Publicado por: sosortomolecular | 11 de Maio de 2010

A polêmica do colesterol

Médicos criticam o uso exagerado de estatinas para reduzir níveis da substância

Publicada em 08/05/2010 às 17h59m

Antônio Marinho

Ter níveis considerados adequados de colesterol está se tornando impossível somente seguindo uma dieta saudável e praticando exercícios físicos. A cada nova diretriz ou revisão de estudos, cardiologistas recomendam baixar mais e mais as taxas de gorduras no sangue em pessoas saudáveis, principalmente o colesterol ruim, o LDL, associado a infarto e derrame. E quando o coração ou as artérias já estão com problemas, a meta a alcançar é quase inatingível. Para o grupo com aterosclerose grave, médicos dizem que o LDL tem que ficar abaixo de 70mg/dl. Nesses casos só tomando estatinas, drogas que baixam o colesterol, mas podem causar efeitos colaterais como dor muscular e até hepatite. Quem tem ganhado com isso é a indústria farmacêutica.

Para se ter ideia de ganhos dos laboratórios, no Brasil estima-se que há 30 milhões de pessoas com alto risco cardiovascular e, portanto, potenciais usuárias de estatinas. Estudo do Instituto de Cardiologia de Laranjeiras (em parceria com a Uerj e o Hospital do Coração, de São Paulo) mostrou que o setor público gastou R$ 92 milhões com essa droga em um ano.

A polêmica entre os favoráveis às estatinas – tomadas pelo resto da vida – e aqueles que acham que há abuso na sua prescrição aumentou depois que a FDA (o órgão que controla drogas e alimentos nos EUA) aprovou novos critérios para o Crestor (rosuvastatina, do AstraZeneca). Ela é a segunda mais vendida, atrás do Lipitor e Citalor (atorvastatina, da Pfizer). Pela nova diretriz, indivíduos sem colesterol alto são candidatos a usar os comprimidos.

O remédio recebeu a aprovação para reduzir risco de ataque cardíaco e derrame considerando-se a idade (homens a partir de 50 anos, mulheres a partir de 60), nível alto de proteína C-reativa (PCR, marcador de inflamação antes sem tanta importância) e hipertensão, tabagismo ou história de doença cardíaca. Só que a autorização foi baseada no estudo JUPITER (sigla em inglês), um dos maiores realizados com uma estatina (17.802 participantes), justamente com o Crestor.

Por esses critérios, estima-se que mais 6,5 milhões de pessoas terão de tomar estatinas. Isso acontece num momento em que laboratórios estão perto de perder as patentes de suas fórmulas, sofrendo grandes prejuízos. Para Francisco Fonseca, chefe do setor de aterosclerose da Unifesp, é possível cortar colesterol com adoção de hábitos saudáveis:

– As reduções são em geral mais modestas do que com os medicamentos, mas podem ser suficientes para muitos.


Responses

  1. Sim concordo os remédios causão, muitos mais problemas do que o que curam.
    Seu maior fonte de remédio é o seu alimento,eles curam e alimenta.
    Sou Terapeuta,de Iridologia e naturalista.

    • Boa noite Maria dos Santos Santana
      É com prazer que recebo sua visita, ainda bem que hoje começamos a multiplicar estas informações, tomara DEUS que todo o nosso trabalho seja a qualquer momento reconhecido pela sociedade, hoje tão carente de tratamentos preventivos, e, cada vez mais recebendo intoxicantes, corantes, através, principalmente do uso indiscriminado dos medicamentos, alimentos refinados, água de péssima qualidade, e um ar…
      Prof. Paulo Edson


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