isso, uma grande parte dos pacientes sai dos consultórios sem diagnóstico firmado, sendo, muitas vezes, rotulados como portadores de distúrbios neurovegetativos ou, como dizia Maffei, de psicostênicos, que sem o referido diagnóstico convencional podem deixa de receber um tratamento adequado ao seu caso.

Esta técnica vem preencher esta lacuna, no sentido de beneficiar o doente quando, por um motivo ou outro, não é possível obter o diagnóstico clínico convencional.

Histórico da Medicina.

A tentativa de aliviar e curar as dores e o sofrimento data de tempos imemoriais e se confunde com a própria história da humanidade.

Para se entender a Medicina é muito importante que antes de tudo a sua história e evolução.

Convém ressaltar que não existe a medicina adjetivada. A medicina é uma só. O que difere a Homeopatia da erroneamente chamada Alopatia é a forma de tratamento; esta trata pelos contrários e aquela, pelos semelhantes, como se verá mais á frente.

Segundo a mitologia grega, na Antigüidade clássica, no período heróico, vivia no Olimpo o deus Apolo, relacionado com a Medicina.

Apolo era também chamado de Alexikakos, aquele que afasta as doenças, através de suas flexas.

Alexikakos curava usando a raiz da peônia, uma planta européia. Por esse motivo, os médicos eram chamados de Filhos de Pean.

Conta à lenda que Apolo e sua irmã, Artemísia ensinaram a Chiron, filho de Saturno, a arte da Música e da Medicina.

Chiron, por sua vez, transmitiu esses conhecimentos a Esculápia, filho de Apolo com a ninfa Coronis. Esculápio tornou-se tão bom médico e hábil cirurgião que diminuiu o número de pessoas que morriam, provocando a ira de Plutão, deus da profundidade e do inferno, que pediu a Zeus a morte de Esculápio, um semideus. Zeus atendeu ao pedido de Plutão e fulminou Esculápio com um raio. Em homenagem a Esculápio, criaram-se templos chamados Asclépias, onde os doentes depositavam as chamadas Tábuas Votivas, que relatavam o motivo de suas queixas, a duração da doença e, finalmente, como saravam. Servindo, assim, como modelo de aprendizagem.

Nesses templos, havia um misto de filosofia e magia, e naqueles rituais de cura era habito imolar um galo, razão pela qual esse animal passou a representar o símbolo da medicina. Nessa época, dois asclépias se sobressaíram pelas suas Tábuas Votivas, de Cós e Cnido.

Cós e Cnido tornaram-se verdadeiros templos de observação médica atuais. Esculápio tinha duas filhas, Hygea e Panacea, que alimentavam as serpentes sagradas dos templos. Hygea deu origem à Higiena e, Panacea, à Farmácia. Hygea era associada pelos romanos a Salus, que era representada por uma taça. Daí a Farmácia Ter com símbolo uma taça envolvida por uma serpente. Mas foi através de Hipócrates que a Medicina perdeu seu vínculo com a Filosofia e a Teurgia, tornando-se ciência e arte.

O terapeuta deve estimular a cura do doente, e não lhe impor filosofias e crenças religiosas próprias. Hipócrates, que viveu de 460 a 373 a.C., em pleno século de Péricles, época de grandes nomes como Sófocles e Eurípedes, Aristófanes e Píndaro, Sócrates e Platão, era dotado de elevado espírito de observação e conhecimento terapêutico, que lhe possibilitou utilizar todos os dados destes pensadores, que serviram como base para os conhecimentos atuais. Essa compilação recebeu o nome de Aforismas. Por esse motivo, Hipócrates criou a Medicina Científica.


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