Publicado por: sosortomolecular | 18 de Junho de 2009

Causam as Estatinas Receitadas

Causam as estatinas receitadas

para baixar o colesterol doenças neurodegenerativas?

Os médicos encontram cada dia com mais pessoas que manifestam ter lapsos de memória e outros problemas cognitivos. Quando se trata de idosos o normal é dizer que é “produto da idade’ um “toque de senilidade” ou, talvez, ‘Alzheimer precoce’ não entanto, um médico norte-americano chamado Duane Graveline, especialista em Medicina Aeroespacial, ex astronauta, cirurgião de voo e médico de família durante mais de 20 anos afirma que boa parte dessas situações podem dever-se ao consumo sustentado de estatinas para diminuir o colesterol. Henry Lorin, autor do livro OAlzheimer, Resolvido, corrobora-o assegurando que a maior parte dos casos de Alzheimer se devem a largos períodos de escassez de colesterol no cérebro.

Cada vez mais pessoas asseguram ter lapsos de memória e outros problemas cognitivos depois de ingerir as estatinas receitadas pelos seus
médicos para reduzir o nível de colesterol

O que ocorreria se um dia notasse que começava-se a sentir deprimido, ou a falhar a memória, que tinha problemas para expressar-se ou certa descoordenação ao mover-se? O mais provável é que acuda ao seu médico e que este, ante a sua preocupação e a dos seus familiares, o envie a um neurólogo ou a um psiquiatra. E certamente – se chegar a perguntar-lhe a sua história clínica – que não dê nenhuma importância ao facto de que desde algum tempo o seu cardiólogo ou ele mesmo o esteja tratando com estatinas para esse colesterol que resiste a baixar. E concerteza não será você, angustiado como está pelos seus novos problemas, quem vai pensar que as maravilhosas pastilhas para o colesterol possam ser a causa. Bom, pois existe a possibilidade de que ambos – o médico e você – se equivoquem. E posto que com as coisas da cabeça não convêm especular nem arriscar convidamo-lo a que leia atentamente o que a seguir vamos contar-lhe. Certamente as peças do quebra-cabeças estão todavia dispersas e por isso a certeza não é absoluta. No entanto, finalmente os testemunhos, a experiência clínica e os estudos científicos confirmam a existência de sérios problemas cognitivos e neurológicos como efeitos adversos até agora ignorados das estatinas seu papel como fármacos milagre – os medicamentos mais vendidos no mundo – poderia sofrer um sério revés, justo quando mais vozes estão interessadas em torna-os fármacos de venda livre. E neste caso só a possibilidade já é muito. Sobretudo porque estatisticamente é tal o número de pessoas que tomam estatinas que o índice estatístico de probabilidade seja baixo cada vez serão mais os que experimentarão prob

“Depois de mais de dez anos a prescrever estatinas e  tranquilizar os pacientes sobre a sua segurança – explica o doutor norte americano Duane Graveline – a última coisa que um médico quer ouvir é que estave equivocado durante tanto tempo”

