Publicado por: sosortomolecular | 11 de Março de 2013

Hábitos Alimentares. Onde andam nossos oncologistas, preventivos?

Muitos   componentes da alimentação têm sido associados com o processo de   desenvolvimento do câncer, principalmente câncer de mama, cólon (intestino   grosso) reto, próstata, esôfago e estômago.

Alimentação de risco
Alguns tipos de alimentos, se consumidos regularmente durante longos   períodos de tempo, parecem fornecer o tipo de ambiente que uma célula   cancerosa necessita para crescer, se multiplicar e se disseminar. Esses   alimentos devem ser evitados ou ingeridos com moderação. Neste grupo estão   incluídos os alimentos ricos em gorduras, tais como carnes vermelhas,   frituras, molhos com maionese, leite integral e derivados, bacon, presuntos,   salsichas, linguiças, mortadelas, dentre outros.

Existem também os alimentos que contêm níveis significativos de agentes   cancerígenos. Por exemplo, os nitritos e nitratos usados para conservar   alguns tipos de alimentos, como picles, salsichas e outros embutidos e alguns   tipos de enlatados, se transformam em nitrosaminas no estômago. As   nitrosaminas, que têm ação carcinogênica potente, são responsáveis pelos   altos índices de câncer de estômago observados em populações que consomem   alimentos com estas características de forma abundante e frequente. Já os   defumados e churrascos são impregnados pelo alcatrão proveniente da fumaça do   carvão, o mesmo encontrado na fumaça do cigarro e que tem ação carcinogênica   conhecida.

Os alimentos preservados em sal, como carne-de-sol, charque e peixes   salgados, também estão relacionados ao desenvolvimento de câncer de estômago   em regiões onde é comum o consumo desses alimentos. Antes de comprar   alimentos, compare a quantidade de sódio nas tabelas nutricionais dos   produtos.

Cuidados   ao preparar os alimentos
O tipo   de preparo do alimento também influencia no risco de câncer. Tente adicionar   menos sal na hora de fazer a comida, aumentando o uso de temperos como   azeite, alho, cebola e salsa. A Organização Mundial da Saúde recomenda o   consumo de até 5 g de sal ou 2 g de sódio por dia, ou seja, o equivalente a   uma tampa de caneta cheia. Ao fritar, grelhar ou preparar carnes na brasa a   temperaturas muito elevadas, podem ser criados compostos que aumentam o risco   de câncer de estômago e coloretal. Por isso, métodos de cozimento que usam baixas   temperaturas são escolhas mais saudáveis, como vapor, fervura, pochê,   ensopado, guisado, cozido ou assado.

Fibras   x gordura
Estudos   demonstram que uma alimentação pobre em fibras, com altos teores de gorduras   e altos níveis calóricos (hambúrguer, batata frita, bacon etc.), está   relacionada a um maior risco para o desenvolvimento de câncer de cólon e de   reto, possivelmente porque, sem a ingestão de fibras, o ritmo intestinal   desacelera, favorecendo uma exposição mais demorada da mucosa aos agentes cancerígenos   encontrados no conteúdo intestinal. Em relação a cânceres de mama e próstata,   a ingestão de gordura pode alterar os níveis de hormônio no sangue,   aumentando o risco da doença.

Há vários estudos epidemiológicos que sugerem a associação de dieta rica em   gordura, principalmente a saturada, com um maior risco de se desenvolver   esses tipos de câncer em regiões desenvolvidas, principalmente em países do   Ocidente, onde o consumo de alimentos ricos em gordura é alto. Já os cânceres   de estômago e de esôfago ocorrem mais frequentemente em alguns países do   Oriente e em regiões pobres onde não há meios adequados de conservação dos   alimentos (geladeira), o que torna comum o uso de picles, defumados e   alimentos preservados em sal.

Atenção especial deve ser dada aos grãos e cereais. Se armazenados em locais   inadequados e úmidos, esses alimentos podem ser contaminados pelo fungo   Aspergillus flavus, o qual produz a aflatoxina, substância cancerígena. Essa   toxina está relacionada ao desenvolvimento de câncer de fígado.

Como prevenir-se
Algumas mudanças nos nossos hábitos alimentares podem nos ajudar a   reduzir os riscos de desenvolvermos câncer. A adoção de         uma   alimentação saudável contribui não só para a prevenção do câncer, mas também   de doenças cardíacas, obesidade e outras enfermidades crônicas como diabetes.

