Publicado por: sosortomolecular | 9 de Abril de 2017

Lactobacillus: a vida da microbita intestinal

Este texto está muito bem explicado, muito completo, em negrito eu apenas vou destacar as informações que julgo mais importantes na nossa vida prática!

A importância dos probióticos na microbiota intestinal, prevenção de doenças e aumento da imunidade

Atualmente a microbiota intestinal é conhecido com um órgão, tamanha é a sua importância no corpo humano na prevenção de doenças, imunidade. A microbiota intestinal é um órgão virtual, mas reconhecido como um órgão.

O corpo humano possui mais bactérias no intestino grosso do que células no corpo, possuímos 10.000.000.000.000 (dez trilhões) de células no corpo, e possuímos 100.000.000.000.000 (cem trilhões) de bactérias no intestino, são 10 vezes mais bactérias no intestino grosso do que células no corpo, em se falando de números, nós somos apenas 10% humanos, as bactérias são muito menores que as células e por isso podemos ter muito mais bactérias. E são estas bactérias que constituem a nossa microbiota intestinal, essa microbiota intestinal é constituída de bactérias benéficas e bactérias patogênicas.

Destas cem trilhões de bactérias nos temos as bactérias Dominantes, as bactérias Subdominantes e as Bactérias Residuais, que são as bactérias prejudiciais. Vejamos abaixo como estão divididas:

Bactérias Dominantes: Bifidobacterium, Bacteroides, Eubacterium, Fusobacterium, Peptostreptococcus.
Bactérias Subdominantes: Lactobacillus Escherichia Coli e Lactobacillus Enterococcus
Bactérias Residuais: Clostridium, Pseudomonas, Klebsiella, Veillonella, Enterobacter, Firmicutes.

Composição probiótica e a obesidade

Uma curiosidade sobre os Firmicutes, que são as bactérias residuais. O aumento de mais de 50% do número de firmicutis, acompanhado de diminuição de mais de 50% do número de mais bacteroidetes, maior será a propensão a obesidade. Ou seja, se um indivíduo, mesmo ele não sendo obeso, se houver o aumento do número de firmicutis, ele ficará obeso, mesmo esse indivíduo tendo uma dieta equilibrada. Pra se ver a tamanha importância da microbiota intestinal. Agora, ao associarmos isso com os maus hábitos alimentares, é fácil perceber o porquê do número de pessoas obesas estarem aumentando a cada dia. Existem pessoas que são obesas por que tem firmicutis demais no intestino, não se consegue tratar a obesidade enquanto não tratar dos firmicutis, as firmicutis interferem drasticamente na obesidade.

Quando a quantidade de bactérias patogênicas é maior que a quantidade bactérias benéficas, temos o que chamamos de DISBIOSE. Então necessitamos possuir mais bactérias benéficas do que patogênicas, e isso não ocorre na grande maioria dos casos devido a maus hábitos alimentares como, por exemplo, consumo de alimentos acidificantes, água filtrada ou mineral com um pH abaixo de 7.4, bebidas alcoólicas, entre outros. E essa DISBIOSE desencadeia o aparecimento de inúmeras doenças, cânceres, principalmente os intestinos, aumento de radicais livres no corpo, pois um intestino com DISBIOSE está constantemente jogando no organismo toxinas e, consequentemente a pessoa com um intestino deste envelhece mais rápido.

Por esta razão é necessário fazer uso de probióticos, pois estes restabelecem a saúde e integridade da microbiota intestinal, a medicina chinesa já dizia: “a saúde e a doença começa e termina no intestino“. Existem três tipos de ingredientes que podemos utilizar para interferir positivamente na microbiota intestinal, são os probióticosprobióticos e simbióticos, falaremos sobre eles a seguir:

PRÉBIÓTICOS: É o alimento que alimenta a bactéria. Resistem à hidrólise enzimática do trato digestivo. Os FOS (frutooligossacarídeos) derivados da insulina e os galactooligossacarídeo (GOS) de origem láctea, tais como a lactulose e a lactosacarose, incluem-se em nutrientes funcionais pré bióticos.

Os FOS são OS lineares de cadeia curta ou média formada por moléculas de frutose com ligações glicosídicas impedindo que enzimas digestivas hidrolisem estes carboidratos.

Estes OS são encontrados em alguns vegetais como: alho porrô, cebola, alcachofra, endívia, aspargo, chicória amarga. E ainda no trigo, barra de cereais, laticínios e outros. Porém pode ser extraída da inulina.