lemas em diferentes graus. E cada caso será um drama pessoal e familiar, não uma simples cifra numa fria lista de um distante despacho.
No nosso último número (leia-o em nossa web – wwwdsalud.com – se ainda não o tenha feito) já assinalamos a controvérsia – praticamente ignorada por médicos e pacientes – que existe sobre o papel real do colesterol nas doenças cardiovasculares e como um grupo de investigadores cada vez mais amplo recusa que se apresente o colesterol como  causa das mesmas. De acordo com isto – e como consequência directa – manifestamos que para o grupo de críticos o uso massivo das estatinas em doses cada vez maiores e durante um tempo prolongado não parece justificar-se como ferramenta terapêutica preventiva considerando a gravidade dos possíveis efeitos adversos conhecidos, já de si bastante ignorados pelos próprios médicos. A razão, além da preguiça intelectual de muitos médicos e dos próprios interesses económicos das companhias farmacêuticas que tendem a ralentizar a informação quando não a maquilham – é um negócio multimilionário. Tanto que a venda de estatinas supõe um mercado de mais de 26.000 milhões de dólares anuais. De facto em 2003 os dois fármacos de maior consumo no mundo –  em valor monetário – foram a atorvastatina e a simvastatina. Esse mesmo ano em Espanha a atorvastatina foi o fármaco que gerou mais despesa ao Sistema Nacional de Saúde: mais de 115 milhões de euros.
A doutora Beatrice Golomb – que está levando a cabo com fundos públicos na Universidade de Califórnia (San Diego) um estudo internacional sobre os efeitos secundários das estatinas aberto a quem queira compartilhar as suas experiências (www.statineffects.com ) – decidiu afrontar a sua investigação à margem dos laboratórios porque, como denunciou a uma cadeia norte-americana CBS em Maio de 2004, os estudos que geram uma imagem mais positiva das estatinas contam com financiamento das grandes multinacionais. “O estudo sobre os efeitos secundários das estatinas – acrescenta Golomb – é importante porque muitos médicos e outros peritos em doenças do coração e colesterol estão familiarizados com os benefícios das estatinas e outros medicamentos contra o colesterol mas estão pouco familiarizados com as experiências adversas com esses medicamentos que muitas pessoas manifestam como dores musculares, debilidade, transtornos de memória, cognitivos e mudanças de humor”.
Pois bem, se suficientemente demonstrada estava já a relação entre a carência da coenzima Q-1O provocada pelas estatinas com a deterioração da função do miocárdio, disfunções hepáticas e das míopatias – incluídas a cardíomiopatia e a falha cardíaca congestiva – no horizonte, perfilha-se uma realidade nova e muito mais dramática. Os novos descobrimentos no campo da Neurologia e a cada vez maior abundância de testemunhos pessoais apontam a que o consumo prolongado de estatinas em doses altas podem estar contribuindo na epidemia de transtornos cognitivos de mui diversa gravidade e índole – desde amnésias transitórias e depressões à perda da fala e  mudanças de humor – que assolam as sociedades desenvolvidas. E incluso favorecer algumas das doenças neurodegenerativas mais graves como o Parkinson, a esclerose múltipla ou o Alzheimer. “Nós temos pessoas – sinalizava Golomb – que perderam a capacidade de pensamento tão rapidamente que no curso de um par de meses passaram de importantes directivos em suas companhias, a não poder sequer assinar um talão  de cheques, e ser despedidos”.
O
médico norte-americano Duane Graveline, depois dum episódio de amnésia sofrido como efeito secundário da ingestão de atorvastina – receitada para controlar seu colesterol “não demasiado alto” -, decidiu investigar em profundidade sobre o benefício/risco das estatinas. Fruto do seu trabalho forma três livros de denuncia –Lipitor, o ladrão da memória, As Estatinas e a Errónea Guerra Contra o Colesterol e seu último e recente trabalho Estatinas, Efeitos secundários – assim como uma página web – wwwspacedoc.net – em que além de oferecer grande quantidade de informação recolhe os testemunhos de quem se sente vítima dos efeitos secundários das estatinas. Testemunhos que para uma melhor análise médica passa posteriormente à doutora Golomb.
“Os médicos, como seus pacientes – nos diria Graveline – , ignoram por completo o problema dos efeitos secundários cognitivos das estatinas. Uma e outra vez asseguram e tranquilizam os seus pacientes preocupados e lhes dizem que seus lapsos de memória são ‘os esperados para a sua idade’, quem sabe um ‘toque de senilidade’ inclusivamente ‘Alzheimer precoce ‘. E agora, depois de mais de dez anos de prescrever estatinas e tranquilizar aos seus pacientes sobre a sua segurança, o último que um médico quer ouvir que esteve equivocado durante tanto tempo”.
No entanto, também é verdade que forma nos últimos anos quando os efeitos adversos cognitivos começaram a acumular-se e quando a investigação neurológica colocou as bases para relacioná-los com o papel do colesterol em nosso cérebro. Um papel fundamental que resulta evidente só com ter em conta que o cérebro humano contém quase 25% do colesterol do corpo constituindo apenas 2% do seu peso total

EXPERIÊNCIAS DRAMÁTICAS

Graveline começou a sua carreira médica em Walter ReedArmy Hospital quando se começaram a estudar os efeitos médicos dos voos espaciais. Depois de se tornar cirurgião de voo e participar em investigação médica espacial Graveline recebeu reconhecimento internacional pelas suas investigações sobre o comportamento humano em gravidade zero, trabalho a que se havia dedicado como analista médico do programa bio-astronaútico. Em 1965 foi seleccionado como astronauta científico. Até que um dia de Maio de 2001 prescreveram-lhe atorvastina para reduzir seu colesterol e como consequência desenvolveu um caso severo de amnésia. “O primeiro episódio – nos contou Graveline – ocorreu  depois de que me prescreveram Lipitor para baixar o meu colesterol que estava um pouco alto. Tinha acabado de chegar do meu passeio matinal habitual pelo bosque quando minha esposa me viu caminhando sem propósito fixo frente à entrada da garagem de casa, como se estivesse perdido. Eu não a reconheci e me neguei a entrar em nossa casa. Aceitei bolachas e leite com certa relutância e de algum modo ela conseguiu que entrasse no automóvel levando-me ao meu médico familiar e a um neurólogo. Um ano depois me instaram a que voltasse a tomar Lipitor já que meu médico se negava a crer que uma estatina pudesse ser a causa daquele primeiro episódio de amnésia. Dias depois minha esposa encontrou-me no alpendre com um olhar extraviado. Desta vez o episódio durou 12 horas e retrocedi aos meus anos de adolescente com uma recordação precisa de todos meus amigos de escola secundária e dos acontecimentos que ali me ocorreram… mas tinham desaparecido todas as recordações dos meus anos de universidade na Faculdade, do meu casamento e de meus quatro filhos. E

Os novos descobrimentos no campo da Neurologia e a cada vez maior abundância de testemunhos pessoais apontam a que o consumo prolongado de estatinas em doses altas poderão estar contribuindo na epidemia de transtornos cognitivos de mui diversa gravidade e
índole que assolam as sociedades desenvolvidas.
 

