Publicado por: sosortomolecular | 22 de Agosto de 2014

HOMEOSTASE: ponto de equilíbrio do pH.

Visto que a maior parte das doenças infecciosas das vias aéreas superiores são de etiologia viral, o que significa que a maioria cura espontaneamente, a melhor atitude terapêutica será a chamada vigilância ativa. Quer dizer, durante a fase inicial da “doença” (pródromos), a atitude expectante em que podemos ajudar o organismo na sua homeostase e portanto apoiá-lo (medidas de suporte dinâmico) nos seus processos fisiológicos de reequilíbrio, em que se devem proporcionar as condições indicadas para facilitar o processo de “cura”.

            E quais são as atitudes indicadas? São as que decorrem do conhecimento da homeostase, ou seja, dos processos fisiológicos orgânicos, que Reckeweg classificou como possuindo cinco componentes:

1) Sistema retículo-endotelial (Ashof e outros)

2) Sistema adeno-hipófise-hipotálamo-suprarrenais (Selye e outros)

3) Sistema nervoso reflexo (Reilly, Ricker, Speransky e outros)

4) Sistema de desintoxicação hepática

5) Sistema de desintoxicação do tecido conjuntivo (Reckeweg e outros)

            Selye, descreveu um síndrome (resposta não específica) produzido por diversos agentes nocivos, que denominou por Síndrome Geral de Adaptação (SGA), por afetar as funções de vários órgãos dos seres humanos, em todos os tipos de agressão, visando a reparação (repor o equilíbrio perdido).

            Quando o organismo está em luta na tentativa de se sobrepor ao agente perturbador (“agressor”), e ainda tem capacidade de resposta, isto é, qualidade e quantidade de energia nos seus mecanismos de homeostasia que são: a reação do organismo a qualquer desvio de função reguladora individual, utilizando o sistema imunitário, retículo-endotelial, hormonal, simpático-parassimpático e o mecanismo psíquico que reage ao estresse, que se traduz pela elevação do pH e pela libertação de substâncias biológicas chamadas “mediadores químicos”, como as linfocinas, citocinas, prostaglandinas… Para realizar estes processos fisiológicos de adaptação e reequilíbrio, o organismo tem que gastar energia permanentemente, a fim de que a desordem interna (entropia) não aumente.

            Se a exposição ao agente nocivo se mantém, e se se ultrapassou o “nível crítico de estresse”, entra-se na terceira fase, o “estado de exaustão”, em que existe uma depleção da energia adaptativa e o indivíduo não pode mais utilizar os recursos até aí disponíveis nas duas fases precedentes.

Fase 1 – de alarme:

              – Caracteriza-se por aumento da susceptibilidade à doença;

Fase 2 – de resistência:

              – o S.N. Parassimpático tenta contrariar a alta estimulação;

              – resposta aumentada ao estresse;

Fase 3 – de exaustão (esgotamento):

               – depleção dos hormônios adaptativos, com diminuição da resposta ao estresse, depressão frequente e mesmo doença física.

Os três eixos de resposta ao estresse:

1) Eixo neuronal

    É o primeiro a ser estimulado, quando nos apercebemos de uma situação de estresse, desencadeando uma resposta imediata do sistema nervoso simpático e periférico.

Depreende-se que após esta fase fique perturbado o ponto mais fraco, devido ao consumo brusco de energia homeostático por a descoberta a manifestação da debilidade…

2) Eixo neuro-endócrino

    Inicia-se pela ativação da medula suprarrenal e consequente libertação de catecolaminas (adrenalina e noradrenalina).

3) Eixo endócrino

            Os glicocorticóides reforçam as ações do S. N. Simpático sobre a circulação sanguínea, contribuindo para manter os níveis de glicemia, numa situação de emergência. Os mineralocorticóides (hormônio antidiurético – para manter a volemia em caso de hemorragia; desoxicorticosterona – promover o depósito de glicogênio no fígado, “combustível orgânico”…).

            Pode haver libertação dos ácidos gordos no sangue, para eventual utilização alternativa de energia, com a consequente hiperlipidemia, que consome tantos medicamentos… anorexia (falta de apetite), insônia devida à hiper-estimulação do S. N… diminuição da libido (impotência e frigidez), tendência para depressão – para “compensar” fuma-se mais e bebe-se mais.

            Os três eixos implicam a secreção do hormônio de crescimento, o aumento da secreção dos hormônios tiroideianos (aumentando o metabolismo) e a secreção da vasopressina (aumenta a retenção de líquidos…).

            Verificamos portanto que a subsistência ou homeostase da vida, resulta de um equilíbrio tênue de forças entre genes repressores, que mantêm qualidades celulares quiescentes (sem se manifestar) e genes facilitadores que desreprimem, permitindo a manifestação de certas propriedades – estresse a mais, mata, e moderadamente, estimula!

