Publicado por: sosortomolecular | 7 de Dezembro de 2017

CÂNCER: OUTRA VISÃO, QUANDO OS SINAIS SE ANTECIPAM AOS FATOS.

ACHO QUE TODOS NÓS JÁ NOS PERGUNTAMOS POR QUE, COM TANTA TECNOLOGIA HOJE, UMA DOENÇA TÃO ANTIGA COMO O CÂNCER, AINDA NÃO TEM SOLUÇÃO?

Pois é, saiba que não é só você “não médico” que se pergunta isto. Todo médico também já se fez não só uma, mas diversas vezes esta pergunta e infelizmente não temos uma resposta concreta. É realmente incompreensível, esta que é a verdade!

Todavia, existem profissionais, cientistas que estão transcendendo estes conhecimentos tradicionais que temos na terapêutica e buscando compreender a doença de uma forma holística, ampla. Eu acredito que a forma de fazer medicina a qual se aprende ainda hoje nas universidades está completamente equivocada. O médico hoje sai da faculdade aprendendo a tratar sintomas, ou seja, está com febre, dá antitérmico; está compressão alta, dá anti-hipertensivo; diabetes, dá anti-diabetogênico; insônia, dá sedativos; câncer, cirurgia e quimioterapia. É simples e evidente notar que não estamos resolvendo o problema de quase ninguém, mas sim tratando sintomas e deixando muitas vezes os pacientes sendo usuários crônicos de drogas para sobreviver.

E é só estudarmos estatísticas! Notem o absurdo: Estatisticamente, nos Estados Unidos, onde para uma população de cerca de 306 milhões de pessoas, temos na atualidade 116 milhões de pessoas, o que significa mais de um terço da população americana, precisa recorrer a pelo menos 6 medicamentos diariamente, só para controlar as doenças e comorbidades que chamamos inevitáveis ao processo de envelhecimento. No ano de 2007, foram gastos exatamente 800 bilhões de dólares, só para tratar e manter estas pessoas tomando suas drogas sem reverter em nada seu quadro primário original da doença. Será que isso está correto mesmo? Será que viver na dependência de drogas e medicações, substâncias que originariamente são estranhas ao nosso corpo e não existem naturalmente, é essencial à vida?

Não precisa ser nenhum cientista ou especialista para enxergar isto né, são números, provas e fáceis de compreender com simples raciocínio básico.

A notícia boa é que já existe um movimento que está aumentando, de cientistas que estão buscando “por trás dos panos”, uma forma mais inteligente de ver a doença e saber tratar preventivamente e com eficácia. O lado ruim é que não existe incentivo nenhum por parte daqueles que mais gastam com “estudos” no mundo: as indústrias farmacêuticas. E também não precisa ser nenhum gênio para entender os motivos óbvios, uma vez que o maior lucro desta indústria (que considero necessária e essencial, mas para salvar vidas e tratar casos agudos, e não para o tratamento crônico em grande parte dos casos), vem da criação e venda daquelas drogas que torna a pessoa dependente para usar pelo resto da vida.

Mais uma vez vou escrever aqui, sobre o Câncer, pois sei que é uma das fontes de lucro mais abundantes destas indústrias e que o profissional/médico é completamente refém das mesmas quando se trata desta enfermidade. Sobre isto, posso assegurar que vivemos a mercê das novas descobertas de drogas para o“tratamento” (se é que quimioterapia pode ser considerada tratamento), pois evoluímos a passos de formigas quanto à maneira de prevenir ativamente e resolver de vez o problema.

A Causa Primária do Câncer

Vocês Sabiam que no ano de 1931 um cientista recebeu o prêmio Nobel por descobrir a CAUSA PRIMÁRIA DO CÂNCER?  Mas peraí, se a causa foi descoberta, por que ainda não descobriram a cura? É esta reflexão que me proponho neste artigo…

Foi este Sr., Otto Heinrich Warburg (1883-1970) que ganhou o Prêmio Nobel em 1931 por sua tese “A causa primária e a prevenção do câncer”

Segundo este cientista, o câncer é a consequência de uma alimentação antifisiológica e um estilo de vida antifisiológico.

Mas Por que? Porque uma alimentação antifisiológica – dieta baseada em alimentos acidificantes + sedentarismo, cria em nosso organismo um ambiente de  ACIDEZ.  A ACIDEZ por sua vez, EXPULSA o OXIGÊNIO das células. Ele afirmou: “A falta de oxigênio e a acidez são as duas caras de uma mesma moeda: quando você tem um, você tem o outro.Ou seja, se você tem excesso de acidez, então automaticamente falta oxigênio em seu organismo! Só por este começo,sugiro que você leia meu outro artigo sobre “OZÔNIO” e entenderá porque faço em mim e em minha família”…

Outra afirmação interessante: “As substâncias ácidas repelem o oxigênio; em oposto, as substâncias alcalinas atraem o oxigênio”, ou seja, um ambiente ácido, é SEMPRE um ambiente sem oxigênio.

E ele afirmava que: “Privar uma célula de 35% de seu oxigênio durante 48 horas, pode convertê-la em cancerígena.”

Ainda segundo Warburg: “Todas as células normais tem como requisito absoluto o oxigênio,  porém as células cancerosas podem viver sem oxigênio – uma regra sem exceção.

E também: “Os tecidos cancerosos são tecidos ácidos, enquanto que os saudáveis são tecidos alcalinos.”

Em sua obra “O metabolismo dos tumores”, Warburg demonstrou que todas as formas de câncer se caracterizam por duas condições básicas: a acidose (acidez do sangue) e a hipoxia (falta de oxigênio). Também descobriu que as células cancerosas são anaeróbias (não respiram oxigênio) e NÃO PODEM sobreviver na presença de altos níveis de oxigênio; em troca, sobrevivem graças a  GLICOSE, sempre que o ambiente está livre de oxigênio… Portanto, o câncer não seria nada mais que um  mecanismo de defesa  que tem certas células do organismo para continuar com vida em um ambiente ácido e carente de oxigênio.

Resumindo:

Células sadias vivem em um ambiente alcalino e oxigenado, o qual permite seu normal funcionamento.

Células cancerosas vivem em um ambiente extremamente ácido e carente de oxigênio.

IMPORTANTE:

Uma vez finalizado o processo da digestão, os alimentos de acordo com a qualidade de proteína, hidrato de carbono, gordura, minerais e vitaminas que fornecem, gerarão uma condição de acidez ou alcalinidade no organismo. Ou seja, esta parte depende principalmente do que você come! Mas isto é apenas o princípio de tudo, pois existe uma complexidade enorme sobre tudo que causa dano em seu organismo.

O resultado acidificante ou alcalinizante se mede através de uma escala chamada PH, cujos valores se encontram em um nível de 0 a 14,sendo PH 7, um PH neutro. Aí você ainda entenderá em um artigo que já publiquei, sobre acidez e alcalinidade, que até o líquido que você toma diariamente pode ser danoso e ter um ph altamente prejudicial, portanto devemos escolher inclusive a água que bebemos, é simples!

