Publicado por: sosortomolecular | 12 de Agosto de 2009

SIMPLIFICAR PARA VIVER (COM SAÚDE)

A ciência em geral e a ciência médica em particular, ilustram, de maneira flagrante, a forma como a verdade pura e simples foi apropriada por um grupo de sacerdotes, chamados médicos, os quais, reivindicando o poder do saber, se fazem obrigatoriamente indispensáveis à maioria dos doentes que sofrem.

Assim, na dependência de ciências altamente especializadas e cada vez mais ocupadas com a parte da parte, sem uma visão holística e global do ser humano como ser cósmico, se processa a secular escravidão do cidadão comum à casta de sacerdotes das «sagradas» instituições do poder estabelecido, que têm sobre ele poder de vida ou de morte.

2 – Todo o poder se constrói sobre uma especificidade de funções.

A Igreja Católica, Apostólica, Romana e a instituição científica ilustram bem o poder que se constrói sobre o monopólio de algumas verdades, com a desculpa de que são especializadas e só para especialistas.

Se a ciência ordinária em geral e a ciência médica em particular leva a análise a extremos de paroxismo e complicação, não é por acaso nem por necessidade intrínseca e lógica dessa mesma ciência.

É que quanto mais complicado for o processo, maior domínio uma minoria terá sobre esse processo e, portanto, mais alto preço cobrará aos consumidores que necessitarem dos serviços prestados em exclusivo por essa ciência.

3 – O investigador livre de Ecologia Humana deverá perguntar, antes de qualquer coisa, se o status que se diz científico é eterno, inamovível e irreversível, ou se a investigação científica livre deverá começar por pôr em questão, exatamente, o que o poder científico já tem dado como abusiva e definitivamente adquirido.

No caso da ciência médica que nos impõem – só Deus sabe com que violência  para que nos sirva de único padrão, o investigador livre colocará alguns postulados que lhe permitam avançar num caminho que seja independente em relação aos monopólios vigentes.

4 – Há indícios, mas indícios muito leves, do que é possível ao homem um acesso mais rápido, seguro e eficaz à liberdade, à saúde, à paz, ao autocontrole e à auto-suficiência do que o sistema estabelecido normalmente faz crer.

São as chamadas tecnologias leves em geral e tecnologias leves de saúde em particular. Segundo esses indícios, e essas tecnologias, a felicidade estaria à mão de qualquer pessoa, sem ciências complicadas, nem cursos universitários, nem altíssimos preços a pagar. E qualquer pessoa poderia ter o poder de viver, o saber de viver, com um mínimo de informação básica.

E talvez a Segurança Social não estivesse sempre a insinuar que está em situação de bancarrota. Algumas mentalidades é que parece estarem, há muito, em bancarrota crônica.

5 – Há indícios – tecnologias alternativas de vida – mas esses indícios são ferozmente apagados onde quer que surjam, por sacerdotes e funcionários do poder científico estabelecido, classificados no quadro das utilidades públicas como investigadores, universitários, professores.

Na área do poder médico, a alopatia e seu cortejo de especialidades, de medicamentos aos milhares, de uma nomenclatura técnica que é a mais vasta de todas as nomenclaturas técnicas, indicam não só a vantagem econômica de complicar tudo como a vantagem política de tudo complicar.

Quem complica lucra. E lucra tanto mais quanto mais complica.

6 – Heresia será afirmar que a verdade é acessível, que está lá no seu trono natural, apenas à espera que as pessoas a toquem. Nesse dia, milhares de funcionários da complicação poderiam perder o emprego. E os lucros.

Entre estes funcionários da complicação, incluam-se também os praticantes de algumas medicinas ditas naturais, cujo poder religioso sobre o doente (o consumidor) se constrói desse mito: a complicação, a inacessibilidade, a sofisticação tecnológica, o assistanato, a sintomatologia.

Interferir, agressiva e sistematicamente, com a célula viva, – na qual está toda a inteligência e sabedoria de que o ser humano precisa para viver e viver com saúde – pode ser o «pecado mortal» que de há muito contamina as chamadas ciências humanas em geral, nomeadamente a medicina, que levou a manipulação agressiva e sistemática a extremos verdadeiramente

desumanos.

7 – O princípio sagrado dos taoístas – não agir -, referido no discurso ocidental quase sempre em termos caricaturais, ainda não foi minimamente compreendido e o ocidental encontra-se, enquanto o não compreender, em pecado mortal relativamente à lei cósmica ou ordem do universo.

O sábio japonês Fukuoka, no campo da produção agrícola, parece ter ajudado a desvendar o mistério de certos axiomas da sabedoria eterna. O não-agir aplicado à patologia humana é mais um dos avisos solenes que o investigador livre de Ecologia Humana terá de escutar, se quiser sintonizar a onda da verdade.

No caos da filosofia européia, o insólito trabalho de Henri Bergson continua a ser um desafio para o investigador livre. Que nos quis dizer Bergson, no meio da confusão chamada ciência?

8 – Terapêuticas metabólicas e alimentares, a montante do rio da vida, são um indício que ainda não foi interpretado neste contexto de simplificar para viver, viver para simplificar.

Germinados de grãos de cereal, produtos integrais e não quimificados, alimentos com fibras, lacto fermentados, algas, sal integral, alimentos não conservados e não frigorificados (frescos da época) seriam, na lista desses afluentes a montante, algumas das condições sine qua non para conservar a vida e a saúde que Deus nos deu.

Mas é demasiado simples para ser (lucrativamente) científico…

9 – Se a medicina química faz tábua rasa destes fatores sine qua non, a montante de todo o processo, se não olha para a causa e só vê o efeito, não admira que chegue aos extremos de complicação a que chegou e que, afinal, não será tão por acaso como isso.


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