São os oligossacarídeos um dos mais importantes nutrientes do leite materno, estimulando o crescimento de bactérias benéficas no intestino, como as bifidobactérias e lactobacilos, reforçando o sistema imunológico. A alimentação selecionada de galactooligossacarídeos de cadeia curta GOS (90%) e frutooligossacarídeos de cadeia longa (FOS), assemelham os oligossacarídeo de leite materno.

Os pré bióticos em fórmulas infantis, podem acarretar diarreia com perda hídrica, devido a presença de fibras não digeridas no cólon. Usar doses inferiores a 8g/L.

PROBIÓTICOS: É a bactéria benéfica em si, o bacilo, existem muitos lactobacilos como o lactobacilos rhamnosus, lactobacilos casei shirota, lactobacilos helvéticos e muito mais, e, temos também o KEFIR, que é um poderoso e mais completo probiótico existentes. Os lactobacilos influenciam beneficamente na microbiota intestinal e trazendo resultados positivos na terapêutica de pacientes com câncer de cólon, mama e bexiga. Por exemplo, pessoa com câncer de cólon se beneficiam positivamente com o uso dos lactobacilos rhamnosus, quem possui câncer de mama se beneficia com uso dos lactobacilos helvéticos, quem possui câncer da bexiga se beneficia do lactobacilos casei shirota, e tudo isso constando na literatura médica, publicados em jornais científicos. Como pode-se observar, existe uma correlação entre o tipo de probiótico e o benefício no câncer, estes estudos já existem.

O Kefir é um alimento probiótico, com propriedades de fortalecer e restaurar a microbiota intestinal. É uma cultura de microrganismos simbióticos, conhecidas como bactérias benéficas. São constituídos de bactérias não patogênicas, leveduras, sais minerais como o cálcio, o ferro e também possuem vitaminas do complexo B. O Kefir traz inúmeros benefícios para a saúde de quem faz uso deste, além de ser uma bebida refrescante e muito nutritiva, e, portanto, muito saudável.

O Kefir se destaca entre os demais probióticos existentes pela quantidade de CEPAS que possui. As cepas são as famílias de bactérias benéficas. O Kefir possui de 35 a 50 cepas, tem fungos saudáveis, tem proteínas, tem lipídios, tem açúcar. Enquanto que os iogurtes e os demais probióticos comercialmente vendidos possuem apenas de 1 a 3 cepas no máximo.

O Kefir tem a capacidade de restaurar a microbiota intestinal em muito pouco tempo, e o mais interessante, o probiótico do Kefir é permanente, quando fazemos uso de outros probióticos, por exemplo, os de farmácia, claro, mesmo o probiótico vendido na farmácia, ele ajuda bastante, porém, quando se para de usar o probiótico da farmácia, por exemplo, também se tem uma queda da microbiota intestinal, ou seja, a pessoa de certa forma fica refém dos produtos probióticos comercializados. Já com o Kefir, ele é permanente, porque estruturalmente, ele é diferente dos outros probióticos, desta forma, depois que uma pessoa já teve toda a sua microbiota restaurada, equilibrada, mesmo que a pessoa interrompa o uso do Kefir eles permanecem e se mantêm em sua microbiota intestinal. E além de se manter no intestino, permanente, os lactobacilos do Kefir destroem as bactérias residuais, que são as bactérias nocivas, como já mencionado acima.

O leite materno contém probióticos e oligossacarídeos com efeito bifidogênicos.

SIMBIÓTICOS: que é a combinação tanto do alimento quanto do bacilo em si, ou seja, combina o pré biótico e do probiótico na mesma substância.

Os pré bióticos podem apresentar funções importantes no trato gastro intestinal como:

– Estimular crescimento flora saudável

– Favorecer a imunidade

– Atuar na prevenção da diarreia patogênica e constipação

– Diminuir metabólitos tóxicos e das enzimas patogênicas no cólon

– Reduzir o colesterol sérico

– Favorecer a absorção e produção de nutrientes (B1, B2, B3, B6, B9 e B12)

– Melhorar a tolerância à lactose

Apenas a título de curiosidade, existe um produto referente aos probióticos que vem sendo muito estudado nos Estados Unidos chama-se o VSL#3, onde existem 450.000.000.000 (quatrocentos e cinquenta bilhões) de UFC (Unidade Formadora de Colônia), que é um probiótico, para que possamos observar a importância dos lactobacilos e de uma microbiota intestinal integra e saudável. É um produto muito caro. Não vejo necessidade em adquirir, sendo que possuímos inúmeras opções de lactobacilos.