É importante saber como os alimentos ácidos e alcalinos afetam a saúde, já que para que as células funcionem de forma correta e adequada, seu PH deve ser ligeiramente alcalino. Em uma pessoa saudável, o PH do sangue se encontra entre 7,40 e 7,45.  Leve em conta que se o ph sanguíneo caísse abaixo de 7, entraríamos em estado de coma, próximo a morte .

Mas então, o que temos a ver com tudo isto? Vamos ao que interessa, vou ser direto para facilitar sua vida. E se você é profissional, por favor, aprenda e pratique se não em sua vida, pelo menos em seus usuários, aconselhe todos, faça sua parte!

Alimentos que acidificam o organismo:

# Açúcar refinado e todos os seus subprodutos – o pior de tudo: não tem proteínas, nem gorduras, nem minerais, nem vitaminas, só hidrato de carbono refinado, que pressiona o pâncreas. Seu PH é 2.1, ou seja, altamente acidificante.

# Carnes – todas

# Leite de vaca e todos os seus derivados – queijos, requeijão, iogurtes, etc.

# Sal refinado

# Farinha refinada e todos os seus derivados – massas, bolos, biscoitos, etc.

# Produtos de padaria – a maioria contém gordura saturada, margarina, sal, açúcar e conservantes.

# Margarinas

# Refrigerantes e Sucos de caixinhas

# Cafeína – café, chás pretos, chocolate.

# Álcool

# Tabaco

# Remédios, antibióticos

# Açúcar

# Milho

# Soja

# Tudo que contenha conservantes, corantes, aromatizantes, estabilizantes, etc. Enfim: todos os alimentos enlatados e industrializados. Constantemente o sangue se encontra autorregulando-se para não cair em acidez metabólica, desta forma garantindo o bom funcionamento celular, otimizando o metabolismo. O organismo DEVERIA obter dos alimentos, as bases (minerais) para neutralizar a acidez do sangue na metabolização, porém todos os alimentos já citados, contribuem muito pouco, e em contrapartida, desmineralizam o organismo (sobretudo os refinados).Há que se levar em conta que no estilo de vida moderno, estes alimentos são consumidos pelo menos 3 vezes por dia, os 365 dias do ano!!!Curiosamente, todos estes alimentos citados, são  ANTIFISIOLÓGICOS !!… Nosso organismo  não foi projetado para digerir toda essa porcaria!

Alimentos Alcalinizantes

# Todas as verduras cruas (algumas são ácidas ao paladar, porém dentro do organismo tem reação alcalinizante, outras são levemente acidificantes, porém trazem consigo as bases necessárias para seu correto equilíbrio);  cruas produzem oxigênio, cozidas não, mas por outro lado, recomendo a ingestão de verduras cozidas pelo fato de que muitas só liberam seus nutracêuticos após o cozimento. Portanto, desde que você tome as outras atitudes em relação ao seu alimento, verduras recomendo que faça ingestão cozidas!

# Frutas- Por exemplo: o limão tem um PH aproximado de 2.2, extremamente ácido, porém dentro do organismo tem um efeito altamente alcalinizante (*lembre-se de que o suco de limão faz bem se adoçado com Stévia e só). São estes os detalhes de que sempre falo, não podemos como profissionais de saúde sermos superficiais, pois o aprofundamento é fundamental, faz toda diferença no conhecimento.

As frutas “produzem” quantidades saudáveis de oxigênio, quando ingeridas. Não se engane com os sucos, principalmente os de caixinha, pois não trazem benefício algum à saúde e, pelo contrário, são altamente maléficos. Repito novamente: “Quem tem sede bebe água, quem tem fome toma sucos (de preferência naturais, feitos na hora a exceção do de laranja que é altamente maléfico infelizmente).

# Sementes: além de todos os seus benefícios, são altamente alcalinizantes, como por exemplo, as amêndoas.

# Cereais integrais: O único cereal integral alcalinizante é o milho, mas  hoje em dia altamente cancerígeno, por ser um alimento transgênico junto com a soja, todos os demais são ligeiramente acidificantes, porém muito saudáveis!.. Lembre-se que nossa alimentação ideal necessita de uma porcentagem de acidez (saudável). Todos os cereais devem ser consumidos cozidos. E só para constar, não estou falando sobre estas barrinhas de cereais, que são mais uma das enganações da indústria alimentícia, e que o terapeuta e o trofoterapeuta acreditou e orienta seus pacientes a utilizarem como fonte de saúde!

# O mel é altamente alcalinizante.

# A clorofila das plantas (de qualquer planta) é altamente alcalinizante (sobretudo a aloe vera, mais conhecida como babosa).

# Á água é importantíssima para a produção de oxigênio. “A desidratação crônica é o estressante principal do corpo e a raiz da maior parte de todas as enfermidades degenerativas”, afirma o Dr. Feydoon Batmanghelidj. O exercício moderado oxigena todo o seu organismo, o sedentarismo o desgasta.  Acontece que até quando o profissional orienta seu paciente a fazer exercícios físicos, deve ponderar e estudar de que forma o exercício pode realmente estar trazendo benefícios, pois dentre muitas questões, devido à produção aumentada de radicais livres durante o exercício físico intenso, e ao desgaste metabólico que ocorre, os exercícios devem ser individualizados sempre para que possam trazer saúde.

O Doutor George w. Crile, de Cleverand, um dos cirurgiões mais importantes do mundo declara abertamente:

“Todas as mortes mal chamadas “naturais”, não são mais que o ponto terminal de uma saturação de ácidos no organismo.”

Como dito anteriormente, é totalmente impossível que um câncer prolifere em uma pessoa que libera seu corpo da acidez, nutrindo-se com alimentos (o que chamamos de nutracêuticos) que produzam reações metabólicas alcalinas e aumentando o consumo de água de boa qualidade e que, por sua vez, evita os alimentos que produzem acidez, e se abstém de elementos tóxicos. Em geral o câncer não se contrai nem se herda, o que se herda são os costumes alimentícios, ambientais e o estilo de vida.  Isto sim é que produz o câncer.

Agora reflita, porque em irmãos gêmeos, muitas vezes um morrerá em decorrência do câncer e outro por outra causa? Ora, se a genética de ambos é a mesma, o que realmente influenciou sua vida foi de fato a Epigenética e não só a genética. Como o próprio nome já diz, esta ciência estuda a interferência do meio ambiente sobre a genética, explicando o motivo pelo qual as alterações acontecem. Para as pessoas que não conheciam esta palavra, e mesmo médicos que não estão familiarizados, saibam que este é o assunto dentro da medicina mais pesquisado em todo mundo na atualidade!

Mencken escreveu:

“A luta da vida é contra a retenção de ácido”.

“O envelhecimento, a falta de energia, o estresse, as dores de cabeça, enfermidades do coração, alergias, eczemas, urticária, asma, cálculos renais e arterioscleroses entre outros, não são nada mais que a acumulação de ácidos.”

