Publicado por: sosortomolecular | 3 de Setembro de 2010

Interação Multiprofissional

Esse novo perfil do paciente tem valorizado o trabalho multiprofissional. O tratamento  BIOMOLECULAR, voltado para o indivíduo e não só para a doença, vem acompanhado pelo trabalho do OLIGOTERAPEUTA, visto que o estado nutricional é determinante para a efetividade de qualquer terapia, bem como a interação com outros profissionais que se fizerem necessária (psicólogos, fisioterapeutas, odontólogos etc.). Ainda nesse contexto é fundamental o resgate do FARMACÊUTICO MAGISTRAL que formula e assiste o tratamento individualizado. Quando a farmácia de manipulação tem a supervisão direta do profissional farmacêutico, que acompanha e responsabiliza-se pela produção da receita prescrita, minimizam-se possíveis erros de manipulação, garantindo-se a integralidade e efetividade da formulação.

A troca de informações entre os vários profissionais e dos mesmos com o paciente otimiza o tratamento, preenchendo a necessidade que este tem de maiores informações e sanando dúvidas que aparecem posteriormente, promovendo a continuidade do trabalho.

O paciente questiona a conduta do médico, os exames solicitados, a medicação prescrita e há, a cada consulta, uma maior interação na relação do profissional de saúde (médicos, nutricionistas, psicólogos, etc.) com ele.

Quando o profissional de saúde, ao qual está diretamente ligado, não se encontrar disponível para dirimir dúvidas, o paciente irá procurar o profissional que atua como elo de ligação entre o profissional de saúde e o paciente: o farmacêutico.

É muito frequente que o paciente, ao chegar a uma farmácia de manipulação, questiona ou comenta sobre a prescrição médica, seus efeitos e/ou resultados que vem sentindo ao longo do tratamento.

Quando há um canal de comunicação aberto e já foi estabelecida uma confiança recíproca na relação farmacêutico-profissional de saúde, o maior beneficiado é o próprio paciente. Dentre tantas vantagens, a farmácia de manipulação apresenta a adequação das dosagens e duração do tratamento para cada indivíduo, a forma de administração mais apropriada do medicamento segundo a faixa etária, a diminuição de problemas de rejeição e alergias a corantes e/ou excipientes e, também, a ADAPTAÇÃO DA FORMULAÇÃO DE ACORDO COM A SITUAÇÃO SÓCIO-ECONÔMICA DESTE PACIENTE.

Os tratamentos na área da Medicina Biomolecular normalmente são extremamente caros. As matérias primas básicas utilizadas nesse tipo de terapia (vitaminas, aminoácidos, drogas antioxidantes) têm um preço muito elevado, e quando manipuladas em mega-doses, atingem “mega-preços”. Isso está fazendo com que a Medicina Biomolecular seja vista como uma “medicina para ricos” e está elitizando uma terapia magnífica que visa, acima de tudo, ver o ser humano como um todo.

Como somos todos profissionais da SAÚDE, gostaríamos de estender a todos os pacientes os benefícios que a Medicina Biomolecular traz ao ser humano. Num trabalho multiprofissional, podemos “criar” alternativas para cada particularidade. E para bolsos de todos os tamanhos. Por exemplo: um tipo de prescrição básica é a reposição de minerais. Há no mercado os minerais quelatos que têm ótima biodisponibilidade, poucos efeitos colaterais, mas têm preços muito altos; há também os minerais em sais inorgânicos (sulfatos, cloretos, etc.) que têm baixa biodisponibilidade, muitos efeitos colaterais, mas, em compensação, têm preços muito baixos. No entanto, temos ainda o terceiro grupo, que são os minerais em sais orgânicos do tipo citratos, gluconatos, lactatos, etc., que têm uma boa biodisponibilidade (não tanto quanto os quelatos, mas melhor que os sais inorgânicos), poucos efeitos colaterais (principalmente a nível gastrointestinal) e têm preços bastante acessíveis. Isso nos dá uma alternativa bem mais viável a quem não tem condições de pagar por um tratamento completo com minerais quelatos. Normalmente o tratamento biomolecular é de longa duração (mínimo de três meses). O estado geral do paciente que utiliza formulações contendo minerais em sais orgânicos melhora a “olhos vistos”, já que ele consegue repetir a formulação mês a mês fazendo uso correto da medicação.

