Publicado por: sosortomolecular | 29 de Julho de 2010

A DOENÇA COMO CAMINHO: “RESGATE DO HOMEM”

“O estado de consciência que trazemos conosco ao nascer é a expressão do que aprendemos em outras vidas. Portanto, trazemos conosco determinados problemas e, em seguida, usamos o novo mundo ao nosso redor para concretizá-los e, depois, resolvê-los. Os problemas não são criados nesta vida: eles, agora, só se tornam visíveis”.

“Decerto concordamos que os problemas também não surgem em vidas passadas, visto que sua origem não está no mundo formal. Os problemas e conflitos, como a culpa e o pecado, são formas de expressão inevitáveis da polaridade e, portanto, existem “a priori”.

Certa vez encontramos num texto esotérico o seguinte ensinamento:

“A culpa é a imperfeição da fruta que não está madura”.

Crianças têm tantos problemas e conflitos como os adultos. Mas, quanto a isto, as crianças estão em contato mais íntimo com seu inconsciente e, por conseguinte, não têm medo de expressar com espontaneidade os impulsos quando eles surgem, na medida em que os adultos “sabidos” o permitirem.

À medida que envelhecemos, no entanto, aumentamos gradativamente à distância que nos separa do nosso inconsciente e estabelecemos cada vez mais nossas regras de conduta, o que equivale dizer que estagnamos em nossas normas e em nossas mentiras pessoais.

Em virtude desse fato, também nossa tendência a apresentar sintomas de doenças cresce naturalmente com a idade. Mas, afinal, todo ser vivente que participa da polaridade é essencialmente im-perfeito e, usando o mesmo critério, doente”.

“Quanto menor a diferenciação do organismo e a conseqüente sujeição à polaridade, tanto menor sua vulnerabilidade à doença. Quanto mais uma criatura viva avança na direção da polaridade, ou seja, da autoconsciência, tanto maior é a sua tendência para a doença.

Os seres humanos exibem a mais elevada forma de autopercepção que existe no mundo, e é por isso que nós, homens, sentimos com maior força a tensão da polaridade. Conseqüentemente, é no nível humano que a doença assume seu maior grau de importância.

As características dos níveis na escala da doença devem nos mostrar como cada um nos apresenta, gradativamente, um novo e maior desafio, e como aumenta a pressão que sofremos. Não existem doenças graves ou acidentes que caiam de modo imprevisível de um céu sem nuvens; isso só acontece com quem acredita na existência de um céu sem nuvens. No entanto, quem não se ilude também não sofre desilusões”.

“Afinal, um sintoma é o sinal vivo de um princípio que está ausente da consciência. Nossa interpretação define esse princípio e assinala que ele de fato ainda existe em nosso íntimo, mas apenas como parte da sombra; por isso, ele não pode ser visto”.

RESUMO:
1. A consciência humana é polarizada. Isso possibilita, por um lado, a capacidade da autopercepção; por outro, nos torna im-perfeitos e in-completos.

2. O ser humano está doente. A doença é uma expressão da sua imperfeição e, dentro da polaridade, é um acontecimento inevitável.

3. A doença humana manifesta-se através dos sintomas. Sintomas, portanto, são partes da sombra da nossa consciência que se precipitaram em forma física.

4. Como um microcosmo, o homem contém em estado latente, na sua consciência, todos os princípios do macrocosmo. Em virtude da sua capacidade de discriminação, o ser humano sempre se identifica apenas com a metade de todos os princípios; a outra metade é relegada à sombra e, desta forma, foge à consciência.

5. Qualquer princípio não vivido na consciência insiste no seu direito à vida, através dos sintomas físicos. Com nossos sintomas somos constantemente forçados a viver e a concretizar aquelas coisas que não pretendíamos realizar. É assim que os sintomas compensam qualquer unilateralidade.

6. O sintoma torna as pessoas honestas!

7. Como sintoma, o ser humano tem aquilo que lhe faz falta na consciência.

8. A cura só é possível na medida em que nos conscientizamos dos aspectos ocultos de nós mesmos, que formam a nossa sombra, e na medida em que os integramos. Assim que descobrimos o que nos faz falta, o sintoma torna-se supérfluo.

9. O objetivo da cura é a unicidade e a totalidade. O ser humano é perfeito quando enfim descobre seu verdadeiro “self” e se torna uno com tudo o que existe.

10. A doença obriga o ser humano a permanecer na trilha rumo à unidade, e por isso A DOENÇA É UM CAMINHO PARA A PERFEIÇÃO.


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