Publicado por: sosortomolecular | 3 de Novembro de 2010

A malha fina da ciência

“As terapias que os médicos chamam de alternativas ou complementares reúnem pelo menos uma centena de nomes. Numa lista de tratamentos em medicina complementar é possível achar desde terapias conhecidas, como acupuntura ou remédios fitoterápicos, até coisas que pouca gente usaria na hora de uma dor de cabeça, como urinoterapia (ingestão de urina) ou “cura espiritual”.

Uma década atrás, quase nenhuma dessas práticas tinha sua eficácia avaliada por estudos científicos rigorosos. Era difícil afirmar com segurança se algum tipo de medicina complementar funcionava para valer ou não. A opinião de muitos médicos era de que essas práticas só agiam por meio do efeito placebo – o fenômeno psicossomático de cura ou melhora que ocorre quando alguém recebe sem saber algum tratamento inócuo, como pílulas de farinha.

Hoje, porém, já existe uma literatura científica, e cientistas se arriscam a dar seu veredicto para algumas terapias. Enquanto práticas como acupuntura passam em alguns testes, a homeopatia continua altamente controvertida. Outras práticas, como a terapia quelante, encontram adversários dentro da própria medicina alternativa.

Boa parte da controvérsia envolve também um conflito de interesses financeiros. Por um lado está a indústria farmacêutica alopática, que pode perder parte do mercado para remédios naturais baratos. Do outro está o rentável mercado das consultas em terapias alternativas, que já se equipara às consultas convencionais nos EUA.

É difícil dizer se o assunto pode ser debatido sem viés. Homeopatas pesquisando sobre homeopatia podem não querer publicar resultados de testes que se mostraram negativos. Alopatas, por sua vez, podem exigir um rigor maior que o de costume para aceitar os resultados positivos.

Alguns adeptos de práticas não-convencionais, porém, concordam que é preciso divulgar todos os resultados. “Queremos separar o joio do trigo”, diz o médico e acupunturista Paulo Farber, presidente da Associação Brasileira de Medicina Complementar.

Se a pesquisa não vai resolver todas as questões, pelo menos pode acabar excluindo os terapeutas que se recusam a passar pelo crivo da ciência. “O mundo da medicina complementar precisa se convencer unanimemente de que a pesquisa é o caminho para se ir em frente”, afirma Edzard Ernst, professor da Escola de Medicina Península, no Reino Unido. Ernst ocupa a cadeira universitária britânica mais tradicional dessa vertente médica, mas acha que as práticas que não se provarem eficazes estarão condenadas no futuro. “Os últimos abrigos de resistência contra a ciência na medicina complementar devem desaparecer, e cabe a nós atingir esse objetivo.”

Por trás de um nome

Muitos adeptos da medicina “alternativa” ou “não-convencional” preferem usar o termo “complementar”, pois acreditam que ela deve se unir às práticas profissionais já estabelecidas. Alguns preferem usar medicina “integrativa”, sugerindo que não deve haver separação entre as duas práticas.


Responses

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