IMPORTANTEPRECAUÇÃO DO USO DE LACTOBACILOS NO TRATAMENTO DO CÂNCER EM INDIVÍDUOS IMUNODEPRIMIDOS

No caso de uma pessoa com câncer possuir uma imunodepressão, esta pessoa NÃO deve fazer uso de lactobacilos para auxilio no tratamento do câncer, pois essa pessoa pode desenvolver o que é conhecido como translocação bacteriana, onde estes lactobacilos podem passar para o sangue e causar problemas sérios, no caso deste indivíduo possuir imunodepressão. Relembrando, isso apenas em pacientes com câncer.

Para saber se uma pessoa tem imunodepressão é de certa forma simples, se a pessoa tiver neutrófilos menos que 2.000/mm3 (lê-se neutrófilos por milímetro cúbico) isso indica que a pessoa possui uma imunodepressão. Essas informações sobre os neutrófilos são facilmente encontradas em seu exame de sangue.

Pacientes com câncer que estão fazendo quimioterapia, é extremamente recomendado fazer o uso de lactobacilos probióticos não somente para o restabelecimento da microbiota intestinal, como também para aumentar a imunidade do paciente com câncer, uma vez que a quimioterapia destrói a microbiota intestinal.

Definição O Lactobacillus acidophilus é o probiótico (pró-vida) mais comumente usado, também chamado de bactéria “amigável”. Nós nascemos sem ele, e o acidophilus logo se estabelece em nosso intestino e vagina e protege contra a entrada e proliferação de organismos ruins que podem causar doença. Algumas caracterí­sticas requeridas dos lactobacillus como probióticos são: função benéfica, fácil cultivo e estabilidade da “população”. Outras bactérias amigáveis incluem: L. bulgaricus, L. reuteri, L. plantarum, L. casei, B. bifidus, S. salivarius, S. thermophilus e Saccharomyces boulardii. Seu trato digestivo é como um ecossistema, com muitas bactérias. Alguns destes habitantes internos são mais úteis a seu corpo do que outros. O L. acidophilus produz a enzima lactase, que quebra o açúcar do leite (lactose) em açúcares simples. As pessoas que são intolerantes a lactose não produzem esta enzima. Assim, suplementos de L. acidophilus podem ser benéficos para estes indiví­duos. Outros probióticos potenciais incluem uma variedade de espécies de Lactobacillus (spp.), tais como casei GG, rhamnosus, NCFM, DDS-1, Bifidobacterium longum, Bifidobacterium bifidum, Streptococcus thermophilus,Enterococcus faecium, Saccharaomyces boulardii, Bacillus spp. e Escherichia coli.   Usos – Substitui as bactérias intestinais “amigáveis” destruí­das por antibióticos; – Auxilia na melhora das doenças causadas por bactérias; – Previne e trata diarréia, incluindo diarréia infecciosa, particularmente do rotavirus (um ví­rus que comumente causa diarréia em crianças)(esse item vai especialmente para os meus pais, que ao verem me dar iogurte para o pequeno com diarréia, quase me mataram!!!) – Impede o crescimento de organismos “ruins” no trato gastrointestinal (uma condição que tende a causar diarréia e pode ocorrer pelo uso de antibióticos); – Impede e/ou reduz infecções vaginais, infecções do trato urinário e cistites (inflamação da bexiga). – Melhora a digestão (absorção) da lactose em pessoas que tem intolerância a mesma; – Aumenta a resposta imune; – Ajuda no tratamento de infecções respiratórias tais como sinusite, bronquite e pneumonia; – Diminui o risco de alergias; – Ajuda a tratar colesterol elevado; – Acne; – Redução de enzimas implicadas na produção do câncer; – Saúde Cardiovascular; – Sí­ndrome crônica de fatiga; – Resfriado; – Indigestão/Digestão; – Úlceras; – Febre reumática. Alguns pesquisadores testaram a eficácia terapêutica de um composto consistindo da combinação multibacterial de L. acidophilus e Bifidobacterium bifidum em pacientes idosos com desordem intestinal. Os resultados foram excelentes, com restauração da flora bacteriana duodenal e melhora dos sintomas clí­nicos. Medidas de Segurança Não há nenhum problema de segurança com o uso de probióticos Promove às vezes a observação um aumento temporário de gases. Observação Se você estiver fazendo uso de antibióticos, pode ajudar fazer uso ao mesmo tempo de probióticos/acidophilus, e continue com o uso algumas semanas após terminar o tratamento com a droga. Isto ajudará a restaurar as bactérias naturais em seu trato digestivo que foram mortos pelos antibióticos. Algumas fontes alimentares As fontes alimentares mais comuns que apresentam L.acidophilus incluem leite, iogurte e