meus excitantes 10 anos na USAF como cirurgião de voo e investigador científico, Não tinha consciência alguma de ser ter sido médico de família durante 23 anos, astronauta da NASA o autor de nove livros. Todas essas recordações tinham-se apagado por completo da minha memória, como se nunca tivessem ocorrido”.
Convencido de que aquilo tinha que ter sido produto das estatinas que estava tomando, Graveline decidiu investigar a fundo os possíveis efeitos secundários, algo completamente ignorados na literatura médica. “ Ao princípio – contou-nos – cria que o meu caso era único. Minha convicção foi completamente intuitiva. Lipitor era o único medicamento que tomava quando tive o primeiro ataque de amnésia. E quando um ano depois voltei a toma-lo tive passado poucas semanas um novo ataque só que pior pois sofri amnésia anterógrada e retrógrada. Eu estava pois convencido de que ambos episódios foram causados pelo Lipitor mas ninguém mais parecia convencido. Só quando descobri os estudos sobre estatinas da doutora Golomb na Universidade de California (San Diego) começou a surgir a verdade. Compreendi que havia mais casos  como o meu. Uns meses depois, quando o People’s Pharmacy publicou a informação do meu caso, um dilúvio de relatos de pacientes de todo o país sobre problemas cognitivos começaram a aparecer. Até esse momento esses pacientes haviam assumido que seus lapsos de memória, esquecimentos, confusões e desorientação eram produto da velhice, a senilidade ou Alzheimer. Agora temos milhares de relatos de casos que incluem recaídas no momento de voltar a tomar o medicamento depois deixar de ingeri-lo. A meu ver a evidência sobre o papel das estatinas é concludente”.
Muitos de nossos leitores ou familiares talvez se sintam identificados com as dezenas de experiências que na página web de Graveiine – www.spacedoc.net –  relatam problemas cognitivos depois de ingerir estatinas com a convicção pessoal, que não médica, de que estiveram envolvidas neles. Aos médicos a relação estatinas – efeitos cognitivos lhes parece impossível porque não há alertas farmacológicas que assim o apontem. E portanto os problemas cognitivos de seus pacientes não se informam como possíveis efeitos adversos das estatinas e os derivam a outras especialidades como que seguem sem constar em nenhum registro como efeitos secundários. A pescada de rabo na boca.
“Tenho 53 anos – pode ler-se numa das informações remetidas a Graveline – e fui diabético durante 32. Em 2002 meu endocrinólogo receitou-me 10 mg de Lipitor. Durante os seguintes 12 meses apreciei melhoras ‘modestas’ em meus números mas me mostrei insatisfeita quando tendi a permanecer num escalão de 240- 260 de colesterol total. Então aumentei a dose de Lipitor a 20 mg e comecei a experimentar uma espiral gradual de problemas cognitivos piorando além disso o meu humor e nível de energia e sofrendo de pressão. Perdi a capacidade para funcionar adequadamente no meu trabalho e fiquei sem recursos para afrontar os desafios diários da vida. Por isso deixei de tomar o medicamento. Depois soube que meu irmão e minha mãe, que tomavam também este medicamento, estavam sofrendo igualmente episódios de mudanças de humor! Afortunadamente deixaram também a medicação com estatinas”.
São muitos os testemunhos similares que falam de problemas neurológicos e anímicos que quem os sofre associa às estatinas: “ Já que Lescol – pode ler-se também em wwwspacedoc.net – não modificava meu colesterol o suficiente, o médico prescreveu-me Lipitor. E ao cabo de uns meses houve um câmbio drástico. Desenvolvi um problema de equilíbrio que fazia que caminhasse com dificuldade. Tinha dor no meu joelho esquerdo, ao caminhar rigidez em todo o corpo e problemas ao falar. Fui a um neurólogo que me disse que provavelmente tinha insuficiência cerebral; a um ortopedista que me disse que tinha artrite; outro ortopedista que me disse que não tinha artrite; e a um interno que, sinceramente, não soube o que dizer-me. Tudo isso depois de numerosas radiografias e ressonâncias. Por alguma razão eu suspeitava do Lipitor e decidi deixar de toma-lo ainda que soubesse que o meu médico não estava de acordo. Duas semanas depois a dor no joelho desapareceu assim como a rigidez corporal. E já não estou tão cansado como antes. Mas, caminhar ainda me resulta difícil e meu equilíbrio não é bom. A minha fala tampouco é todavia fluida e não me sinto tão alerta como devia. Passaram dois meses desde que deixei de tomar Lipitor e ainda que tenha havido algum progresso não estou seguro de que não haja sofrido danos irreparáveis”.
Bom, pois apesar de tantos testemunhos continua-se sem querer relacionar tais sintomas com as estatinas. Apesar de que hajam suficientes dados que apontam

Os efeitos secundários do fármaco mais vendido no mundo, o Lipitor, são numerosos:
insónia, vertigens, parestesia, sonolência, amnésia, pesadelos, diminuição da libido, labilidade emocional (variação contínua do estado de ânimo sem razão aparente), descoordenação, neuropatia periférica, torcicolos, paralisia facial, hiperquinesia, depressão, hipoestesia e hipertonia.
 