O Dr. Theodore A. Baroody

disse em seu livro “Alkalize or Die” (Alcalinizar ou Morrer):

“Na realidade não importa os diversos nomes de enfermidades. O que importa sim é que todas elas provêm da mesma causa básica: muito lixo ácido no corpo!” É por este motivo que já escrevi um artigo inteiro sobre a Ozonioterapia, simplesmente porque ela aumenta significativamente os níveis de Oxigênio no corpo e por isto, é uma das formas mais simples e eficazes de promover a prevenção!

Dr. Robert O. Young disse:

“O excesso de acidificação no organismo é a causa de todas as enfermidades degenerativas. Quando se rompe o equilíbrio e o organismo começa a produzir e armazenar mais acidez e lixo tóxico do que pode eliminar, então se manifestam diversas doenças.”

E a quimioterapia?

Por ser um assunto muito complexo, controverso e pelo qual tenho sérias críticas, não entrarei em detalhes, somente me limito a  enfatizar o óbvio :a quimioterapia acidifica o organismo a tal extremo, que este recorre às reservas alcalinas do corpo de forma imediata para neutralizar tanta acidez, sacrificando assim bases minerais (Cálcio,Magnésio, Potássio, Selênio, Zinco, Composto PO4, GcMAF) depositadas nos ossos, dentes, articulações, unhas e cabelos. É por esse motivo que se observa semelhante degradação nas pessoas que recebem este tratamento, e entre tantas outras coisas, ocorre com grande velocidade a queda do cabelo. Para o organismo não significa nada ficar sem cabelo, porém um PH ácido significaria muitas vezes a morte. É realmente um assunto delicado, pois grandes cientistas são unânimes hoje em afirmar que este tipo de abordagem já é sabidamente um erro, porém o grande problema é que não há ainda, a luz da ciência, uma outra forma direta para se ter como protocolo no acompanhamento do câncer.

Pois bem, não quero ser eu a fazer com que você fique com medo da situação atual da saúde, mas posso lhe dizer que as frases abaixo estou retirando de fontes médicas importantes no mundo:

“É necessário dizer que isto não é divulgado porque a indústria do câncer (leia-se indústria alimentícia +indústria farmacêutica) e a quimioterapia são alguns dos negócios mais multimilionários que existem hoje em dia??”

“É necessário dizer que a indústria farmacêutica e a indústria alimentícia são praticamente uma só entidade??  Você se dá conta do que significa isto?”

“Quanto mais gente doente, mais a indústria farmacêutica no mundo vai lucrar! E pra fabricar tanta gente doente, é necessário muito alimento lixo, como a indústria alimentícia tem produzido hoje no mundo, ou seja, um produz pra dar lucro ao outro e vice-versa, é uma corrente. Esta é uma equação bem fácil de entender, não é?)”

Quantos de nós temos escutado a notícia de alguém que tem câncer e sempre alguém diz: “É.… poderia acontecer com qualquer um…“  Com qualquer um?

Agora que você já sabe, o que você vai fazer a respeito é realmente um problema pessoal. Procuro cumprir com meu legado de terapeuta, de quem estuda e procura respostas e com quem se preocupa com a saúde da nossa geração e das gerações futuras. De quem não aceita hoje somente uma informação, mas busca sempre ir atrás da confirmação desta informação até que eu seja realmente convencido a respeito da veracidade da mesma criticamente.

A ignorância justifica, o saber condena.

Hoje compreendo a frase tão conhecida na medicina: “Que teu alimento seja teu remédio, que teu remédio seja teu alimento.” Hipócrates (pai da medicina moderna).

Porque do Câncer?

Porque se desenvolve o Câncer?

Uma vez que o câncer se caracteriza por um tumor nos tecidos do doente, pareceria legítimo abordar esta doença com o estudo de uma descrição dos tumores cancerosos, mas isso significaria concentrarmo-nos numa manifestação local, enquanto a doença propriamente dita reside no terreno. Seria o mesmo que fixarmo-nos nos sintomas, nos efeitos e esquecermos a verdadeira causa primeira. A possibilidade de compreensão da doença e do iniciar dos tratamentos ver-se-ia dimi­nuída com tal atitude.
O estado do terreno será o motivo pelo qual surge o tumor? Não será um pouco anacrônico recorrermos a um velho conceito de há mais de 2000 anos, para uma doença sobre a qual se debruçam milhares de investigadores equipados com os meios mais sofisticados? Longe de invalidar este conceito, todas as modernas descobertas científicas vêm, pelo contrário, confirmar este fato: o estado do terreno é determinante para o desenvolvimento de um tumor canceroso.

O terreno canceroso

O que pode transformar um terreno sadio num terreno canceroso? As investigações laboratoriais levaram à identificação de numerosas substâncias que podem induzir à transformação de uma célula sã numa célula cancerosa. A absorção, por parte do organismo, de tais subs­tâncias designadas por cancerígenas e a sua presença nos tecidos, contribuem para a constituição de um terreno canceroso. Trata-se, principalmente, de:
– nitrosaminas: nitratos que, por redução, formam nitritos;
– o benzeno-3-4-pireno que se encontra no peixe e nas carnes fumadas ou nos alimentos assados em fogo de lenha;
– as micotoxinas ou toxinas segregadas pelos molhos de amen­doim (aflatoxina), do arroz (liteoskirina)…;
– substâncias fabricadas por algumas plantas, como os alcalóides de Senecio;
– alguns corantes alimentares: o amaranto (e 23), a anilina, etc.;
– alguns inseticidas, fungicidas e herbicidas; ou porque os ali­mentos contenham os pesticidas em questão, ou porque conte­nham os seus metabolitos;
– o álcool: diretamente por irritação das mucosas ou indireta­mente, pelas substâncias cancerígenas que derivam de algumas formas de preparação;
– os edulcorantes (aspartame, ciclamato, sacarina, sucralose);
– o tabaco;
– o talco que serve para dar brilho ao arroz, etc.
A estas substâncias de origem alimentar, cuja lista é extensa, há que juntar todas as substâncias químicas cancerígenas, conhecidas ou não, contidas nas embalagens que envolvem os alimentos, em alguns medicamentos, nos resíduos industriais, etc.
Não é necessário continuar esta enumeração para sublinhar que tudo isto nos leva à questão fundamental.

De que outro modo pode­remos classificar um meio orgânico que contém algumas destas subs­tâncias, senão como um terreno sobrecarregado de resíduos?
Quando se apresenta uma lista de substâncias cancerígenas, facil­mente podemos ficar com a impressão deque estas são a única causa do cancro. É certo que o perigo que representam é uma realidade, mas, tal como os micróbios, a sua nocividade depende do estado do terreno.