queijo. Efeitos Colaterais Algumas pessoas podem apresentar gases ou desconforto estomacal no iní­cio, mas estes sintomas partem geralmente com uso contí­nuo. Algumas mulheres descreveram a queimadura ou a irritação na vagina quando o Lactobacillus acidophilus foi usado nesta região. Raramente, as pessoas com sistemas imunes fracos podem estar arriscadas de desenvolver uma infecção séria ao fazer uso do Lactobacillus acidophilus. Pessoas que tiveram um ferimento ou uma doença da parede intestinal; quem faz uso de drogas prescritas, tais como os corticoesteróides (prednisona), que pode torná-los vulneráveis à infecções ou quem fez cirurgia para substituir uma válvula do coração; deve falar com um médico antes de fazer uso do Lactobacillus acidophilus. Gravidez Em alguns estudos, mulheres grávidas foram tratadas com Lactobacillus acidophilus sem nenhum efeito adverso. Entretanto, se você estiver grávida, recomenda-se que uma consulta ao médico antes de usar o Lactobacillus acidophilus. Interações Com Drogas Alguns especialistas acreditam que os antibióticos ou o álcool podem destruir o Lactobacillus acidophilus. Como resultado é recomendado que o Lactobacillus acidophilus seja usado três horas após ter feito uso de antibióticos ou ter bebido o álcool. Alguns cientistas também acreditam que o Lactobacillus acidophilus pode ser destruí­do ou inativado por ácidos no estômago. Em conseqüência, sugere-se às vezes que os pacientes usem uma droga para diminuir a quantidade de ácido no estômago uma hora antes de fazer o uso de Lactobacillus acidophilus. Um exemplo é o famotidine. Interações com ervas e suplementos dietéticos Na teoria, o Lactobacillus acidophilus pode ser mais eficaz se feito uso com alimentos tais como bananas, aspargos e alho. Acredita-se que estes alimentos forneçam nutrientes que aumentam a eficácia do Lactobacillus acidophilus – São os chamados PREBIÓTICOS.
Lactobacillus acidophilus “LA Especificações: o Lactobacillus acidophillus está disponí­vel em contagens de 1,0×109 UFC/g a 1,0×1011 UFC/g. Temperatura ótima de crescimento: 38 ºC Diluentes: muitos diluentes estão disponí­veis para a padronização de contagem microbiológica. Alguns diluentes usados são: maltodextrina, amido, lactose, oligossacarí­deos e inulina. A escolha do diluente é influenciada pelo produto formado (pó, tablete, cápsula), solubilidade requerida, preferência do consumidor, etc. Vida-média/Armazenamento: Lactobacillus acidophilus permanece estável por até 12 meses em temperatura de refrigeração e com baixa umidade. Bifidobacterium bifidum As bactérias “amigáveis” são encontradas em muitos alimentos. Eles fornecem sabor a manteiga e queijos e ainda são necessários na produção de produtos em conserva e com fermento. Uma quantidade abundante desta bactéria no intestino humano é necessária para manutenção da saúde. Antibióticos podem reduzir drasticamente ou eliminar estas bactérias da microflora intestinal. Hábitos como consumo de bebidas alcoólicas, stress, antiácidos, alimento processado e uso de pesticidas, podem causar distúrbios. O número de bifidobactérias no intestino humano se torna menos abundante com o passar do tempo. Um entendimento da importância de uma população de bactérias saudáveis no cólon e o reconhecimento dos benefí­cios a saúde tem tornado muito grande o interesse pelos probióticos, principalmente lactobacillus e bifidobactérias. Bifidobacterium bifidum criam um ambiente favorável para o crescimento de bactérias “amigáveis” no intestino grosso e trato vaginal. O Bifidobacterium bifidum impede ou evita a invasão de bactérias patogênicas. Acredita-se que as bifidobactérias sintetizam vitaminas que podem ser usadas pelo corpo humano, incluindo tiamina, ácido fólico, ácido nicotí­nico, piridoxina e vitamina B¹². Produzem ácido acético e lático. Acredita-se que dietas contendo bifidobactérias, de forma bem sucedida, coloniza o intestino grosso; pois podem sobreviver as enzimas do estômago e intestino fino. Também aumentam a absorção de ferro, cálcio e magnésio. Quando comparados com animais que não estavam recebendo suplementação, ratos consumindo Bifidobacterium bifidum foram protegidos contra rotavirusLactobacillus bulgaricus Lactobacillus bulgaricus: são bactérias gram-positivas, termofí­licas e em forma de bastão; heterofermentadora, produzindo ácido lático a partir da lactose. Resiste a elevadas concentrações de