 a necessidade de não continuar ignorando durante mais tempo o problema.
Em Julho 2003 Wagstaff e outros publicaram um artigo em Pharmacotherapy intitulado Statin-Associated Memory Loss: Analysis of 60 case reports and review of the literature (Perda de memória associada às estatinas: análises de 60 relatórios revisão da literatura) que já abria a porta à possibilidade de que as estatinas podiam provocar problemas cognitivos. “Os estudos disponíveis – afirmam os seus autores – não mostram nenhum benefício cognitivo ou antiamiloide para nenhuma estatina. Além disso existe um aumento de dados que apontam a possibilidade de que as estatinas possam estar associadas em casos raros com a deterioração cognitivo embora a causalidade não seja segura”. O artigo examinou 60 casos de deterioração cognitiva associados às estatinas extraídos do Medwatch, sistema de alerta da agência de controlo norte americana FDA. Os autores consideraram muito significativos quatro casos de recaídas, pessoas que desenvolveram problemas cognitivos similares num segundo período de ingestão de estatinas, tal como ocorrera a Graveline. E é que pode aceitar-se que o desenvolvimento de sintomas numa segunda ocasião é evidência definitiva de um efeito secundário do medicamento. Outros dos estudos desenhados para avaliar efeitos cognitivos das estatinas mostraram também um agravamento na função cognitiva (Muldoon e outros, 2002, 2000).

UM MEDICAMENTO, MÚLTIPLAS IMPLICAÇÕES
Sem dúvida que fica praticamente tudo por fazer neste campo, sobretudo à vista dos descobrimentos no âmbito da Neurologia dos últimos cinco anos. Mas o que está claro é que tais reacções adversas sim são conhecidas pelos laboratórios ainda que as desconheçam os médicos. De facto, o Lipitor (atorvastina) – o medicamento mais vendido no mundo – recolhe em sua página web como potenciais efeitos adversos, entre outros referidos o sistema nervoso, os seguintes:

Insónia, vertigem, parestesia (sensação anormal que afecta a sensibilidade geral ou a uma modalidade sensorial gustativa, olfactiva ou sexual), sonolência, amnésia, pesadelos, diminuição da libido, labilidade emocional (variação contínua num estado de ânimo sem razão aparente), descoordenação, neuropatia periférica, torcicolos, paralisia facial, hiperquinesia (actividade motora exagerada), depressão, hipoestesia (aumento da sensibilidade) e hipertonia (aumento exagerado do tónus muscular). Muitos dos quais se identificam com as experiências relatadas anteriormente. Uma relação completa de efeitos adversos que o laboratório indica para se assegurar de que ninguém possa acusá-lo de não ter advertido a quem consome o produto sobre os possíveis efeitos adversos.

Bom, pois em Espanha a ficha técnica das atorvastinas admitidas pela Agência Espanhola do Medicamento, uma delas do mesmo fabricante que o Lipitor, assinala bastantes menos reacções adversas: “Transtornos psiquiátricos: Frequente: insónia. Pouco frequente: amnésia. Transtornos do sistema nervoso. Frequentes: dor de cabeça, enjoo, parestesias e hipoestesia. Foco frequente: neuropatia periférica”. É tudo. E o resto dos possíveis efeitos secundários negativos antes mencionados? Os  médicos tem obrigação de consultar a ficha técnica em inglês da atorvastina para estar bem informados? Afinal não faltará quem culpe a sua falta de conhecimento das possíveis consequências sobre os pacientes, muitas das quais estão ainda por conhecer.

E falta muito todavia para saber como influem as estatinas sobre nosso organismo, em geral, e nosso cérebro, em particular. Algumas coisas já eram sabidas e outras tem sido descobertas nos últimos anos. O que sim parece claro, por exemplo, é que a própria natureza das estatinas as torna responsáveis da alteração de muitas quebras bioquímicas.

Permita-nos para exemplificação que por um momento recorramos à terminologia científica, difícil de comprender pelos profanos mas que ajuda a intuir a complexidade das respostas postas em marcha pelas estatinas: “O mecanismo de acção das estatinas – afirmam O. Hernández – Perera e S. Lamas em Disfunção endotelial na arterosclerose: papel protector das estatinas – se baseia na inibição competitiva e reversível da transformação da enzima HMG-CoA a mevalonato que é o percursor dos esterois celulares como o colesterol assim como dos lípidos isoprenoides. Entre estes últimos encontra-se o dolicol, necessário para a glicosilação de proteínas, as ubiquinonas da cadeia respiratória mitocondrial, a isopentenil adenina que intervem na modificação de certas formas de RNAt e os isoprenoides famesil e geranilgeranil pirofosfato que participam na modificação post-traduccional de certas proteínas e, em particular, de proteínas G, como a proteína Ras. Não deve resultar estranho, portanto, que as estatinas, além da sua capacidade para inibir a síntese hepática de colesterol também sejam capazes de modificar outras funções celulares (a negrita é nossa)”
A simples leitura do perágrafo anterior permite antever a amplitude das modificações que as estatinas realizam em nosso organismo. Dito de manera mais coloquial é como se para tratar de reduzir o fluxo de passageiros (colesterol) que voam de Madride a Barcelona se fechassem todos os aeroportos (enzima HMG-CoA). Com isto conseguiria-se desde logo que não voasse ninguém a Barcelona mas o transtorno que provocaria no resto das rotas seria monumental e as consequências incalculáveis. Assim que não há que saber muito de bioquímica para entender que com tantas rotas bioquímicas alteradas nos delicados mecanismos do nosso organismo a resposta em forma de efeitos secundários não sairá grátis.
De entre as mais importantes temos comentado já a alteração da ubiquinona o coenzima Q-1O que joga um papel básico na produção de ATP nas células. E já mais