Seria, inclusivamente, tentador para frasear a célebre máxima de Pas­teur: “Cancerígeno não significa nada; toda a importância está no terreno.”
Com efeito, uma substância cancerígena pode ser destruída, graças à função antitóxica do fígado; naturalmente que isto ocorre apenas quando a função hepática se efetua com normalidade, coisa que depende da forma de vida do indivíduo e,portanto, em última instân­cia, do estado do seu terreno.
Muitas substâncias cancerígenas só se tornam ativas se entrarem em contato com outras substâncias não cancerígenas, designadas por promotoras do câncer. Felizmente, já temos algumas dessas substân­cias descobertas. Entre elas encontram-se, por exemplo, aditivos que se consideravam totalmente inócuos. Logicamente, quanto mais so­brecarregado estiver o terreno, mais provável será que contenha subs­tâncias promotoras do câncer. Ao fim e ao cabo, não quererá isto dizer que a ação das substâncias cancerígenas depende do estado do ter­reno?
Além disso, dentre as pessoas que se encontram em contato com as mesmas substâncias cancerígenas, por exemplo, os operários de uma fábrica, nem todas desenvolvem, necessariamente, um câncer. Cada operário, em função da sua alimentação, dos problemas profis­sionais ou familiares que tem que enfrentar, mas também pela sua hereditariedade, pelo seu temperamento, pelas suas debilidades orgâ­nicas, possuirá um terreno especial, diferente do dos seus colegas, que lhe permitirá ou não o desenvolvimento de um câncer.
Convém observar, ainda, outros fatos significativos. Provou-se que o surgimento e desenvolvimento de um tumor canceroso seria claramente favorecido quando a pessoa estivesse sobre alimentada, principalmente se o excesso alimentar tivesse base em trigo, leite, açúcar refinado, defumados, embutidos, carne e gorduras; ou se a pessoa fosse obesa, obstipada e sedentária. Entre outros fatores que favorecem o desenvolvimento do tumor encontram-se as carências de oxigênio, magnésio, ferro, zinco, vita­mina A, C, etc., fatores que nos remetem, desta vez, para a noção de terreno com carências.

A possibilidade de desenvolvimento de um tumor maligno depen­de de todo um conjunto de fatores, cujos efeitos se inscrevem no terreno. Não estamos, pois, à mercê da primeira substância cancerígena que apareça. Se o terreno for sadio resistente, ela será neutralizada, destruída e eliminada. Em troca, se o terreno estiver desequilibrado, possuirá uma ação cancerígena, e este se verá favorecido e, até, reforçado pelas deficiências do terreno.
Sem dúvida, é o momento ideal para que, individualmente, cada qual evite consumir produtos cancerígenos e que, a nível social, se tomem medidas para afastar de nós estas substâncias. No entanto, é conveniente mantermos este aspecto da questão sob uma perspectiva mais alargada, pois, deixando-nos hipnotizar demasiado por estas substâncias, como acontece no caso dos micróbios, acabamos por nos esquecer do terreno.
Para nos resguardarmos do cancro, não basta eliminar as substân­cias cancerígenas conhecidas. Efetivamente, uma célula normal pode transformar-se numa célula cancerosa quando o terreno se degrada devido às sobrecargas e às carências. Mas, até mesmo quando se atinge esse ponto, o destino de uma célula cancerosa depende total­mente do terreno. De uma célula cancerosa não resulta, sistematica­mente, um tumor maligno.
Um “ser” vivo, quer se trate de um micróbio ou de uma célula (cancerosa ou não), só poderá viver num organismo se este o aceitar e lhe oferecer as condições de vida que lhe são necessárias para o seu desenvolvimento. Se isto acontecer, os micróbios multiplicam-se e chegamos a uma infecção; se se tratar de uma célula cancerosa, che­garemos a um tumor. Mas, quando o terreno não oferece as condições de vida necessárias, o micróbio permanece inofensivo e é destruído. A célula cancerosa é, também, destruída neste meio que lhe é hostil.
Comprova-se, pois, a importância do terreno para as possibilidades de ação cancerígena de uma substância e da evolução de uma célula cancerosa para um tumor maligno. Convém considerar que, à partida, o estado do nosso terreno depende da influência hereditária, mas também de uma forma essencial de higiene devida física e psíquica que escolhemos para nós.

Da célula cancerosa ao tumor maligno

No nosso terreno, cada órgão desempenha uma função precisa em colaboração com os outros. A sua independência e os equilíbrios sutis que se desenvolvem entre eles fazem com que nada possa ser acrescentado ou retirado da “máquina orgânica” para que esta funcione melhor. A localização e o volume de cada órgão estão equilibrada­mente relacionados entre si, com um funcionamento individual com­passado, para que possam trabalhar harmoniosamente como um todo.
Todos estes equilíbrios, toda esta organização pressupõem uma orientação inteligente que regula e controla a vida orgânica. Esta orientação é extraordinária, uma vez que o corpo conta com cinco bilhões de células que é necessário orientar e controlar para que as suas localizações se mantenham e para que cumpram a sua função de acordo com o resto do organismo.
Se uma parte do todo, um grupo celular,por exemplo, não estiver no lugar que lhe está destinado, a harmonia orgânica será quebrada e a sobrevivência do conjunto será colocada em perigo. Não realizando a sua tarefa no local próprio, perturba o trabalho que os outros tentam realizar, para além de se tornar uma presença incômoda.
A sabedoria que preside à organização do corpo não permite nor­malmente que tais anomalias se produzam e permaneçam. Através do processo de seleção natural, as células rebeldes encontram-se em condições de vida que lhes são menos favoráveis do que às que se encontram nos seus lugares corretos. Portanto, torna-se-lhes mais difícil a sobrevivência e o enraizamento nesse ambiente que não lhes está destinado. Além disso, o sistema de defesa do organismo, o sis­tema imunológico, localiza essas células perturbadoras, destruindo-as e eliminando-as.
Como vimos, o sistema imunológico de um organismo é muito menos eficaz quando o terreno se encontra degradado pelas sobrecar­gas e carências. Portanto, apesar do maravilhoso controlo e organiza­ção de que goza o corpo e devido a uma falta de respeito pelas normas fisiológicas que se desprendem desta organização, é possível que uma célula cancerosa possa não só sobreviver numa parte do corpo onde não deveria estar como também estabelecer uma colônia com outras semelhantes a si. Essa colônia de células estranhas designa-se por tumor.
O desenvolvimento do tumor

A célula cancerosa diferencia-se da célula normal pelo seu pro­cesso de multiplicação. Uma célula sã, ao dividir-se, dá lugar a duas células filhas e deixa de existir como tal.Uma das duas células não é fecunda, e a sua função será a de participar nos trabalhos do órgão a que pertence (célula obreira funcional). A segunda célula é fecunda (célula geradora). O seu papel será o de originar duas novas células filhas, das quais uma será novamente fecunda e a outra não. O fato de a célula geradora dar sempre lugar, ao mesmo tempo, a uma célula geradora e a uma célula obreira, permite que o conjunto dos órgãos permaneça estável. Com efeito, a ausência de descendentes da célula obreira é compensada pela outra célula proveniente da célula gera­dora.
A particularidade de uma célula cancerosa é a de dar lugar a duas células geradoras, que, por sua vez, originam, também, duas outras células geradoras e assim sucessivamente. Portanto, o número de células do tecido canceroso não permanece estável; cresce rapidamente.
Em média, uma célula cancerosa divide-se quatro vezes por ano e, recordá-lo, nascem duas células geradoras de cada vez. Deste modo, o número de células duplica-se a cada divisão celular. As duas células filhas que resultam da primeira divisão dão lugar, cada uma, a outras duas células filhas. Então, estão presentes quatro células. Ao dividirem-se, as duas células iniciadoras deixam de existir como tal e já não entram na contagem. Na divisão seguinte, a terceira, cada uma das quatro células origina duas, o que perfaz um total de oito, etc. (ver tabela 1). Ao cabo de um ano, na quarta divisão, estaremos na pre­sença de dezesseis células. Dezesseis células, num organismo que conta com cinco bilhões, representa pouca coisa. Mas o ritmo de crescimento processa-se numa progressão geométrica, duplicando-se a cada vez (2, 4, 8, 16, 32, 64, 128, 256…),e, assim sendo, o número de células cancerosas do tumor cresce a uma velocidade vertiginosa.

