Publicado por: sosortomolecular | 29 de Setembro de 2016

Alimentos Ricos em Silício + Epilepitina

Silício é um mineral encontrado naturalmente no ambiente e o segundo elemento mais comum na crosta externa da Terra. Este elemento é importante por desempenhar uma variedade de funções quando se trata da saúde. A maioria do silício existe em uma forma que é absorvível. No entanto, alguns alimentos contêm quantidades significativas de dióxido de silício, que pode ser utilizável no organismo.

O silício é essencial para fortalecer os ossos, melhorar a saúde da pele e tornar as articulações mais flexíveis. Incluir alimentos ricos em silício em sua dieta pode aumentar a absorção de cálcio e vitamina D. O corpo humano contém aproximadamente 7 gramas de silício, que está presente em vários tecidos e fluidos corporais. O silício nos tecidos é normalmente ligado a glicoproteínas, tais como a cartilagem, enquanto que o silício no sangue é quase inteiramente encontrado como ácido ortosilícico livre ou ligado a pequenos compostos.

A exigência biológica de silício para o corpo foi demonstrada pela primeira vez por Edith Carlisle e Klaus Schwarz em experimentos com ratos e galinhas que foram alimentados com dietas baixas em silício. Estas experiências demonstraram que a deficiência nutricional de silício provoca deformidades esqueléticas, tais como anormalidade do crânio e estrutura de osso longo, bem como juntas mal-formadas com o decréscimo do conteúdo de cartilagem. A análise bioquímica detalhada revelou que o silício é um nutriente essencial para a integridade estrutural e desenvolvimento do tecido conjuntivo. A substância também é utilizada para reforçar cabelos, unhas e pele.

Silício na dieta

A ingestão diária de silício é estimada entre 20 a 50 mg, sendo que os menores consumos estão associados a dietas à base de animais e maiores consumos associados a dietas vegetarianas. As plantas absorvem ácido silicílico do solo e convertem em silício polimerizado. Alimentos ricos em fibras, como cereais, aveia, farelo de trigo e legumes, são também os principais alimentos ricos em silício. Uma dieta desequilibrada com uma oferta limitada de legumes, frutas e cereais trará baixa concentração de silício, levando à sua deficiência e possíveis problemas nos ossos.

Enquanto alimentos integrais são uma boa fonte natural de silício, a maior parte deles são considerados insolúveis e não podem ser diretamente absorvidos no trato gastrointestinal. O silício presente nos alimentos é solubilizado pelo ácido gástrico em ácido salicílico, que é absorvido diretamente através da parede do estômago e do intestino e levado até o sangue.

A baixa acidez do estômago, seja por motivo de doença ou idade, diminui a capacidade do organismo metabolizar o elemento a partir de alimentos ricos em silício. O envelhecimento é associado a um aumento do pH gástrico. Dessa maneira, idosos terão uma diminuição da capacidade de converter silicatos dietéticos em ácido silicílico biodisponível. O refinamento e processamento de alimentos, que remove as fibras contendo silício, contribui para a deficiência de silício. Além disso, muitos dos aditivos utilizados na indústria de alimentos interfere na absorção de silício.

Na verdade, estes aditivos podem aumentar o pH gástrico e, assim, diminuir a taxa de hidrólise de silício dietéticos, promover a polimerização de ácido salicílico e sais minerais quelatos, os quais são, em seguida, eliminados através do trato intestinal, sem absorção pelo organismo. A extensa reutilização dos solos e a aplicação de agrotóxicos diminui o fornecimento de ácido salicílico nas plantas. As culturas resultantes têm uma estrutura menos rígida devido à diminuição da biossíntese de fibras epidérmicas e células específicas que contêm estruturas de silício.

Por conseguinte, estas culturas terão uma concentração de silício inferior e contribuem menos para a ingestão de silício em comparação com culturas que foram cultivadas em um solo natural. Tendo em vista todos esses fatores, sabe-se que a suplementação de silício pode ser útil para uma dieta completa e equilibrada, caso não seja possível obter isso através dos alimentos ricos em silício.

Plantas

Apesar do silício não ser considerado um nutriente essencial e não ter uma dose diária recomendada pelos órgão de saúde, a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar recomenda um limite diário de 700 mg. O adulto médio consome entre 20 e 50 mg de silício por dia. Em geral, as plantas contêm silício, uma vez que o mineral se encontra ausente em alimentos de origem animal. Dependendo de onde você vive, sua água potável pode ser uma fonte natural de silício em sua dieta. A cerveja também oferece amplas quantidades de silício, possivelmente derivados dos grãos utilizados durante a fabricação.

Variedade de alimentos

O dióxido de silício ajuda a minimizar os efeitos nocivos do alumínio e combater a doença de Alzheimer. O dióxido de silício também contribui para a formação do osso saudáveis e retarda o envelhecimento. Os níveis de silício diminuem com a idade, fazendo com que as suas necessidades dietéticas de silício aumentem.

28 Alimentos ricos em silício 

Pimentão; Soja; Aveia; Arroz integral; Cevada; Vagem; Maçã; Laranja; Uva passa;  Pepino; Cânhamo; Erva cavalinha;  Manjerona;  Espinafre;  Rabanete;  Alface;  Tomate;  Beterraba; Amendoim; Amêndoas; Sementes de girassol;  Abacaxi;  Manga;  Coentro;  Lentilha;  Banana; Tangerina; Frutas secas.

Revisão Geral pela Dra. Patrícia Leite 
 


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