Desde a   infância até a idade adulta, o ganho de peso e aumentos na circunferência da   cintura devem ser evitados. O índice de massa corporal (IMC) do adulto (20 a   60 anos) deve estar entre 18,5 e 24,9 kg/m2. O IMC entre 25 e 29,9 indica   sobrepeso. Com IMC acima de 30 a pessoa é considerada obesa. O IMC é   calculado dividindo-se o peso (em kg) pela altura ao quadrado (em m). Veja a   fórmula.

peso
IMC = ——————
(altura x altura)

Frutas,   verduras, legumes e cereais integrais contêm nutrientes, tais como vitaminas,   fibras e outros compostos, que auxiliam as defesas naturais do corpo a   destruírem os carcinógenos antes que eles causem sérios danos às células.   Esses tipos de alimentos também podem bloquear ou reverter os estágios   iniciais do processo de carcinogênese e, portanto, devem ser consumidos com   frequência.

Hoje já está estabelecido que uma alimentação rica nesses alimentos ajuda a   diminuir o risco de câncer de   pulmão, cólon e reto, estômago, boca, faringe e esôfago. Provavelmente, reduzem também   o risco de câncer de mama, bexiga, laringe e pâncreas, e possivelmente o de ovário, endométrio, colo do útero, tireoide, fígado, próstata e rim.

As fibras, apesar de não serem digeridas pelo organismo, ajudam a regularizar   o funcionamento do intestino, reduzindo o tempo de contato de substâncias   cancerígenas com a parede do intestino grosso.

A tendência cada vez maior da ingestão de vitaminas em comprimidos não   substitui uma boa alimentação. Os nutrientes protetores só funcionam quando   consumidos através dos alimentos, o uso de vitaminas e outros nutrientes   isolados na forma de suplementos não é recomendável para prevenção do câncer.

Vale a pena frisar que a alimentação saudável somente funcionará como fator   protetor, quando adotada constantemente, no decorrer da vida. Neste aspecto   devem ser valorizados e incentivados antigos hábitos alimentares do   brasileiro, como o uso do arroz com feijão.


Como se alimenta o brasileiro
No Brasil, observa-se que os tipos de câncer que se relacionam aos   hábitos alimentares estão entre as seis primeiras causas de mortalidade por   câncer. O perfil de consumo de alimentos que contêm fatores de proteção está   abaixo do recomendado em diversas regiões do país. De acordo com uma pesquisa   do Ministério da Saúde, que em 2010 entrevistou 54.367 pessoas, o padrão   alimentar no país mudou para pior.

Apesar   de consumir mais frutas e verduras, o brasileiro continua a comer muita carne   gordurosa (1 em cada 3 entrevistados) e tem optado por alimentos práticos,   como comidas semiprontas, que são menos nutritivas. A ingestão de fibras   também é baixa, onde se observa coincidentemente, uma significativa   frequência de câncer de cólon e reto. O feijão, alimento rico em ferro e   fibras, que tradicionalmente fazia o famoso par com o arroz, perdeu espaço na   mesa dos brasileiros. Para agravar o quadro, eles também tem se exercitado   menos. Em 2006, 71,9% da população revelava comer o grão ao menos cinco vezes   na semana. Em 2010, a média caiu para 65,8%. No estado do Rio, a média de   consumo do feijão ainda é alta: 71,7%. A queda na média nacional pode ser   atribuída às mudanças na dinâmica da família brasileira, que tem tido cada   vez menos tempo de preparar comida em casa e o feijão tem preparo demorado. O   consumo de gorduras é mais elevado nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste,   onde ocorrem as maiores incidências de câncer de mama no país.

        Outro   dado negativo é que os refrigerantes e sucos artificiais – que têm alta   concentração de açúcar – têm ganhado espaço na preferência dos brasileiros.   Ao todo, 76% dos adultos bebem esses produtos pelo menos uma vez por semana e   27,9%, cinco vezes ou mais na semana. O consumo quase que diário aumentou   13,4% em um ano. Entre os jovens de 18 a 24 anos, a popularidade dos   refrigerantes é ainda maior: 42,1% tomam refrigerantes quase todos os dias.   Apesar de o mercado oferecer cada vez mais versões com menos açúcar, como os diet   e os light , somente 15% dos brasileiros optam por eles. Os jovens   também preferem alimentos como hambúrguer, cachorro-quente, batata frita que   incluem a maioria dos fatores de risco alimentares acima relacionados e que   praticamente não apresentam nenhum fator protetor. Essa tendência se observa   não só nos hábitos alimentares das classes sociais mais abastadas, mas também   nas menos favorecidas. O consumo de alimentos ricos em fatores de proteção,   tais como frutas, verduras, legumes e cereais, tem aumentado, mas ainda é   baixo. Segundo o levantamento do Ministério da Saúde, 30,4% da população com mais   de 18 anos comem frutas e hortaliças cinco ou mais vezes na semana. Entre os   entrevistados, 18,9% disseram consumir cinco porções diárias (cerca de 400   gramas) desses alimentos, mais do que o dobro do percentual registrado em   2006.

Portal da Saúde do Ministério da Saúde e obtenha mais informações   sobre alimentação saudável.

 


Responses

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