O consumo de estatinas em doses altas e durante tempo prolongado não se justifica como
ferramenta terapêutica preventiva considerando a gravidade dos e
feitos adversos.  

directamente relacionada com as funções cognitivas uma das possíveis vias de incidência seria sobre os dolicoles —lípidos cuja função é transportar oligosacaridos –  que jogam um papel de imensa importância na formação de neuropéptidos, neurotransmissores envolvidos na aprendizagem e a memória. “Os efeitos secundários da inibição do dolicol – assinala Graveline – incluem um amplo espectro de desordens de conducta e afectivas que são o resultado do dano na síntese de neuropéptidos. Nas células eldolicol conduz diversas proteínas fabrica- das em respuesta às ordens do ADN até seus objetivos apropriados assegurando assim que as células respondam correctamente à instrucção genéticamente programada. Assim as estatinas podem levar a caos imprevisiveis a nível celular”.
A
via dos neuropéptidos poderia ser uma, mas há mais.

O COLESTEROL, FUNDAMENTAL PARA O CÉREBRO

Outra das principais vias de dano cerebral poderia ser a alteração da formação de sinapses cerebrais. As sinapses são uniões imprescindíveis mediante as quais as células do sistema nervoso enviam sinais umas ás outras e às células não neuronais como as musculares ou as glandulares.
Para entender melhor a relação com o colesterol é preciso referir-se as investigações que durante os últimos cinco anos desenvolveu Frank W Pfrieger, director do projecto CNRS/Max-Planck de Berlim sobre Desenvolvimento de sinapses no sistema nervoso central. Neste tempo, Pfrieger pôs de manifesto a relação existente entre o metabolismo do colesterol do cérebro e o desenvolvimento da célula nervosa. E seus resultados sugerem que a disponibilidade do colesterol no cérebro afecta a formação de sinapses entre as células nervosas.
Numa entrevista publicada na página web www2.cnrs.fr/em/201.htm do Centre National de Recherche Scientifique (CNRS) – organização científica debaixo a direcção do Ministro de Investigação em França – Pfrieger explicava o alcance dos seus descobrimentos.
 – “Donde procede o colesterol que estimula a sinaptogéneses?
– O
colesterol – explica Pfrieger – é uma substância muito hidrófoba e não é solúvel directamente numa transfusão de sangue. É transportada por outras substâncias, as lipoproteínas, mas estas últimas são moléculas demasiado grandes para cruzar a barreira cerebral. Como resultado, o colesterol no sangue que se produz no fígado ou procede da ingestão de comida, não entra no cérebro. O colesterol implicado na sinaptogénesis deve sintetizar-se então localmente mas, porquê células? Numa experiência in vitro quando se agrega colesterol externo aos neurões em cultivo geram-se mais conexões sinápticas que nos levam a crer que o colesterol é vital para a sinaptogéneses. Na família das células gliales, os astrocitos, ou células estreladas são conhecidos por excretar lipoproteínas. Por conseguinte nós supomos que os astrocitos fabricam o colesterol necessário para a sinaptogéneses e o entregam via lipoproteínas.
Sua investigação foi executada em roedores. Que tem que dizer sobre as novas perspectivas que se abrem para entender as patologias cerebrais humanas?
 – A
maioria dos mecanismos que descrevemos são fundamentais e podem transpor-se aos humanos. E de facto nossos resultados são a base para novas hipóteses sobre certas doenças neurodegenerativas, sobretudo para a doença de Alzheimer. A degeneração cerebral que ocorre nesta patologia pode ser devida a um problema no transporte de colesterol aos neurões. Outras doenças degenerativas podem beneficiar-se muito do estudo do colesterol do cérebro, como o tipo C de Niemann-Pick, uma doença genética rara nas crianças. Os investigadores que trabalham nesta patologia descobriram que a mutação responsável está implicada no transporte do colesterol intracelular. Graças a estes resultados algumas vias de investigação foram abertas”
Em suma, a porta que relaciona as doenças neurodegenerativas e um adequado nível de colesterol está aberta de par em par e numerosos estudos relacionam por separado diversas patologias com distintos problemas na síntese do colesterol no cérebro. Repassemos alguns dos mais recentes.

Os trabalhos de Beasley e seus colaboradores indicam que os baixos níveis de colesterol no cérebro e uma redução nas sinapses podem ser a causa do chamado transtorno bipolarhw

Beasley e outros —do Center for Com- piex Disorders do Departamento de Psiquiatria da  Universidade British Columbia (Vancouver) – publicaram em Outubro de 2005 o artigo Reduções no colesterol e marcadores sinápticos em associação com desordens no cortex e no humor. E nele asseveram: “O colesterol forma parte das membranas celulares e é um componente principal da mielina. Ademais joga também um papel vital no dessenvolvimento, função e estabilidade das sinapses. Ainda que um baixo nível de colesterol tenha sido préviamente associado com as desordens de humor todavia tem que quantificar-se os níveis de colesterol em relação com essas desordens