ácido lático, podendo produzi-lo até aproximadamente 2%. Tem também longa duração na maturação de queijos duros. Produz acetaldeí­do que confere sabor tí­pico ao iogurte. É baixa sua resistência ao sal, não crescendo em concentrações superiores a 2%. É destruí­da no aquecimento a 65°C por 30 minutos. Crescem bem a 45°C, mas não se desenvolve em temperaturas inferiores a 20°C. Uma bactéria transitória, mas muito importante na ecologia humana. Juntamente com o Streptococcus termophilus constituem a cultura para produção de iogurte. Sua administração oral facilita a digestão da lactose, pois aumenta a produção da enzima lactase. Algumas cepas produzem antibióticos naturais, impedindo a proliferação de outras bactérias nocivas. Em sí­ntese, a acidificação do leite, sob a ação das bactérias mencionadas constitui a antecipação de uma etapa digestiva o que torna o iogurte mais tolerável e nutritivo do que o leite natural. As espécies mais comuns, encontradas nas culturas para iogurte são as bactérias, Lactobacillus bulgaricus e Stretococcus thermophilus, caso sejam acrescentadas outras espécies de termofilos podemos ter uma acidificação muito intensa depois da refrigeração do iogurte. Ambas as espécies vivem em simbiose (com benefí­cios mútuos), sendo que, esta simbiose exige uma determinada proporção entre cocos e bacilos. A relação quantitativa entre Stretococcus thermophilus e Lactobacillus bulgaricus deve ser de 1;1 até 2;3 aproximadamente, gerando com isto um iogurte com maior ou menor viscosidade. Durante o perí­odo de incubação a relação entre as bactérias pode sofrer variações, para no final novamente ser restabelecido. A causa principal da variação é que o Lactobacillus bulgaricus desdobra facilmente as proteí­nas, e origina, assim, o aminoácido valina. Este aminoácido que vai favorecer o desenvolvimento do Stretococcus thermophilus até o ponto de chegar a ser seu número 4 a 5 vezes maior. Os cocos tem um poder de acidificação menor que os bacilos e morrem com mais facilidade devido a ação do ácido láctico formado. A proporção entre ambos influi também de uma maneira essencial sobre a aromatização do iogurte. O Lactobacillus bulgaricus é o principal condutor do aroma.
Lactobacillus casei é uma cepa de bactéria que foi isolada de humanos e foi descoberto que tolera as condições ácidas do estômago. São microorganismos vivos selecionados que conseguem atravessar a acidez do estômago, chegar vivos ao intestino e proporcionar o equilí­brio da flora intestinal. São reconhecidos como probióticos, que ingeridos em determinadas concentrações, proporcionam benefí­cios à saúde do indiví­duo, através do equilí­brio da flora intestinal. As espécies de Lactobacillus são mais efetivas do que muitas outras bactérias para sobreviver a passagem através do trato intestinal para efetivamente colonizar o trato digestivo e balancear a microflora intestinal. O Lactobacillus provou que resisti ao ácido gástrico e bile, adere a mucosa do intestino, coloniza o trato gastrointestinal e luta contra patógenos potenciais, tais como: E. coli, Streptococci, Clostridia e Salmonella. Lactobacillus casei são encontrados naturalmente em leites e carnes fermentadas, assim como no intestino humano, boca e no meio ambiente. O nome L. casei foi primeiro usado em 1904, e o nome sugere sua “relação” com queijo: tanto o casei, quanto caseí­na (a primeira proteí­na no leite) tem origem da palavra latim caseis, que significa queijo. O crescimento do L. casei ocorre em 15 mas não em 45ºC, e requer riboflavina, ácido folínico, pantotenato de cálcio, e os fatores de crescimento niacina. O L. casei é uma espécie notavelmente adaptável, e pode ser isolado dos produtos derivados de leite crus e fermentados, dos produtos frescos e fermentados da planta, e do trato reprodutivo e intestinal dos seres humanos e outros animais. Industrialmente, o L. casei tem aplicação como probiótico humano (promove a cultura viva), como cultura de partida de ácido- produção para fermentação do leite, e especialmente como culturas para intensificação e aceleração do desenvolvimento do sabor em determinadas variedades de queijo. São células gram-positivas que diferem em alguns pontos dos demais Lactobacillus: são menores no tamanho do que os L. bulgaricus, L. acidophilus e L.helveticus e são facultativamente heterofermentativos.

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