A tabela 2 mostra a progressão do número de células de ano a ano, por cada divisão.
As diversas fases importantes pelas quais passa o desenvolvimento do tumor são as seguintes:

O estádio das mil células

No decurso do seu terceiro ano de idade, o tumor alcança o estádio das mil células. Este agrupamento celular não constitui ainda o ver­dadeiro perigo, pois não evoluirá, necessariamente, para um tumor canceroso firmemente estabelecido. De fato, é até muito instável e encontra-se mal apoiado nos tecidos. Ainda pode ser destruído e eli­minado com facilidade, em virtude da lei de seleção natural, segundo a qual as células anormais se tornam inviáveis num meio em que predominam as células sãs.
Por conseguinte, ainda não podemos falar de cancro propriamente dito, mas apenas de um tumor reversível, susceptível de desaparecer espontaneamente, se as condições lhe forem desfavoráveis. Inclusiva­mente, parece que a existência de tais tumores no organismo é normal, mas que fracassam e não produzem efeitos desagradáveis desde que o terreno esteja são e o sistema imunológico funcione.

O estádio de um milhão de células

Se o terreno permitir, o tumor continuará a crescer até alcançar, no quinto ano, o milhão de células e o peso de 1 mg. Mede apenas 1 mm, mas, na escala celular, estas dimensões são enormes e suficientes para evitar que as células situadas no centro do tumor entrem em contacto com as células sãs circundantes. Deste modo, a seleção natural não pode atuar sobre elas, pois a ausência de contacto evita o confronto com as células sãs. Se todas as condições se mantiverem inalteráveis, o tumor será capaz de crescer sem encontrar qualquer oposição rele­vante.
Com a permanente duplicação do número de células a cada divisão, na divisão seguinte existirão 2 milhões de células, depois 4, 8, etc.
Apesar destes números, as dimensões do tumor são demasiado pequenas para que ele possa ser descoberto através das técnicas a­tuais. A detecção só será possível três anos depois,quando o seu volume for mil vezes maior.

O estádio de mil milhões de células

No seu oitavo ano, o tumor mede aproximadamente 1 cm e pesa 1 grama. Evoluiu, pois, ao longo de oito anos, no silêncio das profundezas. Conseguiu crescer e instalar-se solidamente nos tecidos. Só agora poderá ser descoberto, caso se efetue exames. No entanto, descobrir um tumor não significa tratá-lo e eliminá-lo.
Para complicar as coisas, quando se pode descobri-lo e iniciar um tratamento curativo, ele dá início a uma nova fase da sua vida: a fase da propagação.
Efetivamente, as células isoladas ou em placas (metástases) desprendem-se do tumor-mãe e, levadas pela corrente sanguínea ou lin­fática, vão colonizar outras partes do corpo. Assim, no momento em que se consegue descobrir o tumor-mãe e se poderia passar à ação, esta perde, em grande parte, o seu poder, uma vez que no interior dos tecidos se começam a produzir tumores-filhos que, por sua vez, são igualmente indestrutíveis.
Parece que a natureza nos dá uma lição,querendo corrigir a nossa obstinada preocupação com os efeitos, sem nos lembrarmos das cau­sas que originam as doenças. Faz com que nos apercebamos de que é mais sábio prevenir do que curar.

O estádio de 1 bilhão de células

Quando o tumor, tumores-filhos (metástases) incluídos, alcança o bilhão de células, pesa 1 kg e tem um volume de 10 cm. Geralmente, o portador de tal tumor morre, pois o corpo humano não tolera uma massa tumoral superior a 1 kg.
Esta descrição do desenvolvimento de um tumor deve ser consi­derada um retrato-tipo, uma das numerosas possibilidades de percurso de um tumor.

Tabela 2: A multiplicação do número de células num tumor 

Na verdade, todo o processo se pode desenvolver mais lentamente, com períodos de trégua: o tumor não progride ou, inclusivamente, retrocede, nuns casos mais do que em outros e, às vezes… até desaparece completamente. Neste caso, as células cancerosas encontram condições de vida adversas, porque o terreno se encontra depurado, as carências foram satisfeitas e o estado psíquico do doente melhorou.
Por outro lado, o desenvolvimento do tumor pode acelerar-se quando o estado psicológico do paciente sofre uma quebra, como por exemplo, após um choque afetivo, ou quando o organismo fica mais carenciado, aumentando assim o nível de intoxicação. Comprovou-se experimen­talmente que basta aumentar a dose de glúcidos, sobretudo de açúcar refinado, para fazer aparecer um cancro.
O desenvolvimento de um tumor não se efetua, pois, segundo uma lógica interna cega e independente do meio em que se encontra. As células cancerosas, do mesmo modo que as outras, nadam nos líquidos nutritivos do corpo e deles dependem totalmente. Pela sua anormalidade, debilidade e deficiência, são muito mais dependentes desses líquidos, levando a que as suas necessidades sejam, geralmente, maiores do que as de uma célula sadia. Além disso, um tumor can­ceroso organiza-se extremamente mal. Todo o seu sistema – aportes nutritivos, eliminação das toxinas, circulação, oxigenação… – é defi­ciente, ao ponto de uma parte importante das células morrerem de inanição e a outra só poder sobreviver através da hibernação. O perigo que representam não se deve ao seu próprio vigor, mas sim ao estado debilitado em que se encontra o resto do organismo.
Não esqueçamos que aos oito anos de desenvolvimento silencioso de um tumor corresponde uma degradação paralela e não menos importante do terreno, adicionada ainda ao seu estado de imperfeição inicial, o qual permitiu o surgimento do tumor.
Qualquer melhoramento do terreno representa um atentado às possibilidades de sobrevivência do tumor.Quanto mais toxinas se expulsarem e melhor se satisfizerem as carências,mais possibilidades damos às células sadias de readquirirem a sua vitalidade e mais adversas se tornam as condições para as células cancerosas.