(. . .) Conclusões: nossos dados sugerem que os baixos níveis de colesterol no cérebro e uma redução nas sinapses podem ser rasgos de desordens ‘de humor’ (quer dizer, do que se chama transtormo bipolar)” . Mais concluentes ainda se mostram Koudinov AR e Koudinova NV, autores de O fracasso da homeostases do colesterol como causa unificadora da degeneração sináptica. Artigo em que, entre outras coisas, se diz:
Uma importante evidencia experimental indica que a função colinérgica, ionotrópica e a maquinaria de recepção metabotrópica, a fosforilação excessiva da proteína tau, o cambio de bioquímica beta amiloide ( Abeta ou Abeta), as reacções de stress oxidativo neural e outros rasgos de neurodegeneração também dependen da adequada homeostasis do colesterol no cérebro. (. . .) Esta evidência sugere que a ruptura da homeostasis do colesterol é a causa primária unificadora da doença de Alzheimer esporádica e familiar, doenças neuromusculares (particularmente miositis corporal), o tipo C da doença de Niemann-Pick’s e o síndrome de Down. E também explica a coincidência de marcas neurodegenerativas à volta dum conjunto de doenças neurodegenerativas”
E, por último, nesta breve mas significativa reposição para entender os problemas neuro degenerativos nos fixaremos no trabalho de H. Yu em Clinical Genetics: Novas descobertas do síndrome Smith—Lemli—Opitz. Este síndrome se apresenta como uma desordem de atraso mental congénito múltiplo recessivo causado por um erro innato na biosíntese do colesterol. “Os defeitos genéticos nmas enzimas responsáveis para a biosíntese do colesterol via squalene surgiram recentemente como causa importante de síndromes dismorfológicos congénitos. A identificação do defeito genético no síndrome Smith-Lemli-Opitz levou ao descubrimento de que outros síndromes dismorfológicos similares foram causados por erros innatos na biosíntese do colesterol em humanos e ratos: desmosterolose, latosteroiose, síndrome CHILD, síndrome Conradi Hunermann Happie (uma forma de condrodispiasia punctata) e dispiasia esqueletal. Todos estes síndromas tem em comum a deficiência das enzimas específicas requeridas para a producção de coiesterol desde o lanosterol. Os pacientes com estas desordens apresentam síndromes de malformação complexos que envolvem diferentes orgãos e sistemas. Estas desordens levaram a uma nova apreciação do papel essencial que o colesterol joga no desenvolvimento”.
A importância do colesterol no adequado funcionamento neurodegenerativo é pois irrebativel. O papel que poderão jogar as estatinas é o que há que aclarar ainda que algumas pistas já tenham surgido. O Departamento de Saúde do Canadá havia recebido até 31 de Maio de 2005 pelo menos 19 informações de amnésia que se suspeitam poder estar associadas com o uso de estatinas. Oito casos foram associados com atorvastatina, um com cerivastatina, dois com lovastatina e quatro cada um com rosuvastatina e simvastatina. Os síntomas tardaram em aparecer entre um mês e um ano. Segundo um relato do doutor Michel Trottier – do mencionado Departamento de Saúde do Canadá e publicado no boletim da OMS –  este fenómeno se deve a que as estatinas atravessam a barreira hematoencefálica e disminuem a quantidade de colesterol requerida para a formação de mielina. Onze relatórios descreveram que a amnésia se resolveu ou melhorou quando o medicamento foi interrompido ou a dose reduzida. “Outros estudos – assinala Trottier –  já tinham sugerido que as estatinas podem contribuir para perda de memória. O mecanismo proposto relaciona o papel essencial do colesterol na produção de mielina. As estatinas, sobretudo as mais lipofilicas ( ex., atorvastatin e simvastatin), podem cruzar a barreira hematoencefálica e diminuir a quantidade de colesterol necessário para a formação de mielina no sistema nervoso central. Uma produção inadequada de mielina pode produzir desmielinização das fibras nervosas no sistema nervoso central e assim levar à perda de memória ‘. A mielina situada ao redor dos nervos é, portanto, outra das vias de incidência das estatinas sobre o cérebro. Ao ser uma capa de proteínas e lípidos com o mais alto conteúdo de colesterol no cérebro e fundamental na transmissão de impulsos nervosos, qualquer mudança na sua composição pode alterar o funcionamiento neuronal. São muitas as patologias relacionadas com a degradação de mielina —como a esclerose muitipla —  ao que George Bartzokis, professor de Neurobioliogia da Universidade de Califomia acrescenta o Alzheimer segundo um estudo que publicou na

revista Archives of General Psychiaty.