            Isto é equivalente à lei da fisiologia, de Arndt-Schulz, ou inversão do efeito segundo a dose, que diz: todo o estímulo sobre a célula viva gera uma atividade, que é inversamente proporcional à intensidade do estímulo. Posteriormente, Ehrlich e Southam criaram o termo “hormésis” (base teórica do Princípio da Similitude da Homeopatia), para descrever o fenômeno segundo o qual substâncias tóxicas se tornam fator de crescimento em fracas concentrações, ou seja:

1)         estímulos muito baixos, criam a atividade vital;

2)         estímulos baixos estimulam-na;

3)         estímulos altos bloqueiam-na;

4)         e estímulos muito altos destroem-na;

 

            Destes pressupostos fisiopatológicos deduz-se que entre as atitudes aconselháveis a prescrever (as gerais, consagradas pelos conhecimentos terapêuticos convencionais de bom senso), temos a Homeopatia como uma terapêutica preventiva e eventualmente (para os incrédulos…) considerada curativa (comprovada cientificamente), no caso da evolução da “hipotética” doença ter seguido outro curso (de agravamento, ou vicariação progressiva), que não o da “cura”! Cura, ou resolução da situação designada por doença, com restabelecimento da “saúde”, ou seja, do estado homeostático sem perturbações ou queixas visíveis (sintomáticas).

            Estes parêntesis, não são mais do que o respeito pelos detratores, deixando em aberto a polêmica da definição de conceitos subjetivos como “doença” e “saúde”:

– Habitualmente divulga-se uma concepção negativa da “doença”, quando na maior parte das vezes se trata da manifestação de um processo positivo e construtivo de saúde, ou seja, da manifestação dos processos fisiológicos em ação! Por exemplo, a febre não é um inimigo nem tão pouco um sinal nefasto de doença, antes pelo contrário – na maior parte das vezes, revela um estado homeostático (saudável) normal (em boa forma), tentando restabelecer o equilíbrio perturbado!

            Baseados em trabalhos idoneos, nomeadamente os realizados em Unidades de Cuidados Intensivos, é lícita a utilização da Homeopatia como uma prescrição de 1ª linha, quer como coadjuvante de outras atitudes prioritárias que se prescrevam como as aconselháveis em determinada situação (“life-saving”), seja ela apenas terapêutica, como cirúrgica: não é incompatível com outras prescrições farmacológicas (pois é isenta de interacções), e melhora os resultados das atitudes terapêuticas cirúrgicas!

            Quando se interroga se a Homeopatia actua rapidamente, a resposta é sim, desde que (como em qualquer terapêutica) bem prescrita! Há quem logo argumente com ironia, porque é que por exemplo uma gripe, uma amigdalite, ou uma otite, demoram a curar-se quando se utiliza Homeopatia?! A resposta está dada, através da compreensão dos mecanismos homeostáticos que têm o seu tempo de actuação… não será que ao exigirem-se gravidezes mais rápidas, que não respeitem o tempo da natureza (neste caso humana), se obterão crianças inacabadas, com um funcionamento orgânico deficiente?

            Nesta vida apressada, que permitimos a sociedade nos imponha, a rapidez de resultados tem por vezes um preço de que mais tarde nos arrependemos. Isto sucede quando as investigações científicas demonstram os efeitos secundários das atitudes médicas tomadas, se bem que frequentemente pressionadas pelos doentes, na maior parte das vezes pouco informados sobre os mecanismos de actuação das terapêuticas e os efeitos colaterais. Na ânsia da satisfação dos seus objectivos imediatistas (eles próprios fruto de desejos alheios pouco saudáveis humanamente), além da saúde física, perdem também a mental, do equilíbrio e do respeito (aceitação) pelos tempos da Natureza…

            Por mais materialistas que sejamos, e queiramos negar o vitalismo e o componente espiritual do ser humano, cada vez mais se constata que por detrás de muitas doenças físicas, está uma doença espiritual! Podem chamar-lhe mentais (afetiva ou emocionais), para justificar a tangência da atuação dos medicamentos ponderais, de medicações psiquiátricas “pesadas”, por desconhecimento da existência de outro tipo de remédios (homeopáticos) que atuam a esses níveis, pese embora o fato de lhes serem negadas essas propriedades (virtudes!). É demais, para uma ciência limitada por espíritos tacanhos, felizmente interrompidos por alguns gênios (como Hahnemann, Lakhovsky, Beljansky e outros) habitualmente crucificados!

            Até quando Senhor?! E os “poucos” resultados que a Homeopatia alcança, são as sobras dos falhanços da ciência que se arvora em exata! Felizmente que na sua vaidade infantil, se perde pelos caminhos da inovação do inexorável percurso da Ciência, que não se compraz com os espíritos invisuais, efêmeros doentes do Universo da Saúde…

            A Física Quântica, vem trazer o feretro da pseudo medicina ortodoxa, afim de lhe abrir as portas a uma Terapêutica Universal – a Clínica Geral, abordagem holística do ser humano, na sua verdadeira dimensão divina, tratando-o como merece, afim de que realize a missão para que foi criado, ser saudável, ser feliz!

 


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