Este ponto foi também confirmado, tanto através de estudos rea­lizados em laboratórios sobre culturas de células cancerosas, como pela experiência vivida por milhares de cancerosos que experimenta­ram modificar em profundidade a qualidade do seu terreno.
O desenvolvimento de um tumor não se processa unicamente sob a forma de crescimento. Trata-se de um processo dinâmico, vivo, que pode encaminhar-se tanto para o aumento, como para a diminuição. Tudo depende da ação que o indivíduo esteja disposto a realizar sobre o terreno orgânico e… dos danos causados pelo tumor.
Efetivamente, um tumor canceroso pode originar defeitos de todo o tipo. Quanto mais numerosas forem as células cancerosas, mais absorvem as substâncias nutritivas das células sãs; além disso, as suas necessidades nutritivas são maiores do que as das células normais.
O tumor comporta-se como uma planta parasita que esgota a ár­vore sobre a qual se desenvolve.
As células anormais expulsam também uma grande quantidade de toxinas que envenenam todo o organismo e contribuem para um maior aumento da degradação do terreno. Este fenômeno origina, natural­mente, uma multidão de pequenos transtornos, aparentemente sem qualquer relação direta com o tumor, a não ser o fato de resultarem do aumento da percentagem da sobrecarga.
A estes transtornos devidos à atividade do tumor juntam-se ainda as perturbações provocadas pela sua localização. Quanto mais aumen­ta o volume do tumor, maior a área ocupada do espaço normalmente destinado aos tecidos sãos, chegando a comprimir os órgãos, diminuindo-lhes as capacidades funcionais, ou a obstruir canais como, por exemplo, os intestinos ou as vias respiratórias, impedindo que as evacuações ou as trocas se produzam corretamente.
Ao contrário dos tumores benignos (quistos, verrugas, etc.), que se mantêm bem encapsulados, o tumor canceroso invade o organismo. Segrega enzimas que digerem os tecidos vizinhos, acabando por des­truí-los. Deste modo, abre-se caminho para a criação de um espaço propício ao seu aumento de volume.
Um tumor pode infiltrar-se e desenvolver-se num órgão até um tal limite que as paredes deste acabam por ser comprimidas pelas células cancerosas, quer dizer, células de qualidade inferior. Daí resulta rupturas inevitáveis, perfurações e hemorragias.
O caráter invasivo do tumor canceroso não se manifesta apenas localmente, já que, como vimos anteriormente, as células cancerosas poderão desprender-se do tumor-mãe e, pela via linfática ou sanguí­nea, criar e desenvolver tumores-filhos em lugares bem afastados do seu ponto de origem.
Face aos problemas ocasionados pelo desenvolvimento do tumor, a tentação de querer destruí-lo o mais rapidamente possível é, logicamente, grande.
Todavia, o caminho da luta contra os sintomas está repleto de obstáculos. As técnicas da extirpação cirúrgica do tumor e da destrui­ção das células cancerosas através da radioterapia ou da quimioterapia não são realmente eficazes, principalmente se forem utilizadas dema­siado cedo, isto é, se o tumor não estiver ainda desenvolvido e se não existirem metástases isoladas.
Certamente que o organismo se sentirá aliviado de um peso se o tumor for extraído. Contudo, não está ainda resolvido o problema de fundo, a correção do terreno capaz, por si só,de travar o desenvol­vimento do tumor e as possibilidades de desenvolvimento das metástases. Assim como também não está resolvida a situação de todos os transtornos adicionais derivados da degradação do terreno.
Seja qual for a doença (neste caso, o câncer), cada doente cance­roso é um caso único, com as suas características próprias. Assim, há sempre que considerar toda a situação orgânica e psíquica do paciente, para se poder decidir sobre a terapia que deverá ser empregada. Já Hipócrates escre­via que “… não poderão existir regras matemáticas e invariáveis no tratamento dos doentes. Efetivamente, a medicina deve fazer de uma forma num dado momento, para, no momento seguinte, fazer preci­samente o contrário”.

De qualquer maneira, a lógica pretende que o tratamento dos sinto­mas esteja sempre associado a um tratamento de fundo sobre o terreno, como preparação para as intervenções alopáticas (cirurgia, radiotera­pia, etc.), mas também após estas, para poder agir sobre as causas.
A correção do terreno, diminuindo a gravidade dos transtornos locais e melhorando o estado geral, permitirá, por um lado, que o doente reaja melhor ao tratamento e, por outro, que o terapeuta utilize doses menos fortes. A recuperação do doente será mais fácil após as intervenções alopáticas, e evitar-se-ão muitas complicações como hemorragias, alergias e outras.
Iremos sempre a tempo, ainda que só se inicie o tratamento do terreno após as intervenções alopáticas, e jamais deveremos pensar que será uma atitude supérflua, ou que já é tarde para fazê-lo. É até um ótimo momento para atacar, finalmente, as causas. Ao eleger-se a terapia, contrariamente ao que poderia supor-se, a questão não reside em pensarmos se faz ou não falta um tratamento de fundo após o tra­tamento dos sintomas, mas, antes, se será necessário associar um tratamento dos sintomas ao tratamento de fundo.
Quaisquer melhoras verificadas no terreno represen­tam um atentado contra as possibilidades de sobrevivên­cia do tumor.

SINAIS E SINTOMAS TÍPICOS DE CÂNCER

Cada tipo de câncer possui sintomas distintos. Não há um sintoma característico de câncer que seja comum a todos os tipos.

O câncer é uma grave doença que surge quando alguma célula do nosso organismo sofre uma mutação, perde suas características naturais e passa a se multiplicar de forma desordenada, invadindo órgãos e vasos sanguíneos.

Câncer é um termo genérico que se aplica a mais de 100 doenças diferentes, para alguns autores toda doença é um câncer, se é maligno ou não é outra coisa. Cada tipo de câncer apresenta causas, evolução, agressividade, sintomas e tratamentos completamente distintos. Apenas como analogia, podemos dizer que dois cânceres diferentes como a leucemia e o câncer de pele possuem tantas semelhanças quanto a pneumonia e o tétano, ambas doenças infecciosas causadas por bactérias.

Por isso, quando os pacientes vão à internet à procura de informações sobre “sintomas do câncer” dificilmente vão encontrar o que desejam. Cada tipo de câncer possui sintomas distintos. Não há um sintoma característico de câncer que seja comum a todos os tipos. O que a maioria dos cânceres costuma manifestar são sinais e sintomas inespecíficos, como emagrecimento, cansaço, dor no corpo, etc., que podem ocorrer também em centenas de outras doenças.

Vamos citar alguns sintomas mais comuns que pessoas que recebem o diagnóstico de câncer costumam apresentar. Lembre-se que a chance de cura para qualquer tipo de câncer é maior se este for detectado precocemente. Se você apresenta alguns dos sinais e sintomas que serão descritos abaixo, procure atendimento médico, não fique à espera de uma melhora espontânea com o passar do tempo. Se for um câncer, a espera pode fazê-lo perder o tempo ideal para o tratamento. O recorrente pensamento “vou esperar para ver se passa” pode se transformar em um “esperei demais e perdi a chance de cura”.