 

ESTATINAS E ALZHEIMER
A verdade é que parece uma contradicção assinalar as estatinas como causante ou coadjuvante do Alzheimer quando ao mesmo tempo se está falando delas como solução para essa doença. E uma vez mais há que dizer ainda que as vozes que soam mais alto são as que apoiam as posturas da industria, a certeza da eficácia das estatinas no Alzheimer está longe de ser demonstrada quando não definitivamente descartada por outros investigadores. De facto, a Conferencia sobre o colesterol, o alzheimer e as estatinas, dessenvolvida de 14 a 15 de Abril de 2005 em Estocolmo debaixo do patrocínio de The Intemational Task Force For Prevention Of Coronary Heart Disease concluiu que de acordo com o conhecimento actual sobre a relação entre o colesterol, o alzheimer e os possíveis efeitos das estatinas nesta doença “não estamos em posição de poder recomendar o tratamento com estatinas para prevenir ou mitigar o dessenvolvimento de Alzheimer”.
Un bom resumo da situação sobre o problema pode encontrar-se no trabalho Evalúan o efeito de las estatinas sobre a producção de beta-amiloides publicado em Setembro de 2006 em SCII Salud (wwwsiicsalud.com/dato/datOSl/06d12001.htm). “Apesar do seu notável efeito sobre o metabolismo do colesterol —podemos ler— o tratamento com estatinas em doses terapéuticas não parece associar-se com uma modificação significativa da concentração de A (beta-amiloide) em pessoas com hipercolesterolemia ou Alzheimer. Em consequência, em doses clínicamente úteis as estatinas podem não influir sobre a producção ou secreção de A(beta-amiloide), tal como propõe a estratégia debatida actualmente para diminuir o avanço de Alzheimer. Outros efeitos desses fármacos podem desempenhar um papel protector contra a demencia. Os dados não publicados sugerem que os efeitos anti-inflamatórios da terapia com estatinas podem subjacer o vínculo entre tal tratamento e a redução da prevalência de EA, independentemente da formação de A. No entanto requerem-se ensaios clínicos de maior tamanho, nos quais o metabolismo do colesterol e de PPA (proteína precussora de amiloide) sejam avaliados em detalhe durante e depois do tratamento”.
Henry Lorin, autor do livro O Alzheimer, ressolvido, afirma nele que a maioria dos casos da doença de Alzheimer é causada pela escassez a largo prazo de colesterol no o cérebro. E apresenta a proteína amilolide – no que é uma visão absolutamente inédita do problema – como uma resposta de nosso organismo para suprir o papel do colesterol na formação de mielina na formação sináptica ante a falta de colesterol o que, a largo prazo, ante uma situação crónica de hipocolesterolemia levaria ao dano  neuronal e à morte.
Em 10 de Junho de 2005 Iwo J. Bohr publicou por sua parte em Lipids in Health and Disease uma teoria sostentando que o colesterol protege do Alzheimer. Borh cita inclusivamente uma dieta hipercolesterolémica como protectora da função cognitiva em ratos e a associação de um alto nivel de colesterol em humanos como uma mortalidade mais baixa e melhores resultados depois do primeriro ictus. Também  se falava que os pacientes de Alzheimer tem níveis mais baixos de colesterol no soro, nas membranas cerebrais e nas balsas lipídicas, e que o Alzheimer está relacionado com uma má regulação de um gene envovido na síntese do colesterol.

Henry Lorin, autor do livro O Alzheimer Resolvido, afirma que a maioria dos casos da doença de Alzheimer é causada pela escassez a largo prazo de colesterol no cérebro

 
Segundo a hipótese de Bohr uma demanda alta de colesterol provocada pelo envelhecimento e outros danos oxidativos provocará que aumente o metabolismo da proteína precursora de amilóide numa maior acumulação beta-amiloide, até agora considerado como elemento identificativo nos doentes de Alzheimer.
Portanto, se como temos podido vislumbrar a importância do colesterol para nosso cérebro é indiscutível, tendo em conta a natureza lipossoluvel de algumas estatinas, é tão estranho pensar que as alterações, por mínimas que sejam, do delicado equilíbrio do colesterol em nosso cérebros que as estatinas provocam –  está em sua natureza fazê-lo – podem acabar produzindo alguns dos graves efeitos secundários assinalados  por Graveline?
“Descobri – assinala Graveline— que as estatinas mais fortes podem associar-se a perturbações cognitivas profundas em alguns pacientes. Existem já milhares de relatórios de casos de amnésia, esquecimento, confusão e desorientação, às vezes severos e incapacitantes. Alguns casos duram meses e outros anos. Outro dado muito importante é que os efeitos colaterais cognitivos podem aparecer depois de meses e anos de uso “.
Terminamos. Oxalá os médicos estejam a partir de agora mais atentos e comecem a passar notificações ao Serviço de Vigilância Farmacêutica se encontrarem possíveis relações entre as estatinas e problemas cognitivos inesperados. E oxalá não esqueçam tampouco que os próprios laboratórios fabricantes reconhecem que as estatinas podem causar insónia, vertigem, parestesia, sonolência, amnésia, sonhos anormais, diminuição da libido, labilidade emocional, descoordenação, neuropatia periférica, torcicolos, paralisia facial, hiperquinésia, depressão, hipoestesia e hipertonia.

Antonio E Muro

 

TRATAMENTO NATURAL DOS PROBLEMAS NEURODEGENERATIVOS

A importância das gorduras cerebrais não é desconhecida para os defensores da Medicina Biológica. Domingo Pérez León, membro do Conselho Assesor de Discovery DsaIud e director do madrileno Instituto Biológico da Saúde (www.institutobiologico.com) vem realizando desde há algum tempo inéditas análises que permitem realizar um enfoque nutricional de muitos dos problemas que normalmente acabam conduzindo ao psiquiatra.

Parece evidente que as gorduras são ainda as grandes ignoradas na hora de abordar distintos problemas achacados a um incorrecto funcionamento neuronal.

