Publicado por: sosortomolecular | 20 de Março de 2010

A DOENÇA COMO CAMINHO

“O estado de consciência que trazemos conosco ao nascer é a expressão do que aprendemos em outras vidas. Portanto, trazemos conosco determinados problemas e, em seguida, usamos o novo mundo ao nosso redor para concretizá-los e, depois, resolvê-los. Os problemas não são criados nesta vida: eles, agora, só se tornam visíveis”.

“Decerto concordamos que os problemas também não surgem em vidas passadas, visto que sua origem não está no mundo formal. Os problemas e conflitos, como a culpa e o pecado, são formas de expressão inevitáveis da polaridade e, portanto, existem “a priori”.

Certa vez encontramos num texto esotérico o seguinte ensinamento:

“A culpa é a imperfeição da fruta que não está madura”.

Crianças têm tantos problemas e conflitos como os adultos. Mas, quanto a isto, as crianças estão em contato mais íntimo com seu inconsciente e, por conseguinte, não têm medo de expressar com espontaneidade os impulsos quando eles surgem, na medida em que os adultos “sabidos” o permitirem.

À medida que envelhecemos, no entanto, aumentamos gradativamente à distância que nos separa do nosso inconsciente e estabelecemos cada vez mais nossas regras de conduta, o que equivale dizer que estagnamos em nossas normas e em nossas mentiras pessoais.

Em virtude desse fato, também nossa tendência a apresentar sintomas de doenças cresce naturalmente com a idade. Mas, afinal, todo ser vivente que participa da polaridade é essencialmente im-perfeito e, usando o mesmo critério, doente”.

“Quanto menor a diferenciação do organismo e a conseqüente sujeição à polaridade, tanto menor sua vulnerabilidade à doença. Quanto mais uma criatura viva avança na direção da polaridade, ou seja, da autoconsciência, tanto maior é a sua tendência para a doença.

Os seres humanos exibem a mais elevada forma de autopercepção que existe no mundo, e é por isso que nós, homens, sentimos com maior força a tensão da polaridade. Conseqüentemente, é no nível humano que a doença assume seu maior grau de importância.

As características dos níveis na escala da doença devem nos mostrar como cada um nos apresenta, gradativamente, um novo e maior desafio, e como aumenta a pressão que sofremos. Não existem doenças graves ou acidentes que caiam de modo imprevisível de um céu sem nuvens; isso só acontece com quem acredita na existência de um céu sem nuvens. No entanto, quem não se ilude também não sofre desilusões”.

“Afinal, um sintoma é o sinal vivo de um princípio que está ausente da consciência. Nossa interpretação define esse princípio e assinala que ele de fato ainda existe em nosso íntimo, mas apenas como parte da sombra; por isso, ele não pode ser visto”.


Responses

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