SINAIS E SINTOMAS DE CÂNCER

A lista com os sinais e sintomas comuns em pacientes com câncer que será discutida neste artigo é:

  1. Lesões de pele.
  2. Nódulo na próstata.
  3. Nódulo na mama.
  4. Sangue nas fezes.
  5. Tosse com expectoração sanguinolenta.
  6. Sangramento vaginal.
  7. Nódulo na tireoide
  8. Perda de peso não intencional.
  9. Dificuldade para engolir.
  10. Sangue na urina.
  11. Aumento dos linfonodos.
  12. Rouquidão se motivo claro.
  13. Anemia
  14. Alterações nos testículos.

LESÕES DE PELE

O câncer mais comum em todo mundo é o câncer de pele. Portanto, uma lesão na pele talvez seja o sinal ou o sintoma que mais habitualmente indica a presença de um câncer.

Dividimos os cânceres de pele em melanoma e não-melanoma, sendo o primeiro grupo muito agressivo e o último mais brando.

O melanoma costuma se apresentar com uma mancha escura na pele de aparecimento recente, em locais habitualmente expostos ao sol, como costas, braços, pernas e face. A lesão costuma se apresentar como uma nova “pinta” assimétrica, com bordos irregulares e alterações na tonalidade da cor.

O câncer de pele não-melanoma também surge em áreas da pele mais expostas ao sol e costuma se apresentar como lesões avermelhadas, muitas vezes com elevações e escamações da pele. Uma aparência de pequena ferida que não cicatriza também é comum.

NÓDULO NA PRÓSTATA

O câncer da próstata é câncer mais comum do sexo masculino, por isso, alterações na próstata, principalmente em indivíduos acima dos 50 anos devem ser sempre levadas a sério.

O sinal mais típico do câncer da próstata é um nódulo na próstata encontrado durante o exame de toque retal ou através de uma ultrassonografia.

O tumor da próstata se estiver próximo à uretra pode causas sintomas como jato urinário fraco, dificuldade para iniciar a micção e necessidade de urinar com frequência, sempre pequenos volumes.

Alguns tumores da próstata, entretanto, crescem longe da uretra e podem não causar nenhum sintoma até fases bem avançadas da doença. Por isso, o rastreio do câncer da próstata com o toque retal, o exame de PSA e a ultrassonografia são importantes na detecção precoce do tumor.

NÓDULO NA MAMA

O câncer mais comum nas mulheres é o câncer de mama.

O primeiro sinal ou sintoma do câncer de mama costuma ser o aparecimento de um nódulo palpável em uma das mamas. Um nódulo maligno costuma ser duro, de formato irregular e bem aderido aos planos profundos.

A presença de gânglios na axila, alterações no mamilo, secreção sanguinolenta e alterações na textura da pele na mama também são sinais de alerta que podem indicar câncer de mama.

O auto-exame das mamas deve ser realizado mensalmente para que pequenas anormalidades possam ser detectadas precocemente. Porém, nem todo câncer de mama é detectável à palpação; na verdade apenas 10% o são, por isso, o exame preventivo com mamografia é essencial.

SANGUE NAS FEZES

O quarto tipo de câncer mais comum é câncer de cólon e reto.

Os dois sintomas mais comuns do câncer colorretal são o sangramento nas fezes e a prisão de ventre de início recente. Como muitos indivíduos sofrem de constipação intestinal crônica, esse sinal acaba não ajudando muito, já que o paciente não nota muita alteração do seu padrão habitual de evacuação. A presença de sangramento anal, por outro lado, é um sinal que é mais fácil de ser notado.

É importante salientar que existem várias causas para sangramento nas fezes além do câncer de intestino. Hemorróidas, por exemplo, são causas comuns de sangramento anal

No caso do câncer de cólon, quando há sangramento, o tumor costuma já estar bem avançado. Nas fases inicias o tumor pode até sangrar, mas o faz em pequenas quantidades, não sendo perceptível ao olho nu. Nestes casos o paciente pode apresentar anemia com carência de ferro, por perdas pequenas, porém constantes de sangue nas fezes. A pesquisa de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia ajudam no diagnóstico.

TOSSE COM SANGUE

O câncer de pulmão é outro tumor extremamente comum, só perdendo em incidência para o câncer de pele quando levamos em conta homens e mulheres juntos. 90% dos casos de câncer de pulmão ocorrem em fumantes (para saber mais sobre os fatores de risco para o câncer de pulmão.

Portanto, o aparecimento de alguns sinais e sintomas em fumantes devem acender um sinal de alerta. Cerca de 70% dos pacientes com câncer de pulmão apresentam tosse persistente. 50% apresentam tosse com escarro sanguinolento.

É importante salientar que várias doenças, entre elas a tuberculose e a bronquite crônica, esta última também causada pelo fumo, também pode se manifestar com tosse e secreção sanguinolenta (para ver a lista completa de causas.

O fato é que, independentemente de ser causada ou não por um câncer de pulmão, a presença de tosse com escarro sanguinolento quase sempre indica alguma doença potencialmente grave, sendo necessária avaliação terapêutica imediata.

SANGRAMENTO VAGINAL

O sangramento vaginal fora do período menstrual, durante a menopausa ou após relação sexual é um dos sintomas possíveis do câncer do colo do útero. Uma alteração do padrão menstrual, com aumento do volume de sangue, também é um sinal de alerta, principalmente em mulheres acima dos 45 anos.

A maioria dos casos de câncer de colo de útero é assintomática nas fases inicias, daí a importância do exame preventivo. Quando surgem os sintomas descritos acima, geralmente o tumor está em fase avançada.

Mais uma vez cabe ressaltar que há várias outras causas para sangramento vaginal, sendo a avaliação terapêutica essencial para diferenciá-las.

NÓDULO NA TIREÓIDE

Um nódulo na tireoide é um achado muito comum, acometendo até 1/3 da população em geral. O nódulo geralmente é assintomático, mas pode ser palpável em alguns casos. Ter um nódulo na tireoide não costuma indicar uma doença mais grave, entretanto, cerca de 5% dos casos são na verdade um câncer de tiróide.

O aparecimento de um nódulo durante a vida adulta é algo relativamente comum e na maioria das vezes não indica a presença de um câncer. Já em crianças, a presença de um nódulo não é tão comum e deve ser encarada com mais cuidado. Um nódulo de tireoide em uma criança tem o dobro de chances de ser um câncer quando comparado a um nódulo em um adulto.

Portanto, qualquer nódulo na tireoide deve ser avaliado por um médico endocrinologista para que a hipótese de câncer possa ser descartada. O principal fator de risco para o câncer de tireoide é a exposição à radiação durante infância/juventude.

PERDA DE PESO NÃO INTENCIONAL

Há vários mecanismos responsáveis pela perda de peso em pacientes com câncer. Anorexia e perda de peso estão presentes em mais de 50% dos pacientes com câncer no momento do diagnóstico. Até 35% dos pacientes com emagrecimento sem causa aparente têm câncer

O câncer costuma causar perda de apetite, mas o paciente pode perder peso e massa muscular sem que ainda tenha havido uma grande redução na sua ingestão de calorias. Ou seja, o paciente com câncer emagrece mesmo que ainda mantenha uma boa ingestão de alimentos. Esta perda de peso ocorre pela produção de substâncias pelo tecido tumoral que leva ao consumo de massa muscular e gordura. Nas fases mais avançadas o paciente com câncer perde o apetite e o emagrecimento fica ainda mais evidente.