 

– Assim é. A falta de gordura na alimentação pode induzir uma deterioração importante do fundamento cerebral. No Instituto Biológico de Saúde estamos observando com um tipo de análises especiais que uma percentagem muito elevado de pessoas apresenta uma deficiência em gorduras cerebrais que pode acabar por provocar-lhes problemas senis ou, inclusive, que se identifiquem com estados prévios de Aizheimer simplesmente por um deficit, sobretudo de fosfolípidos cerebrais. Com respeito ao colesterol sabemos desde há muito tempo que é necessário seu aporte na hora de fabricar hormonas necessárias na área cerebral.

Em que consistem as análises especiais que vocês realizam no Instituto Biológico da Saúde?

 
Realmente não as fazemos nós mas sim as encomendamos e decidimos o tratamento em questão a partir dos seus resultados. São umas análises especiais que medem aminoácidos periféricos no sangue e que solicitamos a uma clínica de Psiquiatria do País Vasco. Aí nos analisam como está a nutrição a nível cerebral graças à constatação destes aminoácidos e destas gorduras fosfolípidos cerebrais. A metodologia é a seguinte:
Fazemos uma extracção de sangue em jejum, enviamos a esse centro – que é o único em Espanha donde se realiza esta prova – e a partir de aí nos apresentam um relatório que reflecte o estado dos aminoácidos precursores dos neurotransmissores cerebrais. Por exemplo, indicam como está o triptófano. E já sabemos que um deficit de triptófano vai produzir um deficit de serotonina. E que um deficit de serotonina pode provocar problemas de ansiedade, angustia, depressão e disfunções do sono. Um psiquiatra, quando alguém tem problemas de depressão, medica o paciente com inibidores da recaptação de serotonina. Mas o que intenta com isso o psiquiatra é manter níveis de serotonina elevados no sangue porque verificou que quando a mesma está alta a pessoa não tem depressão nem tantos problemas de ansiedade. Só que dados os efeitos adversos que podem causar esses medicamentos parece mais lógico fazer uma análise e ver se o que está baixo é o triptófano para depois aportar os alimentos ricos em triptófano que precise essa pessoa. Porque aumentando o triptófano aumentaremos a serotonina e com ela eliminaremos os problemas de ansiedade, nervos e depressão além de melhorar os problemas de sono. Em suma, com esta metodologia podemos examinar como estão os neurotransmissores cerebrais e os fosfolípidos cerebraies para assim poder logo aportar uma nutrição inteligente para o bom funcionamento cerebral.

 
 –Também pode conhecer-se o estado das gorduras cerebrais através desta análise?

 – Efectivamente. A análise nos diz como estão as gorduras cerebrais, por exemplo a metalanina (betalanina), a fosfotalonamina e a fosfoserina que são fosfolípidos importantíssimos e necessários para não haver uma deterioração cerebral precoce. Com a análise podemos ver também que neurotransmissores estão alterados vendo a situação dos neuropéptidos.
Logo a Medicina Bioiógica, ao tratar um paciente com problemas de ansiedade, tristeza e depressão que normalmente é conduzido ao psiquiatra para que este o medique, o trata de forma eficaz e inócua mediante a nutrição adequada?

 
Exacto.

E a que casuística tem aplicado este enfoque nutricional do cérebro?

 
Sobretudo a pessoas que se encontram descaídas, esgotadas, com problemas depressivos, dificuldades para dormir e problemas de memória, concentração e atenção. Na medida em que sabemos as deficiências nutricionais de uma pessoa procedemos a aportar-lhe justamente o que necessita. Todas as pessoas que temos atendido assim com esses sintomas melhoraram.

 
E como recomenda você controlar os níveis de colesterol?

 
Mediante a ingestão ácidos gordos ómega 3 em doses importantes junto a um aporte de lecitina de soja, bem na forma granulada, ou na forma de óleo. Posso facilitar aos seus leitores uma sensata receita caseira. Basta fazer-se com duas colheres de chá  de alpiste, uma beringela média, um litro de água e ou sumo de um limão. E o que há que fazer é simples: corta-se a beringela e se mistura ao alpiste em água. Logo se põe esta a aquecer e uma vez que comece a ferver se mantém ao lume por 20 minutos. Em continuação se côa o líquido e se deixa repousar. Depois só há que tomar meio copo do mesmo em jejum todos os dias a que acrescentaremos o sumo de um limão. O importante é manter esta cura entre um e três meses.


Responses

  1. qual aminoacido pode ser administrado em uma criança com paralisia cerebral para estimular a sinapse? Por favor me responda. Obrigada

    • Boa noite Simone
      Eu orientaria para o uso produtos catalíticos, pois não tem efeitos colaterais, Centralis, Mentalis, G.Humbilicus, mais alguns minerais.]Prof. Paulo Edson

  2. Like Socrates’ end-of-life experience described by Plato in Crito, no matter what life throws at you, you remain centered
    and never lose your inner composure. Happiness, to Socrates, is not a specific virtue,
    per se. Some of the players have admitted to the ugly football they are playing but
    they have said they would not mind winning an “ugly treble.

  3. Thank yoou for the good writeup. It in reality was a leisure account it.
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    However, how could wee keep iin touch?


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