Esta adequação só foi possível porque esse canal de comunicação entre farmacêutico e alguns profissionais estava aberto e apoiado em confiança mútua no trabalho que vinha sendo desenvolvido todos eles, pensando acima de tudo no benefício do paciente. Em alguns casos, o paciente não tem dinheiro para arcar com todo o tratamento na forma de minerais quelatos. Assim, ele toma as cápsulas dia sim/dia não ou, como normalmente cada dose é dividida em certo número de cápsulas (em média de três a seis), ele toma meia dose a cada dia para tentar “esticar” os medicamentos. E muitas vezes, faz o tratamento no primeiro mês de forma correta. As cápsulas que deveria tomar no segundo mês, encomenda-as só no terceiro mês e não as faz mais, por não ter como pagar.

Só que o paciente não comenta isso com o médico, que fica com falsos subsídios que justifiquem não ter atingido os resultados esperados. Numa forma de desabafo, ele, muitas vezes, revela isso ao farmacêutico, que é a pessoa com quem pode conversar de “igual para igual”.

O trabalho integrado do farmacêutico, que passa ao profissional que cuida desse paciente essa informação tão importante possibilita ao médico adequar a formulação daquele paciente à sua situação financeira, garantindo a continuidade do tratamento, que levado a cabo, conduz à recuperação da saúde e ao consequente sucesso e realização profissional aos profissionais envolvidos.

Dando sequência às vantagens desta interação, outro profissional que colabora com o médico é o nutricionista.

É incontestável o fato de que um indivíduo em bom estado nutricional responde melhor a toda e qualquer terapia proposta (alopatia, homeopatia, biomolecular, antroposofia etc.).

O bom estado nutricional e a manutenção do mesmo depende, antes de tudo, da matéria prima: o alimento.

O profissional nutricionista está habilitado a avaliar a qualidade e quantidade dos nutrientes ingeridos, considerando as necessidades específicas do paciente (sexo, idade, constituição física, atividade física, tratamento medicamentoso, ciclos vitais, fatores ambientais etc.). Além de uma ingestão adequada, devemos considerar a biodisponibilidade dos nutrientes, isto é, que eles sejam absorvidos e utilizados adequadamente. Para isso, o nutricionista analisa o hábito alimentar que envolve: O QUE, QUANTO, QUANDO e COMO SE COME.

Faz, ainda, parte desta extensa anamnese, dados antropométricos, aspectos clínicos e laboratoriais necessários para uma completa avaliação do estado nutricional. A partir destes dados, podemos analisar as possibilidades da influência (positiva e/ou negativa) do hábito alimentar sobre a qualidade de vida deste paciente, promovendo, assim, uma reeducação alimentar individualizada, abordando todos os aspectos nela envolvidos (físicos, emocionais e sociais).

O nutricionista realiza uma reeducação alimentar com base na dinâmica social e familiar do paciente, permitindo uma melhor observância às orientações recebidas.

O paciente que é educado neste contexto “resgata o bom senso” quando se alimenta, sem abrir mão do prazer e da qualidade de vida que lhe proporciona esta prática.

Os farmacêuticos têm, novamente, um papel fundamental no “feed-back” aos médicos e nutricionistas, relatando as dúvidas e comentários feitos pelos pacientes nas farmácias, acrescentando dados relevantes que podem determinar o sucesso da terapia proposta.

Muitas vezes, quando não há êxito no tratamento, de uma forma generalizada, o paciente é considerado culpado. Vale a pena questionarmos até onde não houve uma falha na comunicação, visto que a gama de informações sobre o CONSUMO DA SAÚDE é muito grande, e, na maioria das vezes, controversa. Quando todos os profissionais que cuidam desse paciente falam a mesma linguagem, o paciente sente-se mais seguro sobre o tratamento a ser seguido.


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