Além da anorexia e da ação direta de substâncias produzidas pelo tumor, existem também outros fatores associados à perda de peso no câncer, incluindo dor, distensão abdominal, náuseas, vômitos, infecções, dificuldade para engolir, saciedade precoce, má absorção dos alimentos ou efeitos adversos da quimioterapia ou radioterapia.

Quando o paciente já apresenta perda de peso, o câncer habitualmente já causa algum outro tipo de sintoma, o que ajuda no seu diagnóstico. Nestes casos, o tumor costuma ser facilmente identificável após uma simples investigação pelos profissionais.

DISFAGIA (DIFICULDADE PARA ENGOLIR)

A dificuldade para engolir recebe o nome de disfagia; é um sintoma comum de câncer do esôfago.

A disfagia geralmente é progressiva. Inicialmente o paciente começa a notar que algumas comidas mais sólidas parecem ficar transitoriamente impactadas no esôfago. Com o tempo essa impactação começa a incomodar mais e o paciente involuntariamente passa a dar preferência a alimentos mais pastosos. Em fases avançadas, apenas líquidos conseguem ser ingeridos.

Além da dificuldade para engolir alimentos sólidos, o paciente também costuma apresentar episódios de engasgos e sensação de queimação no peito. A presença de refluxo gastresofágico é um fator de risco para o câncer de esôfago

Além do câncer existem outras doenças que podem causar disfagia, entre elas: lesões neurológicas, refluxo gastresofágico, acalásia, esclerodermia, entre outros.

SANGUE NA URINA

A presença de sangue na urina, chamada de hematúria, é um sinal de que há alguma lesão do trato urinário, acometendo geralmente rins, ureteres, bexiga ou uretra.

Muitas vezes a hematúria é microscópica, só sendo identificada através de exames de urina. Quando a presença de sangue na urina é visível, damos o nome de hematúria macroscópica. Os cânceres de bexiga ou de rim costumam causar hematúria visível, deixando a urina avermelhada.

Várias doenças podem causar sangue na urina, como infecção urinária, cálculo renal, glomerulonefrites, etc. O câncer não costuma ser a primeira hipótese diagnóstica na maioria dos casos, porém, deve ser pensado quando o paciente apresentar também as seguintes características:

– Idade maior que 40 anos.
– Fumante.
– Grande quantidade de sangue na urina.
– História de uso prolongado de analgésicos.
– História de radiação na região pélvica
– História de contato prolongado com tinta

AUMENTO DOS LINFONODOS

O aumento dos linfonodos (conhecidos também como gânglios ou ínguas), seja de forma generalizada ou apenas em uma região do corpo, pode também ser um sinal de câncer. A principal causa do aparecimento de gânglios palpáveis são as infecções. Algumas delas causam aumento generalizado dos gânglios, como tuberculose, sífilis, mononucleose, HIV… Outras infecções causam aumento localizado, como gânglios no pescoço nos casos de amigdalite.

Quando não há uma causa infecciosa óbvia para o aumento dos linfonodos, a origem pode ser um câncer. A neoplasia que mais causa linfonodos difusamente é o linfoma. Alguns cânceres também causam linfonodos localizados, como os gânglios na axila no caso de câncer de mama, ou gânglios no pescoço no caso de tumores da face e cabeça.

Linfonodos na região do cotovelo, axila ou clavícula são os mais associados à presença de um câncer e deve ser avaliado por um profissional o mais depressa possível. Gânglios na região da virilha costumam serem benignos, geralmente causados por doenças sexualmente transmissíveis ou feridas de depilação. Porém, cânceres de útero, ovário, ânus ou pênis podem provocar o aumento de linfonodos nesta região.

Os linfonodos de origem maligna costumam ser duros e bem aderidos aos planos profundos da pele. Linfonodos de origem infecciosa tem consistência mais elástica e são dolorosos. A febre pode estar presente em ambos os casos, mas costuma ser alta nas infecções e baixa nas neoplasias malignas.

ROUQUIDÃO

O surgimento de rouquidão é um sinal de lesão das cordas vocais. Ele é comum em pessoas que abusam da voz ou após quadros de laringite. Cantores podem desenvolver nódulos nas cordas vocais que provocam alteração da voz. Pacientes com refluxo gastresofágico grave também têm riscos de desenvolver rouquidão.

O câncer na região da laringe pode acometer as cordas e provocar rouquidão. Cigarro e álcool são os dois principais fatores de risco para este câncer. A presença de dor de garganta, rouquidão, dificuldade para engolir e emagrecimento fala fortemente a favor de um tumor na região do pescoço, principalmente em fumantes de longa data.

ANEMIA

A anemia é um sinal muito comum de câncer e pode ocorrer em qualquer tipo de tumor. As células tumorais costumam produzir substâncias que agem na medula óssea, inibindo a produção de hemácias (glóbulos vermelhos), o que leva à anemia.

A anemia também pode ser provocada por perda de sangue, como nos casos dos cânceres do intestino e do estômago. Estes tumores costumam causar sangramentos que podem provocar anemias por carência de ferro. Nem sempre há sangue visível nas fezes. A perda de sangue pode ser pequena, porém constante, levando o paciente a ficar anêmico sem que a origem seja óbvia.

ALTERAÇÕES NOS TESTÍCULOS

O câncer de testículo é pouco comum na população geral, porém é o tumor maligno mais comum em homens entre 15 e 35 anos, um grupo que não costuma apresentar neoplasia maligna.

O achado mais comum no câncer de testículo é a presença de uma massa na bolsa escrotal, que pode ser dolorosa ou não, associado à sensação de peso e a um testículo mais endurecido.

A dor no testículo não é dos sintomas mais comuns no câncer, sendo a presença de uma massa palpável um sinal que merece mais preocupação. Assim como as mulheres fazem no auto-exame das mamas, todo homem deve fazer uma avaliação periódica da sua bolsa escrotal, procurando palpar massas ou alterações na consistência dos seus testículos. O câncer de testículo tem atualmente uma elevada taxa de cura, acima de 90% nas fases iniciais. Portanto, qualquer alteração deve ser imediatamente avaliada por um profissional urologista.

 “TODA ESTA INFORMAÇÃO É A INTEGRALIZAÇÃO DA TERAPÊUTICA NATURAL, ORGÂNICA, BIOLÓGICA, COM A MEDICINA ORTODOXA ALOPÁTICA, UMA NÃO TRABALHA SEM A OUTRA”.

Prof. Paulo Edson Reis Jacob Neto                                              

Do livro Compreender as doenças Graves Editorial Estampa Ltda.

http://drvictorsorrentino.com.br/cancer-uma-outra-visao/

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